quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Arch Linux - instalação com KDE Plasma

Arch Linux com KDE, cerca de 24 horas após o início da instalação

Minha primeira experiência de instalar o Arch Linux pelo modo clássico levou pouco menos de 2 horas, — com pausas para fotos, e até para dar ração aos cachorros.

  • Isto não é um “tutorial”. — Apenas um registro, para lembrar o que fiz.

O mais demorado, foi a leitura do guia oficial e muitas outras páginas, — até eliminar tudo que não se aplicava ao meu caso, — e anotar () os 36 comandos que de fato iria usar, já devidamente adaptados.

Agora, falta corrigir falhas, retirar alguns itens, incluir outros, e organizar melhor, — para o caso de fazer outra instalação.

Índice


  • Leitura e resumo
  • Roteiro oficial
  • Roteiro real
  • Antes do chroot
  • Após o chroot
  • Pós-instalação
  • Cronometragem
  • Sessão Plasma KDE
  • pacman -Q + KDiff3
  • Desabilitar KWallet
  • Grupos de pacotes

Leitura e resumo


(2-5) Resumo dos comandos. (7) Comandos adicionais. (1) Lembrete.

O guia oficial aborda todos os casos possíveis e imagináveis, — e você não avança 1 parágrafo, sem ser remetido a outras páginas (mais de 100), que por sua vez remetem a outras, que remetem a mais outras…

Para começar:


Tentei copiar só o que se aplicava ao meu caso, — mas CTRL-C / CTRL-V é tão fácil, que o arquivo TXT ainda ficou enorme.

Depois de me familiarizar com as questões envolvidas, comecei a dar mais atenção aos guias não-oficiais, — resumos já prontos, feitos por diferentes pessoas:


Na última hora, resolvi anotar os comandos em um caderno, — o que foi ótimo, pois escrever à mão é tão chato, que reduzi ao mínimo estritamente essencial.

Cometi alguns erros de sintaxe, e esqueci alguns comandos, — felizmente, nada de fundamental.

Por fim, conferi esse resumo mínimo com o guia oficial, — e anotei mais alguns detalhes.

Na imagem (acima):

  • 2 a 5 - Comandos para meu caso específico
  • 7 - Anotações adicionais
  • 1 - Lembrete

Tudo junto, não ocuparia 4 páginas, — mesmo com tantas linhas em branco, para facilitar a leitura. — As anotações adicionais e o lembrete ficaram em páginas separadas, para não confundir.

Roteiro oficial


Download, verificações e gravação da ISO Arch Linux em DVD

1.1 - A imagem ISO do Arch Linux foi baixada pelo KTorrent. — Verifiquei por sha1sum e md5sum, — e queimei em DVD, para guardar, pois também é ferramenta de recuperação.

A conexão de “200 megas” estava boa, e o download de 635 MiB terminou em cerca de 35 segundos, — média de 18,1 MiB/s.

Ignorei a assinatura GPG, — mas não siga meu mau exemplo. — Siga a cartilha.

1 Pre-installation
    1.1 Verify signature
    1.2 Boot the live environment
    1.3 Set the keyboard layout
    1.4 Verify the boot mode
    1.5 Connect to the internet
    1.6 Update the system clock
    1.7 Partition the disks
        1.7.1 Example layouts
    1.8 Format the partitions
    1.9 Mount the file systems
2 Installation
    2.1 Select the mirrors
    2.2 Install essential packages
3 Configure the system
    3.1 Fstab
    3.2 Chroot
    3.3 Time zone
    3.4 Localization
    3.5 Network configuration
    3.6 Initramfs
    3.7 Root password
    3.8 Boot loader
4 Reboot
5 Post-installation

Para controle do que fiz ou deixei de fazer, indico em negrito (1.1, 1.2…) os sub-tópicos numerados do Índice do guia oficial (acima), — embora nem sempre na mesma ordem, — e (GR+) ao relatar ações que não estão no “Installation guide”, mas nas “General recommendations” e outras páginas da Arch Wiki.

Ao carregar o Arch Linux do DVD, automaticamente se loga como Root

1.2 - No Menu, escolhi “Boot Arch Linux”, — e fui automaticamente logado como Root. — Está tudo pronto para começar a instalação.

Processors: 2 × Intel® Core™2 Duo CPU E7300 @ 2.66GHz
Memory: 3,8 GiB of RAM

1.4 - Meu hardware é antigo (2008), — e já sei que só usa BIOS e MBR. — Não precisava perder tempo, a detectar outros modos de Boot.

Particionamento em “slots”, para até 12 distros em multiboot

1.7, 1.8 - Também não precisava me preocupar com o particionamento, — que já está definido há quase 3 anos, — com “slots” para até 12 distros em dualboot.

Partições dos “slots” 11 e 12 formatadas e etiquetadas

Eu tinha eliminado 2 distros, — ao formatar e re-etiquetar suas partições / e /home.

O Arch Linux seria instalado no “slot11”:

     Linux11     sdd2
      Home11     sdd6
      Swap11     sdd10

Ao copiar os comandos no caderno, bastou colocar sdd2, sdd6 e sdd10 nos devidos lugares.

Roteiro real


Antes do chroot


Teste da conexão (ping) e carregamento do layout de teclado ABNT2

1.3, 1.5 - Testei logo a conexão, — e depois carreguei o layout de teclado ABNT2.

# ping google.com
# loadkeys br-abnt2
# mount /dev/sdd2 /mnt
# mkdir /mnt/home
# mount /dev/sdd6 /mnt/home
# swapon /dev/sdd10
# nano /etc/pacman.d/mirrorlist
# pacstrap /mnt base linux-lts linux-firmware
# genfstab -U -p /mnt >> mnt/etc/fstab
# arch-chroot /mnt

Montagem da partição-raiz, da /home, e ativação da partição Swap

1.9 - Montagem das partições a serem usadas, — / e /home, — e ativação da partição Swap.

Edição do arquivo /etc/pacman.d/mirrorlist pelo nano

2.1 - Pelo nano, movi os repositórios do Brasil para o topo do arquivo mirrorlist, — de modo que passem a ter prioridade sobre todos os outros.

