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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

De volta ao Gnome-screenshot

Um “simples” comando diz ao gnome-screenshot em qual pasta e com qual nome salvar a Captura de tela.

A necessidade de substituir o antiquado KSnapshot no Debian 8.6 KDE foi o que trouxe de volta o “gnome-screenshot”, — mas os resultados foram tão satisfatórios, que ele acabou substituindo também o sofisticado KDE Spectacle no Kubuntu 16.04 LTS, no Linux Mint 18 KDE, no KDE Neon User Edition, — e agora, no teste Live USB do Kubuntu 16.10 Yakkety Yak.

Copiando o comando do Debian para adaptar ao Live Kubuntu 16.10 Yakkety Yak

Leve, ágil e discreto, o “gnome-screenshot” mostrou uma série de vantagens, mesmo em relação ao KDE Spectacle:

  • Basta inserir a extensão “.JPG” para que as Capturas de tela sejam salvas nesse formato, — com economia de 50% (ou mais) no espaço ocupado em disco, sem perda de qualidade;

  • Não polui a tela com “notificações”, — que no caso do Spectacle, às vezes demoram a desaparecer, exigindo intervenção do mouse para fechá-las, ou continuar esperando, para fazer o próximo PrintScreen;

  • A Captura de tela com retardo (delay) pode ser feita sem interação ou uso do mouse, — ao contrário do Spectacle, que abre um diálogo e fica aguardando instruções.

Claro que tudo isso é muito relativo, — depende do uso e dos hábitos de trabalho de cada um.

O KDE Spectacle oferece vários recursos, — importantes para muitos usuários. — Além disso, é possível que permita soluções até melhores, nesses tópicos, e apenas falte neurônio por aqui, para descobrir como.

Os antigos atalhos do KDE Spectacle foram apenas desativados, — e podem ser restabelecidos no futuro

Alterar a duração das “notificações” do KDE Spectacle, por exemplo, não é difícil. — Mais complicado, talvez seja descobrir por que motivo, às vezes, elas acabam deixando de fechar sozinhas.

Kubuntu 16.10 Yakkety Yak


Último Print no Live Kubuntu 16.10, — de volta, após colapso temporário, — e Spectacle sem ser chamado

Não que o “gnome-screenshot” seja imune a falhas.

Ao encerrar a terceira sessão de teste do Kubuntu 16.10 Yakkety Yak, a tecla PrintScreen tinha estado inoperante desde 1 hora antes, — e o Spectacle aparecia na tabela de processos do Monitor do sistema (KSysguard), embora não tenha sido usado em momento algum. — Horas antes, tinha sido verificado no KSysguard que o Spectacle não estava carregado na Memória.

Terceira ou quarta tentativa de finalizar o “processo” Spectacle pelo KSysguard

  • Foram feitos 163 Prints entre 8:14 e 15:06. Às 16:11 ficou evidente que os Prints não estavam mais acontecendo. — Existe, porém, um último Print às 18:06, durante a tentativa de documentar a situação. Mas, passou desapercebido que tivesse voltado a funcionar, e há fotos de celular dessa mesma tela, às 18:11, ainda tentando “finalizar” o processo Spectacle. (Foram feitas 3 ou 4 tentativas, sem êxito). A sessão Live foi encerrada às 18:14. — Obs.: Todos os Prints têm nomes correspondentes à hora exibida na tela (confirmada pelas anotações no caderno), porém no Kubuntu consta que os arquivos foram gravados sempre 3 horas antes (5:14 às 12:06, e o último às 15:06).

Faltam conhecimentos (e tempo) para investigar se cada ocorrência desse tipo de problemas se deve aos aplicativos de Captura de tela, ou a qualquer outro componente dos “sistemas” Linux.

Quando o KSnapshot era mais usado (KDE 4), as observações eram irregulares, anotadas de passagem, e não deixaram registro de falhas. O Shutter começou a ser mais utilizado nos últimos 12 meses, mas só em tempos recentes as falhas foram minuciosamente registradas (Cinnamon e Plasma KDE 5). O uso do Spectacle começou nos primeiros testes Live USB do Kubuntu 16.04 Alpha e Beta (Plasma KDE 5), há cerca de uns 6 meses, mas só recentemente as observações produziram registros mais minuciosos.

Portanto, foram mudando os aplicativos de Captura de tela, mas também foram mudando os “sistemas” Linux onde são usados, — assim como vieram mudando o “observador” e, principalmente, a minúcia dos registros.


Debian 8.6 KDE


Captura de tela com o KSnapshot: — acerte com o Mouse em “Salvar como”.

Depois de 326 Capturas de tela com o KSnapshot, obter uma alternativa simples e prática foi a melhor notícia, desde a instalação do Debian 8.6 KDE, há 2 semanas.

Talvez ainda seja cedo para comemorar, — lembro meu antigo entusiasmo com o KSnapshot, e depois com o Shutter, dos quais agora quero distância. — Afinal, a nova “maravilha” é o Gnome-screenshot, que tanto já xinguei no passado.

Ainda não saber tudo é muito chato.

Captura de tela com o KSnapshot: — “Salvar como”, e confirmar para “Salvar”

Fato é que cada um desses 326 prints do KSnapshot exigiu nada menos que 4 ações, entre Mouse e Teclado:

(1) Teclar “Print”;

(2) Clicar em “Salvar como”, — é preciso ir lá, com o Mouse, pois o foco do “Enter” está em “Fazer nova captura”, — ou teclar “Tab” sucessivas vezes, até passar o foco do “Enter” para o “Salvar como”;

(3) Teclar “Enter” na segunda janela de diálogo, para confirmar e “Salvar”, — ou confirmar com o Mouse;

(4) Teclar “Esc” para fechar o Diálogo do KSnapshot, — ou fechá-la com o Mouse.

E o resultado são 326 arquivos numerados, — pense em centenas de “Snapshot-001”, “Snapshot-002”… até “Snapshot-326”.

Qualquer descuido, — backup, converter, copiar, mover, — pode alterar as datas, deixando tudo com o mesmo dia, hora e minuto. Aí, só abrindo cada um, para ver a hora (caso apareça na imagem).

Então, por que tantos elogios ao KSnapshot, no passado?

A verdade é que isso já foi um tremendo avanço. No antigo Windows XP, por exemplo, a tecla Print apenas copiava a imagem da tela para a memória, — sem direito a Klipper, para guardar várias “memórias”, — e era preciso correr para o Photoshop, criar novo arquivo de imagem, “colar” o ”print”. — Em seguida, “achatar” as camadas, ou não poderia salvar como JPEG (não havia visualizador rápido para arquivos “.PSD”). — Depois, digitar um nome-de-arquivo. — Por fim, “aceitar” salvar JPEG com Qualidade 80%, ou coisa parecida. Uma burocracia sem fim.

