segunda-feira, 28 de março de 2016

Instalação do Linux Mint 17.3 Cinnamon em 28 minutos

Instalação do Linux Mint 17.3 Cinnamon concluída às 21:32

Depois de trabalhar 4 dias no Linux Mint 17.3 Cinnamon carregado a partir de um Pendrive, finalmente decidi instalá-lo em substituição ao Kubuntu 32bit que vinha usando como sistema secundário durante uns 6 meses (o sistema principal continua Kubuntu 64bit).

As características e alternativas deste Linux Mint 17.3 (codinome “Rosa”) foram descritas, resumidamente, em outro relato separado, — Boot com “Live USB” (pendrive) Linux Mint 17.3 Cinnamon, — sobre o download da ISO, a criação do Pendrive “bootável” e como fazer o Pendrive “voltar ao normal”.

O “teste de trabalho em Live USB” foi feito nos dias 15, 16, 17 e 18 de Janeiro, e ao final do dia 18 decidi instalar.

A instalação foi rápida, das 21:04 às 21:32, sem nenhum percalço, e quase não apresentou diferenças em relação à instalação do Linux Mint 16 Cinnamon em 2014.

Eis o relato, extraído dos PrintScreen feitos ao longo do processo, — e transferidos regularmente de /home/Pictures para o HD, uma vez que as pastas “nativas” de uma sessão “Live USB” são apenas virtuais, e desaparecem ao reiniciar o sistema.

Escolha da linguagem (PT-BR), logo no início da instalação do Linux Mint, com a opção de ler as “notas da versão”

21:04 – Requisitos para instalação do Linux Mint: espaço em disco (9,4 GB) e conexão web.

Escolha da linguagem: Português do Brasil.

Você também pode ver as “notas da versão”.

Detectadas partições montadas durante o dia

21:05 – O instalador do Linux Mint 17.3 detecta partições montadas em sda e sdb.

Se não desmontá-las, não será possível criar, apagar ou redimensionar partições nesses discos, — mas poderá instalar utilizando as partições já existentes.

Isto não era problema, pois pretendia utilizar as mesmas partições que eram do Kubuntu “secundário”, — portanto, sem necessidade de criar ou redimensionar.

Escolhi a “Opção avançada” para ter controle “manual” sobre a utilização de partições já existentes

21:06 – Escolha o tipo de instalação do Linux Mint: — “ao lado” dos sistemas já instalados; — ou apagá-los (apagar “o disco”); — ou Opção avançada.

21:07 – Escolhi a “Opção avançada”, para ter controle “manual” das partições a serem usadas.

Escolha da partição onde será instalado o Linux Mint 17.3 Cinnamon

21:08 – Selecionando sdb7 (onde estava o 2º Kubuntu, i386). Clique em “Change” para “Editar” a partição sdb7.

21:09 – Selecionando sistema de arquivos “ext4” para sdb7; — “ponto de montagem” → “/” (“raiz”: sistema e programas); — e “Formatar”.

Na verdade, não era preciso mandar “Formatar”, pois a partição usada como “raiz”, — sistema e programas, — sempre é automaticamente apagada, para receber a nova instalação.

Importante: — Notar (na parte de baixo) que escolhi gravar o “carregador de inicialização” (dual boot) em sda — Samsung em SATA 1 = hd0, — onde está o Windows (que “precisa” estar no primeiro HD, “senão, não brinca”).

O “dual boot” é que, — ao ligar o computador, — irá lhe apresentar um menu para você escolher qual sistema deseja usar. No meu caso: Kubuntu, Linux Mint e Windows.

21:10 - Um aviso: — “Antes que possa redimensionar a partição, mudanças prévias (feitas até aqui) precisam ser gravadas em disco. Isso não poderá ser desfeito”. — Como disse, não pretendo redimensionar nenhuma partição. Além disso, por haver partições “montadas”, não poderia mesmo redimensionar nenhuma outra partição nesse HD.

A parte mais séria deste aviso é que, — depois de avançar para a próxima etapa, — não poderá mais desfazer.

Em seguida, ao selecionar sdb8, — próximo passo, — o sdb7 já não consta mais como partição do Kubuntu “secundário”. Receio que, se desistisse agora, ele já estaria perdido.

Escolha da partição “/home”, — onde ficam documentos (e também as configurações); — manter o mesmo “sistema de arquivos” e não formatar, para não perder tudo

21:11 – Clique em “Change” para “Editar” a partição sdb8. Sistema de arquivos ext4 (mantido). Ponto de montagem: “/home” (Documentos e Configurações). Não marcar para formatar!

Importante: — Nunca é demais lembrar que, se escolher um sistema de arquivos diferente, essa partição será apagada, — mesmo que você não marque para “formatar”.

