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terça-feira, 13 de maio de 2014

Instalação do Linux Mint 16 Cinnamon em 27 minutos

Menu do Linux Mint após a instalação no HD

Registrado passo-a-passo no Facebook – navegando na web durante a instalação:

Rodei o Linux Mint 16 “Cinnamon” a partir do “Live DVD”, – sem instalar no HD, – no dia 8 de Abril, por volta das 22h45, e a primeira coisa que me surpreendeu foi a “leveza”, ou “agilidade”, ou “velocidade” com que naveguei no Facebook, usando o Mozilla Firefox, tal e qual já vem no “Live CD”, pronto para usar.

Tudo muito “macio”.

A rolagem vertical, por exemplo, funcionou muito melhor e muito mais “suave” do que no Chrome do Ubuntu, do Debian ou do Windows – todos instalados no HD, e todos devidamente supridos de plugins, complementos e demais “melhoradores”.

O Firefox do “Live DVD” já veio pronto para tudo – inclusive assistir vídeo, coisa que em geral os navegadores dos “Live CDs / DVDs” não permitem, a menos que você adicione alguns plugins etc.

Às 23h10, iniciei a instalação do Linux Mint no HD – sem ter que sair do Firefox – e fui registrando no Facebook cada passo da instalação, minuto a minuto.

Às 23h37, recebi a mensagem de “instalação concluída”.

Instalação

22h46 – Rodando o Linux Mint a partir do DVD, só para testar. A primeira coisa que vejo, do lado esquerdo da tela, é um ícone enorme, dizendo “Install”.

Isto significa que – provavelmente – poderia continuar usando o sistema, durante a instalação. E de fato, foi o que aconteceu.

23h10 – Início da instalação.

23h14 – Depois de detectar os HDs, as partições existentes e os sistemas já instalados no computador, faz a primeira pergunta: – Instalar o Linux Mint: (a) “Ao lado” dos sistemas já instalados; (b) “Apagar disco” [sic]; ou (c) Opção avançada. – Escolhi esta última, que permite escolher as partições a serem utilizadas, além de alterá-las “manualmente”, se for o caso.

23h17 – Selecionei a partição “sdb7” (onde estava o Debian), cliquei em “change” (mudá-la), escolhi o formato “ext4”, marquei a opção “formatar”, e selecionei “usar como /” – será a partição “root” (raiz), local onde ficam o “sistema” e demais “pacotes” de software.

A partição “sdb7” já tinha o formato “ext4” (e já estava no “tamanho” certo), mas isso não é mostrado, e para usá-la é preciso, primeiro, atribuir um formato. Só depois disso, abrem-se as demais opções para aquela partição.

A rigor, nem precisava mandar “formatar”, pois a partição que receberá o “sistema” e demais pacotes de software do Linux sempre é inteiramente apagada.

Particionamento do segundo HD, feito há vários anos. Note que a partição “sdb5” já é “/home” do Ubuntu

23h18 – Selecionei a partição “sdb8”, cliquei “change” (para “modificá-la”), escolhi o formato “ext4”, marquei a opção “NÃO formatar”, e selecionei usar como “/home” – partição para “documentos”.

A partição de “documentos” não recebe nenhuma alteração, quando se instala uma nova versão ou “distribuição” do Linux.

É nela que estão, – além dos seus documentos, – todas as configurações que você se acostumou a usar, tanto no Linux, quanto nos “aplicativos”. Por exemplo, seu histórico de navegação, teclas de atalho que você criou dentro do LibreOffice ou dentro do Gimp.

Tendo uma partição “/home”, – e tendo os cuidados básicos, – não há necessidade de fazer backup antes de reinstalar um sistema Linux.

Atenção: – Não basta marcar a opção de “NÃO formatar” sua partição de “documentos”. Se ela usava um formato, digamos “ext3”, e você escolher outro formato mais avançado, como “ext4”… Bom, aí, nem Cristo salva. Neste caso, devia, sim, ter feito um backup completo, antes.

23h20 – Selecionei a partição “sdb6”, cliquei “change”, e escolhi o formato “swap”. Ele já adivinhou o resto, não há mais o que ensinar a ele.

Em geral, nem perco tempo com isso. O simples fato de existir uma partição em formato “Swap” faz com que os instaladores do Linux a detectem e adotem, automaticamente, para esta finalidade.
Há tempos adotei essa divisão em três partições do HD – Programas, Swap, Documentos – também para o Windows. Reduz drasticamente a “fragmentação” de arquivos, e elimina aquele problema de “fazer backup” a cada vez que dá tilt e preciso reinstalar o Windows. Basta formatar o C:\, depois de instalado passar o Swap para o D:\, e meus documentos continuam no E:\, F:\ etc., sem serem afetados pela “reinstalação”.
23h21 – Pede a localização. Não encontro “Brasília”. Vou digitando “Brasilia” sem acento, até aparecer “Brasilia (Federal, Brazil)”. Só pode ser. Ok, prosseguir.