Encontrar um Ksnapshot, — que “resolvia tudo” em 3 passos, — parecia o paraíso.

Só mais tarde, — ao pesquisar e explorar o Shutter, — isso também se tornou coisa do passado.

Quando o KDE / Kubuntu substituiu o Shutter pelo Spectacle, logo ficou claro que as coisas podiam ser ainda melhores, — e até ontem, pareceria absurda, a simples ideia de trocar o Spectacle pelo Gnome-screenshot, caso alguém sugerisse.

Linux Mint 17.3 Cinnamon


Tomei conhecimento do Gnome-screenshot, — ou seria melhor dizer, “nem percebi”, — em alguma versão anterior do Linux Mint Cinnamon.

Existem no caderno duas ou três antigas anotações, tipo, — “a tecla Print não funciona. Não abre diálogo para salvar, e não há nada na memória para colar no Gimp”, — até que um dia descobri um punhado de arquivos salvados (silenciosamente) na pasta “/home/Pictures”, que não costumava olhar.

Porém, os arquivos de trabalho ficam na partição “F:\” (Fat32), do antigo Windows XP, que não aceita nomes com “:”. Enquanto foi usado o Nemo para fazer a transferência dos arquivos, tudo bem, — ele automaticamente substitui “:” por “_”, — o que não facilita a leitura (onde começa a hora?), mas ocultava o problema operacional.

A coisa se complicou ao fazer backup (aliás, sincronização), com arquivos duplicados numa direção, e uma mensagem de erro na outra.

E ficou mais evidente quando tentei “centralizar” as Capturas de tela em uma única pasta, — tipo, “F:\000_print-screen”, — para facilitar a sequência cronológica de vários sistemas Linux + Windows.

À primeira vista, a pesquisa na web só apresentava “impossibilidade” de configurar o Gnome-screenshot, — nome que o Linux Mint esconde, como o de muitos aplicativos, depois de lhes dar uma “personalização”. — As afirmações, nos Fóruns, eram de que não havia como “mudar” o padrão de nome-de-arquivo do Gnome-screenshot, e que essa demanda (ou “bug”) estava registrada havia anos, sem solução etc.

Shutter


Surto do Shutter no Linux Mint 17.3 Cinnamon

Como a vida não pode parar, — e o Dolphin foi adotado em diferentes sistemas Linux instalados em paralelo, — a solução imediata foi instalar o Shutter no Linux Mint 17.3 Cinnamon, já que o Spectacle não estava disponível em seus repositórios.

Saraivada de mensagens de erro do Shutter, ao ver seus arquivos renomeados fora dele

A partir daí, começaram a ser percebidos vários problemas relacionados ao Shutter:

  • Alto consumo de Memória RAM, à medida em que a “sessão” do Shutter acumula centenas de arquivos;

  • Reclamações mal-explicadas, a cada vez que um de seus preciosos arquivos é renomeado fora dele;

  • Acessos de atividade desvairada, “consumindo” CPU — e muitas vezes, parando de responder, até reiniciar o Linux Mint;

Montagem da solução


Primeiro “Print” do Gnome-screenshot no Debian, só com parâmetro “-p”, — incluir ponteiro do Mouse

Foi nesse quadro que o Debian 8.6 KDE instalado há 2 semanas veio apenas com o KSnapshot, — e sem Spectacle nos repositórios.

Para quem já se acostumou com “prints” de vários sistemas, salvos automaticamente, numa única pasta, — todos com nomes padronizados “YYYY-mm-DD_HH-MM-SS”, — voltar ao KSnapshot é como voltar à Idade da Pedra Lascada.

Entre as alternativas encontradas pelo Synaptic do Debian 8.6 KDE, havia pouco motivo para entusiasmo:

  • Shutter → 49 pacotes
  • Xfce4-screenshooter → 18 pacotes
  • Kazam → 18 pacotes
  • Mate-utils → 5 pacotes
  • X11-apps → Já instalado. — Mas, cadê? Como se usa isso?
  • Gnome-screenshot → 1 pacote.

Os “capturadores” do Xfce e do MATE foram usados recentemente, — na primeira instalação do Debian testing “Stretch”, com todos os ambientes gráficos, — e não agradaram muito, em um exame superficial (embora não duvide que possam ser fantásticos).

Mas, para pesquisar e aprender, por que não começar pelo Gnome-screenshot, do qual já sabia alguma coisa?

Gnome-screenshot com “-f” → nome-de-arquivo passou a gravar na pasta “/home

Um velho bookmark do AskUbuntu, — intitulado “How can i change the default name for the screenshots made by gnome-screenshot?”, — tinha algumas dicas ainda não exploradas, tipo editar arquivos de configuração, criar um arquivo executável com “chmod a+x” e outras fórmulas cabalísticas de arrepiar os cabelos. Mas, no desespero, até injeção na testa é uma possibilidade a considerar.

Um exame mais atento mostrou que algumas partes daquela fórmula:

gnome-screenshot.real -f "$HOME/Pictures/Screenshots/$(date +%F_%H-%M-%S).png" $@

talvez pudessem ser utilizadas, — não como “arquivo executável”, mas — como parâmetros para o “comando” a ser disparado pela tecla “Print”.

Bastou mudar a extensão para o gnome-screenshot gravar em formato JPEG, — com economia de espaço

Depois de várias experiências, o “comando” acabou transformado nisso, — que funcionou com perfeição, para Captura “imediata” de tela:

gnome-screenshot -p -f "/media/$USER/F/000_print-screen/$(date +%F_%H-%M-%S)_D.jpg"

onde “-p” é o parâmetro para incluir o ponteiro do Mouse; e “-f” é o parâmetro para indicar o nome do arquivo, a ser salvo sem mais delongas.

Incluindo apenas o nome-de-arquivo, o Gnome-screenshot já começou a funcionar na mesma hora, — porém, não havia jeito dele aceitar o caminho “/media/flavio/F/000_print-screen/”, — copiado do Dolphin por CTRL-L / CTRL-C.

Testando parâmetros do gnome-screenshot para a pasta onde os arquivos devem ser salvos

A variável “$USER” foi inspirada em outro tópico do AskUbuntu, — intitulado “Default save directory for gnome-screenshot?”, — onde se encontra outra fórmula cabalística de dar nó em pingo d’água:

gsettings set "org.gnome.gnome-screenshot" "auto-save-directory" "file:///home/$USER/screenshot"

Fez-se, então, a luz. — Aquele cifrão “$” da primeira fórmula não é para “estar no começo” do nome, — nem a “HOME” estava em maiúsculas por mania de grandeza. — O nome desse negócio é “variável”, ou algo assim, e o cifrão “$” está ali para indicar isso.

Na primeira fórmula, não é citado o usuário ($USER), talvez porque a variável “$HOME” já cuida disso, — imagino eu (que não entendo lhufas dessa algaravia).