Instalação do essencial do Arch Linux, pelo script pacstrap

2.2 - Pelo script pacstrap, instalei na partição-raiz o essencial do sistema. — Escolhi Kernel “linux-lts”.

Na dúvida entre mkinitcpio e dracut, aceitei a opção-padrão.

A conexão de “200 megas” continuava boa, e o download de 262 MiB se fez em cerca de 20 segundos, — média de 13,1 MiB/s.

Gerando e conferindo o arquivo /etc/fstab

3.1 - Após gerar o arquivo /etc/fstab, um comando cat para conferir.

ls para testar o chroot. — Faltava configurar o fuso horário

3.2 - Depois do comando chroot (arch-chroot), não será mais necessário especificar /mnt para designar a partição-raiz do Arch Linux que está sendo instalado. — A partir daí, todos os comandos “acham” que estão rodando na partição-raiz. — Só “vêem” e agem dentro dela e de sua árvore de arquivos.

Para deixar isso bem claro, agora o prompt se apresenta “enjaulado” na partição-raiz:

[root@archiso /] #

Um simples comando ls mostra que as pastas do sistema já estão lá.

Daí por diante, todos os comandos ficaram preservados no arquivo /root/bash_history e podem ser recuperados pelo comando # history (a seguir).

Após o chroot


/etc/localtime é um link (em itálico) que aponta para o Fuso escolhido

Estou omitindo alguns comandos, — usados só para verificar se tudo ia bem, — para não embaralhar com os que de fato importam:

# history
...
    2                      ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo/etc/localtime
...
    4                      hwclock --systohc
...
    7                      timedatectl set-ntp true
...
    9                      ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo/etc/localtime
...
   15                      pacman -S nano
...
   17                      pacman -S intel-ucode
   18                      pacman -S man-db man-pages texinfo
   19                      nano /etc/locale.gen
...
   21                      locale-gen
   22                      echo LANG=pt_BR.UTF-8 >> /etc/locale.conf
   23                      echo KEYMAP=br-abnt2 >> /etc/vconsole.conf
   24                      nano /etc/hostname
...
   27                      nano /etc/hosts
   28                      passwd
   29                      useradd -m -g users -G wheel flavio
...
   32                      pacman -S dosfstools os-prober mtools
   33                      pacman -S network-manager-applet network-manager wpa-supplicant wireless-tools dialog sudo
   34                      pacman -S network-manager-applet network-manager wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo
   35                      pacman -S network-manager-applet wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo
   36                      nano /etc/sudoers
...
   41                      pacman -S grub
   42                      grub-install --target=i386-pc --recheck /dev/sdd
...
----------- exit chroot, reboot... chroot (again) ------------
   46                      grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

3.3 - O comando ln deveria criar um link /etc/localtime apontando para o arquivo do Fuso horário (zoneinfo) de São Paulo, — mas na hora de digitar esqueci a parte final:

    # ln -sf /usr/share/zoneinfo/America/Sao_Paulo/etc/localtime /etc/localtime

Ainda insisti, mas sem completar o comando, nunca iria dar certo. — Devido a esse erro, continuei no Fuso horário UTC (Londres), até o início da primeira sessão Plasma. — Isso foi corrigido bem mais tarde, já pelo KDE System settings.

Defini a hora do hardware (hc) a partir da hora do sistema (systohc).

1.6 - Finalmente, ativei a sincronização NTP, — que havia esquecido.

Edição do /etc/locage.gen para habilitar en_GB.UTF-8 UTF-8

3.4 - Ao tentar editar o arquivo /etc/locale.gen, o nano havia desaparecido, — talvez porque agora o sistema estava “enjaulado” na partição de instalação do Arch Linux, e não conseguia mais “ver” o que havia no DVD.

Então, instalei o nano, — e aproveitei para instalar intel-ucode (para o Grub trabalhar corretamente), além de man-db, man-pages e texinfo (que não vêm no conjunto base).

Com o nano instalado, pude editar /etc/locale.gen, — e optei por habilitar (remover “#” no início da linha contendo) en_GB.UTF-8 UTF-8, — um modo simples de manter a interface em inglês (para pedir e receber ajuda em fóruns internacionais), porém com datas em formato “8 Nov. 2019”, como no Brasil.

Em seguida, # locale-gen para gerar o arquivo de localização.

Para as configurações permanentes de Idioma (LANG) e Teclado (KEYMAP), escolhi Português do Brasil.

Venho experimentando essa mistura, já faz algum tempo. — O importante é que o LibreOffice use Português do Brasil nas planilhas e textos (não nos Menus).

3.5 - Não tenho certeza se o arquivo /etc/hostname já existia (vazio), ou se foi criado pelo nano. — Simplesmente digitei “Linux11” (sem aspas) e salvei.

No /etc/hosts, digitei as 3 últimas linhas:

# Static table lookup for hostnames.
# See hosts(5) for details.

127.0.0.1 hostname.localdomain
::1
127.0.1.1 Linux11.localdomain

No início, ainda errei em hosts (pus “Linux10”), — mas isso não impediu que o sistema exibisse “Linux11” no prompt e no Conky. — Só 2 dias depois, notei que ainda faltava repetir “Linux11” após “Linux11.localdomain”, mas também parece não ter atrapalhado.

3.7 - A seguir, criei minha senha de Root (em substituição à da ISO), — e o usuário “flavio”, — mas os parâmetros que utilizei não incluíam criar a senha de usuário.

pacman não encontrou network-manager

(3.5, GR+) - Seguindo o roteiro copiado à mão, instalei mais uma série de ferramentas (Rede, Sudo).

Desse conjunto, não foi encontrado network-manager (só o “applet”). — Erro meu, que botei hífen onde não havia.

Tirei esse pacote da lista, — o pacman aceitou instalar o resto, — e instalou networkmanager (sem hífen) no meio do conjunto.

No arquivo /etc/sudoers, adicionei “flavio ALL=(ALL) ALL” (sem aspas) abaixo da última linha.

