segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Slackware 15 alpha1 KDE

Slackware 15 alpha1

• “Slackware 15 alpha1” é apenas um apelido informal para as versões mais recentes do Slackware 14.2 -Current — que diferem bastante do Slackware 14.2 (stable), cujas imagens ISO mantêm a data de seu lançamento (01-Jul-2016). — A documentação é clara:

Slackware -Current é o branch de desenvolvimento do Slackware que eventualmente é lançado como uma versão estável quando considerado pronto (e então dividido novamente, como o branch de desenvolvimento para a próxima versão). É semelhante em função ao ramo de teste de outras distribuições e as mesmas ressalvas se aplicam a -Current.

Desde o lançamento da última versão estável, o ramo -Current acumulou 45 “changelogs” em 2016; mais 140 em 2017; outros 238 em 2018; mais 325 em 2019; outros 320 em 2020; e 44 nos primeiros 54 dias de 2021.

No “changelog” de 15 Fev. 2021, falou-se em “Slackware 15 alpha1”, sem link para nenhuma imagem ISO. — Nenhum “lançamento” oficial. — No máximo, uma cutucada :-) nos fãs que há anos cobram uma versão estável atualizada.

No dia seguinte, Distrowatch anunciou a boa nova, com 2 links diferentes para download direto da imagem ISO “Installer” do Slackware 14.2 -Current — um na própria notícia; e outro na coluna “Latest Distributions” — a partir de espelhos no Reino Unido e na Holanda.


Índice


  • Download
  • Instalação
  • Configurações

Download


Download da imagem ISO do Slackware 15 alpha1

Na falta de um torrent (que o Distrowatch não publicou nos 7 dias seguinte), foi bom ter pelo menos 2 links para escolher — pois às vezes enfrento baixíssima velocidade em downloads da Holanda; e outras vezes, em downloads do Reino Unido:

https://slackware.uk/people/alien-current-iso/slackware64-current-iso/slackware64-current-install-dvd.iso
https://slackware.uk/people/alien-current-iso/slackware64-current-iso/MD5SUM

https://slackware.nl/slackware/slackware64-current-iso/slackware64-current-install-dvd.iso

Rastreando os links até a origem, verifiquei que, afora o “DVD Instalador”, a única outra opção era o “Mini-Instalador” — que exigiria download durante a instalação, com risco de baixa velocidade desde um espelho ou desde o outro, pois a rota entre Europa e Brasil passa pelos Estados Unidos, sujeito a fortes variações de prioridade. — Ver (CTRL+F) “Mapa global”, em Teste de velocidade.

Verifiquei a imagem ISO pela soma MD5 e queimei pelo K3b em DVD, para guardar.

Live Slackware “15 alpha1” by AlienBob

Parecia haver uma possível terceira opção — as imagens Live ISO 14.2 -Current by AlienBob, também atualizadas em 15 Fev. 2021 — mas eu não podia ter certeza, sem examinar mil informações abstrusas no changelog.

Instalei uma, rodei a outra em sessão Live, e comparei em um nível bem superficial. — A julgar só pelas informações do KInfocentre, a “única” diferença estaria na revisão do Kernel — 5.10.15 vs. 5.10.16 — mas não examinei outros milhares de pacotes, para poder afirmar qualquer coisa além disso.

 

Instalação


Teclado e Login no Instalador do Slackware

Ao iniciar o DVD “Instalador”, ele oferece a opção de carregar um Teclado “Não-US”, e em seguida deve-se logar como root (não pede senha).

Antes e depois do login, apresenta orientações para upgrade de uma instalação preexistente, ferramentas para formatar partições etc. — Pulei tudo isso, pois eu iria fazer uma nova instalação, e as partições já estavam prontas.

Menu do instador do Slackware

O menu do Instalador apresenta os passos a serem seguidos, em sequência, e por experiência anterior eu já sabia que em várias dessas etapas não existe a opção de voltar atrás, nem de voltar ao menu, que só volta a ser apresentado no final. — Por isso, tive o cuidado de começar pelo primeiro item da lista.