Para capturar Menus, — também em tela inteira, — pelo “Shift-Print”, foi usado o mesmo comando, com uma pequena variação:

gnome-screenshot -p -d 7 -f "/media/$USER/F/000_print-screen/$(date +%F_%H-%M-%S)_D.jpg"

onde o parâmetro “-d” indica o retardo (delay) em segundos, para dar tempo de abrir os Menus etc.

Na prática, foi constatado que muitas “camadas” e “menus” são flagrados em tempo real, — não impedem o “Print” de chamar, — nem impedem o “gnome-screenshot” de agir.

Apenas em alguns casos isso não funciona, — e o “Shift-Print” fica para essas ocasiões.

Os parâmetros utilizados foram obtidos pelo comando “gnome-screenshot --help” no Terminal:

flavio@Linux3:~$ gnome-screenshot --help
Uso:
  gnome-screenshot [OPÇÃO...]

Opções de ajuda:

  -h, --help                       Exibe opções de ajuda
  --help-all                       Exibe todas as opções de ajuda
  --help-gtk                       Mostra as opções do GTK+
  --help-gapplication              Mostrar opções do aplicativo-G

Opções de aplicativo:

  -c, --clipboard                  Send the grab directly to the clipboard
  -w, --window                     Grab a window instead of the entire screen
  -a, --area                       Grab an area of the screen instead of the entire screen
  -b, --include-border             Include the window border with the screenshot
  -B, --remove-border              Remove the window border from the screenshot
  -p, --include-pointer            Include the pointer with the screenshot
  -d, --delay=seconds              Take screenshot after specified delay [in seconds]
  -e, --border-effect=effect       Effect to add to the border (shadow, border, vintage or none)
  -i, --interactive                Interactively set options
  -f, --file=filename              Save screenshot directly to this file
  --version                        Print version information and exit
  --display=MONITOR                Monitor do X a ser utilizado

Parece pouco, — mas é mais do que se encontra em algumas páginas “oficiais” ou “oficiosas”, — e já permite mais algumas operações básicas, como captura de janela, de área, efeitos etc.

Uso mínimo de Memória RAM pelo gnome-screenshot

Talvez fiquem faltando plumas e paetês, — coisas como setas coloridas, legendas, upload etc., que não uso.

Em compensação, bastou instalar 1 único pacote (733 kB), que ocupa um mínimo de Memória RAM, por poucos segundos, — e torna a desaparecer da “Tabela de processos” do Monitor do sistema (KSysguard).

O KDE Spectacle costuma permanecer na Memória, — e quando resolve usar CPU em excesso, é preciso descobrir alguma solução para o mistério.

Notificações do Spectacle acumulando-se na tela, sem desaparecer

O “gnome-screenshot” ambém consegue ser mais discreto do que o Spectacle, — que coloca na tela um baita retângulo de “notificação”, durante intermináveis segundos, — e às vezes se “esquece” de fechar, obrigando a esperar, ou acertar no “x”.

••• Mensagens ocultas


Mensagens de erro do comando “gnome-screenshot” no Terminal do Debian testing KDE

Ao transformar o Debian 8.6 “Jessie” KDE em Debian “testing” KDE, os scripts de instalação tornaram a configurar as teclas de atalho “PrintScreen” para chamar o Spectacle, — e ao tentar reconfigurá-las para chamar o Gnome-screenshot, ficou a impressão de que ele não funcionava, ou talvez o comando não estivesse 100% católico.

Para tirar a dúvida, o comando foi colado no Terminal (Konsole), — e revelou-se a ocorrência de mensagens de erro:

flavio@Linux3:~$ gnome-screenshot -p -f "/media/$USER/F/000_print-screen/$(date +%F_%H-%M-%S)_Dgshot.jpg"

(gnome-screenshot:10400): Gtk-WARNING **: Failed to get the GNOME session proxy: The name org.gnome.SessionManager is not owned

(gnome-screenshot:10400): Gtk-WARNING **: Failed to get the Xfce session proxy: The name org.xfce.SessionManager is not owned

(gnome-screenshot:10400): Gtk-WARNING **: Failed to get an inhibit portal proxy: The name org.freedesktop.portal.Desktop is not owned
** Message: Unable to use GNOME Shell's builtin screenshot interface, resorting to fallback X11.

Mensagens de erro do comando “gnome-screenshot” no Terminal do Kubuntu

O teste foi repetido depois no Kubuntu 16.04, no KDE Neon User Edition e no Linux Mint 18 KDE, — onde nada jamais fez suspeitar de qualquer “erro”.

No Kubuntu:

flavio@linux1:~$ gnome-screenshot -p -f "/media/$USER/F/000_print-screen/$(date +%F_%H-%M-%S)_Kgshot.jpg"
** Message: Unable to use GNOME Shell's builtin screenshot interface, resorting to fallback X11.

Mensagens de erro do comando “gnome-screenshot” no Terminal do KDE Neon

Verifica-se que no Kubuntu e no KDE Neon o comando retorna apenas uma mensagem de erro.

No KDE Neon:

flavio@linux4:~$ gnome-screenshot -p -f "/media/$USER/F/000_print-screen/$(date +%F_%H-%M-%S)_Ngshot.jpg"
** Message: Unable to use GNOME Shell's builtin screenshot interface, resorting to fallback X11.

Comando “gnome-screenshot” no Terminal do Linux Mint KDE, único que não retorna mensagem de erro

O Linux Mint 18, — embora também com ambiente KDE, — foi o único onde o comando não retornou qualquer mensagem de erro.

É uma questão a investigar, — mas, enquanto isso, o gnome-screenshot continua em uso normal no Kubuntu, no KDE Neon e no Linux Mint KDE, pela tecla de atalho “PrintScreen”.

No caso do Debian 8.6 KDE transformado em “testing” KDE, a tecla de atalho “PrintScreen” permanece configurada para chamar o Spectacle, até pesquisar mais sobre o assunto.

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Publicado inicialmente em 13 Out. 2016.
••• “Mensagens ocultas” → Adicionado em 21 Out. 2016.

— … ≠ • ≠ … —

Ferramentas &tc.


terça-feira, 8 de março de 2016

Padronizando PrintScreen no Linux e Windows com Shutter e Gadwin

Prints do Mint, Kubuntu e Windows numa só pasta, com nomes padronizados. Veja “Atualização”, no final

Diferentes “comportamentos” da tecla PrtScn (PrintScreen) no Kubuntu, no Linux Mint e no Windows XP começaram a criar “dificuldades” para o trabalho do dia-a-dia, — mas, ao mesmo tempo, abriram horizontes para melhorar essa tarefa simples, ao investir na padronização dos três ambientes.

Fogo de pedra


No Windows XP, até onde pude verificar, a tecla PrtScn limita-se a copiar a imagem da tela para a “área de transferência”. Então, você abre um programa de edição de imagens, “cola” nele o conteúdo da “memória”, e salva com o nome que quiser, na pasta de sua escolha, no formato que preferir.