A mera instalação do Grub, no Arch, não gera o arquivo de configuração

3.8 - Faltava instalar o grub, — e mandá-lo instalar-se no MBR de /dev/sdd, — para garantir um modo de carregar o Arch Linux, depois de instalado.

Depois disso, deveria gerar o arquivo de configuração do Grub, — mas esqueci:

     # grub-mkconfig -o /boot/grub/grub.cfg

Saí do chroot, reiniciei a máquina, retirei o DVD da bandeja, — configurei a BIOS para boot pelo sdd, — mas é claro que o Grub não funcionou.

Novo boot pelo DVD, nova montagem novo chroot, para configurar o Grub

O jeito foi dar boot pelo DVD outra vez, — montar de novo as partições, fazer outro chroot, — e finalmente gerar o arquivo de configuração do Grub.

Pós-instalação


Primeiro Login do Arch Linux após a instalação

Após carregar o Arch Linux instalado e logar como Root, era hora de instalar o xorg-server, drivers etc., — em seguida instalar e habilitar o sddm, — e começar a instalar o KDE Plasma.

Mas antes, ativar a Rede, — e testar pelo ping:

# history
...
   50                      systemctl start NetworkManager
...
   52                      ping google.com
...
   55                      pacman -S xorg-server
   56                      pacman -S xf86-video-intel libgl mesa
   57                      pacman -S sddm
   58                      systemctl enable sddm
   59                      pacman -S plasma konsole dolphin
...
   63                      systemctl enable NetworkManager
...
   67                      reboot

Habilitação do SDDM e início da instalação do Plasma KDE

O pacman diz que há 43 “membros” no grupo plasma (selecionei o padrão: “all”), — depois pergunta qual dos 2 phonon você quer (escolhi a opção padrão), — e ele começa a instalar 289 pacotes.

Olhando em retrospecto, seria interessante fazer escolhas, entre aqueles 43 “membros” do grupo: — Tentar evitar o plasma-vault (35), o discover (4) e o kwallet-pam (20), que não uso.

Em vez de konsole e dolphin, poderia incluir o grupo kdebase, — do qual fazem parte, — pois uso todos os seus pacotes.

Configurando o início automático do NetworkManager

Pelo comando nº 50, eu tinha iniciado manualmente o NetworkManager. — Pelo nº 63, configurei para iniciar com o Boot, daí por diante, — de modo que a sessão KDE já comece conectada.

Depois disso, reiniciar a máquina, para testar o KDE Plasma.

Cronometragem


O processo todo levou cerca de 1 hora 49 minutos, — em grande parte, pelas ações humanas, como digitação, leitura de caderno e de tela, dúvidas, hesitações, fotos, e alguns intervalos fora do computador, — pois tanto o download quanto a instalação de centenas de pacotes foram coisas rápidas:

21:18         - Root (automatic login)
21:30 - 21:32 - pacstrap base linux-lts linux-firmware (+112)
21:35         - chroot
22:01 - 22:02 - pacman -S networkmanager sudo... (+110)
22:09         - Reboot
22:28         - chroot + update-grub + Reboot
22:42         - Root (manual login)
22:49         - pacman -S xorg-server
22:54         - pacman -S plasma konsole dolphin (+286)
...             (*)
23:07         - Reboot

(*) Instalei mais alguns pacotes, que não fazem parte da “instalação do Arch Linux”,— nem da “instalação do Plasma KDE no Arch Linux”: — Chromium, Gnome-screenshot, Speedtest-cli, omitidos até aqui, para não embaralhar.

Sessão Plasma KDE


Criando a senha do usuário no tty2, para depois logar no tty1

23:11 - (02:11 UTC) - Os parâmetros usados no comando useradd (nº 29) não previam criar senha, — e não lembrei de criá-la em seguida. — Antes de logar no KDE, precisei alternar para o console virtual tty2 e logar como Root, para criar a senha do usuário.

A pasta pessoal do usuário também não se povoou de subpastas, pois não existe esse padrão (skeleton) em /etc/skel, para ser copiado. — A pesquisar, mais tarde.

23:14 - (02:14 UTC) - A primeira sessão KDE começou com uma mensagem de fechamento inesperado do Kwin, — mas isso nunca mais se repetiu, durante 6 dias.

# history
   68                      passwd flavio
   69                      nano /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules
   70                      pacman -S conky
   71                      pacman -S ncurses
   72                      pacman -S pcurses
...
   74                      pacman -S lm_sensors * (já estava)
   75                      pacman -S kate kwrite
   76                      sensors-detect
   77                      echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
   78  2019-11-06_23-46-20 history
   79  2019-11-06_23-57-36 history

Comecei por criar um arquivo de configuração /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules, para dispensar o uso de senhas na montagem de partições adicionais, — de modo que possam ser montadas automaticamente pelo KDE System settings:

// Allow udisks2 to mount devices without authentication
polkit.addRule(function(action, subject) {
if (action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system-internal") { return polkit.Result.YES; } });

No entanto, só após +2 reinicializações, as partições adicionais foram detectadas e exibidas no System settings >> Removable storage >> Removable devices.

00:49 - Conky na 1ª captura de tela, com só 1 partição adicional montada

Instalei Conky, e já havia instalado antes o gnome-screenshot, — mas tudo isso pedia montagem automática de partições adicionais, — bem como a correção do Fuso horário.

PrtScn:
gnome-screenshot -p -f "/PATH/$(date +%F_%H-%M-%S)_Aa.jpg"

Shift-PrtScn:
gnome-screenshot -p -d 7 -f "/PATH/$(date +%F_%H-%M-%S)_Aa.jpg"

Correção do Fuso horário, via Plasma KDE

• 23:14 — (02:14 UTC) — Início da sessão Plasma KDE
• 23:49 — (02:49 UTC) — Primeira captura de tela
• 00:09 — (03:09 UTC) — Correção do Fuso horário

Configuração da montagem automática de partições extras, após +2 boots

2:32 - (7 Nov. 2019) - Só bem mais tarde, após 2 reinicializações, o KDE System Settings apresentou as partições adicionais existentes, — e foi possível marcá-las para montagem automática no início de cada sessão Plasma.

