sábado, 10 de setembro de 2016

Facebook sobrecarrega visitar e compartilhar "Páginas"

Quase um minuto de tortura, para compartilhar publicação de “Página” do Facebook

Não faz diferença, se a “Página” no Facebook é sua, de uma multinacional, ou de uma instituição de caridade. — Também parece não fazer diferença, se a “Página” é de direita ou de esquerda.

Tanto faz, a “Página” ser contra, a favor, — ou muito pelo contrário

Visitar qualquer “Página” no Facebook sobrecarrega a CPU do seu computador, — e re-compartilhar uma postagem de “Página” pode ocupar, literalmente, toda a capacidade da CPU.

Os re-compartilhamentos tornam-se uma tortura, — lentos, demorados, devagar-quase-travando, — a menos que o computador seja parrudo o suficiente(*), para enfrentar os obstáculos.

(*) O teste foi feito com 4 GiB de Memória RAM, — porém menos de 2 GiB RAM livres. ••• (ver “Parâmetros do teste”, adiante). •••

Detalhes do início e fim de um compartilhamento de “Página” no Facebook: 51 segundos

O quadro acima detalha o momento em que já foi clicada a opção “Compartilhar”, às 22:22:20; — e o momento em que finalmente o Facebook começa a exibir o aviso de que o compartilhamento foi concluído, às 22:23:11.

Dois instantes separados por nada menos que 51 segundos, — e que não abrangem o tempo total do processo.

Na barra do Conky (à esquerda da tela), estão apontados os gráficos indicativos do “consumo” de CPU, — praticamente 100% da CPU1 e da CPU2 (Core0 e Core1), nas fases mais “travadas” do re-compartilhamento.

As barras mais finas, logo a seguir, indicam o uso total de CPU (centralizada), a ocupação de Memória RAM e o uso de Memória Swap (alinhadas à direita).

A temperatura do primeiro “núcleo” da CPU (Core0) eleva-se a 58ºC, e a do Core1 chega a 56ºC, — contra 44ºC, na maioria das outras atividades, neste computador. ••• (ver “Parâmetros do teste”, adiante). •••

Nos gráficos “Down” e “Up” (mais abaixo), fica evidenciado que não ocorre nenhum tráfego intenso de dados pela rede, — muito pouco utilizada.

De fato, não há quase nada a enviar ou receber pela internet, — exceto “instruções” muito simples, de poucos bytes. — O que está “lá”, continua lá; — e o que já está “aqui”, continua aqui.

Em resumo, o processamento exigido das máquinas, — rapidíssimas, — do Facebook envolve apenas coisas como acrescentar uma linha de informações em um banco de dados, apontando para o seu “Perfil” (exibir), data e hora (para compor o link) etc., — e mais um link para a postagem original de quem havia compartilhado antes (no caso, uma “Página”).

Na medida em que se usa o máximo de recursos do computador do usuário, — com quê?, — ganha-se um tempo descomunal, — do ponto de vista das máquinas (rapidíssimas) do FB, que desse modo não precisam crescer tanto (menos investimento) para cumprir essas tarefas simples, na mesma velocidade de alguns anos atrás, — quando começou a ser intensificado o processo de “monetização” do Face.

Apenas 11 segundos para compartilhar uma postagem encontrada no “Feed de notícias”

Em comparação, percorrer um “Perfil” (pessoal), — ou o “Feed de notícias” (geral), — ou as postagens em um “Grupo”, — é leve como uma pluma. — A rolagem é rápida e suave, com um “consumo” bem menor de CPU, — e um re-compartilhamento se completa cerca de 5 vezes mais rápido.

Só que, se ficar na dependência do “Feed de notícias”, você não tem o menor controle do que lhe será exibido. — Depende de uma infinidade de “interações”, segundo “algoritmos” que não se sabe muito bem como funcionam.

O mundo pode acabar, — e você só ver a notícia 3 dias depois, ou na semana seguinte. — Ou nunca.

Também poderá ver diversos convites para eventos encerrados na véspera, — se alguém ainda clicar “Like”, comentar etc., — movido por outro amigo que também clicou “Like” com atraso, — e assim por diante.

Teoricamente, os “algoritmos” teriam “detectado” que os cliques daquelas pessoas são “importantes” para você. É assim que “funciona” (em tese, pelo menos). Bem-vindo à era da “inteligência artificial”, — mas pode chamar de “inteligência rara”.

Se quiser ter alguma certeza de se manter informado, deve anotar ½ dúzia de “Páginas” que considera fundamentais, — e preparar-se para enfrentar o elevado “consumo” de CPU, ao visitá-las, uma ou várias vezes ao dia. — Repita mentalmente: “Sim! Eu consigo!