Como não pretendo adquirir novas licenças, — nem do XP, nem dos velhos aplicativos usados nele para abrir o acervo de velhos arquivos, — me limitei a aproveitar, da melhor maneira possível, as possibilidades nativas daquela época. O velho Photoshop detecta a captura de tela na “memória” e já cria a “nova imagem” (em branco) no tamanho adequado. Para salvar em formato JPG, — que não admite “camadas”, — criei um “atalho personalizado” (Ctrl-Alt-X) que “achata” a imagem colada, e isso “economiza” uma etapa no processo: não precisa abrir um diálogo advertindo, perguntando etc. Da primeira vez, você escolhe o formato JPG, bem como a pasta onde quer salvar; — e daí por diante ele mantém esses parâmetros.

É trabalhoso, mas depois de uns 10 anos você acaba fazendo tudo isso tão rápido e “automático”, que até acha “normal” esfregar gravetos para fazer fogo.

No Linux


No Kubuntu, — que venho atualizando a cada novo “LTS”, desde 2008, — não lembro mais como era “antigamente” (e menos ainda, no Kurumin). Agradável surpresa, foi um dia descobrir o Klipper (Cliboard Manager), que guardava meia dúzia de “memórias”, sem que a última apagasse as anteriores. Depois, “apareceu” (ou descobri?) o Ksnapshot, que de cara já oferece para salvar a captura de tela, no formato que você quiser, e na pasta que preferir. Você escolhe uma pasta e um nome-de-arquivo, — digamos, “Print-de-tela_001.png”, — e ele vai incrementando o número a cada nova captura. Na prática, logo me acostumei a salvar em pastas específicas, com nomes relevantes (mais “_001”), o que compensa o tempo tomado por esse diálogo a cada mudança de assunto. De qualquer modo, era um tremendo avanço em relação ao velho Windows XP.

Certo dia, ao instalar pela primeira vez um Linux Mint, — ou terá sido um Ubuntu?, — tive a desconcertante sensação de que a tecla PrtScn “não funcionava”. Não abria diálogo para escolher nome, formato, pasta etc., nem guardava imagem alguma na “memória”, que pudesse colar no Gimp. Para não perder tempo, adotei o hábito de instalar o Ksnapshot, como procedimento-padrão de pós-instalação, em qualquer sistema onde o PrtScn não desse “sinal de vida”. Um dia, acabei descobrindo as capturas de tela do Mint (ou do Ubuntu?), gravadas automática e silenciosamente na pasta “Imagens” (ou na “Home”, conforme a distro). Descoberta a pólvora, ficou claro que era a alternativa mais prática. Você não perde tempo algum, escolhendo formato, nome, pasta etc., — embora, mais tarde, precise pegar uma tonelada de arquivos, abrir um-por-um para lembrar do que se trata, e sair transferindo para pastas específicas, com nomes relevantes. Quanto mais demorar a fazer isso, maior o caos.

Outro problema é que os nomes dos arquivos são quilométricos, além de redundantes. Por exemplo:

  • “Captura de tela de 2016-01-30 17:35:51.png” (no Linux Mint Cinnamon)
  • “2016-02-05-203905_1280x1024_scrot.png” (no Lubuntu Xenial)

Não vejo utilidade em acumular milhares de repetições de “Captura de tela de”, ou milhares de repetições de “1280x1024 scrot”, — que só servem para entulhar um espaço precioso, na janela do gerenciador de arquivos.

Além disso, arquivos contendo “:” (dois-pontos) no nome não podem ser transferidos para as partições FAT, — onde concentro todo o trabalho, para não liquidar de vez a “usabilidade” do Windows.

O Nemo, — gerenciador de arquivos padrão do Linux Mint Cinnamon, — até faz essa transferência sem problemas, substituindo automaticamente “:” por “_” (sublinhado), e a princípio você pode nem perceber. Mas a coisa complica quando você aciona o LuckyBackup, por exemplo. Numa direção, eles simplesmente duplicará todos os arquivos (uns com dois-pontos, outros com sublinhado). Na direção oposta, dá tranco, e você é arrancado do assunto em que se concentrava, para decifrar mais esse enigma.

Se você usa o Dolphin, Konqueror ou outro gerenciador de arquivos, nada feito. Bate com o nariz na parede.

gnome-screenshot


Procurei descobrir onde se esconde a configuração do “Captura de tela” do Linux Mint Cinnamon, e não consegui, até hoje. Aliás, não consegui, sequer, descobrir que aplicativo é aquele, chamado pela tecla PrtScn. Graças à mania do Linux Mint Cinnamon de ocultar o nome dos aplicativos, o Nemo, por exemplo, aparece com o nome “Arquivos” (é preciso abrir “Ajuda”, “Sobre” etc, para saber que aplicativo é aquele). Mas se você pede uma captura de tela pelo Menu, abre-se um diálogo com o nome “Capturar a imagem da tela”, sem direito a “Ajuda”, nem “Sobre”, nem “Preferências”, nem nada.

A busca no Google não é facilitada, já que tudo, na internet, sempre contém “print”, “snapshot” etc., — tenha ou não tenha relação com o assunto.

Disso tudo, só consegui apurar uma “suspeita”, — até hoje não confirmada, — de que, por trás da tecla PrtScn, no Linux Mint Cinnamon 17.3, quem trabalha é o “gnome-screenshot”.

Sobre ele, descobri que desde 31 Jul. 2011, — pelo menos, — os usuários registram uma “requisição” (ou lacuna), por não ser configurável, para eliminar os “:” que o FAT não aceita em nomes de arquivo. Um ano atrás (28 Jan. 2015), esse “bug” foi resolvido, pela alteração de 1 linha no código-fonte. Só que o Linux Mint 17.3 Cinnamon, baixado um ano depois (15 Jan. 2016), ainda não incorpora esse avanço.

Em tempo: — Tampouco encontrei possibilidade de configurar o Ksnapshot para pular o diálogo e gravar os arquivos diretamente, com nome automático.

Desse confronto de alternativas desencontradas, acabei me fixando em 4 parâmetros:

  1. Prefiro a solução do Ubuntu / Mint Cinnamon, de salvar as capturas diretamente em arquivo;
  2. Prefiro a solução de nomear os arquivos (automaticamente) por data e hora;
  3. Precisava de controle sobre os nomes de arquivo, para eliminar o que é repetitivo;
  4. Precisava de controle sobre os nomes de arquivo, para mantê-los compatíveis com FAT.

É claro que só pude chegar a esses “parâmetros”, porque as soluções estavam disponíveis, — sei lá há quantos anos; — e apenas foram aparecendo aqui ou ali, enquanto procurava (sem sucesso) alternativas que talvez nem existam.