Partições automaticamente montadas no início da sessão Plasma KDE

2:41 - Com a montagem automática, tornou-se possível alterar a pasta inicial do Dolphin, — mas ainda faltava instalar as fontes Verdana, para que o Conky pudesse exibir todas as partições dentro do espaço vertical da tela.

Ajuste do Conky após a instalação de fontes Verdana

15:41 - As fontes Verdana foram instaladas pelo KDE System settings >> Appearance >> Fonts >> Font management, — a partir dos arquivos TTF já existentes no Wine de outra distro, — no dia seguinte, à tarde.

pacman -Q + KDiff3


Comparação dos pacotes das 2 instalações do Arch Linux pelo KDiff3

23:45 - (6 Nov. 2019) - Configurei a datação do bash_history, — o que facilita restabelecer a cronologia dos fatos, em retrospecto.

2:27 - 2:48 - (7 Nov. 2019) - Usei o comando pacman -Q para gerar listagens de todos os pacotes instalados, — tanto no antigo Arch (by Revenge) quanto neste novo Arch (by the long way).

# history | grep "pacman -S "
   15                      pacman -S nano
   17                      pacman -S intel-ucode
   18                      pacman -S man-db man-pages texinfo
   32                      pacman -S dosfstools os-prober mtools
   35                      pacman -S network-manager-applet wpa_supplicant wireless_tools dialog sudo
   41                      pacman -S grub
   54                      pacman -S speedtest-cli
   55                      pacman -S xorg-server
   56                      pacman -S xf86-video-intel libgl mesa
   57                      pacman -S sddm
   59                      pacman -S plasma konsole dolphin
   61                      pacman -S chromium
   64                      pacman -S gnome-screenshot
   70                      pacman -S conky
   71                      pacman -S ncurses
   72                      pacman -S pcurses
   74                      pacman -S lm_sensors
   75                      pacman -S kate kwrite
------------------------------------------
   77                      echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
------------------------------------------
   80  2019-11-07_00-00-27 pacman -S gwenview
------------------------------------------
  354  2019-11-07_02-27-59 pacman -Q > 09-Arch-all-pacman-Q_2019-11-07.txt
   89  2019-11-07_02-48-39 pacman -Q > 11-Arch-all-pacman-Q_2019-11-07.txt
------------------------------------------
   95  2019-11-07_13-45-30 pacman -S print-manager
   97  2019-11-07_13-57-26 pacman -S kwalletmanager
   98  2019-11-07_16-59-30 pacman -S difftools
   99  2019-11-07_16-59-41 pacman -S diff
  101  2019-11-07_17-02-26 pacman -S diffutils
  102  2019-11-07_17-12-13 pacman -S ark
  103  2019-11-07_17-12-25 pacman -S aspell
  104  2019-11-07_17-22-46 pacman -S calibre
  105  2019-11-07_17-23-30 pacman -S calligra
  106  2019-11-07_17-24-27 pacman -S k3b
  107  2019-11-07_17-26-10 pacman -S dolphin-plugins
  108  2019-11-07_17-27-17 pacman -S ffmpegthumbs
  109  2019-11-07_17-27-39 pacman -S filelight
  110  2019-11-07_17-28-03 pacman -S filezilla
  111  2019-11-07_17-29-28 pacman -S gimp
  112  2019-11-07_17-30-10 pacman -S gparted
  113  2019-11-07_17-31-28 pacman -S htop
  114  2019-11-07_17-32-03 pacman -S imagemagick
  115  2019-11-07_17-32-54 pacman -S kamera
  116  2019-11-07_17-33-50 pacman -S kcalc
  117  2019-11-07_17-39-05 pacman -S kdegraphics-mobipocket kdegraphics-thumbnailers
  120  2019-11-07_17-47-49 pacman -S kfind
  121  2019-11-07_17-54-45 pacman -S kimageformats
  122  2019-11-07_17-55-00 pacman -S kim4
  124  2019-11-07_18-02-07 pacman -S kmix
  125  2019-11-07_18-03-11 pacman -S krename kruler
  126  2019-11-07_18-03-38 pacman -S krusader
  127  2019-11-07_18-05-21 pacman -S unzip zip lhasa unrar arj unarj p7zip kompare
  128  2019-11-07_18-05-36 pacman -S konqueror
  129  2019-11-07_18-06-09 pacman -S kstars
  131  2019-11-07_18-10-07 pacman -S ktorrent
  134  2019-11-07_18-14-41 pacman -S marble
  137  2019-11-07_18-15-27 pacman -S mc
  138  2019-11-07_18-20-24 pacman -S ocrfeeder
  139  2019-11-07_18-20-46 pacman -S okular
  141  2019-11-07_18-24-10 pacman -S pacmanlogviewer
  142  2019-11-07_18-24-28 pacman -S pacmatic
  143  2019-11-07_18-27-01 pacman -S xsane
  145  2019-11-07_18-29-57 pacman -S tesseract-data-por tesseract
  146  2019-11-07_18-31-25 pacman -S vi
  147  2019-11-07_18-31-49 pacman -S vim
  148  2019-11-07_18-32-04 pacman -S vlc
  153  2019-11-07_18-54-08 pacman -S libreoffice

As listagens indicaram 1.195 pacotes no antigo Arch (by Revenge), contra 582 pacotes na nova instalação.

O KDiff3 permite percorrer as diferenças com rapidez, — e foi fácil decidir quais pacotes eu ia querer instalar também no novo Arch Linux, — pois lembro bem dos que são úteis (em geral, passo a usar em todas as distros).

Os que não lembro,  vieram na instalação by Revenge, — por padrão ou por má decisão minha, — ou foram experiências que não corresponderam à expectativa.

Os pacotes escolhidos foram instalados pelos comandos de nº 102 a 148, — e o processo levou 1 hora 20 minutos (das 17:12 às 18:32 do dia 7 Nov. 2019).

Ao final, a nova instalação do Arch Linux ficou com 839 pacotes, — cerca de 350 a menos do que os 1.195 pacotes existentes na instalação anterior do Arch (by Revenge).