No mesmo instante, a hora é atualizada no canto inferior direito – lembrar que, durante a instalação, continuo “usando” o sistema Linux Mint (carregado a partir do “Live DVD”), e registrando passo a passo, no Facebook, através do Firefox.

23h22 – Escolher teclado. Vou de “Portuguese (Brazil)”. Se não me engano, já apareceu pré-selecionado. Ignorei as demais alternativas. No Debian e no Ubuntu, se não estou enganado, esta opção costuma ser o “ABNT”.

Depois, constatei que não era, exatamente, o “ABNT” a que estou acostumado. Nada de conseguir numeral ordinal (ª, º), entre outras coisas. Ficou para resolver depois.

23h25 – Criar senha.

Começa a instalação no HD, copiando arquivos do DVD e/ou dos “repositórios” na internet. As configurações específicas de cada língua, por exemplo, são baixadas neste momento – o DVD só traz as do Inglês.

23h37 – Mensagem final: – “A instalação terminou. Você pode continuar testando o Linux Mint agora, mas até reiniciar o computador, quaisquer alterações que você fizer ou documentos que você salvar não serão preservados”.

O DVD é ejetado. É hora de retirá-lo da bandeja e clicar em algum lugar para reiniciar o computador.

O processo durou, portanto, exatamente 27 minutos – com alguma perda de tempo da minha parte, para ir digitando no Facebook o que acontecia, passo a passo.

23h49 – Já estava de novo no Facebook, após entrar no Linux Mint (instalado), abrir o Firefox, entrar no Facebook, preencher ID e senha.

Não acredito que demorou tanto para reiniciar o computador após a instalação. Devo ter me extasiado, de entrar no Mint (instalado), e esqueci de registrar imediatamente.

Instalar mais aplicativos

O primeiro passo, ao abrir o Synaptic, é “Recarregar”, para atualizar as informações sobre os softwares disponíveis nos “Repositórios”.

Google Earth – Devia ser o último a instalar, já que uso pouco. Me deixei levar pela propaganda absorvida durante a instalação, e comecei por ele. Está nos “repositórios” pré-definidos. Basta abrir o Synaptic (ou o outro gerenciador de pacotes), digitar sua senha, – sempre exigida, para qualquer ação que afete o sistema, – e escrever lá “Google Earth”, que ele aparece. Clique com o botão direito, selecione “marcar para instalação”, depois clique em “Aplicar”. Segue-se um tempão, baixando 353 arquivos. No final, tentei abrir – e recebi a mensagem de que só funciona com placa aceleradora de vídeo. Nunca tive esse problema no Kubuntu, nem no Windows, nem (se não me engano) no Debian. Portanto, de nada me serviu, encontrar esse “pacote” nos “repositórios” de software usados pelo Mint.

Chromium, K3b, Scribus, Kstars, Filezilla, Epiphany – Encontrados nos “repositórios” de softwares e instalados mais ou menos rapidamente, conforme o tamanho de cada um.

Rodando o Chromium do Linux Mint, tentei – sem muita esperança – sincronizar com o serviço do Google. Funcionou, de primeira, sem a menor dificuldade – ao contrário do Debian, cujo Chromium nunca conseguia sincronizar. Em poucos minutos, o Chromium do Mint estava configurado exatamente como o Chrome do Ubuntu e o do Windows, com os mesmos plugins, todos os Favoritos, preenchimentos automáticos e tudo mais.

Wallpaper – Ao contrário do Ubuntu, o Linux Mint não oferece muitas opções – nem link para coleções na internet.

Gastei mais tempo do que gostaria, no site de wallpapers do Ubuntu. Acessando-o pelo instalador de Wallpapers do próprio Ubuntu, é fácil encontrar lá os que gosto mais .

Voltando ao mesmo site de wallpapers do Ubuntu, – agora, pelo browser do Linux Mint, – acabei me perdendo por lá, durante horas, sem encontrar um único dos que tinha acabado de rever.

Grub-customizer – Foi o que deu mais trabalho. Só depois de bater cabeça um tempão, procurando por ele, – ou por qualquer alternativa, a ser usada no Linux Mint, – encontrei um tópico, num fórum da vida, que me lembrou onde estava a solução: – Aqui mesmo, em meu próprio blog, onde ensinei o caminho há um ano e meio. Realmente, estava mais do que na hora de ir dormir.

