terça-feira, 14 de junho de 2022

Redcore Linux - instalação e configuração

Tela do Redcore Linux instalado e atualizado, mostrando o Conky e o KInfocentre com as informações do sistema
Redcore Linux instalado e atualizado

Redcore Linux se propõe "levar o poder do Gentoo para as massas" — por isso, foi a distro que escolhi para substituir o saudoso Sabayon Linux como "distro de entrada" para esse ramo do Linux.

A instalação do Redcore Linux Hardened 2102 (=2021 nº 2), lançado em Outubro 2021, transcorreu sem qualquer problema — e a atualização inicial se completou na segunda tentativa — com a demora que, afinal, era prevista e avisada.

Por enquanto, uso o comando sisyphus para atualização do sistema, busca e instalação de pacotes — e nunca o Discover. — Evito usar o emerge (Portage), enquanto aprendo (para não me confundir); e deixo Flags, GCC etc. para quando me sentir habilitado.

A instalação de pacotes adicionais também não é problema, mesmo sem qualquer conhecimento anterior do Redcore ou do Gentoo. — Ainda não encontrei algumas coisas relativamente comuns, como o Midnight Commander (mc), ou GoogleEarth; e o Dolphin continua sem algumas características encontradas em todas as outras distros que já instalei, como o Painel Informações (F11) e "Mostrar dicas" — mas pude trabalhar normalmente com o Redcore Linux, durante 1 semana inteira (até agora).

Isto NÃO é um tutorial — mas, apenas, um registro da minha experiência (com erros e tropeços!). — Estruturar um relato me obriga a revisar cada detalhe, solucionar problemas, deixar a distro bem afinada, aprender coisas novas — e fico feliz se for útil aos colegas que se aventuram no mundo Linux sem serem "especialistas".

Índice

  • Download
  • Particionamento
  • Instalação
  • Atualização inicial
  • Sisyphus
  • Configurações
  • Dolphin
  • CPU e Temperatura
  • Por que Redcore Linux?

Download

Download da ISO do Redcore Linux 2102 pelo navegador

12 Junho 2022 - Clicar nos links da página de downloads do Redcore Linux não produz nenhum resultado, no meu navegador. — No ano passado, cliquei em cada item com o botão direito do Mouse para "copiar o link", e em seguida colei no Terminal, para fazer o download com o wget.

Este ano, cliquei com o botão direito do Mouse e escolhi "salvar o link como". — O navegador iniciou os downloads, mas parou no final. — No rodapé do navegador, um aviso de que "não pode ser baixado com segurança".

Cliquei na seta ao lado dos botões "descartar", fui à página de downloads do navegador — cliquei em "manter", tive de confirmar — e finalmente os arquivos foram salvos no HDD.

No ano passado, a velocidade de download passou um pouco de 20 MiB/s (segundo o Conky) e a média ficou em 16,9 MB/s (segundo o wget); — e este ano, chegou a 21,7 (segundo o Conky) — o que está bem perto do limite de 26,1 MiB/s da minha conexão de "200 megas".

Isso me animou bastante, pois prenunciava boas velocidades de download também nas atualizações. — A imagem ISO veio da Universidade de Princeton, nos EUA — país ao qual a internet do Brasil está umbilicalmente conectada.

Depois de instalado, verifiquei que o Sisyphus já veio configurado para usar o espelho de Princeton — o que é bom, pois a conexão do Brasil com a Europa é indireta (passando pelos EUA) — e com a Rússia nunca foi boa (agora pode estar pior):

# sisyphus mirror list
1   http://mirrors.redcorelinux.org/redcorelinux/amd64/packages/
2   http://mirrors.redcorelinux.org/redcorelinux/amd64/packages-next/
3 * http://mirror.math.princeton.edu/pub/redcorelinux/amd64/packages/
4   http://mirror.math.princeton.edu/pub/redcorelinux/amd64/packages-next/
5   http://mirror.alpix.eu/redcorelinux/amd64/packages/
6   http://mirror.alpix.eu/redcorelinux/amd64/packages-next/
7   http://mirror.yandex.ru/mirrors/redcorelinux/amd64/packages/
8   http://mirror.yandex.ru/mirrors/redcorelinux/amd64/packages-next/
Verificação sha256sum com ajuda do KWrite

Fiz a verificação da imagem ISO do Redcore Linux pelos comandos sha256sum e md5sum e colei os resultados no campo de busca do KWrite, para não errar nem perder tempo.

"Queima" do DVD pelo K3b, na menor velocidade disponível

"Queimei" o DVD pelo K3b, na menor velocidade permitida pelo hardware — um hábito que adotei há alguns anos, para reduzir perdas de mídia.

Particionamento

Criando partições e "movendo" para elas o Mocaccino

Não gosto de usar instaladores para particionar discos, pois nem sempre fazem o que penso ter entendido de suas interfaces. — Prefiro fazer o particionamento antes, usando o GParted ou o KDE Partition Manager, dos quais já sei exatamente o quê esperar.

O primeiro passo foi criar 2 novas partições e "colar" nelas (copy & paste) as partições Linux11 e Home11 — onde estava o Mocaccino OS. — Em seguida, alterei os Rótulos das cópias para Linux11b e Home11b, para evitar confusão, pois uso esses Rótulos para montagem automática, Conky, e até no /etc/fstab do Debian.

Formatando e tornando a rotular Linux11 e Home11

Por fim, formatei as partições Linux11 e Home11 originais — para mudar seus identificadores UUID — e tornei a aplicar esses rótulos.