Desabilitar Kwallet


Instalação de kwallet-manager para poder desabilitar KDE Wallet

Toda vez que eu abria o Chromium, apareciam 2 diálogos do KDE Wallet, um após outro, solicitando senha para abrir a carteira de senhas, — embora tal carteira não exista (ou esteja vazia), nem haja senha para abri-la. — Os diálogos alegam que era o Chromium que solicitava.

Existem várias sugestões para desabilitar esse pedido no Chromium, — mas eu sempre prefiro simplesmente desabilitar o KWallet. — Só que não encontrei esta seção dentro do KDE System settings.

Após alguma pesquisa pelo módulo que faltava, identifiquei o pacote kwallet-manager, — cujo nome exato encontrei no pcurses. — Uma vez instalado, apareceu a seção do KDE Wallet no Systtem settings, desabilitei o serviço, e os diálogos nunca mais apareceram.

Sem PIM


Filtro do pcurses permite checar que nenhum pacote PIM foi instalado

Pelo pcurses, pude constatar que não foi instalado nenhum pacote da suíte PIM.

Remoção de pacotes da suíte PIM, em 2017

Na instalação do Arch by Revenge, em 2017, — por desconhecimento, por má decisão ou por falta de opção, — foi instalada a suíte PIM quase completa.

Embora não houvesse uma necessidade gritante, fiz a remoção “pelo topo”, — eliminando os aplicativos relacionados ao PIM.

Grupos de pacotes


Explorando pacotes e grupos no Arch Linux com o comando # pacman -Sg

Depois de 2½ anos usando o Arch by Revenge (que dá tudo mastigado), essa nova experiência de instalação “na unha” (the long way) finalmente me levou a “descobrir” o comando # pacman -Sg [group-name], — e a página Package groups overview, onde se pode ver e explorar todos os “grupos” de pacotes, com seus nomes exatos, número e listagens completas, sempre atualizados.

Group name       Count   Last update
...
base                32    2019-11-06
...
kde-applications   164    2019-11-07
...
kdeadmin             2    2019-11-07
kdebase              9    2019-11-07
...
kdegraphics         10    2019-11-07
kdemultimedia        9    2019-11-07
kdenetwork          22    2019-11-07
kdepim              17    2019-11-07
kdesdk              13    2019-11-07
kdeutils            15    2019-11-07
...
linux-tools         20    2019-11-04
...
plasma              44    2019-11-02
...
xorg                50    2019-10-26
xorg-apps           36    2019-09-15
xorg-drivers        18    2019-10-17
xorg-fonts           2    2019-08-26

O comando nº 59, por exemplo, em vez de # pacman -S plasma konsole dolphin, poderia ser # pacman -S plasma kdebase, — pois todos os pacotes deste grupo me interessam, e acabei instalando depois.

Em sentido oposto, isso permite evitar pacotes indesejados, — como Discover, Kwallet, Vault, no grupo Plasma, — caso dependências não me obriguem a aceitá-los.

Fonte: Package groups overview (Arch Linux, 2019-11-09)

— … ≠ • ≠ … —

Não-debians


domingo, 3 de novembro de 2019

Explorando os galhos da árvore Linux

Situação das 10 distribuições Linux instaladas em 2 Novembro 2019 (com 2 vagas)

Este é apenas um Roteiro para os relatos de cerca de 20 ou 30 distribuições Linux que instalei e experimentei até o momento, — registros que visam, acima de tudo, lembrar dificuldades e soluções encontradas — sem nenhuma pretensão de ensinar ou avaliar tecnicamente (coisas que fogem aos meus fracos conhecimentos).

Em muitos casos, publiquei vários relatos, — mas aqui vão os links dos registros mais relevantes, — e dentro deles, encontram-se os links para os demais relatos de cada distro:

  • Ubuntu*
  • Elementary OS*
  • Red Hat Enterprise Linux
  • CentOS
  • Oracle Linux
  • SUSE Linux Enterprise
  • Gentoo
  • Chrome OS
  • Chromium OS

Adaptado de Linux distribution (Wikipedia), — com uma simplificação brutal.
* Ubuntu foi instalado 2 ou 3 vezes e usado por pouco tempo, em 2009 e 2015.
* Elementary OS foi testado apenas em Live USB, em Mar. 2016.
* Antergos foi instalado, mas não chegou a ser feito um relato da experiência.

Índice


  • Estratégias
  • Sondagem seletiva
  • Slots

Estratégias


Experiências com 2 distros Linux + Windows (até 2016); e depois, 4 distros Linux em dualboot

Seria inviável experimentar centenas de distros existentes, — por isso, adotei algumas estratégias para reduzir o número das experiências, — de instalação e uso regular, durante vários meses, cada.

A primeira, dessas estratégias, foi criar partições para experimentar 2 distros em dualboot, — depois 4 distros, — e por fim, até 12 distros, em “multiboot”.

Experiências com 4 distros Linux, após eliminar o Windows

Foi isso que permitiu realizar experiências durante vários meses, — e em alguns casos, 2 ou 3 anos seguidos, — no caso das distros que conseguiram sobreviver às torturas de um “menino quebrador de brinquedo”.

Ampliação das experiências, com um 3º HDD interno, no final de 2016

Nesse esquema, as distros que consigo domesticar vão ficando, — e se amplia meu leque de opções para uso diário. — Em caso de desastre com uma distro, não preciso interromper minhas atividades para consertá-la.

Ampliação das experiências com 3 HDDs internos + 1 SSD externo, a partir de 2017

Basta reiniciar o computador, escolher outra que já consigo usar para (quase) todas as tarefas, e seguir em frente. — O conserto pode ser feito depois, com calma, em um momento de folga.

Situação das 12 distros instaladas no final de 2018

Com o tempo, fui desenvolvendo uma planilha para registrar as “usabilidades” conquistadas em cada distro, — e lembrar as que ainda faltava conseguir em outras. — Esses tópicos também foram evoluindo, à medida em que alguns deixaram de ser problema, e outros passaram a receber mais atenção.