Gadwin PrintScreen (Windows)


Para o Windows XP, fui encontrar essa possibilidade no Gadwin PrintScreen 5.4 freeware (para uso pessoal), — baixado diretamente do site da Gadwin Systems, — que roda em Windows XP, além do 2008, Vista, Windows 7, Windows 8.x, e Windows Server 2012.

Por default, abre uma janela onde exibe a captura realizada; mas você pode desativar essa função. Mantenha a opção de minimizar para a barra inferior do Windows (system tray), assim terá sempre um acesso rápido às Preferências e outras opções que não adotou no primeiro momento. E não esqueça de deixar marcada a opção de carregar na inicialização do sistema (Run at startup).

Gadwin PrintScreen: desmarcando Preview e Clipboard. Salvar como PNG, Nome automático

Salvo engano, — não documentei rigorosamente, — os primeiros prints seriam salvos com nomes tipo “My Screenshot 03-03-16_12.14 PM.PNG”. Se você faz outros, dentro do mesmo minuto, ele já acrescenta uma numeração automática no final: “03-03-16_12.14 PM 001.PNG”.

Eliminei da configuração esse repetitivo “My screenshot”; passei o ano (com 4 dígitos) para o início do nome; horário de 24h para eliminar o AM / PM; e incluí os segundos para dispensar a numeração extra:

%Y-%m-%d_%H-%M-%S

Como o velho Windows XP era onde o PrtScn tomava mais tempo do dia-a-dia, acabou sendo o que solucionei primeiro, — e não levou nem meia hora: baixei o MSI 32-bit às 12:07; e os prints indicam que a configuração foi feita das 12:10 às 12:30.

As principais configurações: (A) em Preferences, marquei “Run at startup”; (B) em Hotkeys ele já propôs PrtScn para tela inteira, Shift-PrtScn para a janela em foco e Ctrl-PrtScn para área retangular a ser escolhida; (D) em Post-capture actions, desmarquei “Preview” e “Copy to clipboard”, marquei “Save capture to file”, escolhi a Pasta e editei o “File name template”.

Shutter Screenshot Tool (Kubuntu)


Já tive o Shutter instalado em algum Linux, há alguns anos, mas penso que não veio por default. Na época, não me dei conta do seu potencial, e acabei me fixando no Ksnapshot.

Configuração do Shutter no Kubuntu: formato de arquivo, nome, pasta, (não) copiar a imagem para a memória

Agora, comecei pelo Kubuntu, — bastou abrir o Synaptic, digitar “shutter”, selecionar, baixar, instalar, — e a configuração foi tão simples, que fiz poucos prints. Às 22:44 ainda usei o Ksnapshot para registrar a configuração do Shutter. Às 22:54, já tinha configurado o teclado para substituir o Ksnapshot pelo Shutter no PrtScn.

A codificação usada para nomear automaticamente os arquivos foi exatamente a mesma usada no Gadwin, — para não perder tempo, abri o print do Windows e fui olhando e digitando igual:

%Y-%m-%d_%H-%M-%S

Configuração do Shutter: iniciar com o início da sessão; e não exibir janela após a captura

Em “Comportamento”, marquei “Iniciar o Shutter ao autenticar-se” e desmarquei “Apresentar a janela principal após a captura”.

Configurar tecla PrtScn para acionar o Shutter no Kubuntu

Para atribuir a tecla PrtScn, vá em Configurações do sistema → Aparência e comportamento comuns → Atalhos e gestosAtalhos personalizados.

Na área branca abaixo de “Exemplos”, clique com o botão direito e selecione “Novo → Atalho → Comando”. (New → Global shortcut → Command / URL). Dê a ele o nome “Shutter” (para não esquecer); e preencha “Comando / URL” com “shutter -f”.

Ao Ativar → (pressionar) PrtScn, aparecerá um aviso de que PrtScn já está atribuído, e você confirma que deseja substituir: — Atribuir a tecla ao novo atalho.

Shutter Screenshot Tool (Mint Cinnamon)


Com pequenas variações, é o mesmo caminho para o Linux Mint Cinnamon.

Mas, por ser do ambiente Gnome, o Shutter precisou instalar 48 pacotes para funcionar no Kubuntu (KDE), — e apenas 19 para rodar no Linux Mint Cinnamon.

Configurações (Preferências) do Shutter no Linux Mint Cinnamon: salvar, arquivo, tipo, nome, pasta

Na aba “Main” das Preferências do Shutter, você escolhe se a captura de tela será salva automaticamente, ou se primeiro perguntará em qual pasta; se copia ou não para a área de transferência; se aguarda 10 segundos antes da captura, — útil, talvez, para flagrar um Menu fujão ou uma dica volátil, — e assim por diante.

Eis (acima), lado a lado, a configuração padrão e a configuração que escolhi para começar, — pasta “Imagens”, nome “Ano-mês-dia_Hora-Minuto-Segundo”, formato PNG, sem demora e sem armazenar a captura na memória.

Na aba “Comportamento”, apenas marquei “Iniciar o Shutter ao autenticar-se” e desmarquei “Apresentar a janela após a captura”.

Atribuindo a tecla PrtScn ao Shutter no Linux Mint Cinnamon

Atribuir ao Shutter a tecla PrtScn, no Mint Cinnamon, é um pouco diferente: — em Configurações do sistema, vá diretamente à seção Hardware → Teclado → Atalhos → Atalhos personalizados → Adicionar atalho personalizado.

Abre-se um pequeno diálogo, onde você preenche o nome do novo atalho (pode ser “Shutter”), o comando shutter -f, e clica em Adicionar.

Atribuindo a tecla PrtScn ao Shutter no Linux Mint Cinnamon

Por fim, selecione a primeira das “Ligações de teclado”, — ainda “Não atribuída”, — e aperte PrtScn, para receber o aviso de que ela já está atribuída; e a pergunta, se deseja mesmo transferi-la para o Shutter. É só confirmar.

Atualização


13 Mar. 2016: — Após alguns dias de uso regular da “padronização” descrita acima, concluí que ela ainda estava incompleta.

1) Ao invés de gravar as capturas de tela em 3 partições diferentes, é muito mais prático gravá-las em uma única pasta, — na partição de documentos do Windows (FAT), — conforme mostrado lá no alto.

Para isso, acrescentei um pequeno identificador no final dos nomes automáticos dos arquivos:

  • _K” para identificar os prints de tela do Kubuntu
  • _M” para identificar os prints de tela do Linux Mint
  • _W” para identificar os prints de tela do Windows

A escolha de uma pasta comum não apresentou dificuldade alguma para o Shutter, instalado no Kubuntu e no Linux Mint.

Infelizmente, o Gadwin PrintScreen 5.4 freeware parece não dar a mesma liberdade: — Você pode escolher apenas entre 2 pastas que são oferecidas por default. Ao clicar em “Browse”, para escolher outra, nada acontece.

Como é cada vez mais raro usar o Windows, optei por não investir mais tempo nisso.

