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| Artix Linux com KDE Plasma, OpenRC e XLibre • |
Há muito tempo, eu queria experimentar o Artix Linux — sem SystemD — para conferir a viabilidade de substituir o Arch Linux, dentro dos meus hábitos de trabalho no computador.
Como brinde, agora o Artix vem com XLibre — um fork do X11 com a perspectiva de atualizações de segurança — embora o usuário do KDE possa escolher sessão Plasma Wayland ao fazer Login.
Instalei o Artix em outra partição (dualboot), para experimentar pelo tempo que for necessário, antes de deletar (ou não) meu Arch. — Gostei do Artix, desde o primeiro dia, e quase não quero sair dele — mas ainda pretendo testar e aprender muito mais.
Índice
- Download, sha256sum, K3b
- Instalação
- Grub, X11 / XLibre, ajustes
- Capturas de tela
- Flatpaks-fantasma
Download, sha256sum, K3b
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| Download e verificação da imagem ISO do Artix Linux |
Minha intenção era fazer a instalação por comandos, como fiz com o Arch (2019, 2020), mas a preguiça me perguntou: — Preciso fazer isso? — Mais tarde, talvez. Não, necessariamente, agora.
Vi que a Wiki do Artix desestimula esse esforço: — “A menos que você (...) esteja realizando uma instalação em servidor sem interface gráfica, há poucos motivos para usar as imagens básicas”. — Então, examinei as imagens ISO com KDE Plasma, e optei pelas “semanais” (não-testadas), que tinham sido lançadas naquele mesmo dia.
Escolhi OpenRC init, por ser mais “conhecido” e me parecer que tem uma base maior de desenvolvedores e usuários (Gentoo). — Atualmente, já tenho o Runit no Void — e vejo falar menos do “dinit” e do “s6”.
Baixei a imagem “artix-plasma-openrc-20260407-x86_64.iso” da página de downloads do Artix; — fiz a verificação pelo “sha256sum”; — e “queimei” pelo K3b em DVD, para guardar.
O download direto prometia durar horas, pois não há espelhos no Brasil. — Baixei por Torrent, em cerca de 1 minuto.
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| Configuração do Fuso Horário, Teclado, Localização da sessão Live |
No menu de boot, alterei o Fuso Horário para BRT, o Teclado para ABNT2, o Idioma / Localização para Reino Unido (en_UK) — e a sessão Live já começou com o horário correto: 12:05.
$ whoami
artix
$ echo $XDG_SESSION_TYPE
x11
$ history
5 2026-04-07_12-12-52 sudo pacman -Sy
7 2026-04-07_12-18-10 sudo pacman -S gnome-screenshot
9 2026-04-07_12-37-16 echo $XDG_SESSION_TYPE
11 2026-04-07_12-38-50 sudo pacman -S conky
13 2026-04-07_12-53-48 echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
14 2026-04-07_12-54-03 source ~/.bashrc
15 2026-04-07_12-54-08 history
A sessão Live já começou em XLibre (identificado como X11) — o que foi ótimo, para poder usar o “gnome-screenshot” e o Conky.
Não encontrei a senha do Live User (artix) — mas o “sudo” não pediu.
Instalei o “gnome-screenshot” (a ISO veio sem KDE Spectacle), o Conky; — configurei os atalhos para salvar as capturas em um Pendrive de 2 GB; — e pude documentar tudo desde o início:
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| Configuração do gnome-screenshot para documentar a sessão Live |
Usei uma configuração do Conky que tenho no Pendrive; — movi para o Pendrive os arquivos do ~/Desktop (manuais em PDF); — e instalei fontes Verdana, mais legíveis e econômicas de espaço na vertical.
Instalação
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| Iniciando a instalação do Artix pelo Calamares |
Antes de abrir, o instalador Calamares avisou que a opção “online” é experimental — e recomendou usar a opção “offline”.
Ainda no “Welcome”, eu já tinha alterado o Idioma para Inglês britânico (en_UK). — Ao escolher o Fuso Horário BRT, no instalador Calamares, não percebi que isto iria colocar Números e Datas em Português do Brasil. — Se percebesse, teria alterado, ali mesmo.
- Ao pedir ou oferecer ajuda em qualquer fórum internacional, imagens em Português são uma barreira. — O Inglês é universal. — Na variante do Reino Unido (UK), as datas seguem um padrão familiar para nós, no Brasil. Melhor ainda, a variante da Irlanda (en_IE).
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| Escolha manual de partições que já existiam |
Selecionei layout de Teclado “Português (Brasil)”, “Default” (ABNT2); — e escolhi particionamento manual — pois eu já tinha as partições prontas. Só faltava escolher e configurar cada uma.