Sondagem seletiva


Ideia de como era “simples” escolher uma distro Linux, — e a gente achava complicado

Eu não sou “distro hopper”. — Minha primeira distro (Kurumin, entre 2003 e 2008) estava ótima, — mas foi descontinuada, e tive que procurar outra.

Visão rápida de como novas distros Linux foram desdobrando dos “troncos” iniciais

Como iniciante, fiquei perdido, perante centenas de distribuições Linux, — com toda aquela variedade de ambientes gráficos (DEs), para complicar ainda mais, — e tudo quanto pude fazer, na falta de conhecimentos, foi me concentrar em distros do tronco Debian.

Como o Kurumin se baseava no Debian e no Knoppix, tentei essas duas (sem sucesso, no caso do Knoppix), — mas acabei por me fixar no Kubuntu como distro principal, — e no Linux Mint como 2ª opção.

Tempos depois, — ao excluir o Windows (2016), — aproveitei seu espaço em disco para testar também o KDE Neon, que se tornou minha 3ª opção de uso diário.

Não faria sentido instalar distros em uma máquina virtual, — pois qualquer desastre na distro principal me deixaria sem alternativa para continuar trabalhando. — Teria de parar tudo, para consertar.

Ascensão do Ubuntu — e queda do Kubumin e do Knoppix

Olhando em retrospecto, hoje (e com o que aprendi desde então), Kubuntu era mesmo a alternativa natural ao Kurumin. — Muita gente “cantou a pedra”, na época, — e foi o que me orientou.

Ubuntu surgiu para atender exatamente aqueles requisitos que faziam do Kurumin uma distro extremamente “amigável” para o iniciante. — Já carregava “pronto para usar”, — sem complicar sua vida com mil perguntas incompreensíveis.

CDs do Ubuntu 5.10 e 6.06 LTS enviados de graça para todo o planeta

Como se fosse pouco, desde 2005 lançou o programa “ShipIt FreeCDs”, pelo qual bastava pedir, que a Canonical enviava os CDs do Ubuntu (e do Kubuntu) pelos Correios, para qualquer lugar do mundo onde você morasse, sem cobrar nem 1 centavo.

Com isso, Ubuntu rapidamente conquistou milhões de usuários, — muitos dos quais, sem ele, talvez não adotassem o Linux naquele momento. — Seus Fóruns se multiplicaram, e logo se tornou ainda mais fácil obter dicas e apoio para as mais variadas situações.

Não por acaso, a ascensão fulminante do Ubuntu representou, também, o declínio do Kurumin, — que não contava com recursos para atrair tantos contribuidores, desenvolvedores etc., — e quando Ubuntu unificou “testar” (Live) e “instalar” (Install) em um único CD / DVD, decretou também o declínio do Knoppix.

Bom… o Mint KDE e o KDE Neon são variações da mesma coisa, — o Kubuntu. — Até o final de 2016, eu me sentia bem, usando qualquer uma dessas 3 distribuições, e era instrutivo observar suas pequenas diferenças.

Mas depender de 1 única empresa me faz sentir inseguro. — Já vi várias serem destruídas por guerras comerciais (às vezes, sujíssimas), irem à falência, serem vendidas, absorvidas; e ótimos softwares serem “descontinuados”, ou sofrerem guinadas execráveis. — De repente, eu precisava procurar outro software, aprender, migrar, readaptar as tarefas, se uma hora para outra.

Por que, então, não ensaiar tudo isso desde já, — por diversão, — com todo o tempo do mundo pela frente?

Manjaro, — mina primeira distro “não-debian”, instalada em 1º Jan. 2017

Em 1º Janeiro 2017, finalmente comecei a experimentar distribuições não-debian (com KDE, tanto quanto possível), — em grande parte por “precaução para o futuro”, dado o comportamento da Canonical, que é a base dessas 3 distribuições, — e considerando que nunca consegui tornar o Debian 100% utilizável para tudo que preciso.

Era, também, um modo de aprender mais sobre o Linux, — por contraste com os hábitos e vícios a que já me tinha acomodado.

Uma ideia da confusão

Diante das centenas de opções, procurei simplificar a tarefa, pegando 1 ou 2 distros mais acessíveis, de cada um dos “troncos” principais do Linux (Debian, Slackware, Red Hat / SuSE / Mandrake, Arch, Gentoo). — Desse modo, explorei apenas cerca de 20 ou 30 distros, até o momento, — muitas delas mais ou menos próximas entre si.

Ok, SuSE “veio” do Slackware, — mas já evoluiu tanto que, para encurtar a estória, resolvi considerar como “derivado” do Red Hat. — Você que nos assiste em casa, não tente cometer esse erro sem a supervisão de um adulto fanático.

Do antigo tronco & ramificações SuSE, instalei o openSUSE (Leap, Tumbleweed); do Red Hat, o Fedora; do Mandrake / Mandriva, o Mageia, o PCLinuxOS e o ROSA.

Instalei Antergos e Manjaro, mas acabei escolhendo o próprio Arch (by Revenge Installer), — enquanto me preparava para sua instalação clássica.

Instalei Sabayon, removi, tornei a instalar. Ainda não instalei o Gentoo. — Sem pressa. — Isso é uma diversão.

Também experimentei o Slackware, e ele funciona bem, mas ainda preciso aprender muito.

Experimentei várias versões do Debian stable; — atualmente o Debian testing; — depois o Devuan 2 Beta, o antiX e o MX Linux.

Com esses critérios, o teste de apenas 20 ou 30 distros ofereceu alguma convivência diária com:

• os principais “troncos” e ramificações do Linux
• .deb, .rpm e mais alguns sistemas de pacotes
• diferentes graduações de “ritmo de atualização”, — desde as “versões fixas” mais conservadoras até distros totalmente rolling-release e de ponta
• systemd e SysV
• ext4 e BtrFS com instantâneos
• existência ou não de Mirror próximo (velocidade de download)
• maior ou menor disponibilidade de Fóruns em linguagem acessível (pt, en, es)

Também “vi” alguns DEs / WMs diferentes, como Budgie (Solus), Pantheon (ElementaryOS), Deepin, — além do Cinnamon, Xfce, MATE, LXDE, Lumina, Openbox, LXQt-Openbox, Gnome, Unity, — mas o KDE ainda é minha escolha do dia-a-dia, desde 2007.