2) Experimentei salvar os prints de tela em JPEG, qualidade / compressão 80, e verifiquei que os arquivos oscilam entre 200 e 300 KB, — contra 400 KB a 1,8 MB no formato PNG.

Parece haver alguma perda de qualidade, — ou será impressão minha?, — por isso vou experimentar por mais algum tempo.

Fontes


A própria página do projeto Shutter ensina como torná-lo default no Gnome / Unity, no KDE, no Xfce e no Lxde; e num comentário um visitante acrescentou a lição para o Linux Mint Cinnamon.

— … ≠ • ≠ … —

Ferramentas &tc.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Instalação do Linux Mint 16 Cinnamon em 27 minutos

Menu do Linux Mint após a instalação no HD

Registrado passo-a-passo no Facebook – navegando na web durante a instalação:

Rodei o Linux Mint 16 “Cinnamon” a partir do “Live DVD”, – sem instalar no HD, – no dia 8 de Abril, por volta das 22h45, e a primeira coisa que me surpreendeu foi a “leveza”, ou “agilidade”, ou “velocidade” com que naveguei no Facebook, usando o Mozilla Firefox, tal e qual já vem no “Live CD”, pronto para usar.

Tudo muito “macio”.

A rolagem vertical, por exemplo, funcionou muito melhor e muito mais “suave” do que no Chrome do Ubuntu, do Debian ou do Windows – todos instalados no HD, e todos devidamente supridos de plugins, complementos e demais “melhoradores”.

O Firefox do “Live DVD” já veio pronto para tudo – inclusive assistir vídeo, coisa que em geral os navegadores dos “Live CDs / DVDs” não permitem, a menos que você adicione alguns plugins etc.

Às 23h10, iniciei a instalação do Linux Mint no HD – sem ter que sair do Firefox – e fui registrando no Facebook cada passo da instalação, minuto a minuto.

Às 23h37, recebi a mensagem de “instalação concluída”.

Instalação

22h46 – Rodando o Linux Mint a partir do DVD, só para testar. A primeira coisa que vejo, do lado esquerdo da tela, é um ícone enorme, dizendo “Install”.

Isto significa que – provavelmente – poderia continuar usando o sistema, durante a instalação. E de fato, foi o que aconteceu.

23h10 – Início da instalação.

23h14 – Depois de detectar os HDs, as partições existentes e os sistemas já instalados no computador, faz a primeira pergunta: – Instalar o Linux Mint: (a) “Ao lado” dos sistemas já instalados; (b) “Apagar disco” [sic]; ou (c) Opção avançada. – Escolhi esta última, que permite escolher as partições a serem utilizadas, além de alterá-las “manualmente”, se for o caso.

23h17 – Selecionei a partição “sdb7” (onde estava o Debian), cliquei em “change” (mudá-la), escolhi o formato “ext4”, marquei a opção “formatar”, e selecionei “usar como /” – será a partição “root” (raiz), local onde ficam o “sistema” e demais “pacotes” de software.

A partição “sdb7” já tinha o formato “ext4” (e já estava no “tamanho” certo), mas isso não é mostrado, e para usá-la é preciso, primeiro, atribuir um formato. Só depois disso, abrem-se as demais opções para aquela partição.

A rigor, nem precisava mandar “formatar”, pois a partição que receberá o “sistema” e demais pacotes de software do Linux sempre é inteiramente apagada.

Particionamento do segundo HD, feito há vários anos. Note que a partição “sdb5” já é “/home” do Ubuntu

23h18 – Selecionei a partição “sdb8”, cliquei “change” (para “modificá-la”), escolhi o formato “ext4”, marquei a opção “NÃO formatar”, e selecionei usar como “/home” – partição para “documentos”.

A partição de “documentos” não recebe nenhuma alteração, quando se instala uma nova versão ou “distribuição” do Linux.

É nela que estão, – além dos seus documentos, – todas as configurações que você se acostumou a usar, tanto no Linux, quanto nos “aplicativos”. Por exemplo, seu histórico de navegação, teclas de atalho que você criou dentro do LibreOffice ou dentro do Gimp.

Tendo uma partição “/home”, – e tendo os cuidados básicos, – não há necessidade de fazer backup antes de reinstalar um sistema Linux.

Atenção: – Não basta marcar a opção de “NÃO formatar” sua partição de “documentos”. Se ela usava um formato, digamos “ext3”, e você escolher outro formato mais avançado, como “ext4”… Bom, aí, nem Cristo salva. Neste caso, devia, sim, ter feito um backup completo, antes.

23h20 – Selecionei a partição “sdb6”, cliquei “change”, e escolhi o formato “swap”. Ele já adivinhou o resto, não há mais o que ensinar a ele.

Em geral, nem perco tempo com isso. O simples fato de existir uma partição em formato “Swap” faz com que os instaladores do Linux a detectem e adotem, automaticamente, para esta finalidade.
Há tempos adotei essa divisão em três partições do HD – Programas, Swap, Documentos – também para o Windows. Reduz drasticamente a “fragmentação” de arquivos, e elimina aquele problema de “fazer backup” a cada vez que dá tilt e preciso reinstalar o Windows. Basta formatar o C:\, depois de instalado passar o Swap para o D:\, e meus documentos continuam no E:\, F:\ etc., sem serem afetados pela “reinstalação”.
23h21 – Pede a localização. Não encontro “Brasília”. Vou digitando “Brasilia” sem acento, até aparecer “Brasilia (Federal, Brazil)”. Só pode ser. Ok, prosseguir.

No mesmo instante, a hora é atualizada no canto inferior direito – lembrar que, durante a instalação, continuo “usando” o sistema Linux Mint (carregado a partir do “Live DVD”), e registrando passo a passo, no Facebook, através do Firefox.

23h22 – Escolher teclado. Vou de “Portuguese (Brazil)”. Se não me engano, já apareceu pré-selecionado. Ignorei as demais alternativas. No Debian e no Ubuntu, se não estou enganado, esta opção costuma ser o “ABNT”.

Depois, constatei que não era, exatamente, o “ABNT” a que estou acostumado. Nada de conseguir numeral ordinal (ª, º), entre outras coisas. Ficou para resolver depois.

23h25 – Criar senha.

Começa a instalação no HD, copiando arquivos do DVD e/ou dos “repositórios” na internet. As configurações específicas de cada língua, por exemplo, são baixadas neste momento – o DVD só traz as do Inglês.

23h37 – Mensagem final: – “A instalação terminou. Você pode continuar testando o Linux Mint agora, mas até reiniciar o computador, quaisquer alterações que você fizer ou documentos que você salvar não serão preservados”.

O DVD é ejetado. É hora de retirá-lo da bandeja e clicar em algum lugar para reiniciar o computador.

O processo durou, portanto, exatamente 27 minutos – com alguma perda de tempo da minha parte, para ir digitando no Facebook o que acontecia, passo a passo.