Instalação

Início da sessão Live do Redcore Linux

Infelizmente, não encontrei nenhum aplicativo de captura de tela na sessão Live — por isso, tive de me conformar com fotos (bem ruins) pelo celular.

O instalador (Calamares) é muito prático. — Para começar, troquei o Idioma inglês "americano" pelo inglês do Reino Unido; selecionei o Fuso horário BRT; e Teclado Brasil (padrão = ABNT2).

Na etapa "Partições", selecionei "Particionamento manual" — para ter completa liberdade de escolher as partições que iria usar, e que já estavam prontas. — Talvez a opção "Substituir uma partição" servisse para fazer isso, mas preferi não arriscar.

Selecionei e "editei" as partições Linux11 para "raiz" (/), Home11 para a pasta pessoal (/home) — sempre verificando que não estivessem marcadas para formatar.

Antes de prosseguir, o instalador reclamou que faltava escolher a partição EFI. — Selecionei, editei, e me certifiquei de que não estava marcada para formatar.

Tentei selecionar também a partição Swap, mas não vi como fazer isso. — É fácil habilitar Swap mais tarde.

Na etapa "Usuários", dei ao computador o nome "Redcore" (era para ser Linux11, mas foi bom para identificar melhor no celular) — selecionei Login Automático — e criei uma senha separada para o Administrador (Root).

Resumo das escolhas, antes de realizar a instalação efetiva

Antes de efetivar a instalação no computador, o instalador apresenta um resumo das escolhas feitas pelo usuário — e esta é a última oportunidade para corrigir alguma coisa.

Obs.: - O Live Redcore Linux inverteu as posições de sda e sdb — e foram os Rótulos das partições (Linux11, Home11, EFI), visíveis na etapa "Partições", que me ajudaram a evitar algum desastre.

Depois de instalado, às vezes inverte sda e sdb — e outras vezes inverte sdb e sdc.

A instalação efetiva foi menos demorada do que eu esperava — cerca de 20 minutos (de DVD para SSD), contados pela hora das fotos — e para variar, os percentuais da barra de progresso do Calamares guardam pouca relação com a realidade.

Atualização inicial

Início da primeira atualização

A primeira atualização do Redcore Linux previa atualizar 984 pacotes binários — mas abortou após baixar 633, em 1 hora 19 minutos:

# date; sisyphus upgrade; date
Sun 12 Jun 16:54:24 -03 2022

These are the binary packages that would be merged, in order:
(...)
Total: 984 binary package(s)

Would you like to proceed? [y/N] y

(...)
>>> Downloading binary (632 of 984) gui-libs/libwpe-1.12.0.tbz2
100% [..............................................................] 83034 / 83034

>>> Downloading binary (633 of 984) media-libs/libplacebo-4.192.1.tbz2
Traceback (most recent call last):
  File "/usr/lib/python3.9/urllib/request.py", line 1786, in open
    return getattr(self, name)(url)
(...)
  File "/usr/lib/python3.9/socket.py", line 832, in create_connection
    sock.connect(sa)
OSError: [Errno socket error] [Errno 110] Connection timed out
Sun 12 Jun 18:13:12 -03 2022

Tornei a executar o comando de atualização — e ele anunciou que iria baixar 984 pacotes binários — sem nenhum desconto pelos 633 baixados até alguns minutos antes.

Dessa vez, a atualização se concluiu sem qualquer falha, após 3 horas 51 minutos, e no final deixou 420 linhas de mensagens para ler.

Velocidades de download durante o upgrade do Redcore Linux

A demora não se deve à velocidade de download, que atinge bons níveis — mas às interrupções ao final de cada pacote, de modo que ocorrem apenas picos isolados — com grandes intervalos entre um pacote e outro.

Isso lembra um pouco o comportamento das atualizações no Sabayon — que costumava baixar 3 pacotes de cada vez, interrompendo o download por algum tempo, até começar de novo.

Poucos momentos de intensa atividade de processamento

Houve poucos momentos de intensa atividade de processamento. — Como ainda não entendo do assunto, só posso imaginar que houve alguma compilação, aqui e ali. — E mesmo depois de terminado o download geral, alguma coisa ainda precisou ser baixada pelo emerge (acho).

Como resultado dessa atualização, que cobre 8 meses, desde o lançamento da ISO (Outubro 2021), o KInfocentre indica as diferenças de Kernel e Plasma:

2022-06-12 16:48:41                                    |   2022-06-13 00:17:38
                                                       |
      Operating System: Redcore Linux Hardened         |         Operating System: Redcore Linux Hardened
    KDE Plasma Version: 5.22.5                         |       KDE Plasma Version: 5.24.5
KDE Frameworks Version: 5.86.0                         |   KDE Frameworks Version: 5.93.0
            Qt Version: 5.15.2                         |               Qt Version: 5.15.3
        Kernel Version: 5.14.10-redcore (64-bit)       |           Kernel Version: 5.14.21-redcore (64-bit)

Sisyphus

Enfim, captura de tela no Redcore Linux

É claro que aproveitei esse tempo — do final da instalação, às 16:29, até o final da atualização, às 22:12 — para fazer pequenas configurações, principalmente no KDE Plasma.