Na instalação do Debian 7, mais cedo, naquele mesmo dia, confirmei a possibilidade de evitar que o instalador do Debian substituísse o MBR gravado pelo Ubuntu nas trilhas iniciais do HD do Windows (“sda”). Bastou, depois, rodar o Ubuntu e chamar o Grub-customizer instalado por lá, para ele detectar a substituição do Debian 6 pelo Debian 7, e atualizar a tabela de inicialização.

Porém, ao instalar o Linux Mint, não encontrei (ou não vi) o caminho para evitar que seu instalador fizesse nova gravação nas trilhas iniciais do HD “sda”. A partir daí, o Grub-customizar do Ubuntu perdeu o controle da situação. Daí, a necessidade de instalar o Grub-customizar no Linux Mint, que passou a ser o “dono” do acesso ao MBR do “HD principal”.

Observações

Teclado – Por falta de tempo para verificar outras opções de teclado em Português, até hoje não consigo teclar numeral masculino, nem feminino (“o” e “a” sobrescritos), nem outros caracteres necessários, como o “2” sobrescrito, Libra etc.

PrintScreen – Até hoje, não consigo capturar telas com a tecla PrintScreen. Para (finalmente!) publicar essa postagem, usando o Linux Mint, precisei instalar o Shutter, que é cheio de opções, mas não é tão prático no dia-a-dia.

  • 13 Out. 2016 - Trata-se do  Gnome-screenshot, que salva as Capturas de tela silenciosamente.

Alt-Tab – Até hoje, também não consegui alternar entre janelas. E se tento usar Alt-Tab no LibreOffice Writer, isso causa uma formatação indesejada.

Entrar e sair – Até hoje, – após entrar várias vezes no Linux Mint, – ainda me parece um pouco “demorado” para carregar. Pode ser subjetivo, porque ele mantém seu emblema parado sobre um fundo escuro, nas etapas finais – momento em que outras “distribuições” já costumam mostrar alguma coisa em movimento. Cronometrei algumas vezes, e o tempo de carregamento tem sido igual aos do Ubuntu e do Windows. Às vezes, algum deles demora mais.

Em compensação, sair e desligar o computador é vapt-vupt, – em comparação com Ubuntu. O Windows costuma demorar mais ainda.

Synaptic – Tenho a impressão de que já veio junto com o Mint – se eu tivesse instalado depois, normalmente teria anotado em vermelho no caderno onde registro as instalações. Ao abrir o Synaptic, o primeiro passo é clicar em “Recarregar”, para atualizar as informações sobre os 30.000 softwares existentes nos “repositórios” adotados pelo Mint.

É uma das primeiras coisas que costumo fazer, após instalar uma nova “distribuição” Linux.

Selecionando a aba “Instalados – Atualizáveis”, deparei com uma lista descomunal, de “pacotes” (softwares, bibliotecas etc.) que já têm atualizações para baixar e instalar.

Para minha surpresa, a opção “marcar todas as atualizações” simplesmente não é “selecionável” – apresenta-se “desabilitada” (letras esmaecidas), não sei por qual motivo, nem qual o caminho para contornar essa lacuna. O que tenho feito, desde então, é selecionar a aba “Instalados – Atualizáveis”, clicar em algum ponto da lista, depois usar CTRL-A para selecionar todos, para Marcar, e depois Aplicar.

Relógio – Me incomoda olhar a hora, em plena escuridão noturna, e ler “9:39” – mesmo que acompanhado de “PM” (veio sem “PM”). Gastei uns bons minutos, procurando onde configurar isso. Ok, normal, para uma “distribuição” que acabei de instalar pela primeira vez.

Afinal, encontrei o caminho, mas ele leva a um painel de configuração… em código. – É “só” você codificar o formato de hora que deseja ver, e está resolvido.

Depois de bater cabeça alguns minutos, encontrei um link no painel que prometia ensinar o caminho das pedras. De fato, ele chama um site (creio), pelo Firefox, onde você pode: (a) Escolher entre vários formatos predefinidos, cada um dos quais resulta num código para copiar e colar; ou (b) “Montar” seu próprio formato de hora, arrastando e enfileirando peças, uma por uma, o que também gera um código para copiar e colar; ou (c) Selecionar a terceira aba, e ver uma longa lista de códigos.

Mesmo na longa lista, não encontrei o mínimo que queria – horário em formato “23:59” (em vez de “11:59”, com ou sem “PM”). Mas acabei encontrando, um link que prometia uma lista ainda maior, de códigos. Foi lá que, finalmente, encontrei um pequeno código, bem simples, capaz de proporcionar o formato “23:59”.