Slots


Particionamento dos discos para instalação de até 12 distros Linux lado a lado

Esse tipo de experimentação, — todas as distros em iguais condições, instaladas em HDD ou SSD, para uso regular por tempo indeterminado (até enjoar), — baseia-se num particionamento em “módulos” ou “slots”, cada um composto de Root + Home + Swap.

Desse modo, qualquer distro pode ser substituída a qualquer momento, — sem afetar as demais.

Limitações do hardware (BIOS, MBR) tornaram desnecessário quebrar a cabeça com outros tipos de partições, — por exemplo, /boot… quantas?… com quais tamanhos?

Infelizmente, esse particionamento “modular” foi definido antes de apreender a possível vantagem de algumas variações (openSUSE deveria ter partição de 50 GB). — Mas haverá tempo para isso, no futuro, — provavelmente com outro hardware.

— … ≠ • ≠ … —

Não-debians


quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Upgrade para Fedora 31

Fedora 31 após upgrade

Esta foi minha primeira experiência de upgrade do Fedora, — e não houve nenhum problema, nem qualquer dificuldade. — As instruções são muito simples e claras.

Isto não é um “tutorial”. — Apenas um registro, para lembrar o que fiz e o que aconteceu.

Para manter simples, as precauções e preparativos vão no final do relato.

Índice


  • Plugin e comandos
  • Precauções
  • Preparativos
  • Rescaldo

Referências



Plugin e comandos


O upgrade do Fedora 30 para o Fedora 31 foi feito com apenas 3 comandos, — conforme as instruções do Fedora Magazine em “Upgrading Fedora 30 to Fedora 31”:

# history
...
  339  2019-10-30_09-25-45 # dnf upgrade --refresh
  340  2019-10-30_09-27-09 # dnf install dnf-plugin-system-upgrade
...
  347  2019-10-30_10-03-07 # dnf upgrade --refresh
...
  349  2019-10-30_10-03-36 # dnf system-upgrade download --releasever=31
  350  2019-10-30_10-21-27 # dnf system-upgrade reboot
...

É importante se certificar de que o sistema esteja atualizado, — antes de instalar qualquer pacote, — e principalmente, antes de iniciar o upgrade.

Instalação do dnf-plugin-system-upgrade, após atualizar o sistema

O primeiro passo é instalar o dnf-plugin-system-upgrade:

          # dnf install dnf-plugin-system-upgrade

Download de 2.015 pacotes e das chaves de segurança do Fedora 31

O comando seguinte verifica o sistema, — compara com as informações do Fedora 31, — e faz o download de todos os pacotes que serão necessários para o upgrade, bem como as chaves-de segurança da nova versão:

          # dnf system-upgrade download --releasever=31

Primeira etapa do upgrade para Fedora 31: download de todos os pacotes

O download de 2.015 pacotes (2,4 GB) foi feito em 3’45’’, a uma velocidade média de 11 MB/s.

Comando para reiniciar o Fedora e instalar os pacotes do upgrade

Terminado o download dos pacotes e chaves, — sem qualquer indicação de problema, — o último comando reinicia o sistema, para que sejam verificados e instalados os novos pacotes, removidos os antigos etc.

          # dnf system-upgrade reboot

Início do upgrade offline, ao reiniciar o Fedora, às 10:24

O upgrade, propriamente dito, é feito “em tempo de Boot”, — sem Login, sem KDE, sem navegador. — Ignoro se havia consoles virtuais (tty1, tty2, tty3 etc.).

Aproveite para lavar os pratos.

Resumo e início da “transação”, com a contagem em segundos

Uma mensagem avisa que “Isso vai levar algum tempo”, — e de fato, demorou pouco mais de 1 hora (4.194 segundos), das 10:24 até 11:33, — devido ao hardware antigo e fraco:

     Processors: 2 × Intel® Core™2 Duo CPU E7300 @ 2.66GHz
         Memory: 3,8 GiB of RAM

Final do upgrade para Fedora 31 e nova reinicialização (automática)

Concluído o upgrade, volta a reiniciar, automaticamente, — sem que eu tenha apertado nem 1 tecla, do começo até o final do processo, — e carrega o Fedora 31, novinho em folha.

Precauções


Carregamento do Fedora 31 pelo Grub (desatualizado!) do Mageia

Era um risco muito sério, não ter um Carregador de Boot (bootloader) do próprio Fedora, — para garantir que as 2 reinicializações levassem aos resultados esperados, nas 2 etapas do upgrade.

Para resolver isso, bastava instalar o Carregador de Boot do Fedora no 3º HDD, — antes de mais nada, — mas acabei esquecendo:

          # grub2-install /dev/sdc

Na 1ª reinicialização, o Grub do Mageia funcionou sem problemas, — pois o Fedora 30 ainda era o mesmo. — Apenas, tinha feito o download dos pacotes e chaves, para processamento posterior.

Felizmente, a continuidade do processo (plugin de upgrade) não dependia de nenhum pequeno detalhe dentro do Grub.

Na 2ª reinicialização, não era de se esperar que o Grub do Mageia (desatualizado!) conseguisse carregar o Fedora 31, — mas carregou. — Recebi apenas 2 avisos de que algo não estava 100% católico.

Instalação do Bootloader e atualização manual do Grub do Fedora

Mesmo assim, o Fedora 31 funcionou bem, — pelo menos, o bastante para, finalmente, fazer o que devia ter feito antes de começar.