23h49 – Já estava de novo no Facebook, após entrar no Linux Mint (instalado), abrir o Firefox, entrar no Facebook, preencher ID e senha.

Não acredito que demorou tanto para reiniciar o computador após a instalação. Devo ter me extasiado, de entrar no Mint (instalado), e esqueci de registrar imediatamente.

Instalar mais aplicativos

O primeiro passo, ao abrir o Synaptic, é “Recarregar”, para atualizar as informações sobre os softwares disponíveis nos “Repositórios”.

Google Earth – Devia ser o último a instalar, já que uso pouco. Me deixei levar pela propaganda absorvida durante a instalação, e comecei por ele. Está nos “repositórios” pré-definidos. Basta abrir o Synaptic (ou o outro gerenciador de pacotes), digitar sua senha, – sempre exigida, para qualquer ação que afete o sistema, – e escrever lá “Google Earth”, que ele aparece. Clique com o botão direito, selecione “marcar para instalação”, depois clique em “Aplicar”. Segue-se um tempão, baixando 353 arquivos. No final, tentei abrir – e recebi a mensagem de que só funciona com placa aceleradora de vídeo. Nunca tive esse problema no Kubuntu, nem no Windows, nem (se não me engano) no Debian. Portanto, de nada me serviu, encontrar esse “pacote” nos “repositórios” de software usados pelo Mint.

Chromium, K3b, Scribus, Kstars, Filezilla, Epiphany – Encontrados nos “repositórios” de softwares e instalados mais ou menos rapidamente, conforme o tamanho de cada um.

Rodando o Chromium do Linux Mint, tentei – sem muita esperança – sincronizar com o serviço do Google. Funcionou, de primeira, sem a menor dificuldade – ao contrário do Debian, cujo Chromium nunca conseguia sincronizar. Em poucos minutos, o Chromium do Mint estava configurado exatamente como o Chrome do Ubuntu e o do Windows, com os mesmos plugins, todos os Favoritos, preenchimentos automáticos e tudo mais.

Wallpaper – Ao contrário do Ubuntu, o Linux Mint não oferece muitas opções – nem link para coleções na internet.

Gastei mais tempo do que gostaria, no site de wallpapers do Ubuntu. Acessando-o pelo instalador de Wallpapers do próprio Ubuntu, é fácil encontrar lá os que gosto mais .

Voltando ao mesmo site de wallpapers do Ubuntu, – agora, pelo browser do Linux Mint, – acabei me perdendo por lá, durante horas, sem encontrar um único dos que tinha acabado de rever.

Grub-customizer – Foi o que deu mais trabalho. Só depois de bater cabeça um tempão, procurando por ele, – ou por qualquer alternativa, a ser usada no Linux Mint, – encontrei um tópico, num fórum da vida, que me lembrou onde estava a solução: – Aqui mesmo, em meu próprio blog, onde ensinei o caminho há um ano e meio. Realmente, estava mais do que na hora de ir dormir.

Na instalação do Debian 7, mais cedo, naquele mesmo dia, confirmei a possibilidade de evitar que o instalador do Debian substituísse o MBR gravado pelo Ubuntu nas trilhas iniciais do HD do Windows (“sda”). Bastou, depois, rodar o Ubuntu e chamar o Grub-customizer instalado por lá, para ele detectar a substituição do Debian 6 pelo Debian 7, e atualizar a tabela de inicialização.

Porém, ao instalar o Linux Mint, não encontrei (ou não vi) o caminho para evitar que seu instalador fizesse nova gravação nas trilhas iniciais do HD “sda”. A partir daí, o Grub-customizar do Ubuntu perdeu o controle da situação. Daí, a necessidade de instalar o Grub-customizar no Linux Mint, que passou a ser o “dono” do acesso ao MBR do “HD principal”.

Observações

Teclado – Por falta de tempo para verificar outras opções de teclado em Português, até hoje não consigo teclar numeral masculino, nem feminino (“o” e “a” sobrescritos), nem outros caracteres necessários, como o “2” sobrescrito, Libra etc.

PrintScreen – Até hoje, não consigo capturar telas com a tecla PrintScreen. Para (finalmente!) publicar essa postagem, usando o Linux Mint, precisei instalar o Shutter, que é cheio de opções, mas não é tão prático no dia-a-dia.

  • 13 Out. 2016 - Trata-se do  Gnome-screenshot, que salva as Capturas de tela silenciosamente.

Alt-Tab – Até hoje, também não consegui alternar entre janelas. E se tento usar Alt-Tab no LibreOffice Writer, isso causa uma formatação indesejada.

Entrar e sair – Até hoje, – após entrar várias vezes no Linux Mint, – ainda me parece um pouco “demorado” para carregar. Pode ser subjetivo, porque ele mantém seu emblema parado sobre um fundo escuro, nas etapas finais – momento em que outras “distribuições” já costumam mostrar alguma coisa em movimento. Cronometrei algumas vezes, e o tempo de carregamento tem sido igual aos do Ubuntu e do Windows. Às vezes, algum deles demora mais.

Em compensação, sair e desligar o computador é vapt-vupt, – em comparação com Ubuntu. O Windows costuma demorar mais ainda.

Synaptic – Tenho a impressão de que já veio junto com o Mint – se eu tivesse instalado depois, normalmente teria anotado em vermelho no caderno onde registro as instalações. Ao abrir o Synaptic, o primeiro passo é clicar em “Recarregar”, para atualizar as informações sobre os 30.000 softwares existentes nos “repositórios” adotados pelo Mint.

É uma das primeiras coisas que costumo fazer, após instalar uma nova “distribuição” Linux.

Selecionando a aba “Instalados – Atualizáveis”, deparei com uma lista descomunal, de “pacotes” (softwares, bibliotecas etc.) que já têm atualizações para baixar e instalar.

Para minha surpresa, a opção “marcar todas as atualizações” simplesmente não é “selecionável” – apresenta-se “desabilitada” (letras esmaecidas), não sei por qual motivo, nem qual o caminho para contornar essa lacuna. O que tenho feito, desde então, é selecionar a aba “Instalados – Atualizáveis”, clicar em algum ponto da lista, depois usar CTRL-A para selecionar todos, para Marcar, e depois Aplicar.

Relógio – Me incomoda olhar a hora, em plena escuridão noturna, e ler “9:39” – mesmo que acompanhado de “PM” (veio sem “PM”). Gastei uns bons minutos, procurando onde configurar isso. Ok, normal, para uma “distribuição” que acabei de instalar pela primeira vez.

Afinal, encontrei o caminho, mas ele leva a um painel de configuração… em código. – É “só” você codificar o formato de hora que deseja ver, e está resolvido.