Dois dias depois, meu relógio já estava em formato “Thu, 10 Apr 2014, 23:59”. Já não lembro quando, finalmente, consegui chegar ao formato atual: “Ter, 13 Mai 2014, 13:18”.

Essa codificação, provavelmente, deve ser a mesma que já tive de consultar, para configurar vários blogs no Google Blogger / Blogspot, no Drupal, no Wordpress, planilhas LibreOffice (antigo OpenOffice) etc. O melhor que faço é criar uma pasta ou subpasta nos Favoritos, e começar a juntar lá todas essas referências sobre codificação de formatos de data.

Isso, – juntamente com vários outros detalhes, – me deixou a impressão de que o Linux Mint ainda está pouco adaptado a outros países, línguas e culturas, exceto Inglês (EUA e Inglaterra).

Conclusão: – Embora muito agradável, apresenta-se menos amigável do que o Ubuntu.

Escolhas rápidas: sai Debian, entra o Mint

Cheguei ao Linux Mint, – do qual, até agora, ainda não “sei” absolutamente nada (*), – por pura dificuldade com o Debian (**).
(*) Instalei o Linux Mint, uma única vez, há uns 3 anos, logo após montar o atual computador, e testava várias “distribuições” Linux para escolher as 2 a serem adotadas. O Linux Mint que instalei naquela época era “Xfce”, e acabou cedendo lugar para testar outras distribuições, sem que tivesse chegado a explorá-lo mais a fundo.
Chegou a hora em que, – por dificuldades com o Google Chrome e com o Chromium, – senti necessidade de migrar do Debian 6 para o Debian 7.

A primeira instalação do Debian 7 funcionou bem – exceto por 1 pequeno erro meu: esqueci de configurar a partição “/home” (Documentos). Fiz uma segunda instalação, parecia ok, mas rejeitou minha senha na hora de entrar, após o reboot. Fiz a terceira instalação – com a máxima atenção na hora de definir a senha – e o Debian, mais uma vez, me negou entrada depois de instalado.

Nesse meio tempo, – 1 dia de “diversão”… enquanto o trabalho se acumulava, – um colega falou do Fedora

Fui no DistroWatch (Observatório das “Distribuições” Linux), vi que o Fedora está num pobre 5º lugar em “popularidade”, – enquanto o Ubuntu está em 2º, o Debian em 3º, e… um tal de “Linux Mint” em primeiríssimo lugar, há mais de 12 meses, sem nenhuma queda até a última semana.

Note que o ranking é do interesse pelas páginas sobre cada distribuição – e não, necessariamente, de downloads ou de uso efetivo.

Posição relativa das distribuições Linux, por popularidade, no dia da instalação

O resumo do Linux Mint no “DistroWatch” me interessou muito mais do que sua “popularidade”:
Linux Mint is an Ubuntu-based distribution whose goal is to provide a more complete out-of-the-box experience by including browser plugins, media codecs, support for DVD playback, Java and other components. It also adds a custom desktop and menus, several unique configuration tools, and a web-based package installation interface. Linux Mint is compatible with Ubuntu software repositories.
Automatizar o “melhoramento” do navegador – agora que os repositórios de “Media” (Medibuntu) parecem desaparecer – vem em boa hora.

Menu dinâmico do Linux Mint: sem navegação em zig-zag para encontrar o que procura

Mas o print da tela inicial do Linux Mint, – com o menu aberto, – é que talvez tenha sido decisivo.

Já enjoei de andar em zig-zag por menus “organizados” onde você clica em “Administração” para examinar o que existe por lá… Não encontra, volta ao “Menu principal”… Clica em “Preferências”, para ver se é lá que está o que procura… Velhíssimos Linux já apresentaram soluções de menu bem melhores do que isso.

No menu do Linux Mint, basta passar o mouse sobre uma das pastas à esquerda, – Acessórios, Gráficos, Internet, Som & Vídeo, Preferências, Administração, Arquivos recentes etc., – para ver do lado direito os softwares classificados naquela pasta. Ou passar o mouse pela pasta superior, All Applications, para ver todos os aplicativos instalados.

Na dúvida, basta digitar o que procura, no campo de busca, para encontrar imediatamente.

Isso, – e mais 1 dia “investido” em tentativas perdidas, – me fez questionar a escolha do Debian para fazer dupla com o Ubuntu, – que se mantém plenamente operacional, talvez por ser uma versão LTS – “Long Term Service”, – com direito a 3 anos de atualizações diárias.