Isto seria muito chato, porque ali estão os documentos, fotos etc. do antigo Kubuntu “secundário”, — assim como todas as configurações que venho acumulando há alguns anos, desde quando o sistema “secundário” ainda era o Mint Xfce, depois o Debian, depois o Mint 16 etc.

A cada novo sistema que você instala, não é necessário configurar tudo de novo. Por exemplo, teclas de atalho do Gimp e do LibreOffice, que já tive um bom trabalho para configurar, ao longo dos anos, continuarão funcionando também no novo Linux Mint.

21:12 – Selecionando sdb6. “Change” para “editar”. Automaticamente detectado formato “swap”, e sugerida “montagem” como “Área de troca” (memória).

Na verdade, nem precisa se preocupar com isso. Qualquer Linux que você carregue a partir de um CD, DVD, Pendrive, ou instale no HD, automaticamente detecta a existência dessa partição “swap” e passa a usá-la como “Área de troca”. Por isso, não vale um PrintScreen furado.

“Opção avançada”


O particionamento do 2º HD (“sdb”) vem sendo mantido, — sem alterações, — desde 2011.

As 5 partições, num desenho bem simples: o Swap é um só, para os dois sistemas Linux

Em suma, existem 5 partições:

Linux I

sdb1 –   20 GiB → /
sdb5 – 178 GiB → /home

Linux II

sdb7 – 16 GiB → /
sdb8 – 75 GiB → /home

Linux I e II

sdb6 – 8 GiB → /swap

Por isso, não há muito o que pensar, — basta olhar nas anotações, — e poupa muito tempo, a cada nova instalação.

Escolha do fuso horário: na verdade, implica em um conjunto de configurações regionais

21:13 – Escolha do Fuso horário.

Parece bobagem, mas vale lembrar que a escolha do Fuso horário tem várias implicações.

Se escolher uma cidade da Groenlândia ou da Argentina, por exemplo, — que têm “a mesma hora” no mapinha, — o sistema vai oferecer uma série de “padrões regionais” muito diferentes do que você espera. Numa planilha, por exemplo, datas e valores monetários serão exibidos (e interpretados) de modo inesperado.

Se você mora no Rio Grande do Sul e escolhe Belém ou Recife, também poderá ter alguma surpresa quando iniciar ou terminar o Horário de verão.

Nada de grave, claro, — você poderá corrigir isso a qualquer momento, com 2 ou 3 cliques, — mas é possível que as datas dos documentos, fotos etc. que você salvou antes de fazer a correção, se embaralhem um pouco.

Se seu trabalho envolve “documentar” qualquer coisa, envolvendo horários, é melhor escolher certo desde o início.

No Centro-Sul, não existe “Rio de Janeiro”, nem “Belo Horizonte”, nem “Brasília”, nem “Porto Alegre” etc.  — A única opção é mesmo “São Paulo”.

Todas as outras opções ameaçam conter alguma especificidade em relação à “hora oficial de Brasília” — inclusive diferenças (atuais ou recentes) quanto ao Horário de Verão.

Escolha do layout do Teclado na instalação do Linux Mint 17.3 Cinnamon

21:14 – Escolha do Layout do Teclado. A opção “Português (Brasil)” (PT-BR) é o “ABNT2”, para a imensa maioria de teclados existentes à venda no país.

Após mais 12 minutos, a instalação do Linux Mint aproxima-se do final: nome, usuário, senha etc.

21:26 – Segue-se um intervalo de uns 12 minutos, — com atividade furiosa de formatação, cópia e/ou instalação no HD*, — até que o instalador do Linux Mint pede seu Nome completo, Nome do computador, ID de usuário, Senha de Administrador.

* A conexão não parece pesar significativamente no tempo de instalação. Os 28 minutos desta instalação, — com conexão de 10 “Megas” (1,2 Mbps), — são praticamente os mesmos 27 minutos da instalação de outro Linux Mint anterior, há 2 anos, usando conexão de 1 “Megas” (128 Kbps).

Ele rejeitou senha com menos de (6? 7?) letras e dígitos, — mas aceitou uma senha um pouco maior, mesmo alertando que ainda era “insegura”, — e é claro que rejeita a senha se você não conseguir repeti-la no segundo campo.

Nesse ponto, você também já pode decidir se o sistema deverá logar automaticamente, ou se deve pedir senha, ao iniciar cada nova sessão. Isso pode ser alterado depois, a qualquer momento.

21:27 – Bem-vindo ao Linux Mint: inicia apresentação de slides sobre ele.

21:32 – Estava transferindo os prints de /home/Pictures para uma partição do HD, quando chega o aviso: — “A instalação terminou. Você pode continuar testando o Linux Mint agora, mas até reiniciar o computador, quaisquer alterações que você fizer ou documentos que você salvar não serão preservadas”.

21:33 – Acabo de transferir os últimos prints, da pasta virtual /home/Pictures para o HD.

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE


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