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| Resumo das configurações de instalação do Artix Linux |
Marquei para formatar apenas a partição-raiz (Linux11), pois desejava preservar a pasta pessoal existente partição Home11, com inúmeras configurações que vim fazendo ao longo dos anos; e os bootloaders existentes na partição ESP (EFI2). — Essas opções são mostradas no “Resumo” (Summary) — e convém verificar com cuidado, para evitar algum desastre.
Se eu tivesse prestado atenção, veria que estava configurado “números e datas em Português do Brasil” — e poderia voltar atrás, para corrigir. — Felizmente, isso não é um desastre.
Eu não tinha configurado a partição Swap, porque não entendi como fazer isso, nesta versão do instalador Calamares. — Mas é muito simples e fácil configurar isso depois de instalar a distro.
A instalação no “disco” — etapa automática, com um belo slide-show — foi feita em 7 minutos, das 14:22 às 14:29.
Grub, X11 / XLibre, ajustes
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| O Grub do Artix não detectou o openSUSE |
Não cheguei a testar o Grub do Artix para cada uma das distros que tenho em dualboot / multiboot. — Apenas constatei que ele não detectou nem incluiu o openSUSE, instalado em partição BtrFS, e sem partição “/boot” separada. — Deveria aparecer logo acima do Arch Linux.
Essa falha é (ou, era) comum, no Grub de várias distros. — Por isso, o Grub do openSUSE é meu “Menu de inicialização”.
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| Novo Login, agora em sessão Plasma X11 (XLibre) |
A sessão Live tinha entrado automaticamente em Plasma X11 — mas eu demorei uns 20 minutos para perceber que a primeira sessão depois de instalado tinha entrado em Plasma Wayland. — Apenas, nada acontecia como eu esperava, a começar pelo gnome-screenshot, que só funciona em X11 / XLibre. E sem capturas, prefiro não seguir adiante, porque depois não posso reconstituir quais configurações alterei.
O que me resta daqueles 20 minutos iniciais são apenas os logs, algumas anotações em TXT, e uma ou outra foto — porque frustração não se fotografa. — O mais comum, é um iniciante xingar a distro, e procurar outra, que funcione conforme o esperado, desde o primeiro minuto:
# history | grep '2026-04-07'
1 2026-04-07_15-21-30 history
2 2026-04-07_15-26-29 date; time pacman -Syu; date
3 2026-04-07_15-27-32 date; time pacman -S gnome-screenshot; date
4 2026-04-07_15-32-31 date; time pacman -S conky; date
$ history | grep '2026-04-07'
219 2026-04-07_15-33-51 gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%F_%H-%M-%S)_Ax.jpg
220 2026-04-07_15-33-59 gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%F_%H-%M-%S)_Ax.jpg
221 2026-04-07_15-38-02 killall conky
222 2026-04-07_15-38-44 gnome-screenshot
223 2026-04-07_15-42-32 echo $XDG_SESSION_TYPE
$ echo $XDG_SESSION_TYPE
wayland
2026-04-07 15:44:55 -- Logout, Login X11...
$ echo $XDG_SESSION_TYPE
x11
Na sessão Plasma X11, finalmente, inúmeras coisas voltaram a funcionar — quase como se eu estivesse usando a distro instalada antes, ou qualquer outra dos últimos anos — Reaproveitar a plasta pessoal de usuário é uma grande economia de trabalho.
Naturalmente, faltava corrigir várias coisas — como trocar o ícone do Menu; ativar o código do Conky para indicar a versão do OpenRC; ajustar scripts; — e instalar dezenas de pacotes, como LibreOffice, Gimp, KDE Connect (liberar portas), yay etc.
Para facilitar, gerei listas dos pacotes instalados no Arch e no Artix, e usei o comando “diff -y” para apontar as diferenças — Há coisas que instalei no Arch, mas perderam sentido, e não vou instalar no Artix.
No dia 7 Abril, o Google Chrome apresentou excesso de uso de CPU e aquecimento — mas isto parou depois de uma atualização geral e reinicialização. — É sempre bom atualizar tudo, ao instalar um novo pacote, para evitar defasagens entre uns e outros.
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| Atualização do Grub e correção da prioridade de boot |
Mais tarde, atualizei o Grub do openSUSE — meu “Menu de inicialização — e corrigi a ordem de prioridade dos bootloaders, pelo “efibootmgr”.
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| Desabilitando a detecção de outras distros e atualizando o Grub |
Dias depois, desabilitei a detecção (os-prober) de outras distros — e o tempo de atualização do Grub caiu de mais de 40 segundos para menos de 3 segundos. — Curiosamente, nesse dia detectou o openSUSE, mas não parei para verificar se funcionaria corretamente.