Mas só depois da atualização poderia instalar algumas ferramentas mais urgentes — e aí já me deparei com a eventual necessidade da opção --ebuild do Sisyphus:

# history | grep install
  ...
   11                      date; sisyphus install conky; date
   16                      date; sisyphus install gnome-screenshot --ebuild; date
   19                      date; sisyphus install kdeconnect; date
   24  2022-06-12_22-42-36 date; sisyphus install inxi ; date
   26  2022-06-12_22-44-38 date; sisyphus install screenfetch; date
   28  2022-06-12_22-46-03 date; sisyphus install neofetch; date
   50  2022-06-12_23-50-37 date; sisyphus install kate; date
   56  2022-06-13_00-59-44 date; sisyphus install krename --ebuild; date
   58  2022-06-13_01-15-59 date; sisyphus install google-chrome; date
   94  2022-06-14_08-54-17 date; sisyphus install dmidecode --ebuild; date
  116  2022-06-14_23-16-39 date; sisyphus install kruler --ebuild; date
  124  2022-06-15_21-25-54 date; sisyphus install corefonts; date
  132  2022-06-16_11-21-23 date; sisyphus install kdesdk-thumbnailers --ebuild; date
  137  2022-06-16_11-31-21 date; sisyphus install baloo-widgets --ebuild; date
  142  2022-06-16_11-42-42 date; sisyphus install kdegraphics-mobipocket --ebuild; date
  152  2022-06-16_12-18-02 date; sisyphus install krusader --ebuild; date
  190  2022-06-16_15-51-22 date; sisyphus install konqueror --ebuild; date
  237  2022-06-17_10-48-12 date; sisyphus install app-text/html2text --ebuild; date
  267  2022-06-18_10-28-21 date; sisyphus install filelight --ebuild; date
  269  2022-06-18_10-29-58 date; sisyphus install kdiff3 --ebuild; date
  289  2022-06-19_17-20-43 date; sisyphus install youtube-dl --ebuild; date
  298  2022-06-20_11-36-05 date; sisyphus install imagemagick --ebuild; date
  305  2022-06-20_16-23-59 date; sisyphus install foliate --ebuild; date
  307  2022-06-20_16-34-50 date; sisyphus install kstars --ebuild; date

Por padrão, o Sisyphus só encontra e instala pacotes binários — mas quando não existem, ele poderá avisá-lo se existem ebuilds — arquivos do repositório Gentoo com a informação que o Portage necessita para manter o software (instalar, procurar).

Então, você repete o comando, acrescentando essa opção. — Para não perder tempo, é melhor usá-la sempre. — A opção --ebuild (ou apenas -e) pode ser usada o tempo todo, pois ela recai nos pacotes binários, se nenhuma compilação for necessária.

Com um comando sisyphus search dolphin, por exemplo, o Sisyphus encontra apenas 3 pacotes — mas com a opção --ebuild encontra 8 pacotes.

Mas, nem tudo são flores. Mesmo com essa opção, o Sisyphus não encontra Midnight Commander (mc) — o que me parece chocante. — Ok, logo terei de aprender mais um pouco, e começar a compilar o que o repositório do Gentoo não oferece (alguém já disse que compilou o Midnight Commander em 15 minutos, com 8 núcleos; só não disse como).

Enfim, até uma simples busca implica em nova consulta aos repositórios. — O Sisyphus não dá 1 passo sem verificar tudo de novo. — Se você fizer 10 buscas, uma após outra, terá 10 demoras iniciais.

Para desocupar espaço em disco, após 4 dias (16 Jun, 13:13) usei o comando # sisyphus autoremove — que reduziu em 2,4 GiB o espaço usado na partição (de 16,9 para 14,5 GiB).

Para contar os pacotes instalados, usei o comando # qlist -I | wc -l — que apontou o mesmo número indicado pelo Neofetch (1.454, naquele momento). — Para guardar uma lista de todos os arquivos instalados, usei o comando # qlist -I > qlist--installed.txt (pena que não era mais a instalação original, para documentar).

Falta ler mais algumas coisas sobre liberar espaço em disco — em especial eclean.

Configurações

Nome e versão do init do Redcore Linux, no Conky (imagem posterior)

Na linha do Conky que exibe o software init e sua versão:

${sysname} ${kernel} ${alignr}\
${execi 600 echo $(strings /sbin/init | awk 'match($0, /(upstart|systemd|sysvinit|busybox|runit|openrc|S6|66-boot)/) { print substr($0, RSTART, RLENGTH);exit; }')} \
${execi 600 rc-service -V | cut -c 21-26}

utilizei um vetusto comando strings com o recém-aprendido comando rc-service:

# echo $(strings /sbin/init | awk 'match($0, /(upstart|systemd|sysvinit|busybox|runit|openrc|S6|66-boot)/) { print substr($0, RSTART, RLENGTH);exit; }')
openrc

# rc-service -V
rc-service (OpenRC) 0.42.1 (Redcore Linux Hardened)

Dividi a linha em 3 pedaços (\) no Conky e fiz esta separação, por 2 motivos principais:

1) Os primeiros 2 trechos são válidos para todas as 12 distros que mantenho instaladas, o que permite manter o Conky tão "modular" quanto possível — e me facilita manter um "modelo" de arquivo de configuração facilmente aplicável a qualquer distro, mesmo em sessão Live; e

2) Espero que o comando strings me dê a certeza de qual init está de fato em uso — pois em algumas distros tenho mais de 1 instalado. — Assim, evito indicar o init errado, caso utilizasse um comando específico (de outro) para mostrar a versão.

Memória, Processos e Pacotes do Redcore Linux, no Conky (imagem posterior)

No bloco do Conky que exibe várias medidas desencontradas do uso de Memória RAM (Conky2, à direita), desabilitei a linha do htop — pois ainda não encontrei o pacote aha (Ansi HTML Adapter), necessário para converter a saída em formato web. — Até agora, só encontrei o html2text, que completaria a conversão para texto puro (plain text).