Claro, existem algumas “ferramentas”. — Ao “curtir” uma página, que considera fundamental para se manter informado, você também pode:

  • [a] Pedir para “Receber notificações”
  • [b] Pedir para “Ver primeiro” (em seu “Feed de notícias”)
  • [c] Curtir, comentar e compartilhar bastante, para o FB “entender” que você tem interesse
  • [z] Todas as opções acima.

Infelizmente, a experiência tem mostrado que a soma de tudo isso ainda é insuficiente, — um belo dia, você descobre que tal “Página” publicou uma notícia fundamental (uma semana antes!)… e só agora, aquilo lhe foi mostrado (por puro acaso, provavelmente).

O mais comum, — ao entrar no Facebook, — é que lhe sejam mostradas ½ dúzia de postagens com 16 a 24 horas de atraso (ou mais).

Uma espécie de “mexido de sobras da véspera”, que já estava na memória “cache” do FB, para ser “servido rápido”, — mesmo que você opte por “Ver as histórias mais recentes”. — Pouca coisa realmente nova aparece, de fato, hora após hora.

Depois de compartilhar 20 postagens, uma ida ao “Feed de notícias” lhe mostrará essas mesmas 20 postagens (feitas por você e por amigos seus), — entremeadas com ½ dúzia de outras coisas, em geral de pouco interesse, — apesar do aceno de que os “algoritmos” saberiam selecionar o que lhe interessa.

Essa estagnação do “Feed de notícias” vem se intensificando, já há alguns anos, — em especial, desde quando o Facebook decidiu incrementar seu retorno financeiro, — e veio acompanhado de uma “economia de recursos”.

Assim, o Face reduz seu próprio consumo de “banda”, realiza (proporcionalmente) cada vez menos acessos aos seus próprios “bancos de dados” (economiza “máquina”), — em relação ao que seria necessário para, de fato, lhe mostrar o que acontece, em tempo real, — enquanto o número de usuários inscritos aumenta cada vez mais, e explode o volume de postagens.

Em troca, — “consome” cada vez mais “recursos” do computador do usuário, — dando cada vez mais fôlego para os computadores do FB realizarem o mesmo que, alguns anos atrás, faziam numa fração desse tempo.

Uns 5 ou 6 anos atrás, os experts estimavam que apenas 16% de suas postagens, — de “Perfil” (pessoal), — eram de fato exibidas aos seus amigos, — e vice-versa.

Mas isso já vinha se reduzindo rapidamente (desde um pouco antes, pelo menos), — e no caso das “Páginas”, provavelmente o alcance “normal”, hoje, seja inúmeras vezes menor.

Crie uma “Página” no Facebook, e seja assediado para que ela não seja escondida, até, de quem a segue

Quanto ao “consumo” proibitivo de CPU, a conclusão poderia ser que “Página” do Facebook não é para amadores, — a justificar pela oferta de uma soma excepcional de “recursos” adicionais etc.

Mas também pode ser, muito simplesmente, a de que “Páginas” têm de pagar ao Facebook, para obter “alcance”, — e dificilmente pagariam (no volume desejado), se o “alcance” ocorresse “naturalmente”, bastando muitas pessoas curtirem as “Páginas” (para seguir), re-compartilharem, comentarem etc., — e isso, automaticamente, transbordasse para os amigos dessas pessoas, numa progressão geométrica.

Para “estimular” a compra de “alcance”, é necessário que, — no caso das “Páginas”, — o alcance não decorra “naturalmente”, das interações espontâneas, — como prometiam os “algoritmos”.

E a sobrecarga, com lentidão seletiva, — quando se visitam “Páginas”, — leva seus “seguidores” a enjoarem da experiência, afastando-se delas, inconscientemente.

Afinal, é muito mais “gratificante” ficar no “Feed de notícias”, — ou nos “Grupos”, — ou nos “Perfis” (pessoais) dos amigos, — onde tudo flui bem melhor.

É só publicar numa “Página”, e… pipocam assédios

Fato é que o feliz proprietário de uma “Página” no Facebook recebe um bombardeio de ofertas para “promover” suas postagens, para aumentar seu “alcance”, e assim por diante.

Não faz diferença, se a “Página” visa lucros, — ou apenas suspirar por bichinhos fofinhos. — Se é “Página”… passe no Caixa.

••• Parâmetros do teste


Hardware e variáveis iniciais da sessão Live USB (Pendrive)

O computador utilizado nessa “investigação”, — processador Intel Core2 Duo 2,66 MHz, 4 GiB RAM (256 MB para vídeo “onboard”), — costumava enfrentar galhardamente essa sobrecarga imposta pelo Facebook, desde 2010, pelo menos, usando Windows XP, Kubuntu e Linux Mint Cinnamon, instalados até o início de 2016.