# grub2-install /dev/sdc
Installing for i386-pc platform.
Installation finished. No error reported.

# date && grub2-mkconfig -o /boot/grub2/grub.cfg && date
Wed 30 Oct 11:56:32 -03 2019
Generating grub configuration file ...
Found linux image: /boot/vmlinuz-5.3.7-301.fc31.x86_64
Found initrd image: /boot/initramfs-5.3.7-301.fc31.x86_64.img
Found linux image: /boot/vmlinuz-5.3.7-200.fc30.x86_64
Found initrd image: /boot/initramfs-5.3.7-200.fc30.x86_64.img
Found linux image: /boot/vmlinuz-5.3.6-200.fc30.x86_64
Found initrd image: /boot/initramfs-5.3.6-200.fc30.x86_64.img
Found linux image: /boot/vmlinuz-0-rescue-29abc54c7c044468bd3834689a41b8b2
Found initrd image: /boot/initramfs-0-rescue-29abc54c7c044468bd3834689a41b8b2.img
done
Wed 30 Oct 11:56:49 -03 2019

Por que não atualizei o Grub do Mageia, para reconhecer o novo Fedora 31?

Porque o Fedora já não perde tempo fazendo “update-grub”, mesmo quando instala nova versão de Kernel. — Em sua configuração-padrão, o /boot/grub2/grub.cfg do Fedora não contém nenhuma entrada para o próprio Fedora, — e portanto, o Grub do Mageia não tem onde buscar informações, para se atualizar.

Para isso, primeiro preciso atualizar manualmente o Grub do Fedora, — para gerar entradas, a serem lidas pelo Grub do Mageia. — Mas a 2ª etapa do upgrade (em “ambiente de Boot”) não deixou nenhuma oportunidade para essa intervenção manual.

(Sim, meu hardware, — muito antigo (2008), — ainda usa apenas BIOS e MBR).

Preparativos


Reset do Modem e testes de download, até normalizar a conexão

Na verdade, o Fedora 30 já estava atualizado desde a véspera, à noite, — mas os testes indicaram algum problema na conexão, — e acabou ficando tarde para enfrentar o upgrade.

De manhã, o Modem teve de ser reiniciado (deixei esfriar por algum tempo). — Ao religar, a conexão se normalizou.

Não surgiram mais atualizações, — mas é sempre necessário se certificar.

Configuração do Konsole para manter até 2.500 linhas na memória

Um primeiro ensaio (abortado) mostrou que só a resposta inicial ao comando de download já ultrapassava o limite-padrão de 1.000 linhas do Konsole. — Só poderia recuperar metade da lista dos pacotes (de lib em diante). — Aumentei o limite para 2.500 linhas, para poder copiar a lista completa (2.015 pacotes), incluindo avisos e demais informações.

Rescaldo


Pacotes instalados antes e depois do upgrade do Fedora 30 para Fedora 31

Pelo comando $ rpm -qa --last, — que lista todos os pacotes instalados, em ordem cronológica inversa (do mais recente até o mais antigo), — verifica-se que sobreviveram apenas 23 pacotes do Fedora 30 (além das 3 chaves importadas ao final do download).

kernel-modules-extra-5.3.7-200.fc30.x86_64    Tue 29 Oct 2019 22:22:43 -03
kernel-5.3.7-200.fc30.x86_64                  Tue 29 Oct 2019 22:22:42 -03
kernel-modules-5.3.7-200.fc30.x86_64          Tue 29 Oct 2019 22:21:38 -03
kernel-core-5.3.7-200.fc30.x86_64             Tue 29 Oct 2019 22:21:32 -03
kernel-modules-extra-5.3.6-200.fc30.x86_64    Sat 19 Oct 2019 13:46:03 -03
kernel-5.3.6-200.fc30.x86_64                  Sat 19 Oct 2019 13:46:02 -03
kernel-modules-5.3.6-200.fc30.x86_64          Sat 19 Oct 2019 13:45:53 -03
kernel-core-5.3.6-200.fc30.x86_64             Sat 19 Oct 2019 13:45:47 -03
gpg-pubkey-1d14a795-5ad4532e                  Mon 15 Jul 2019 10:17:40 -03
gpg-pubkey-c0aeda6e-5ad45327                  Fri 05 Jul 2019 22:12:24 -03
pyrenamer-0.6.0-24.fc30.noarch                Fri 05 Jul 2019 01:16:16 -03
python2-pathlib-1.0.1-10.fc30.noarch          Fri 05 Jul 2019 01:16:14 -03
python2-eyed3-0.8-5.fc30.noarch               Fri 05 Jul 2019 01:16:14 -03
apache-commons-logging-1.2-13.module_f28+3939+dc18cd75.noarch Fri 05 Jul 2019 01:05:09 -03
libcanberra-gtk3-0.30-19.fc30.x86_64          Fri 05 Jul 2019 01:00:13 -03
tk-8.6.8-1.fc30.x86_64                        Fri 05 Jul 2019 00:39:08 -03
gpg-pubkey-cfc659b9-5b6eac67                  Thu 25 Apr 2019 23:11:53 -03
shim-x64-15-8.x86_64                          Thu 25 Apr 2019 23:09:33 -03
shim-ia32-15-8.x86_64                         Thu 25 Apr 2019 23:09:33 -03
libcanberra-0.30-19.fc30.x86_64               Thu 25 Apr 2019 23:08:00 -03
mokutil-0.3.0-11.fc30.x86_64                  Thu 25 Apr 2019 23:07:23 -03
efivar-libs-37-1.fc30.x86_64                  Thu 25 Apr 2019 23:07:22 -03
js-jquery-3.3.1-2.fc30.noarch                 Thu 25 Apr 2019 23:06:40 -03

Entre eles, o Kernel 5.3.7, instalado pela atualização da véspera, — o que explica por que o Grub do Mageia (atualizado logo depois) continuou capaz de carregar o novo Fedora 31, com apenas 2 “erros”, — que afinal, não impediram seu funcionamento, até instalar seu Bootloader em /dev/sdc e reiniciar pelo seu próprio Grub.

As datas indicam que a instalação dos 2.015 novos pacotes se deu das 10:28 até 11:05. — Depois disso, foi feita a remoção de pacotes antigos (entre outras “transações”).

Pequeno ajuste no Conky, para exibir “Thirty One”

No Conky, foi necessário ampliar o recorte — para não cortar parte do “Thirty One”:

Antes:

${execi 600 hostnamectl | grep Operating | cut -c 21-38}

Depois:

${execi 600 hostnamectl | grep Operating | cut -c 21-48}

xxxx

— … ≠ “•” ≠ … —

Não-debians