Mem:               ${alignr 100}up  ${uptime}

Total - Available  ${alignr 100}${exec bash MemInfo.sh; cat MemInfo.txt}
Conky (Mem)        ${alignr 100}${mem}
free               ${alignr 100}${exec free -m | grep Mem | cut -c 25-35} MiB
top                ${alignr 100}${exec top -E m -b -n 1  | grep buff | cut -c 41-50} MiB
neofetch           ${alignr 100}${exec neofetch  --stdout | grep "Memory" | grep -o -P '.{0,0}Memory.{0,9}' | cut -b 8-12} MiB
# htop               ${alignr 100}${exec echo q | htop | aha --line-fix | html2text | grep -o -P '.{0,6}/15' | cut -b 1-6}iB
inxi               ${alignr 100}${exec inxi --memory-short | grep -o -P '.{0,0}used.{0,14}' | cut -b 6-14}
screenfetch        ${alignr 100}${exec screenfetch -n -N | grep -o -P '.{0,0}RAM.{0,9}' | cut -b 5-12}

${execi 600 neofetch  --de_version on --stdout | grep "Packages:"}

${execi 600 neofetch  --de_version on --stdout | grep "DE:"}
${execi 600 kf5-config --version | grep 'Qt\|KDE'}
${execi 600 konsole -v} ${alignr 60}${execi 600 kate -v}
${execi 600 dolphin -v} ${alignr 60}${execi 600 gwenview -v}

${execi 600 neofetch  --de_version on --stdout | grep "CPU\|GPU"}
$hr

Datação do histórico dos comandos no arquivo .bashrc (imagem posterior)

Por volta de 22:40, lembrei de datar os comandos no .bash_history — tanto do usuário quanto do Administrador. — A data e a hora dos comandos só passa a ser registrada após fechar e reiniciar o Konsole (como fiz); ou de imediato, recarregando suas configurações pelo comando source:

$ echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
$ source ~/.bashrc

# echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
# source ~/.bashrc

Os comandos executados antes desse momento permanecem não-datados — e aparecem com a data e hora do momento atual, no comando history. — Por isso, eu não saberia em qual momento instalei o Conky, o gnome-screenshot e o KDE Connect (sem recorrer aos logs do sistema), se não incluísse date no início e no final dos comandos sisyphus.

22:54 - Várias coisas dependiam da montagem automática de partições adicionais — que eu estava evitando, para não criar pontos de montagem pertencentes ao Administrador. — Para isso, eu precisava criar um arquivo /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules e colar nele uma autorização para a montagem dessas partições pelo udisks2 sem privilégios:

# history
   37  2022-06-12_22-54-52 nano /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules
   
Pasted content:

# cat /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules
// Allow udisks2 to mount devices without authentication
polkit.addRule(function(action, subject) {
if (action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system-internal") { return polkit.Result.YES; } });

Criando atalhos para o gnome-screenshot no Redcore Linux KDE

Ainda precisei instalar inxi, Screenfetch, Neofetch e ler um mínimo sobre o OpenRC (Gentoo, Alpine Linux) — para adaptar meu Conky ao Redcore — e configurar os atalhos para o gnome-screenshot:

$ rc-service -V
rc-service (OpenRC) 0.42.1 (Redcore Linux Hardened)
         1         2         3         4         5
123456789012345678901234567890123456789012345678901234567890

$ rc-service -V | cut -c 12-26
(OpenRC) 0.42.1

$ rc-service -V | cut -c 21-26
0.42.1

PrtScn                        --- capturar e salvar
gnome-screenshot -p -f PATH/$(date +%F_%H-%M-%S)_Rc.jpg
Shift+PrtScn                  --- com espera de 7 segundos
gnome-screenshot -p -d 7 -f PATH/$(date +%F_%H-%M-%S)_Rc.jpg
CTRL+Shift-PrtScn             --- capturar janela ativa
gnome-screenshot -w -p -f PATH/$(date +%F_%H-%M-%S)_Rc.jpg

Instalando fontes a partir de arquivos locais

Executei o sensors-detect, para configurar o sensors, necessário para o Conky exibir as Temperaturas de modo correto. — Instalei algumas fontes a partir de velhos arquivos locais e executei o comando # fc-cache -fv para atualizar o cache de fontes.

Habilitando Compositor para obter Transparência no Redcore KDE

Por algum motivo, o Compositor de Tela ainda precisava ser habilitado para as sessões do Plasma KDE, para obter Transparência no Conky, no Painel, no Menu (tema Maia Transparent, originário do Manjaro) e na decoração das janelas (Transparent Oxygen).

Isso também aconteceu no Debian testing, há alguns meses, quando os desenvolvedores introduziram apenas 1 ou 2 pacotes de uma nova versão do Plasma KDE — mantendo todo o resto da versão anterior..