Se o Debian – a opção mais “espartana” – não tem atendido às necessidades, por que não substituir por uma alternativa na direção oposta – mais “amigável”?

Dois sistemas – por “segurança”

Devido a velhas e repetidas dificuldades de relacionamento Google Chrome versus Debian, acabei por me ver na situação de questionar a escolha do Debian como sistema alternativo ao Ubuntu – uma opção de segurança.

Refiro-me à segurança de continuar trabalhando, no caso de um sistema falhar.

A pior coisa é seu Windows (ou Linux) deixar de funcionar, em geral no momento em que você mais precisa.

Se um sistema falhar, – e se você tem 2 sistemas instalados, – você, simplesmente, reinicia o computador e entra no outro sistema.

Simples assim.

Você continua redigindo seus documentos, editando suas imagens, calculando suas planilhas, recebendo e respondendo e-mails, recebendo informações pelas redes sociais, atualizando seus blogs, – e, principalmente, percorre todos os fóruns onde possa encontrar uma solução para o problema do outro sistema operacional.

Por isso, além do provedor “fixo”, achei conveniente dispor de uma alternativa 3G, que não introduza novos custos, para permanecer sem uso, – porém, de prontidão, – ao longo do ano inteiro.

O Windows não conta, quando se pensa nesse tipo de “segurança”. Ele simplesmente não “vê” os outros sistemas, nem as outras as partições, – além de ser o mais sujeito a ataques, e o único sujeito a vírus etc.

Daí, porque não basta ter 1 sistema além do Windows – são necessários 2 sistemas Linux, para você garantir que, a qualquer momento, terá acesso a todas as partições.

E os 2 sistemas Linux devem ter tudo o que você precisa usar no dia-a-dia.

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Conexão 3G no Debian

Depois de 20 horas sem conexão ADSL, e com a conexão 3G limitada ao Windows (única opção que veio de fábrica no modem USB da Onda), como instalar 3G também no Linux?

Uma busca rápida, a partir do Windows, indicou apenas 2 páginas com as palavras chave exatas "3G Onda MSA405HS Linux", ambas com mais de 1 ano de idade e contendo instruções cabeludíssimas, incluindo farta edição manual de mil e um obscuros arquivos de configuração. Só falta mandar alterar e recompilar o kernel.

Quanto ao download de algum software, a situação era ainda mais desanimadora. Existem inúmeras "distribuições" diferentes do Linux, muitas delas com duas novas versões por ano. Um link em um artigo publicado em 2009, ou em seu comentário mais recente, de 2011, dificilmente vai me trazer o software correto para um Linux específico, mais novo, e atualizado quase que diariamente, até ontem.

Por isso, nem pensei em baixar nenhum daqueles softwares no Windows, depois salvar num Pendrive, para "ver se dá certo" no Linux. Não é assim que funciona.

O caminho mais certeiro é o próprio Linux baixar o "pacote", entre os 25 mil "pacotes" gratuitos existentes nos "repositórios" públicos referentes à sua versão -- incluindo as eventuais "dependências", ou seja, outros "pacotes" necessários ao seu funcionamento. Mas, sem conexão ADSL...

Em suma, o próprio beco sem saída.

Sem muita esperança, passei para o Ubuntu ou Kubuntu, uma instalação em que já mexi tanto, "meio" no escuro (incluindo algumas bobagens monumentais), que nem sei mais o que é, ao certo. Era Gnome (Ubuntu), em cima dele baixei o KDE (Kubuntu), e imaginei ter baixado também o X (não me pergunte o que é). Já não é Unity (ou ainda é?), nem Plasma (ou ainda é?). Em suma: deixei de ter plena confiança em sua "consistência".

Encontrei lá uma "Conexão TIM 1", que nunca funcionou, e que a essa altura nem lembro mais como foi criada. Deixa pra lá.

Passei então ao Debian 6.0.4, mais recente, que instalei há três semanas, e que desde então tive todo cuidado em não mexer demais, para mantê-lo tão "original" quanto possível.

Segui este caminho, a partir do menu na barra inferior:

Sistema => Preferências => Conexões de rede => Banda larga móvel => Adicionar

Abriu-se então a caixa de diálogo "Configurar uma conexão de..."

... já com a opção (detectada) "Onda CDMA Technologies MSM" !

(tudo em português do Brasil).

Cliquei em "Avançar", foi para uma lista de países -- com o Brasil já selecionado.

Novamente "Avançar", apareceu uma lista de provedores brasileiros de banda larga móvel (Brasil Telecom, Claro, CTBC, Oi, TIM, Velox, Vivo), e um campo para incluir outro provedor diferente, se fosse o caso. Não era. Selecionei TIM, mandei "Avançar".