Na dúvida sobre eventuais efeitos na “regionalização” (locale), escolhi (de novo) “UK”, pois não uso acentuação nos consoles virtuais (tty2, tty3). — Há várias coisas no Slackware que ainda não entendo bem.

Por distração, aceitei configurar a partição Swap detectada. — Eu devia lembrar que o Instalador do Slackware formata e altera o identificador UUID da partição. — O mais recomendável era não configurar Swap pelo Instalador (desmarcar a partição detectada), pois é muito fácil configurá-lo mais tarde, manualmente.

Bastou clicar “Ok”, e o antigo UUID foi perdido, no mesmo instante.

Por causa disso, depois tive de corrigir o /etc/fstab e o /etc/default/grub das outras distros, com o novo identificador UUID.

Note que “Add Swap” é um passo separado de “Target”, — para escolha das demais partições, — que vem a seguir.

Partição-raiz e /home no Instalador do Slackware

Para configurar a partição-raiz, basta selecioná-la. — Para configurar outras partições, é necessário indicar manualmente o ponto de montagem de cada uma. — Nos dois casos, optei por não formatar, pois já estavam formatadas (e vazias).

Após cada escolha, nessa etapa, o Instalador oferece a possibilidade de configurar outra partição — e mostra um quadro das partições (só até sda12, sdb12), onde se podem conferir as escolhas já feitas (e alterar, ou fazer outras). — Clicar em “Continue” para concluir e e aplicar.

Partição EFI encontrada pelo Instalador do Slackware

Ainda nesse passo, o Instalador identifica a partição EFI existente e propõe configurar como /boot/efi.

Escolha de software no Instalador do Slackware

No passo seguinte, o Instalador do Slackware oferece a escolha da fonte de software, e de quais softwares serão instalados a partir dela.

Naquele momento, eu poderia ter desmarcado o Xfce, ou o KDE (ou ambos), mas prestei mais atenção no resto da lista, e não pensei nisso.

Seleção de pacotes do Slackware

O Instalador do Slackware ainda oferece a possibilidade de escolher outros softwares (por tarefas), mas optei pelo mais rápido (e seguro), que é aceitar todos.

Em seguida, gera RamDisk inicial do Kernel e atualiza a lista de fontes de letras. — Descartei a oferta de gerar um Pendrive de Boot. — Também descartei instalar o carregador de boot Elilo (para UEFI). — Aceitei instalar o GPM, que permite usar o Mouse para cortar e colar texto nos consoles virtuais.

O Grub do openSUSE e do Mageia detecta e permite carregar o Slackware, desde que você entre no modo de Edição do Grub e substitua “generic” por “huge”. — Então, basta gerar o Grub do próprio Slackware, e depois disso o Grub do openSUSE e do Mageia detecta e incorpora esse parâmetro.

Configuração de rede do Slackware

Na configuração de rede, adotei o hostname “Linux11”, inventei um domínio fictício apenas por ser requisito para prosseguir, aceitei a opção de usar o NetworkManager, e confirmei.

Seleção de serviços no Instalador do Slackware

Entre os serviços a serem iniciados automaticamente, me limitei a acrescentar o NTPD — pois não tenho certeza de que o KDE faria isso. — Já enfrentei alguma dificuldade com isso, em instalações anteriores do Slackware, por motivos que ainda não consegui entender.

Relógio do sistema e fuso horário

Alterei a opção de Relógio do hardware para UTC; e selecionei o Fuso horário do Centro-Sul do Brasil (BRT = UTC-0300).

Escolha do Gerenciador de janelas no Slackware

Aceitei a proposta de usar o Gerenciador de janelas do KDE — que afinal, é a interface que pretendo usar. — Ignoro se foi instalado Fluxbox ou qualquer das outras opções oferecidas, exceto Xfce.

De volta ao Menu do Instalador do Slackware, no final

O Instalador do Slackware ainda solicitou criar a senha de Root e, ao encerrar o processo, voltou ao Menu. — Não me sinto seguro das consequências, caso entre em algum dos passos e tente alterar alguma coisa. — Afinal, a instalação já foi feita.

Restava escolher Exit para reiniciar — ou voltar à tela de comandos.