Copiando scripts de outra partição /home

Copiei da /home de outra distro (Home10) o script MemInfo.sh, que calcula o uso de Memória RAM conforme proposto por Linus Torvalds em 2014 — para vigiar os cálculos do Conky e das demais ferramentas:

MEM_TOTAL=$(awk '/MemTotal/ { printf $2 }' /proc/meminfo); \
MEM_AVAIL=$(awk '/MemAvailable/ { printf $2 }' /proc/meminfo); \
MEM_USED_KILO="$(($MEM_TOTAL-$MEM_AVAIL))"; \
MEM_USED_BYTES_X_1000="$(($MEM_USED_KILO*1000))";\
echo "$(($MEM_USED_KILO/1024))" MiB > MemInfo.txt

(*) Me parece incorreto dividir (MemTotal - MemAvailable) / 1024, pois o kB (com k minúsculo) no /proc/meminfo é muito claro em se referir ao sistema SI (portanto, o divisor deveria ser 1024² / 1000 = 1048,576) — mas essa parece ser a prática adotada pelos desenvolvedores das várias ferramentas — e o demorado e árduo parto da mudança que era mais relevante sugere que não vale a pena, neste momento, complicar as coisas com a proposta de outra mudança adicional, de resultados insignificantes (a diferença de +2,4% é irrelevante, dentro das oscilações normais de uso de RAM a cada segundo).

Montagem pelo UDisks2 e cópia de Autostarts do Conky

Enfim, montei manualmente as partições adicionais pelo Dolphin (udisks2) e ocultei as que uso pouco. — Com a perspectiva de montagem automática (a seguir), aproveitei para copiar de outra distro os arquivos de início automático do Conky.

Uma segunda instância do Conky exige outro arquivo de configuração

13 Jun 2022 - Uma segunda instância do Conky, precisa de outro arquivo de configuração:

conky -c /home/flavio/.config/conky/conky2.conf

(comando do início automático do Conky 2).

Montagem automática de todas as partições

Pelo KDE System Settings >> Removable storagem >> Removable devices, podem-se marcar uma ou várias partições adicionais para montagem automática no início da sessão Plasma pelo UDisks2 (sem incluí-las no fstab) — ou marcar todas com apenas 1 clique, no alto.

Dependendo da distro, basta fazer isso 1 vez — ou um punhado de vezes. — Depois, a montagem automática se normaliza e só em raros casos volta a falhar.

No Redcore Linux, a montagem automática só passou a funcionar por completo depois de vários Restart — e para isso, torno a montar manualmente as que faltam, pelo Dolphin, até adestrar o UDisks2. — Mas voltou a falhar algumas vezes, ao longo da semana.

Inversão de sdb e sdc no Redcore Linux

Primeiro, atribuí essas falhas ao fato de que, às vezes, o Redcore inverte as posições de sda e sdb — e outras vezes inverte sdb e sdc — embora os dispositivos estejam sempre plugados nos slots Sata nº 1, Sata nº 2, Sata nº 3.

Manter a lista dos "Dispositivos desconectados"

Esse talvez fosse um dos motivos pelo quais o KDE System Settings desenvolve uma longa lista de "dispositivos desconectados" — com as mesmas partições montadas no momernto (logo acima). — Espero que, com o tempo, todas as possíveis alternativas acabem sendo "cadastradas" e lembradas, e a montagem automática passe a funcionar em todas as inicializações do sistema.

Nesse afã de normalizar a montagem automática das partições adicionais, resolvi deletar logo as partições do Mocaccino OS — sem lembrar das anotações e capturas de tela que ainda estavam em sua /home.

Entre um Restart e outro, configurei o Kate para abrir automaticamente a última sessão anterior — com as anotações do Redcore, um arquivo Diversos.txt com inúmeros comandos e dicas de uso frequente, e as configurações das 2 instâncias do Conky.

Em algum momento, mais tarde, também configurei o Kate e o KWrite para eliminar todos os espaços em branco, no final de todas as linhas — e nunca acrescentar uma linha em branco no final — ao salvar os arquivos.

Dando ao Usuário a posse dos pontos de montagem do Redcore

Outro dos possíveis motivos, é que vários pontos de montagem pertenciam ao Administrador (Root)— e achei que isso poderia atrapalhar a montagem automática pelo UDisks2. — Mas não entendo o suficiente, do Linux, para saber se essa hipótese faz algum sentido.

Na minha ingenuidade, eu também pensava que uma das "vantagens" de usar pontos de montagem em /media/$USER/ ou em /run/media/$USER/ fosse sua "limpeza" completa, ao encerrar a sessão do Usuário — quando essa pasta é esvaziada.

Para "ver" a situação "de fora", carreguei o openSUSE (1 semana mais tarde) — e descobri que persiste uma cópia de /run/media/$USER/ na pasta /var (não só no Redcore!).

Lá estavam os tais pontos de montagem pertencentes ao Administrador. — Portanto, de nada adiantariam meus esforços para corrigir isso por comandos, p.ex., tipo # chown 1000:1000 /run/media/#USER/[mountpoint] dentro do próprio Redcore — pois no boot seguinte a situação anterior seria restabelecida a partir da cópia na pasta /var.

Então, executei o comando chown 1000:1000 nos pontos de montagem, nesse "backup" guardado na pasta /var do Redcore — a partir do openSUSE.

Reiniciei o computador — o Redcore Linux carregou com todas as partições adicionais automaticamente montadas (dessa vez, pelo menos!) — e até agora não explodiu nada.

Recebendo fotos do celular pelo KDE Connect

Ainda na primeira hora do dia 13, liberei o KDE Connect com o celular, para poder baixar logo as fotos da instalação e da atualização inicial:

# history
   52  2022-06-13_00-50-07 iptables -I INPUT -p tcp --dport 1714:1764 -j ACCEPT
   53  2022-06-13_00-50-20 iptables -I INPUT -p udp --dport 1714:1764 -j ACCEPT

Abrir pasta com o KRename

Configurei uma associação de arquivos para o KRename ser a segunda opção de "abrir pastas" — o que facilita renomear rapidamente todas as fotos recém-baixadas, ainda em Downloads. — Renomeio com o mesmo padrão "data+hora" que uso nas capturas de tela e no histórico de comandos, o que facilita reuni-los em sequência cronológica.