Mandou: "Escolha seu plano". Única opção prevista: "Padrão" (qualquer outro plano, teria de adicionar manualmente).

Mais um "Avançar", e a caixa de diálogo apresenta o resumo: Onda, TIM, Brasil, Padrão.

Daí, as três opções finais: Cancelar, Voltar, Aplicar.

Apliquei.

E cá estou eu no Debian, conectado em 3G, concluindo esse post.

PS.: Não funcionou de imediato.

Seguindo o mesmo caminho (acima), cheguei à opção "Editar" a conexão "TIM Padrão 1", e marquei duas opções. Não sei se influíram em alguma coisa, embora sejam lógicas:
  • Conectar automaticamente
  • Disponível para todos os usuários
Continuou não funcionando.

quinta-feira, 1 de março de 2012

O "chaveirinho" da TIM

Já vai para uns 2 ou 3 anos que andava de olho em qualquer notícia, dica, esperança de descobrir alternativa ao "brazilian way" de pagar caríssimo por péssimas conexões web.

Não, não encontrei o paraíso.

Apenas fiz um teste, hoje, com ajuda da Débora, que tinha um "chaveirinho" (Modem 3G), e me emprestou. É ruim, comprar (R$ 99,00) sem testar primeiro se a minha área dispõe de boa “cobertura”.

Oscilações de velocidade


(de 28 para 29 Fev. 2012)

15h25 ~ 18h08 - Velocidade razoável, não muito diferente da conexão de “1 Mega” por cabo. Vários softwares receberam atualização automática.
  • 16h37 ~ 17h35 - Autorizei (sem pensar direito) uma atualização do Java, que acabou ocupando a conexão durante 1 hora. No final, o “Discador” indicava 13,2 MB de downloads acumulados.
  • 17h37 ~ 17h57 - Colocada no site uma pasta com 375 arquivos (3,8 MB).
  • 18h08 - Abri o navegador durante a colocação no site de uma pasta com 751 arquivos, e a partir daí o FTP começou a apresentar falhas sucessivas. Fechar o navegador não fez voltar ao “normal”.
18h11 - Desconectei e reconectei pelo “Discador”, e ele indica conexão “EDGE”.

18h38 – Discador indica que a conexão passou para “HSDPA”.

18h48 – Discador indica conexão “UMTS”.

19h35 ~ 20h14 – Tentativa de colocação de uma pasta com apenas 12 páginas, porém 30 imagens meio “pesadas” (6,1 MB). Demora, falhas sucessivas. Desconectando e reconectando para “ver se melhora”. Sem resultado: continua sempre em “UMTS”. FTP indica velocidades bastante variadas, às vezes 8 KB/s, outras vezes até 200 KB/s (só que não parece funcionar: falhas sucessivas). Desisti dessa pasta às 20h14.

20h14 ~ 21h35 – Colocando outra pasta, 170 páginas (1,3 MB), sem imagens. Priorizando (no FTP) as páginas de até 8 KB. Páginas na faixa dos 5 KB enfrentam com mais facilidade o patamar de +/- 1 KB/s. Conexão em “UMTS”, direto.

21h37 ~ 22h01 – Colocando uma pasta de 260 páginas (1,7 MB), sem imagens. Conexão ainda em “UMTS”, porém andando, sem muitas falhas.

22h01 ~ 22h04 – Colocando páginas e fotos que tinham ficado pendentes, das pastas colocadas até essa hora. Aparentemente, a velocidade melhorou um pouco ou, pelo menos, já não aconteceram falhas de FTP.

22h12 - Desconectei o “Discador”. Desde as 18h esse negócio estava cansativo. E estava bem longe do limite diário de 80 MB, portanto esta não podia ser a explicação da lentidão, falhas etc.

23h24 – Conectando novamente. “Discador” indica conexão “HSDPA”. Colocando uma pasta após outra, sem problemas, mesmo a taxas de 30 ~ 50 KB/s (segundo o programa de FTP). Parece cedo para a TIM considerar que já fosse “outro dia” – na hipótese, improvável, de que a lentidão anterior (18h ~ 22h) fosse causada por estouro do limite diário de 80 MB.