É verdade que algum grau de lentidão, “meia-trava” e outros problemas com Facebook, — tanto no Chrome (Windows), quanto no Chromium (Linux) e no Firefox, — vêm sendo observados de longa data, com tendência crescente, nos últimos anos.

Ao longo desse tempo, houve diversos momentos em que o re-compartilhamento de postagens de “Páginas” chegou a ser bem mais demorado do que é hoje, — ao sabor das “novidades” que são testadas, quase que diariamente, pelo Facebook, e depois “corrigidas” ou abandonadas. — Em geral, tais dificuldades não ocorrem com frequência, e duram poucas horas, no máximo alguns dias.

Essa constante experimentação de “novidades”, pelo Facebook, foi um dos motivos que aceleraram a eliminação do Windows XP, — já sem suporte, para lidar com a evolução dos códigos usados pelo FB para disparar “eventos” no computador do usuário.

Quadro comparativo da capacidade de diferentes Linux instalados, para enfrentar “Páginas” do Facebook

Nesse aspecto, a atualização diária dos sistemas Linux instalados, — Kubuntu, Linux Mint, KDE Neon, Debian, — faz com que continuem enfrentando bem (em graus variáveis) o recurso “Páginas” do Facebook.

• Observações posteriores, — em 8 sistemas Linux instalados em HDD, e no Knoppix instalado em Pendrive de 16 GB com arquivo de Persistência, — indicam graus extremamente variáveis de capacidade para enfrentar o recurso “Páginas” do Facebook. — Ao que parece, a presença de Flash (para rodar qualquer tipo de vídeo) não tem relação direta com o desempenho [5 Fev. 2017].

O monitoramento do hardware e do sistema, — pelo ConkyPsensor, KSysguard, — é bem mais recente.

Começou em fins de Novembro 2015, quando o hardware apresentou aquecimento incomum, — em especial, no Facebook e no Youtube, — o que foi solucionado pela limpeza do cooler.

Esse monitoramento veio-se ampliando ao longo de 2016, quando passaram a ser feitos “testes de trabalho em Live USB”, — alguns, com duração de vários dias seguidos, sem desligamento da máquina.

Já os “testes de trabalho em Live USB”, — sistemas Linux carregados a partir do Pendrive (sem instalar), para verificar sua produtividade no trabalho regular, — nem sempre lidam tão bem com o Facebook.

Um dos motivos é que o sistema operacional, — por não estar instalado no HDD, — precisa ocupar uma parte considerável da Memória RAM.

Porém, nunca antes a situação chegou a um ponto tão crítico, — até o teste do Linux Mint 18 “Sarah” KDE (released), — o que motivou uma “investigação” mais detalhada do fenômeno.

E foi só então, — apesar de todas as observações anteriores, — que ficou evidenciada a concentração do problema nas “Páginas”, — entre todas as facetas com que se apresenta o Face.

Dados do computador e da sessão Live USB, carregada e configurada na parte da tarde

Estes dados, portanto, são excepcionais, — ampliados e evidenciados pelo fato de estar “rodando” um sistema operacional a partir do Pendrive (sessão “Live USB”), — o que reduz a Memória RAM livre, já que o “sistema” não está instalado no HDD.

Enfim, as observações foram feitas no Chromium, — um navegador relativamente “pesado”, — “instalado” na Memória RAM, uma vez que não faz parte do “Live DVD” do Linux Mint 18 “Sarah” KDE (released).

No entanto, o Firefox, — aliás, “Iceweasel”, que já vem “instalado” na maioria das imagens ISO do Linux, — não costuma oferecer melhor desempenho em sessão “Live USB”, quando se trata do Facebook.

Iceweasel vitimado pelo Facebook no teste Live USB do Debian 8.4

No teste Live USB do Debian 8.3, por exemplo, após algum tempo de navegação no Facebook, as “camadas” (layers) de notificações, compartilhamento etc. começaram a aparecer “pretas”, inviabilizando qualquer ação, — e a partir de certo momento, todas as demais janelas (minimizadas), ao serem restauradas, também passaram a vir “pretas”. Por fim, o Menu abriu transparente, — sem nada.

O problema com o Iceweasel / Firefox se repetiu, — e foi um pouco mais bem documentado, — meses depois, ao testar em Live USB o Debian 8.4.

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Postagem publicada inicialmente às 20:41 do Sáb., 10 Set. 2016, no Linux Mint 18 “Sarah” KDE (released), rodando em sessão Live USB (a partir do Pendrive); — e detalhada e ampliada até 16 Set. 2016.
• Atualizado em 5 Fev. 2017, com observações em 8 sistemas Linux instalados em HDD, e no Knoppix em Pendrive de 16 GB com arquivo de Persistência.

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Ferramentas &tc.


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