Colocando o ícone do Redcore Linux no Menu

Substituí o ícone do Menu, quase invisível, pelo do Redcore Linux, em vermelho vivo. — Habilitei no Menu a seção de aplicativos e arquivos usados recentemente, no Menu. Desabilitei a "expansão" de sua Busca para incluir Favoritos (Bookmarks), Arquivos e Emails.

Substituição do Task Manager pelo Icons-only Task Manager

Substituí o Gerenciador de Tarefas tradicional por outro só com ícones.

Reconfigurei o "Zoom In", de 1,2x para 3,0x de cada vez — o que facilita capturar detalhes do Conky sem perder tempo.

Habilitando o Blur

Habilitei o Blur, que por algum motivo estava inativo. — Com isso, o Menu do Maia Transparent ficou legível.

Agendamento do script para 10 minutos após o boot

Corrigi o bash script RAM.sh (copiado de outra distro) — que salva informações do uso de Memória — e agendei para ser executado 10 minutos após o boot. O tempo de ir buscar um café e ver se o mundo ainda está lá fora.

Linhas longas demais nas mensagens do Sisyphus

Toda vez que eu abria a sessão do Kate com as anotações sobre o Redcore, eu recebia uma mensagem de "linha longa demais". — Sim, o Sisyphus colocou as pastas, os nomes e as versões de todos aqueles 984 pacotes da atualização inicial em uma única linha de 28.664 caracteres, com 2 espaços em branco separando uns dos outros.

Selecionei aquela linha descomunal — basta Shift-End (2 vezes) — cortei e colei num arquivo provisório, para ver o que se poderia fazer com aquilo.

Nesses casos, o Google me manda logo para o Stackoverflow — a partir dali, pesquisei o comando tr para mais dicas — e acabei resolvendo o problema com 2 ou 3 comandos, que até hoje não sei muito bem o que fazem, nem como fazem:

   51  2022-06-13_11-38-06 sed -i.backup "s/), /)\n/g" try1.txt
   52  2022-06-13_11-38-22 sed -i.backup "s/  /)\n/g" try1.txt
   53  2022-06-13_11-38-35 tr [:space:] '\n' < try1.txt > try1x.txt

Em resumo, eu queria substituir cada 2 espaços por uma quebra de linha. — Os 2 primeiros não fizeram isso (na verdade, o segundo adicionou um fecho de parêntesis, que não me interessava) — mas, sem executá-los primeiro, o último introduzia 2 quebras de linha.

Após os 2 comandos iniciais, sim, o último introduziu apenas 1 quebra de linha — e finalmente consegui uma bela lista de 984 linhas, que o Kate / KWrite aceita com um sorriso.

Desabilitando a detecção de outras distros pelo Grub do Redcore

No arquivo de configuração /etc/default/grub, retirei os parâmetros "quiet splash", adicionei uma linha GRUB_DISABLE_OS_PROBER="true" — e executei a atualização do Grub, para que essas mudanças sejam incorporadas ao Grub do Redcore Linux.

Naturalmente, mais tarde reinicializei o computador e carreguei o openSUSE, cujo Grub é meu Menu de inicialização. — Ao atualizar o Grub do openSUSE, ele "lê" o Grub das outras distros, e incorpora essas mudanças que fiz no Redcore Linux.

Personalização do Gimp

14 Jun 2022 - Ao iniciar a sistematização deste relato, aproveitei para personalizar o Gimp. — Desmembrei a "janela única", descartei a caixa da direita, simplifiquei o Toolbox (à esquerda), adicionei a ele a aba Camadas, apliquei um Tema escuro, criei 2 atalhos (X para Crop, S para salvar como) etc. — e salvei logo as Opções de Ferramentas, para não perder todas essas configurações se faltar luz antes de fechá-lo.

Habilitando a partição Swap

15 Junho 2022 - Finalmente lembrei de habilitar a partição Swap. — Como não sei quais parâmetros o Redcore Linux prefere, analisei os arquivos /etc/fstab das outras distros e adotei os parâmetros mais "populares" entre elas — em especial, PCLinuxOS, Slackare e MX Linux (o Void usa none swap sw 0 0):

01        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  swap   swap   defaults   0  0
02        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  none   swap   defaults   0  0
03        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  none   swap   sw         0  0
04        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  swap   swap   defaults   0  0
05        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  none   swap   sw         0  0
06        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  swap   swap   defaults   0  0
07        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  swap   swap   defaults   0  0
08        /dev/sdb16                                 swap   swap   defaults   0  0
09        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  none   swap   sw         0  0
10        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  none   swap   defaults   0  0
12        UUID=a6bc03e6-ae71-4504-a8f5-c7bc79021e96  swap   swap   defaults   0  0

17 Jun 2022 - O Night Colour não detectou minha localização. — Tive de inserir Latitude e Longitude.

Dolphin

Painel Informações (F11) no KDE Neon

Dolphin sem a opção de exibir o Painel Informações (F11), do lado direito, tem sido a "novidade" mais difícil de lidar, em uma semana usando o Redcore Linux.

Nunca vi essa falha, em todas as outras distros que já instalei — nem quando experimentei instalar o Dolphin em sessões Live de distros com outros ambientes.

Ferramenta "Mostrar dicas" do Dolphin no KDE Neon

Imaginei compensar isso com a ferramenta "Mostrar dicas", que exibe uma miniatura e os dados da foto ou imagem — o que ainda não seria o ideal — mas esse recurso também está ausente no Dolphin do Redcore Linux.