23h51 – Sincronização geral (todas as pastas), por comparação de datas, termina apontando 4.205 arquivos colocados (impossível, salvo repetições), e zero falhas. O “Discador” indica uploads acumulados de 15 MB (desde as 23h24, creio eu).
  • Até aqui, a base local de comparação foi uma cópia parcial do site, contendo apenas 3.029 arquivos novos ou modificados desde 21 Nov. 2011 (46,8 MB). Portanto, de tarde e de noite devem ser sido colocados mais de 31 MB.
23h52 ~ 0h12 - Sincronização geral, agora usando como base local de comparação o site completo, com 8,6 mil arquivos distribuídos em quase 500 pastas e subpastas. A comparação com o site remoto foi feita em 18 minutos. Apontou a necessidade de colocar 245 arquivos. Isso, utilizando outro software de FTP.
  • No meio da tarde, essa mesma comparação (site completo) tinha durado 20 minutos, com direito a uma atualização simultânea do anti-vírus que, ocorreu silenciosamente durante o processo. Portanto, à meia-noite a velocidade era aproximadamente a mesma das 16h.
0h12 ~ 0h29 - Colocados os 245 arquivos (17 minutos).

0h31 – Verificando site Brasília.

0h35 – Concluiu que devem ser colocados 320 arquivos.

0h53 – Colocados os 320 arquivos no site Brasília.

Por que TIM?

Como uso muito pouco, a cada recarga os créditos vieram se acumulando.

Por isso, também, optei por usar o mesmo chip do celular -- para dar algum uso aos créditos acumulados.

Como não precisei comprar outro chip (R$ 10,00), e estou usando os créditos acumulados, até o momento não houve qualquer despesa.

É necessário ligar (creio que *222) para substituir o “Infinity Web” do celular (mais lento: R$ 0,50 por dia que usar) pela outra “promoção”, chamada “Infinity Web Modem” (1 Mbps: R$ 1,99 por dia que usar). Deixei por conta do expert, que fez isso num piscar de olhos; e logo em seguida chegou um SMS registrando a mudança.

O “Discador”

Ao colocar o Modem 3G na entrada USB do computador (Windows), o software existente no modem deflagrou a instalação do “Discador TIM”. No Linux, isso não aconteceu. Ignoro como age o software de um Modem 3G não pertencente a uma operadora específica. Também não sei como age o software atual da TIM: esse modem é meio antigo.

Feita a conexão, nenhum programa do Windows conseguiu encontrar. O jeito foi abrir Painel de Controle >> Opções de internet >> Conexões >> Configuração de rede dial-up, e desmarcar a opção “Nunca discar” – substituindo por “Discar apenas se não detectar rede” (tipo assim). A partir daí, o sistema começa a “ver” a conexão.

A todo momento – mesmo durante os mais furiosos downloads e uploads – o Windows diz que “a conexão está ociosa há mais de 20 minutos e será encerrada”. Isso, com prazo de 30 segundos para você clicar em “continuar conectado”. Fique atento, para marcar a opção que desabilita essa bomba relógio.

O “Discador TIM” apresenta mostradores com o tipo de conexão, downloads acumulados, uploads acumulados, e mais algumas opções, como consultar saldo de créditos, colocar mais créditos, e vários atrativos para a gurizada gastar dinheiro.
  • No site da TIM encontrei o link para download do “Discador” , e instalei a última versão, que além do tráfego acumulado, também indica a velocidade, momento a momento. Basta selecionar o fabricante e o modelo (que podem ser vistos no painel do “Discador” antigo). O fabricante do software só oferece versões Windows e MAC, mas com o nome do fabricante e o modelo, rapidamente encontrei links e tutoriais para o Linux.
Os tipos de conexão observados das 15h30 de Terça-feira (28 Fev.) até 4h da Quarta (29 Fev.), e cujo significado ainda não verifiquei:
  • HSDPA – parece a melhor velocidade
  • EDGE – parece a pior velocidade
  • UMTS – este varia bastante: a velocidade melhora, piora; às vezes causa muitas falhas, outras vezes não
Conclusão?

A velocidade verificada nessa experiência não chega a ser a mesma de uma conexão de “1 Mega” por fio, principalmente devido às oscilações, com queda acentuada durante todo o “horário nobre”.

O preço também não chega a ser atrativo: se usar todos os 30 dias, supera o de uma conexão por fio de “1 Mega”.

Tanto a TIM quanto as demais operadoras oferecem preços melhores de 3G em planos pós pagos, avulsos (sem venda casada):
  • Oi Velox 3G de 1 Mbps começa em R$ 49,90, franquia de 200 MB por mês (caindo então para 150 Kbps)
  • Claro oferece 3G de “1 Mega” a partir de R$ 19,90 com franquia de 100 MB por mês (caindo então para 100 Kbps)
  • Uma loja TIM oferece 3G a partir de R$ 49,90, supostamente com velocidade de 3,6 Mbps (tabela impressa na hora, em papel sem timbre) e limite mensal de 800 MB (caindo então para 100 Kbps)
  • Em outra loja TIM, é oferecido plano 3G de 1 Mbps por R$ 35,00 (não consta dos folhetos)
Considerando as franquias de tráfego, porém, não encontrei 2,4 GB mensais pelo equivalente a R$ 1,99 por dia.