O mais prático seria voltar à tela de comandos, para criar o usuário e gerar o arquivo /boot/grub/grub.cfg — mas esqueci, e apenas reiniciei.

Exame do Slackware a partir de outra distro

Pelo openSUSE, confirmei que a /home do Slackware ainda estava vazia, pois o Instalador não cria conta de usuário. — Eu poderia ter feito isso por comando, antes de reiniciar. Como não lembrei na hora, vou ter de fazer agora.

Também confirmei que o Grub estava instalado, embora sem o arquivo /boot/grub/grub.cfg — que eu também poderia ter gerado por comando, antes de reiniciar.

Enfim, a experiência dos últimos anos já me mostrou que não adianta o Grub de outra distro apontar para o Kernel “generic” do Slackware, — pois o boot acaba em “Kernel panic”.

Inclusão do Slackware no Grub de outra distro

Atualizei o Grub do openSUSE e substituí o parâmetro “generic” por “huge”, no editor interno do Midnight-Commander (mcedit).

Aproveitei para corrigir o fstab do openSUSE com o novo UUID da partição Swap, e ativar com o comando # swapon --all.

Criação do usuário e configuração do Grub no Slackware

No Slackware já instalado, finalmente criei a conta de usuário e gerei o arquivo de configuração do Grub — para ser lido pelo Grub do openSUSE e do Mageia, que uso como Menus de inicialização da máquina.

Não precisava instalar o Grub do Slackware na partição EFI — exceto como uma alternativa para ter à mão — mas se embaralhou com o Grub de outro Slackware (by AlienBOB), instalado em outra partição (sda11) no ano passado.

Detalhe (Acima) - O arquivo grubx64.efi gerado em 18 Fev. 2021 (UTC) foi para a pasta criada ao instalar o Slackware (by AlienBOB) em 26 Set. 2020. — Para diferenciá-los, terei de especificar uma pasta com outro nome, talvez usando parâmetros como # grub-install (...) --bootloader-id=Slackware15 --recheck, para diferenciar (Estudar, antes!).

 

Configurações


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Nas primeiras horas, me limitei às configurações mais simples, — Relógio, Tema, Estilo, Decoração das janelas, Sessão KDE, — até configurar a montagem automática de partições adicionais, onde guardo inúmeras anotações.

Sim, quase todas anotações estão aqui no blog, mas dispersas em dezenas de postagens. É bem mais cômodo procurá-las em um único arquivo, onde estão reunidas.

Para autorizar a montagem de partições adicionais pelo usário, sem autenticação:

/etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules

// Allow udisks2 to mount devices without authentication
polkit.addRule(function(action, subject) {
if (action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system-internal") { return polkit.Result.YES; } });

Para garantir que os pontos de montagem sejam deletados ao final de cada sessão e recriados no início, adotar a opção “0” em:

/etc/udev/rules.d/99-udisks2.rules

# UDISKS_FILESYSTEM_SHARED
# ==1: mount filesystem to a shared directory (/media/VolumeName)
# ==0: mount filesystem to a private directory (/run/media/$USER/VolumeName)
# See udisks(8)
ENV{ID_FS_USAGE}=="filesystem|other|crypto", ENV{UDISKS_FILESYSTEM_SHARED}="0"
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A configuração global “Montar automaticamente todas as mídias removíveis (partições adicionais) no Login” pareceu não fazer efeito, — exceto para algumas partições (Depot1, Warehouse), que talvez eu já tivesse montado manualmente, antes de reiniciar a sessão KDE.

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Após substituir a configuração “global” pela configuração “individual” de todas as partições adicionais, finalmente a montagem automática funcionou ao reiniciar a sessão KDE.

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Baixadas as fotos da instalação pelo KDE Connect.

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Solucionando o início do Plasma KDE

Durante alguns dias, precisei fazer Login no console virtual (tty1) e executar $ startx para entrar no KDE. — Só após alterar o runlevel de 3 para 4, em /etc/inittab, o SDDM conseguiu carregar o KDE automaticamente, no final do boot.

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— … ≠ • ≠ … —

Without-SystemD



    PC desktop UEFI / GPT



    Ferramentas &tc.



    Não-debians


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