Dolphin com os módulos de pré-visualização de arquivos

Instalei todos os módulos de pré-visualização de arquivos no Dolphin — para os tipos de arquivo que utilizo* — mas isso não consertou o Dolphin (como, aliás, não era mesmo de se esperar).

* Deixei para mais tarde apenas a instalação do Marble, que habilita a pré-visualização de arquivos KML e KMZ.

Dolphin no modo de visão em ícones

Tentei usar o modo de visão em Ícones, mas não consegui lidar com isso. — Nomes dispersos, em linhas quebradas — e um enorme desperdício de espaço.

Naturalmente, a vida continua — e já completei 8 dias de uso contínuo do Redcore Linux — mas a vontade de reiniciar a máquina e carregar outra distro é uma constante.

CPU e Temperatura

CPU a 100ºC ao instalar KStars

20 Jun 2022 - A instalação do Foliate levou cerca de 7 minutos, com alto uso de CPU e elevadas temperaturas, chegando em alguns momentos a 100ºC.

A instalação do KStars demorou cerca de 7 minutos — com a ventoinha do cooler uivando a todo vapor — e longos períodos a 100ºC.

Uma pesquisa rápida apresentou vários tópicos no fórum do Gento — de pessoas perguntando se temperaturas de 100ºC são normais, ao compilar pacotes — e várias pessoas respondendo que o normal fica em torno de 60ºC, ou até menos.

Trocar a pasta térmica e limpar a ventoinha do cooler não é um bicho-de-7-cabeças — mas os registros do início de 2020, quando as peças do computador tinham acabado de sair das embalagens, mostram que eu obteria uma redução de, no máximo, 11ºC, e provavelmente nem metade disso. — Portanto, a solução deveria estar em outro lugar.

Void, PCLinuxOS e KDE Neon inativos até 10 minutos após o boot

O exame de mais alguns registros mostrou que várias das minhas distros ficam pouco acima de 800 ou 900 MHz, quando em repouso — e vão a 3.900 ou 4.000 MHz numa fração de segundo, quando necessário.

Isso está de acordo com a velocidade-base de 2.900 MHz e Turbo-Boost até 4.100 MHz, nas especificações. — Ou, segundo o inxi: Speed: 800 MHz min/max: 800/4100 MHz Core speeds (MHz): 1: 800 2: 800 3: 800 4: 800 5: 800 6: 800.

Slackware e Redcore Linux inativos até 10 minutos após o boot

Uma exceção era o Slackware, que costuma oscilar nas proximidades de 4.000 MHz — e pelo que vejo agora, também o Redcore Linux. — Mas quando a compilação de pacotes do Redcore começa a aquecer demais os núcleos, a frequência diminui para 3.600 a 3.700 MHz.

Compilação sem Turbo-Boost e sem aquecimento, no Redcore

Alguma coisa no fórum do Gentoo me levou a desativar o Turbo-Boost no UEFI Bios Setup, para testar o comportamento.

O Redcore já iniciou na frequência de 2.900 MHz e apresentou temperaturas levemente menores do que em todas as sessões da última semana (detalhe do alto, acima).

Removi o Foliate, expurguei os pacotes órfãos, e tornei a instalar o Foliate:

# history
  314  2022-06-20_22-15-20 date; sisyphus uninstall foliate; date
  316  2022-06-20_22-17-38 date; sisyphus autoremove; date
  318  2022-06-20_22-19-45 date; sisyphus install foliate --ebuild; date

Dessa vez, a instalação do Foliate levou cerca de 8 minutos e meio — as temperaturas ficaram abaixo de 70ºC (detalhe ao centro, acima), e a frequência se manteve em 2.900 MHz, sem redução alguma. — Agora, sim, a limpeza da ventoinha do cooler e a troca da pasta térmica poderão reduzir essas temperaturas para menos de 60ºC.

A partir dessas observações, minhas leituras sobre o Redcore Linux (e o Gentoo) passam a ter um sentido a mais — pois até hoje nunca tinha pensado em desabilitar o Turbo-Boost. — Não jogo, nem faço processamentos intensivos.

Não sei se vale a pena manter esse recurso desativado em caráter permanente — exceto até acabar de instalar os pacotes que preciso no Redcore Linux.

Também é cedo para falar do seu ritmo de atualizações. — Nenhuma nos últimos 8 dias.

\\\\

Por que Redcore Linux?

Sabayon instalado no meu antigo PC desktop

Não sou "profissional de TI", mas apenas um usuário enxerido — e manter várias distros em dualboot (ou multiboot) é um modo de ter alternativas prontas para uso imediato, em caso de catástrofe local ou remota. — Para poder passar de uma distro a outra e continuar trabalhando sem perda de tempo, uso sempre KDE e procuro aplicar sempre as mesmas configurações (incluindo um Conky mais informativo do que decorativo).

Limitei minha coleção a 12 distros — atualmente, 2 do ramo Debian (Debian + MX Linux); 1 do sub-ramo Debian-Buntu (KDE Neon); 2 do ramo Arch (Arch + Manjaro); 2 do ramo Mandrake (PCLinuxOS + Mageia); além de openSUSE, Fedora, Slackware e Void, de seus próprios ramos da árvore Linux. — Isso permite me familiarizar, no dia-a-dia, com um leque amplo de distros, muito diferentes umas das outras, empresariais ou comunitárias, mais completas ou mais enxutas, com diferentes abordagens, filosofias, gerenciadores de pacotes, sistemas init etc.