Alô alô marciano

A função das lojas não é divulgar, e muito menos esclarecer. Ouço falar desse plano há tempos, mas foi difícil encontrar. Não há nenhum interesse em divulgá-lo. O esquema é vender pós pago. E mesmo pós pago “simples”, também não interessa muito vender. Interessa mais, vender pacotes “completos” (“venda casada”), cada um com “limites” que te empurram para o pacote seguinte. A cenoura pendurada sempre mais à frente do burro.

Em duas lojas TIM, por exemplo – uma, aparentemente em Marte, outra talvez em Andrômeda – recebi informações totalmente diferentes, e não assinadas. Numa, o “único” plano de web simples seria de R$ 35,00 / mês; porém “de boca”: não constava de nenhum folheto. Na outra loja TIM, o “único” plano de web simples, já começava em R$ 49,00 / mês; nessa, até que me deram um papel: uma tabela impressa na hora, a jato de tinta, em papel sem qualquer timbre oficial. Felizmente, ao conversar num “balcão” (shopping, rua) de outra operadora, um rapaz do “balcão” ao lado (TIM) teve a boa falta de educação, e se intrometeu na conversa:

– “Eu tenho” – era ele, não a TIM, quem tinha, segundo seu curioso modo de falar – “eu tenho 1 mega a R$ 1,99 / dia” etc.

Digo que era ele, e não a TIM quem “tinha”, porque de fato, ali falava (finalmente) o “usuário”, não o vendedor “treinado”. Se dispôs, até, a obter para mim o modem 3G pelo preço de R$ 99,00 (patamar aqui da região, segundo apurado nos últimos 6 meses). E é claro que não vou entregar o rapaz, que depois desses meses todos, resolveu a questão em 5 minutos, por pura falta de educação e absoluta impermeabilidade aos sucessivos “treinamentos”.

No tempo das diligências

Merecia um post sobre o PAC da ECT (os “Correios”). O rastreamento diz que “tentou” entregar no dia 4 Fev. 2012 mas... “destinatário ausente”. Não saí nesse dia, um sábado com céu de brigadeiro: fiz pão, faxina, capina no quintal.

Em breve: a arte da capina

Nova “tentativa” de entrega, segundo o site dos Correios, só no dia 20, mais de 2 semanas depois! Por coincidência, segunda-feira de Carnaval. Outras pessoas, esperando na fila, também sofreram “tentativa” de entrega de suas encomendas nesse dia. Opinião geral: “Ra rá rá, conta outra!” (Pela “explicação” recebida lá, o entregador estaria de férias; e outro entregador, de outra área, estaria “duplicando” áreas. Que chic!). Nenhuma nova “tentativa” até o dia 28, quando finalmente obtive o nº do registro postal, puxei o histórico no rastreador e fui lá  buscar. Resultado: objeto PAC despachado em 27 Jan., tive de ir buscar no CDD em 28 Fev., portanto 31 dias depois.

O CDD (centro de distribuição) fica em área “industrial”, longe de tudo, fora de qualquer roteiro (bancos, comércio, serviços etc.) que as pessoas costumam frequentar nesse horário. O “atendimento” deixou de começar às 9h, agora começa às 11h (e fecha às 16h). O representante de uma escola estava lá desde as 9h, porque não adivinhou. A escola fica aberta até 21h, de segunda a sábado, mas também foi vítima de “destinatário ausente”. Outros, chegavam, viam a mudança de horário, iam embora para voltar depois. Causos & causos, para passar o tempo no portão: duas encomendas para o mesmo endereço, no mesmo dia: uma entregue, outra com “destinatário ausente”. Tudo isso ao sol, do lado de fora, enquanto carros de entrega saem por outro portão (talvez com a sua encomenda).

Às 11h, abre-se o portão, a fila acumulada entra e segue até uma porta lateral e pega um longo corredor, no fim do qual existe um cubículo exíguo (10 pessoas bastam para encher, e a essa hora já havia 15). No canto do cubículo, um guichê bem pequeno, onde só 1 pessoa “atende” ao público. A cada atendimento, desaparece lá dentro.

O representante da escola foi atendido super-rápido: “aqui consta que saiu para entrega”. Então, tá.

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