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| Deletando pastas de usuários experimentais |
Deletei as pastas pessoais de 2 usuários criados numa distro anterior — apenas para teste — e que não existem nessa instalação do Artix.
Capturas de tela
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| Falha do gnome-screenshot com o parâmetro “-w” e formato JPG |
Desde Outubro 2025, o parâmetro “-w” do gnome-screenshot — capturar só a janela ativa — salva arquivos JPG “vazios” (0 byte).
Depois de várias experiências, optei por salvar capturas de janela pelo KDE Spectacle — ou em formato PNG, pelo gnome-screenshot — e agora tive de fazer o mesmo no Artix.
Action Command
Fullscreen gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.jpg
Fullscreen - delay 7’’ gnome-screenshot -p -d 7 -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.jpg
Active Window spectacle -p -a -e -b
Active Window - delay 7’’ spectacle -p -d 7000 -a -e -b
No caso do gnome-screenshot, o parâmetro “-f” salva a captura automaticamente (sem mais interação do usuário), na pasta indicada e com nome-de-arquivo no padrão indicado. — O parâmetro “-p” inclui o ponteiro do mouse; e o “-d” retarda pelo número indicado de segundos.
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| Configuração do KDE Spectacle |
No caso do KDE Spectacle, é mais cômodo configurar logo a pasta e o padrão do nome-de-arquivo. — O comando fica mais simples, bastando indicar “-a” para capturar a janela ativa; “-b” para salvar em segundo plano (sem interação); e “-e” para não incluir “decoração”.
Flatpaks-fantasma
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| Remoção de Flatpaks herdados na partição /home |
Eu tinha 9 flatpaks do sistema e 8 flatpaks do usuário, na distro que precedeu o Artix nas partições Linux11 e Home11. — Ao reaproveitar a pasta pessoal na Home11 (não formatada), meu 2º Conky indicou a sobrevivência de 8 flatpaks de usuário — informação do Fastfetch.
Conky (2) - before:
${execi 600 fastfetch | grep -o -P '.{0,0}Packages.{0,43}'}
Removing flatpaks:
2026-04-10 - 14:20 # pacman -S flatpak
2026-04-10 - 14:28 $ flatpak uninstall org.dupot.easyflatpak org.freedesktop.Platform org.freedesktop.Platform.GL.default org.freedesktop.Platform.GL.default org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel org.freedesktop.Platform.codecs-extra org.gnome.Platform org.gtk.Gtk3theme.Adwaita-dark
2026-04-10 - 14:30 # pacman -Rns flatpak
Conky (2) - now:
Packages: ${execi 600 pacman -Q | wc --lines} (pacman), ${execi 600 pacman -Qm | wc --lines} (AUR)
Para eliminá-los, instalei o Flatpak — usei seu comando “uninstall” — e tornei a remover o Flatpak, completamente.
Restou uma questão que eu vinha adiando há tempos: — Eliminar a dependência do Conky em relação ao Fastfetch, Neofetch etc. para extrair informações que podem ser obtidas diretamente.
Este caso mostrou uma lacuna do Fastfetch, que não indica o número de pacotes do AUR (Arch), do Pakman Essentials (openSUSE), ou do RPM Fusion (Fedora), por exemplo:
Distro Fastfetch count - 2026-03-29
openSUSE Packages: 4392 (rpm)
Arch Packages: 1390 (pacman)
Debian Packages: 3464 (dpkg)
Fedora Packages: 3111 (rpm)
PCLinuxOS Packages: 2381 (rpm), 13 (flatpak-system), 1 (flatp
PCLinuxOS Packages: 2545 (rpm), 11 (flatpak-system), 8 (flatp
Mageia Packages: 3493 (rpm)
Kubuntu (*) Packages: 2089 (dpkg)
Void Packages: 1201 (xbps)
Mint (*) Packages: 2495 (dpkg)
PCLinuxOS Packages: 2365 (rpm), 9 (flatpak-system), 8 (flatpa
Mx25 Packages: 2803 (dpkg)
Artix (**) Packages: 1076 (pacman), 8 (flatpak-user)
(*) Neofetch; (**) 2026-04-08.
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| Alternativa para exibir também o número de pacotes do AUR, no Conky |
Com 2 comandos — “pacman -Q” e “pacman -Qm” — obtive a contagem de pacotes nativos e do AUR, separadamente.
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• Publicado em 9 Abril 2026; e desenvolvido até...
— … ≠ “•” ≠ … —
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