Em cada "ramo" da árvore Linux, procuro começar por uma distro mais amigável, para me familiarizar, e mais tarde avanço (ou não) para o mais complexo.

Foi mais ou menos o que fiz, por exemplo, no caso do Arch Linux. Primeiro, instalei o Manjaro, no início de 2017 — e 6 meses depois instalei o Arch pelo Revenge Installer (atualmente Zen Installer), para me familiarizar mais um pouco com a distro. — Só 2 anos depois, enfrentei a instalação (em Bios-MBR, depois em UEFI-GPT), pelo "modo Arch", também conhecido como "modo BTW" ou "modo RTFM".

Com aquela experiência, me senti pronto para instalar o Void (em Bios-MBR, depois em UEFI-GPT). — O modo de instalação "construir peça por peça" tinha deixado de ser um bicho-de-7-cabeças, para mim (apesar de o Void não ter nada a ver com Arch!). — Mas o Gentoo exige muito mais tempo e energia do que estou disposto a investir, por enquanto.

Comecei pelo Sabayon Linux, instalado no final de 2018 no meu antigo PC desktop, mas ele foi descontinuado pouco depois, em favor do Mocaccino OS — com o qual ainda não consegui me entender — e acabei escolhendo o Redcore Linux, em Junho 2021, para continuar experimentando uma distro do ramo Gentoo, antes de me arriscar (ou não!) no Gentoo propriamente dito.

Hits nas páginas do Distrowatch sobre as distros Gentoo-based

Redcore Linux era a distro do ramo Gentoo que parecia despertar mais interesse (na média dos 6 meses anteriores), entre os visitantes do Distrowatch, em Junho do ano passado. — Isto não significa maior ou menor número de usuários efetivos de uma distro, mas tão somente, maior ou menor número de pessoas querendo verificar detalhes de cada uma delas, nas páginas do próprio Distrowatch. — E isso flutua muito, aumentando a cada lançamento e diminuindo depois. O Redcore Linux 2101 (=2021 nº 1) tinha acabado de ser lançado, e é normal que mais pessoas clicassem na página do Distrowatch sobre a distro, para verificar mais detalhes. Hoje, passados 8 meses do último lançamento, está em 107º lugar no ranking geral (média de acessos nos últimos 6 meses), e foi superada pelo CloudReady (que fez um lançamento há apenas 2 meses; mas não se destina a PC desktop).

Fora dessas flutuações sazonais, o ranking reflete cliques induzidos por milhares de usuários, que estão sempre elogiando ou recomendando distros em centenas de fóruns e blogs mais populares, no mundo inteiro — e o Redcore Linux tem se mantido nessa faixa de variação (sempre considerando a média dos 6 meses anteriores). — Por experiência pessoal de mais de 10 anos, tenho verificado que esse ranking acaba por refletir um "mix balanceado" das distros mais faladas, com repositórios mais completos, maior número de usuários para ajudarem uns aos outros, fóruns mais ativos ou maior presença em outros fóruns, conserto mais rápido de eventuais bugs etc.

Neste momento (Junho 2022), as outras distros que mantenho instaladas estão em 1º, 4º, 7º, 8º, 11º, 14º, 15º, 17º, 32º, 39º e 51º lugares, e a meu ver isso corresponde mais ou menos às gradações daquele "mix" — nada muito difícil (ok, Gentoo está em 50º, mas exige muita compilação). — Tentar uma distro que oscila na faixa do 83º ao 107º lugar implica em estar disposto a enfrentar um pouco mais de dificuldade, em pelo menos alguns quesitos daquele "mix balanceado".

Mas esse ranking foi só 1 dos elementos que levei em consideração. — Eu já tinha pesquisado as demais distros do ramo Gentoo (além dele próprio), para avaliar qual poderia se adequar melhor ao meu projeto, e achei que Redcore era a que me atenderia. — Conversando com os colegas, recebi a indicação de um vídeo do Terminal Root, que confirmou minha avaliação.

Download da ISO do Redcore Linux 2101 pelo wget

Naquela época, baixei a ISO Redcore Linux Hardened 2101 (=2021 nº 1), recém-lançada, verifiquei md5sumsha256sum, "queimei" em DVD (para guardar) — mas não consegui completar o boot da sessão Live, por mais que tentasse. — Tive de resolver outras coisas mais urgentes, e acabei esquecendo do Redcore Linux.

Só voltei àquele projeto no final do mês passado. Pesquisei mais um pouco, baixei e instalei o MocaccinoOS (muito fácil: nenhum problema) — mas depois não consegui atualizar, nem instalar nenhum pacote (erros do Luet ao acessar os repositórios, 2 dias seguidos; e quase sem resultados no Google), e concluí que não estou pronto para essa distro, ou ela ainda não está pronta para um "usuário comum" (mesmo que enxerido), como eu. — De fato, sua própria documentação (fraquíssima) alerta que continua "em andamento" (work in progress); e permanece até hoje na lista de espera do Distrowatch, desde Novembro 2020.

Infelizmente, minhas anotações e capturas de tela dos problemas com o Luet e os repositórios estavam na /home dele — que deletei sem pensar, depois de instalar o Redcore.

Enfim, baixei a ISO Redcore Linux Hardened 2102 (=2021 nº 2), lançada em Outubro 2021, verifiquei md5sumsha256sum, "queimei" em DVD — o boot da sessão Live concluiu de imediato — e instalei com a maior facilidade, sem nenhum problema.

__________________________
Publicado inicialmente em 14 Junho 2022