Depois de bater cabeça alguns minutos, encontrei um link no painel que prometia ensinar o caminho das pedras. De fato, ele chama um site (creio), pelo Firefox, onde você pode: (a) Escolher entre vários formatos predefinidos, cada um dos quais resulta num código para copiar e colar; ou (b) “Montar” seu próprio formato de hora, arrastando e enfileirando peças, uma por uma, o que também gera um código para copiar e colar; ou (c) Selecionar a terceira aba, e ver uma longa lista de códigos.

Mesmo na longa lista, não encontrei o mínimo que queria – horário em formato “23:59” (em vez de “11:59”, com ou sem “PM”). Mas acabei encontrando, um link que prometia uma lista ainda maior, de códigos. Foi lá que, finalmente, encontrei um pequeno código, bem simples, capaz de proporcionar o formato “23:59”.

Dois dias depois, meu relógio já estava em formato “Thu, 10 Apr 2014, 23:59”. Já não lembro quando, finalmente, consegui chegar ao formato atual: “Ter, 13 Mai 2014, 13:18”.

Essa codificação, provavelmente, deve ser a mesma que já tive de consultar, para configurar vários blogs no Google Blogger / Blogspot, no Drupal, no Wordpress, planilhas LibreOffice (antigo OpenOffice) etc. O melhor que faço é criar uma pasta ou subpasta nos Favoritos, e começar a juntar lá todas essas referências sobre codificação de formatos de data.

Isso, – juntamente com vários outros detalhes, – me deixou a impressão de que o Linux Mint ainda está pouco adaptado a outros países, línguas e culturas, exceto Inglês (EUA e Inglaterra).

Conclusão: – Embora muito agradável, apresenta-se menos amigável do que o Ubuntu.

Escolhas rápidas: sai Debian, entra o Mint

Cheguei ao Linux Mint, – do qual, até agora, ainda não “sei” absolutamente nada (*), – por pura dificuldade com o Debian (**).
(*) Instalei o Linux Mint, uma única vez, há uns 3 anos, logo após montar o atual computador, e testava várias “distribuições” Linux para escolher as 2 a serem adotadas. O Linux Mint que instalei naquela época era “Xfce”, e acabou cedendo lugar para testar outras distribuições, sem que tivesse chegado a explorá-lo mais a fundo.
Chegou a hora em que, – por dificuldades com o Google Chrome e com o Chromium, – senti necessidade de migrar do Debian 6 para o Debian 7.

A primeira instalação do Debian 7 funcionou bem – exceto por 1 pequeno erro meu: esqueci de configurar a partição “/home” (Documentos). Fiz uma segunda instalação, parecia ok, mas rejeitou minha senha na hora de entrar, após o reboot. Fiz a terceira instalação – com a máxima atenção na hora de definir a senha – e o Debian, mais uma vez, me negou entrada depois de instalado.

Nesse meio tempo, – 1 dia de “diversão”… enquanto o trabalho se acumulava, – um colega falou do Fedora

Fui no DistroWatch (Observatório das “Distribuições” Linux), vi que o Fedora está num pobre 5º lugar em “popularidade”, – enquanto o Ubuntu está em 2º, o Debian em 3º, e… um tal de “Linux Mint” em primeiríssimo lugar, há mais de 12 meses, sem nenhuma queda até a última semana.

Note que o ranking é do interesse pelas páginas sobre cada distribuição – e não, necessariamente, de downloads ou de uso efetivo.

Posição relativa das distribuições Linux, por popularidade, no dia da instalação

O resumo do Linux Mint no “DistroWatch” me interessou muito mais do que sua “popularidade”:
Linux Mint is an Ubuntu-based distribution whose goal is to provide a more complete out-of-the-box experience by including browser plugins, media codecs, support for DVD playback, Java and other components. It also adds a custom desktop and menus, several unique configuration tools, and a web-based package installation interface. Linux Mint is compatible with Ubuntu software repositories.
Automatizar o “melhoramento” do navegador – agora que os repositórios de “Media” (Medibuntu) parecem desaparecer – vem em boa hora.

Menu dinâmico do Linux Mint: sem navegação em zig-zag para encontrar o que procura

Mas o print da tela inicial do Linux Mint, – com o menu aberto, – é que talvez tenha sido decisivo.

Já enjoei de andar em zig-zag por menus “organizados” onde você clica em “Administração” para examinar o que existe por lá… Não encontra, volta ao “Menu principal”… Clica em “Preferências”, para ver se é lá que está o que procura… Velhíssimos Linux já apresentaram soluções de menu bem melhores do que isso.

No menu do Linux Mint, basta passar o mouse sobre uma das pastas à esquerda, – Acessórios, Gráficos, Internet, Som & Vídeo, Preferências, Administração, Arquivos recentes etc., – para ver do lado direito os softwares classificados naquela pasta. Ou passar o mouse pela pasta superior, All Applications, para ver todos os aplicativos instalados.

Na dúvida, basta digitar o que procura, no campo de busca, para encontrar imediatamente.

Isso, – e mais 1 dia “investido” em tentativas perdidas, – me fez questionar a escolha do Debian para fazer dupla com o Ubuntu, – que se mantém plenamente operacional, talvez por ser uma versão LTS – Long Term Service, – com direito a 3 anos de atualizações diárias.

Se o Debian – a opção mais “espartana” – não tem atendido às necessidades, por que não substituir por uma alternativa na direção oposta – mais “amigável”?

Dois sistemas – por “segurança”

Devido a velhas e repetidas dificuldades de relacionamento Google Chrome versus Debian, acabei por me ver na situação de questionar a escolha do Debian como sistema alternativo ao Ubuntu – uma opção de segurança.

Refiro-me à segurança de continuar trabalhando, no caso de um sistema falhar.

A pior coisa é seu Windows (ou Linux) deixar de funcionar, em geral no momento em que você mais precisa.

Se um sistema falhar, – e se você tem 2 sistemas instalados, – você, simplesmente, reinicia o computador e entra no outro sistema.

Simples assim.

Você continua redigindo seus documentos, editando suas imagens, calculando suas planilhas, recebendo e respondendo e-mails, recebendo informações pelas redes sociais, atualizando seus blogs, – e, principalmente, percorre todos os fóruns onde possa encontrar uma solução para o problema do outro sistema operacional.

Por isso, além do provedor “fixo”, achei conveniente dispor de uma alternativa 3G, que não introduza novos custos, para permanecer sem uso, – porém, de prontidão, – ao longo do ano inteiro.

O Windows não conta, quando se pensa nesse tipo de “segurança”. Ele simplesmente não “vê” os outros sistemas, nem as outras as partições, – além de ser o mais sujeito a ataques, e o único sujeito a vírus etc.

Daí, porque não basta ter 1 sistema além do Windows – são necessários 2 sistemas Linux, para você garantir que, a qualquer momento, terá acesso a todas as partições.

E os 2 sistemas Linux devem ter tudo o que você precisa usar no dia-a-dia.

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE