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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Artix Linux com KDE Plasma, OpenRC e XLibre

KInfoCentre do Artix Linux com KDE Plasma, OpenRC e XLibre
Artix Linux com KDE Plasma, OpenRC e XLibre •

Há muito tempo, eu queria experimentar o Artix Linux — sem SystemD (SystemD-Free) — para conferir a viabilidade de substituir o Arch Linux como minha “distro principal”, que uso em 99% do tempo.

Fastfetch com as principais características do Artix Linux KDE Plasma, XLibre, OpenRC init
Artix Linux com XLibre — fork do X11

Como brinde, agora o Artix vem com XLibre — um fork do X11, com a perspectiva de correções e atualizações de segurança — embora o usuário possa escolher sessão Plasma Wayland, na tela de Login.

Monitoramento e previsão do clima com o Weather widget plus
Weather widget plus no Artix Linux

Instalei o Artix em outra partição (dualboot), para experimentar pelo tempo que for necessário, antes de deletar (ou não) meu Arch. — Gostei do Artix, desde o primeiro dia, e quase não quero sair dele — mas ainda pretendo testar e aprender muito mais.

Algumas distros “systemd-free”

Não confundir “Artix” (Arch systemd-free) — com “antiX” (anti-fascist, systemd-free, elogind-free, suitable for old and new computers), baseada no Debian, e parceira do “MX Linux” (sigla de “Mepis + antiX”).

Índice

  • Download, sha256sum, K3b
  • Instalação
  • Grub, X11 / XLibre, ajustes
  • pacman vs. Pac-Men
  • Repositórios do Arch Linux
  • Capturas de tela
  • Flatpaks-fantasma
  • Ajustes no Conky
  • Partição Swap
  • KDE Connect
  • lm_sensors
  • Locales

Download, sha256sum, K3b

Download e verificação da imagem ISO do Artix Linux

Minha intenção era fazer a instalação por comandos, como no Arch (2019, 2020), mas pensei: — Preciso? — Mais tarde, talvez.

A Wiki do Artix desestimula esse esforço: — “A menos que você (...) esteja realizando uma instalação em servidor sem interface gráfica, há poucos motivos para usar as imagens base”. — Então, examinei as imagens ISO com KDE Plasma, e optei pelas “semanais” (não-testadas), lançadas naquele mesmo dia.

Escolhi OpenRC init, por ser mais “conhecido” e me parecer que tem uma base maior de desenvolvedores e usuários (Gentoo). — Atualmente, já tenho o Runit no Void — e vejo falar pouco do “dinit” e do “s6”.

  • Já tive uma pequena experiência com OpenRC no Redcore (Gentoo).

Baixei a imagem “artix-plasma-openrc-20260407-x86_64.iso” da página de downloads do Artix; — fiz a verificação pelo “sha256sum”; — e “queimei” pelo K3b em DVD, para guardar.

O download direto prometia demorar horas, pois não há espelhos no Brasil. — Baixei por Torrent, em cerca de 1 minuto.

Configuração do Fuso Horário, Teclado, Localização da sessão Live

No menu de boot, alterei o Fuso Horário para BRT, o Teclado para ABNT2, o Idioma / Localização para Reino Unido (en_UK) — e a sessão Live já começou com o horário correto: 12:05.

$ whoami
artix

$ echo $XDG_SESSION_TYPE
x11

$ history
    5  2026-04-07_12-12-52 sudo pacman -Sy
    7  2026-04-07_12-18-10 sudo pacman -S gnome-screenshot
    9  2026-04-07_12-37-16 echo $XDG_SESSION_TYPE
   11  2026-04-07_12-38-50 sudo pacman -S conky
   13  2026-04-07_12-53-48 echo 'export HISTTIMEFORMAT="%F_%H-%M-%S "' >> ~/.bashrc
   14  2026-04-07_12-54-03 source ~/.bashrc
   15  2026-04-07_12-54-08 history

A sessão Live já começou em XLibre (identificado como X11) — o que foi ótimo, para poder usar o “gnome-screenshot” e o Conky.

Não encontrei a senha do Live User (artix) — mas o “sudo” não pediu.

Instalei o “gnome-screenshot”, o Conky; — configurei os atalhos para salvar as capturas em um Pendrive de 2 GB; — e pude documentar tudo desde o início da sessão Live:

Configuração do gnome-screenshot para documentar a sessão Live

Usei uma configuração do Conky que tenho no Pendrive; — movi para o Pendrive os arquivos do ~/Desktop (manuais em PDF); — e instalei fontes Verdana, mais legíveis e econômicas de espaço na vertical.

Instalação

Iniciando a instalação do Artix pelo Calamares

Ao abir o instalador Calamares, ele já avisou que a opção “online” é experimental — e recomendou usar a opção “offline”.

Ainda no “Welcome”, eu já tinha alterado o Idioma para Inglês britânico (en_UK). — Ao escolher o Fuso Horário BRT, no instalador Calamares, não percebi que isto iria colocar Números e Datas em Português do Brasil. — Se percebesse, teria alterado, ali mesmo.

  • Ao pedir ou oferecer ajuda em qualquer fórum internacional, imagens em Português são uma barreira. — O Inglês é universal. — Na variante do Reino Unido (UK), as datas seguem um padrão familiar para nós, no Brasil. Melhor ainda, seria a variante da Irlanda (en_IE).

Mais tarde, corrigi isso, em algum momento entre 18 e 24 Maio.

Escolha manual de partições que já existiam

Selecionei layout de Teclado “Português (Brasil)”, “Default” (ABNT2); — e escolhi particionamento manual — pois eu já tinha as partições prontas. Só faltava escolher e configurar cada uma.

Resumo das configurações de instalação do Artix Linux

Marquei para formatar só a partição-raiz (Linux11), pois eu queria preservar a pasta pessoal existente partição Home11, com inúmeras configurações que vim fazendo ao longo dos anos; e também os bootloaders existentes na partição ESP (EFI2). — Essas opções só serão mostradas no “Resumo” (Summary) — e convém verificar com cuidado, para evitar algum desastre.

Se eu tivesse prestado atenção, veria que estava configurado “números e datas em Português do Brasil” — e poderia voltar atrás, para corrigir. — Mas isso não chega a ser um desastre.

Eu não configurei a partição Swap, porque não entendi como fazer isso, nesta versão do instalador Calamares. — Mas é muito simples e fácil configurar isso depois de instalar a distro.

A instalação no “disco” — etapa automática, com slide-show — foi feita em 7 minutos (DVD para SSD, ambos Sata3), das 14:22 às 14:29.

Grub, X11 / XLibre, ajustes

O Grub do Artix não detectou o openSUSE

Não cheguei a testar o Grub do Artix (instalado), para cada uma das distros que eu tinha em dualboot / multiboot. — Apenas constatei que ele não detectou o openSUSE, instalado em partição BtrFS — e que deveria aparecer logo acima do Arch Linux.

Essa falha é (ou, era) comum, no Grub de várias distros. — Por isso, o Grub do openSUSE é meu “Menu de inicialização”.

Novo Login, agora em sessão Plasma X11 (XLibre)

A sessão Live tinha entrado automaticamente em Plasma X11 — mas eu demorei uns 20 minutos para perceber que, depois de instalado, entrou em Plasma Wayland. — Apenas, nada acontecia como eu esperava, a começar pelo gnome-screenshot, que só funciona em X11 / XLibre.

Sem capturas, prefiro não seguir adiante, para não fazer configurações sem documentar. — Mesmo assim, fiquei sem registro da instalação das fontes Verdana — pouco antes do “killall conky” (15:38):

Instalando fontes pelo KDE System Settings, a partir de arquivos em Pendrive
(imagem posterior, meramente ilustrativa)

O que me resta daqueles 20 minutos iniciais são apenas os logs, algumas anotações em TXT, e uma ou outra foto — porque frustração não se fotografa. — O mais comum, é um iniciante xingar a distro, e procurar outra, que funcione como esperado, desde o primeiro minuto:

# history | grep '2026-04-07'
    1  2026-04-07_15-21-30 history
    2  2026-04-07_15-26-29 pacman -Syu
    3  2026-04-07_15-27-32 pacman -S gnome-screenshot
    4  2026-04-07_15-32-31 pacman -S conky

$ history | grep '2026-04-07'
  219  2026-04-07_15-33-51 gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%F_%H-%M-%S)_Ax.jpg
  220  2026-04-07_15-33-59 gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%F_%H-%M-%S)_Ax.jpg
  221  2026-04-07_15-38-02 killall conky
  222  2026-04-07_15-38-44 gnome-screenshot
  223  2026-04-07_15-42-32 echo $XDG_SESSION_TYPE

$ echo $XDG_SESSION_TYPE
wayland

2026-04-07 15:44:55 -- Logout, Login X11...

$ echo $XDG_SESSION_TYPE
x11

Na sessão Plasma X11, finalmente, as coisas funcionaram — quase como a distro anterior, ou qualquer outra dos últimos anos — Reaproveitar a plasta de usuário é uma grande economia de trabalho.

Naturalmente, faltava corrigir várias coisas — trocar o ícone do Menu; ajustar o Conky; ajustar scripts; — e instalar dezenas de pacotes, como LibreOffice, Gimp, KDE Connect (liberar portas), yay etc.

Listas comparadas dos pacotes instalados no Arch e no Artix

Para facilitar, gerei listas dos pacotes instalados no Arch e no Artix, e usei o comando “diff -y” para apontar as diferenças — mas há coisas que instalei no Arch, que perderam sentido, e não pretendo instalar no Artix.

pacman -Q  > Arch-all.txt
pacman -Qe > Arch-explicit.txt
pacman -Qm > Arch-foreign.txt

pacman -Q  > Artix-all.txt
pacman -Qe > Artix-explicit.txt
pacman -Qm > Artix-foreign.txt

diff -y Arch-all.txt      Artix-all.txt
diff -y Arch-explicit.txt Artix-explicit.txt
diff -y Arch-foreign.txt  Artix-foreign.txt

Atualização do Grub e correção da prioridade de boot

Depois, atualizei o Grub do openSUSE — meu “Menu de inicialização” — e recoloquei seu bootloader na prioridade, pelo comando “efibootmgr”.

Desabilitando a detecção de outras distros e atualizando o Grub

Dias depois, desabilitei a detecção de outras distros (os-prober) — e o tempo de atualização do Grub caiu de mais de 40 segundos para menos de 3 segundos. — Curiosamente, nesse dia detectou o openSUSE, mas não verifiquei se funcionaria corretamente.

Deletando pastas de usuários experimentais

Deletei as pastas pessoais de 2 usuários — criados numa distro anterior, apenas para teste — e que não existem nessa instalação do Artix.

pacman vs. Pac-Men

Pacman fazendo a festa

Instalei o Artix no dia 7 Abril (Terça-feira), com uma imagem ISO de horas antes. — No dia seguinte (Quarta-feira, 8), o pacman encontrou 87 atualizações — principalmente, pacotes do Plasma 6.6.4.

Wow...!

O download foi uma festa para os olhos! — Um batalhão de Pac-Men engolindo dezenas de bolinhas, na velocidade da luz — e uma impressão (visual) de tirar o fôlego.

Alguns pacotes teriam sido baixados, supostamente, a 84,9 MiB/s — coisa que meu provedor de internet não permite.

Segundo o Conky, o download atingiu um pico de 63,7 MiB/s — o que é sensacional, mesmo assim, já que o Artix não tem espelhos (mirrors) no Brasil — e é muito raro eu conseguir downloads acima de 20 MiB/s a partir dos EUA ou da Europa.

Existe 1 espelho no Chile, mas a URL tem “cl” no meio (não no final); — e o ping nega sua existência. — Um colega no Rio Grande do Sul costumava obter ótimas velocidades de download desde o Chile; mas nunca consegui isso em Brasília.

Naquele dia, não seria possível fazer uma comparação com meu Arch Linux, que já tinha 3 dias sem atualização. — Então, atualizei o Arch, para colocá-lo em pé-de-igualdade com o Artix — preparando um teste em paridade de condições, para alguns dias depois.

Também precisava atualizar as configurações do pacman no Arch — que ainda estava limitado a 2 downloads em paralelo.

No Arch, mantive só 1 espelho — que me atende muito bem, há anos; — enquanto no Artix todos os espelhos estão habilitados, com destaque para 4 que desconheço (entre eles, 1 da República Tcheca):

------------------------------------------------------------------------     --------------------------------------------------------------------
Arch                                                                         Artix
------------------------------------------------------------------------     --------------------------------------------------------------------
/etc/pacman.d/mirrorlist                                                     /etc/pacman.d/mirrorlist

## Arch Linux repository mirrorlist                                          ## Artix Linux repository mirrorlist
## Generated on 2026-04-06                                                   ## Generated on 2026-03-24 by artix-mlg
...                                                                          ...
## Belgium                                                                   # Default mirrors
#Server = https://mirror.1ago.be/archlinux/$repo/os/$arch                    Server = https://mirrors.rit.edu/artixlinux/$repo/os/$arch
#Server = https://archlinux.mirror-services.net/archlinux/$repo/os/$arch     Server = https://ftp.crifo.org/artix/repos/$repo/os/$arch
                                                                             Server = https://ftp.sh.cvut.cz/artix-linux/$repo/os/$arch
## Brazil                                                                    Server = https://mirrors.dotsrc.org/artix-linux/repos/$repo/os/$arch
Server = https://archlinux.c3sl.ufpr.br/$repo/os/$arch
#Server = https://br.mirrors.cicku.me/archlinux/$repo/os/$arch               ## Europe
#Server = https://mirror.ufscar.br/archlinux/$repo/os/$arch                  # Bulgaria
#Server = https://mirrors.ic.unicamp.br/archlinux/$repo/os/$arch             Server = https://artix.arkhost.com/repos/$repo/os/$arch
                                                                             # Czech Republic
## Bulgaria                                                                  Server = https://ftp.sh.cvut.cz/artix-linux/$repo/os/$arch
#Server = https://mirror.telepoint.bg/archlinux/$repo/os/$arch               # Denmark
...                                                                          ...
------------------------------------------------------------------------     --------------------------------------------------------------------

No novo “/etc/pacman.conf” do Arch Linux, agora habilitei 5 downloads paralelos — contra 7 no Artix.

Mantive no Arch os repositórios Core, Extra — e desabilitei o Multilib (100 pacotes removidos); — enquanto no Artix estão habilitados System, World e Galaxy, cujos significados eu ainda não sabia.

Velocidade real de download de pacotes pelo pacman no Arch e no Artix

O Arch tem agora 1.293 pacotes instalados — enquanto o Artix ainda está com apenas 1.087 — mas a atualização geral no Domingo (12 Abril) foi bastante equilibrada (318 e 320 MiB), permitindo uma comparação razoável:

-----------------------------------------------       -----------------------------------------------
Arch                                                  Artix
-----------------------------------------------       -----------------------------------------------
# date; time pacman -Syu; date                        # date; time pacman -Syu; date
Sun 12 Apr 05:06:13 -03 2026                          Sun Apr 12 04:08:53 -03 2026
:: Synchronising package databases...                 :: Synchronizing package databases...

 core          ...                                     system        ...
 extra         ...                                     world         ...
                                                       galaxy        ...

Packages (136) ...                                    Packages (117) ...

Total Download Size:       318.15 MiB                 Total Download Size:       320.17 MiB
Total Installed Size:     1252.59 MiB                 Total Installed Size:     1287.86 MiB
...                                                   ...
Total (136/136)   318.1 MiB  40.0 MiB/s   00:08       Total (117/117)   320.2 MiB  24.7 MiB/s  00:13
...                                                   ...
real    0m 53.972s                                    real    1m 22.696s
user    0m 9.766s                                     user    0m 7.772s
sys     0m 8.634s                                     sys     0m 8.339s
Sun 12 Apr 05:07:07 -03 2026                          Sun Apr 12 04:10:16 -03 2026
-----------------------------------------------       -----------------------------------------------

Em resumo, o Artix alcançou um pico de velocidade um pouco maior (65,1 contra 64,6 MiB/s) — mas sua velocidade média foi de 24,7 MiB/s, baixando até 7 pacotes ao mesmo tempo, de servidores sabe-se lá onde — enquanto o Arch Linux apresentou velocidade média de 40,0 MiB/s, baixando até 5 pacotes simultâneos, de apenas 1 servidor.

Essa média de 24,7 MiB/s é uma boa marca, mesmo assim. — O Mirror Manager do Fedora (similar ao Mirror Brain do openSUSE) tem obtido pouco mais (29,0 MiB/s) — mesmo dispondo de um ótimo espelho no Brasil (o mesmo que eu uso no Arch, e em várias outras distros).

Repositórios do Arch Linux

Repositórios do Arch Linux — no final do “pacman.conf”

Após quase 2 semanas usando o Artix 99% do tempo, a única barreira que encontrei para adotá-lo como minha “distro principal” era a falta do Foliate — pois há muito tempo optei por livros em formato ePub — e do Sigil, para fazer algumas correções e ajustes nesses arquivos.

Por alguma razão, Foliate e Sigil não estão nos repositórios do Artix.

Instalei a infraestrutura do Flatpak, e tentei essa versão (do próprio desenvolvedor), mas me deparei com um problema — já encontrado, também, no PCLinuxOS. — Tenho a certeza de que “basta” descobrir alguma solução, mas desinstalei.

Tentei a versão do AUR (de 2023!). — Baixou toneladas de pacotes, ficou vários minutos compilando a 100ºC (ventoinha uivando), e por fim disse que não foi possível. — Gastei um tempo bem maior, para remover 135 pacotes órfãos, que foram o saldo dessa tentativa.

Felizmente, comentei no Fórum do Diolinux, e 2 colegas que usam Artix deram a solução: — Habilitar o repositório “Extra” do Arch Linux (jamais o “Core”!) — e mais algumas dicas preciosas (além da tranquilidade transmitida, que não tem preço).

Essas dicas estão muito bem explicadas na Wiki do Artix.

# history
  ...
  173  2026-04-19_03-06-52  pacman -Syu
  174  2026-04-19_03-09-19  pacman -S artix-archlinux-support
  175  2026-04-19_03-14-52  pacman-key --populate archlinux
  178  2026-04-19_03-35-07  pacman -Syu
  179  2026-04-19_03-35-43  pacman -S wget
  182  2026-04-19_03-38-50  wget https://archlinux.org/mirrorlist/all/ -O /etc/pacman.d/mirrorlist-arch
  183  2026-04-19_03-50-15  pacman -Syu
  184  2026-04-19_03-51-07  pacman -S foliate
  218  2026-04-21_19-40-43  pacman -S sigil
  ...

Os passos são simples:

Instalar o pacote “artix-archlinux-support”, do próprio Artix. — Ao final, ele mesmo já ensina os passos seguintes:

----------------------------------------
==> Add the arch repos in pacman.conf:

#[extra-testing]
#Include = /etc/pacman.d/mirrorlist-arch

[extra]
Include = /etc/pacman.d/mirrorlist-arch

#[multilib-testing]
#Include = /etc/pacman.d/mirrorlist-arch

#[multilib]
#Include = /etc/pacman.d/mirrorlist-arch
----------------------------------------

==> run: 'pacman-key --populate archlinux'

Observe que esses repositórios devem ser adicionados no final do “pacman.conf” do Artix — abaixo dos seus repositórios — para ficarem com prioridade secundária em relação a eles.

Executar o comando “pacman-key”, para obter as chaves de segurança.

Lista de espelhos (mirrorlist) do Arch Linux, no Artix

Pelo comando wget, obtive a lista atualizada dos espelhos do Arch Linux.

Foliate instalado no Artix Linux

A instalação do Foliate exigiu apenas 10 dependências — todas dos repositórios do próprio Artix. — A instalação do Sigil exigiu apenas 4 dependências, também todas dos repositórios oficiais.

Naturalmente, não se recomenda abusar desse recurso — assim como não se recomenda abusar de AUR, Flatpaks etc.

Capturas de tela

Falha do gnome-screenshot com o parâmetro “-w” e formato JPG

Desde Outubro 2025, o parâmetro “-w” do gnome-screenshot — capturar só a janela ativa — começou a salvar arquivos JPG “vazios” (com 0 byte), no meu Arch Linux.

Captura de janela ativa em formato PNG, pelo gnome-screenshot

Depois de várias experiências, optei por salvar essas capturas de janela em formato PNG — e agora tive de fazer o mesmo no Artix.

Action                      Command
------                      -------
Fullscreen                  gnome-screenshot -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.jpg
Fullscreen    - delay 7’’   gnome-screenshot -p -d 7 -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.jpg
Active Window               gnome-screenshot -w -p -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.png
Active Window - delay 7’’   gnome-screenshot -w -p -d 7 -f /run/media/flavio/Warehouse/0_PrtScn/$(date +%%F_%%H-%%M-%%S)_Ax.png

O parâmetro “-f” salva automaticamente (sem interação), na pasta indicada e com nome-de-arquivo no padrão indicado. — O parâmetro “-p” inclui o ponteiro do mouse; e o “-d” retarda pelo número indicado de segundos.

Flatpaks-fantasma

Remoção de Flatpaks herdados na partição /home

Eu tinha 9 flatpaks do sistema e 8 flatpaks do usuário, na distro que antecedeu o Artix nas partições Linux11 e Home11. — Ao reaproveitar a pasta pessoal na Home11 (não formatada), meu 2º Conky indicou a sobrevivência de 8 flatpaks de usuário — informação do Fastfetch.

Removing flatpaks:

$ flatpak list
Name                                       Application ID                             Version                      Branch          Installation
Easyflatpak                                org.dupot.easyflatpak                      4.0.29                       stable          user
Freedesktop Platform                       org.freedesktop.Platform                   freedesktop-sdk-25.08.8      25.08           user
Mesa                                       org.freedesktop.Platform.GL.default        25.3.5                       25.08           user
Mesa (Extra)                               org.freedesktop.Platform.GL.default        25.3.5                       25.08-extra     user
Intel VAAPI driver                         org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel                                    25.08           user
Codecs Extra Extension                     org.freedesktop.Platform.codecs-extra                                   25.08-extra     user
GNOME Application Platform version 49      org.gnome.Platform                                                      49              user
Adwaita dark GTK theme                     org.gtk.Gtk3theme.Adwaita-dark                                          3.22            user

  2026-04-10 - 14:20   # pacman -S flatpak
  2026-04-10 - 14:23   $ flatpak list
  2026-04-10 - 14:28   $ flatpak uninstall org.dupot.easyflatpak org.freedesktop.Platform org.freedesktop.Platform.GL.default org.freedesktop.Platform.GL.default org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel org.freedesktop.Platform.codecs-extra org.gnome.Platform org.gtk.Gtk3theme.Adwaita-dark

Para eliminá-los, instalei o Flatpak — listei seus pacotes pelo comando “flatpak list” — e eliminei todos pelo comando “flatpak uninstall”.

Ajustes no Conky

Contagem dos pacotes Artix, AUR, Arch, Flatpak no Conky (Junho)

Eu já monitorava, pelo Conky, o número de pacotes instalados em cada distro — antigamente, extraindo essa informação do Neofetch — e mais recentemente, do Fastfetch:

Distro      Fastfetch count - 2026-03-29

openSUSE    Packages: 4392 (rpm)
Arch        Packages: 1390 (pacman)
Debian      Packages: 3464 (dpkg)
Fedora      Packages: 3111 (rpm)
PCLinuxOS   Packages: 2381 (rpm), 13 (flatpak-system), 1 (flatp
PCLinuxOS   Packages: 2545 (rpm), 11 (flatpak-system), 8 (flatp
Mageia      Packages: 3493 (rpm)
Kubuntu (*) Packages: 2089 (dpkg)
Void        Packages: 1201 (xbps)
Mint    (*) Packages: 2495 (dpkg)
PCLinuxOS   Packages: 2365 (rpm), 9 (flatpak-system), 8 (flatpa
Mx25        Packages: 2803 (dpkg)

Artix  (**) Packages: 1076 (pacman), 8 (flatpak-user)

(*) Neofetch; (**) 2026-04-08.

Gostei de ver o Fastfetch discriminar os pacotes do Flatpak — e ainda por cima, discriminando os do sistema e os do usuário. — Mas, agora, achei mais interessante discriminar os pacotes do Artix, do Arch e do AUR.

$ pacman -Q | wc --lines                                           -- installed packages data base
   1149
$ pacman -Qm | wc --lines                                          -- foreign packages
      3
$ pacman -Qn | wc --lines                                          -- native packages
   1146
$ pacman -Qi | grep '@archlinux' | wc --lines                      -- pacages from Arch
      2
$ pacman -Qin | grep Packager | grep -v '@archlinux.org' | wc -l   -- native packages, except from Arch
   1144
$ flatpak list | wc --lines                                        -- Flatpak packages
      0

O comando “pacman -Qm” discrimina os pacotes “estrangeiros” (foreign) — que não se encontram nos repositórios sincronizados. — No meu caso, até hoje, só pacotes do AUR.

O comando “pacman -Qn” discrimina os pacotes “nativos” — dos repositórios sincronizados pelo “pacman” — mas isso inclui também os do Arch Linux.

Conky com o número dos pacotes instalados no Artix Linux

Usei o comando “pacman -Qi | grep '@archlinux'” para identificar aqueles cujos empacotadores assinam com o email institucional do Arch. — Isso não é garantido — mas entre os 1288 pacotes instalados no meu Arch, apenas 1 empacotador assinou com email externo. Portanto, as chances são grandes. 😇

Para os pacotes nativos do Artix, fiz o inverso: — “pacman -Qin | grep Packager | grep -v '@archlinux.org'” — pois nem todos os empacotadores do Artix assinam com o email institucional “@artixlinux”.

Conky (2) - before:

# ${execi 600 neofetch  --de_version on --stdout | grep "Packages:"}
(or)
# ${execi 600 fastfetch | grep -o -P '.{0,0}Packages.{0,43}'}

Conky (2) - now:

Packages: \
${execi 3600 pacman -Qin | grep Packager | grep -v '@archlinux.org' | wc --lines} (Artix), \
${execi 3600 pacman -Qm | wc --lines} (AUR),
                ${execi 3600 pacman -Qi | grep '@archlinux' | wc --lines} (Arch), \
${execi 3600 flatpak list | wc --lines} (flatpak)

Enfim, a contagem de “zero flatpaks” exigia que eu mantivesse instalada a infraestrutura do Flatpak — o que era um contra-senso. — Um dia, acabei eliminando isso.

Partição Swap

Adicionando e habilitando a partição Swap no Artix Linux

Depois de quase 2 meses, lembrei de habilitar a partição Swap. — Como ela é comum a todas as distros, apenas copiei a linha correspondente do arquivo /etc/fstab do Arch Linux — e colei no do Artix.

Em seguida executei, como super-usuário (root), o comando “swapon --all --verbose” — que monta todas as partições indicadas no fstab — e exibe os detalhes.

KDE Connect

Emparelhamento do celular e download de fotos pelo KDE Connect

Liberei as portas usadas pelo KDE Connect — e fiz o emparelhamento:

   88  2026-04-09_14-35-31 iptables -I INPUT -p tcp --dport 1714:1764 -j ACCEPT
   89  2026-04-09_14-35-40 iptables -I INPUT -p udp --dport 1714:1764 -j ACCEPT

$ iptables -V
iptables v1.8.13 (nf_tables)

$ pacman -Q | grep tables
iptables 1:1.8.13-1
nftables 1:1.1.6-3

Embora eu tenha usado comandos “iptables”, é o “nftables” que está atuando. — Ainda preciso estudar melhor as configurações do Firewall.

lm_sensors

“sensors” e “hwmon”, antes de configurar

Não encontro registro de que eu tivesse configurado o “lm_sensors” (pelo “sensors-detect”), até 25 Maio.

Eu também não tinha feito nenhuma configuração para iniciá-lo pelo OpenRC.

No entanto, ele parecia funcionar normalmente, embora com poucas informações. — A pasta “/sys/class/hwmon” tinha apenas 3 sub-pastas — com 6 itens, 5 itens, e 40 itens, respectivamente.

Pletora de informações do sensors no Arch Linux

Mas eu sentia falta de mais informações — como no Arch, no Debian e no openSUSE — onde a pasta “hwmon” continha uma 4ª sub-pasta, com 310 itens adicionais (no caso específico do meu hardware!).

Então, “descobri” que eu precisava instalar um pacote, para colocar o “lm_sensors” na inicialização pelo OpenRC:

# pacman -Qi lm_sensors-openrc

Name            : lm_sensors-openrc
Version         : 20210505-2
Description     : OpenRC lm_sensors init script

# pacman -Qi | grep '^\(Name\|Install Date\)\s*:' | grep -A2 'lm_sensors'

Name            : lm_sensors
Install Date    : Tue 07 Apr 2026 06:50:35

Name            : lm_sensors-openrc
Install Date    : Mon 25 May 2026 08:28:43

  334  2026-05-25_08-28-38 pacman -S lm_sensors-openrc
  335  2026-05-25_08-32-00 sensors-detect
  341  2026-05-25_08-46-02 rc-service lm_sensors start
  357  2026-05-25_09-42-13 rc-update add lm_sensors

Demorei um pouco para conseguir que os comandos “start” + “add” produzissem o efeito esperado — mas não sei por que demorei a conseguir isso, nem o quê (ou por que), no final deu certo.

O último comando (acima) deveria ser “rc-update add lm_sensors default” (Gentoo Wiki). — O fato de que “acabei por conseguir” pode até ser um consolo — mas ficou uma lacuna no meu entendimento.

Resultado após configurar o lm_sensors e reiniciar o Artix

E o fato é que tudo isso não fez diferença alguma: — Já funcionava, antes — e continuou incompleto, depois.

Deixei as coisas assim, 

Locales

\\\\

xxxx

___________________
• Publicado em 9 Abril 2026; e desenvolvido até...

— … ≠ “•” ≠ … —

PC desktop UEFI / GPT

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

PCLinuxOS Darkstar com KDE Plasma 6, dnf5 e SysVinit

Tela do PCLinuxOS Darkstar 2025-09 com Plasma 6.5.4, dnf5, SysVinit
PCLinuxOS instalado pela imagem ISO KDE Darkstar 2025.09 •

Diferente de outras distros “rolling release” — que um dia substituíram o Plasma 5 pelo Plasma 6 — o PCLinuxOS deixou cada usuário à vontade para experimentar o Plasma 6 e discutir problemas e soluções no Fórum — ou continuar com o Plasma 5, acompanhar a experiência dos colegas, e migrar quando achasse conveniente.

Seção “kde6” adicionada aos repositórios do PCLinuxOS

Para isso, criou uma seção “kde6” em seus repositórios — ao lado das seções “kde5”, “mate”, “xfce4”, “kernel” etc. — Quando cada usuário decidisse fazer o upgrade, deveria trocar a seção “kde5” pela “kde6” (nunca, habilitar as 2 ao mesmo tempo!) — e seguir mais algumas instruções, nesta ordem:

Howto upgrade to Plasma 6:

apt-get update
apt-get dist-upgrade
apt-get install task-qt6

sd "kde5" "kde6" /etc/apt/sources.list
   ... or ...
   sed -i 's/kde5/kde6/g' /etc/apt/sources.list

apt-get update
apt-get install task-kde5-remove
apt-get install task-kde6-install
apt-get dist-upgrade
reboot

... and reinstall your favorite KDE applications

Portanto, não houve um “dia D”. — Não houve “anúncio”, nem “notas de lançamento”. — Foi um “processo aberto”, cada um na sua “velocidade própria”, seu “cronograma pessoal”, com mantenedores e usuários fazendo testes e conversando — entre Abril 2024 e Julho 2025.

E não se publicaram “reviews” — nem foi notícia em parte alguma, que eu consiga encontrar.

Índice

PCLinuxOS Control Center, para configurações abaixo do ambiente desktop

  • Plasma 6, Instalador, DNF, incêndio
    • Cronologia
  • Origens do PCLinuxOS
    • Gerenciamento de pacotes
    • Abundância de navegadores
    • Escala visual
  • Download e suporte
  • Boot e sessão Live
  • Instalação
  • Flatpak
  • Mountpoints e Device Automount
  • Adeus ao apt-rpm / Synaptic
  • Mandrake, Conectiva, apt-rpm, Synaptic...

Plasma 6, Instalador, DNF, incêndio

Manual multilíngue do “InstallMe” / “MyLive Install” do PCLinuxOS, em PDF

Houve +2 “novidades” — uma, muito antes — e outra, logo depois:

(1) Desde 2023, as imagens ISO do PCLinuxOS já vinham com um novo instalador — o “InstallMe” / “MyLive Install” (*) — em substituição ao antigo Draklive Install.

(*) Adaptado do “17g-installer” — um fork do instalador do Linux Mint Debian Edition (LMDE), que substitui o Calamares.

Numa distro de atualização permanente (rolling release), não é comum “reinstalar”. — Por isso, muitos usuários ainda não conheciam.

Manual multilíngue do DNF Package Manager, do PCLinuxOS

(2) E desde Setembro 2025, as imagens ISO passaram a vir com um novo gerenciador de pacotes — o DNF Package Manager (GUI).

  • O Synaptic continuou nos repositórios (bastava instalar) — e não havia previsão de ser eliminado, a curto prazo, embora avisado de que estava sem manutenção, e um dia seria removido. — Muitos usuários optaram por continuar com ele.

A conjunção do upgrade para o Plasma 6 com essas 2 “novidades” acabou por complicar as coisas, para alguns usuários.

Quem tinha instalado o PCLinuxOS antes de 2023, e agora optou por reinstalar, deparou-se com o novo instalador “InstallMe” / “MyLive Install” — e quem reinstalou a partir de Setembro, deparou-se também com o DNF Package Manager (GUI).

Para complicar, um incêndio destruiu os servidores do site, do fórum, da wiki — e vários backups — apagando o acervo de conversas, dicas e orientações acumuladas no Fórum, ao longo daqueles meses.

Cronologia

Instalação antiga do PCLinuxOS, atualizada no final de 2025

Eis uma cronologia resumida — até onde pude recuperar informações no Wayback Machine (Internet Archive), no grupo do Facebook, no Distrowatch, e em outros sites e fóruns rastreados pelo Google:

Julho 2023 - Lançadas imagens ISO 2023.07 (Plasma 5) com o novo instalador “InstallMe” / “MyLive Install”, em substituição ao antigo Draklive Install.

Abril 2024 - Anúncio das últimas atualizações na seção “kde5” dos repositórios — KDE Plasma 5.27.11; Frameworks 5.115; Aplicativos KDE 23.08.5 — e o início da seção “kde6”.

  • Ainda houve mais algumas atualizações do KDE Plasma 5, até meados de 2025. — Não sei quando a seção “kde5” foi esvaziada, creio que no 2º semestre de 2025.

Outubro 2024 - Lançadas imagens ISO 2024.10, consolidando as últimas atualizações da seção “kde5” — KDE Plasma 5.27.11; Frameworks 5.116; Qt 5.15.6.

  • As instalações existentes continuaram recebendo as demais atualizações de Kernel, bibliotecas, ferramentas, aplicativos. — Minha antiga instalação, por exemplo, com o KDE Plasma 5, continuou funcionando e recebendo as demais atualizações, até 29 Dezembro 2025 — quando fiz seu upgrade para o KDE Plasma 6.

Fevereiro a Junho 2025 - Colocados na seção “kde6” dos repositórios o KDE Plasma 6.3.2; o Frameworks 6.12, 6.13, 6.14; e os KDE Apps 25.04.1, 2, 3. — Não encontrei lançamentos anteriores a esses, no Wayback Machine.

23 Junho 2025 - Incêndio do prédio dos servidores do site, Fórum, Wiki etc. do PCLinuxOS, felizmente sem vítimas — mas com perda de backups. — Isso dificulta recuperar a cronologia anterior, em detalhes.

Primeiras imagens ISO do PCLinuxOS com KDE Plasma 6

Julho 2025 - Lançamento das imagens ISO 2025.07, com KDE Plasma 6.4.3; Frameworks 6.16.0; Qt 6.8.2 — ainda com o Synaptic.

Agosto 2025 - Imagens ISO 2025.08.

Setembro 2025 - Imagens ISO 2025.09, com KDE Plasma 6.4.5; Frameworks 6.17.0; e Qt 6.8.2 — com o dnf5 (CLI) e o DNF Package Manager (GUI), em lugar do Synaptic — mas com toda infraestrutura do apt (apt-rpm), que permanecia no controle das configurações.

Origens do PCLinuxOS

Distros mais procuradas nas páginas do Distrowatch (2002-2009)

O PCLinuxOS foi lançado em 2003, com base na versão 9.2 do antigo Mandrake — uma das distros mais amigáveis para iniciantes no Linux. — A história do PCLinuxOS foi contada na edição de Out. 2014 da PCLinuxOS Magazine.

Gerenciamento de pacotes

Ferramentas de gerenciamento de software no PCLinuxOS, em 2021 e 2025

Da brasileira Conectiva, o PCLinuxOS adotou o apt-rpm (CLI) e sua interface Synaptic (GUI).

As novas imagens ISO já vêm com o DNF Package Manager, em vez do Synaptic — mas ainda foi possível instalar e usar o Synaptic, por quase 1 ano.

  • Junho 2026 - Na minha instalação de 2021, as antigas configurações sobrevivem em /etc/apt/sources.list, mas o apt / Synaptic deixou de funcionar, desde o rpm 6.0.1-2. e o dnf-sources-list 2.0-1. — Novas configurações estão no arquivo /etc/repo.d/default.repo e na pasta /usr/share/dnf-package-manager/repos/.

O PClinuxOS mantém outras características incomuns — como o SysV init (em vez do SystemD) — e o gerenciamento separado, tanto do LibreOffice (que baixa direto da Document Foudation); quanto de Idiomas / Localização (addlocale).

Nos dois casos, pode-se instalar 1 idioma de cada vez. — Para instalar um 2º idioma, deve-se executar outra vez o gerenciador do LibreOffice e / ou o gerenciador de Localização; e assim por diante. — O idioma Inglês não pode ser removido do sistema, nem do LibreOffice.

Não encontrei mais o “Gerenciador de Localização” na seção “Software Center” do Menu, como acontecia em 2021. — Agora, ele está na seção “Configuração”, que oferece o PCLinuxOS Control Center (PCC), no topo, com o nome de “Configure o seu Computador”; e seus módulos individuais, na sequência — tal como o openSUSE fez com o YaST2.

Gerenciador de Localização oferece a Wiki enquanto aguardamos

Tanto o gerenciamento de Idioma / Localização (addlocale), quanto o do LibreOffice (e seus idiomas) precisam que o sistema esteja atualizado. — Se a gente esquecia, eles mandavam a gente fechá-los, atualizar, e voltar depois.

Agora, o próprio “addlocale” fez a atualização do sistema, antes de instalar o Idioma / Localização que eu pedi. — Mas antes, solicitou que todos os “outros usuários” fizessem Logout, e que todos os aplicativos fossem fechados.

As regras são um tanto complexas. — Felizmente, agora o “addlocale” nos encaminha para sua documentação na “Wiki” — para a gente se divertir enquanto espera ele terminar o serviço.

Não sei se o Gerenciador do LibreOffice também atualizaria o sistema, pois o executei quando tudo mais já estava atualizado. — No fim, deixou 2 arquivos na minha pasta pessoal: — “getLOdictionary.txt” e “LibreOffice_Info.txt”.

Abundância de navegadores

Icecat — mais um navegador focado em segurança, em Fevereiro 2026

O PCLinuxOS também se destaca pela grande oferta de navegadores de internet. — Em 2023, a notícia do Distrowatch citava 26 opções. — Em 6 Jan. 2026, encontrei pelo menos 38 opções, nos repositórios:

# dnf search browser

 basilisk-browser            Basilisk is a free and Open Source XUL-based web browser
 brave-browser               Chromium based Brave Web Browser
 catalyst-browser            Catalyst Browser
 chromium-browser            Chromium Browser
 chromium-ungoogled-browser  Chromium Browser Ungoogled
 dillo-browser               Very fast and light web browser
 felida-browser              A lightweight Chromium Browser using Electron.js!
 fifo-browser                This is a privacy orientated browser.
 firedragon-browser          Garuda Firefox Browser
 floorp-browser              Floorp web browser
 ghostery-private-browser    Ghostery web browser
 iridium-browser             Iridium Browser
 mercury-browser             Firefox based browser for highend CPUs
 microsoft-edge-browser      Microsoft Edge browser for Linux
 midori-browser              Midori Web browser
 min-browser                 Min Browser
 opera-browser               Opera Web Browser
 otter-browser               Web browser controlled by the user, not vice-versa
 palemoon-browser-gtk2       Palemoon web browser
 palemoon-browser-gtk3       Palemoon web browser
 sidekick-browser            A productivity browser for focused work
 slimjet-browser             Slimjet Web Browser
 thorium-browser             Chromium based browser for highend CPUs
 tor-browser-bundle          Anonymous browser
 ulaa-browser                Ulaa Browser
 vivaldi-browser             Vivaldi browser
 waterfox-browser            Waterfox  web browser
 google-chrome-browser       Google Chrome
 librewolf-browser           A fork of Firefox, focused on privacy, security and freedom
 naver-whale-browser         Naver Whale Stable
 angelfish                   A modern mobile Web browser
 dooble                      Dooble Web Browser
 falkon                      Cross-platform Qt Web Browser based on QtWebEngine
 firefox                     Mozilla Firefox web browser
 konqueror                   KDE file and web browser
 links                       Lynx-like text WWW browser
 lynx                        Text based browser for the world wide web
 seamonkey                   Web browser, e-mail, news, IRC client, HTML editor
 (...)

Escala visual

Escala da tela e tamanho de fontes do Live PCLinuxOS, comparados a outra distro

Outra característica incomum, é que a sessão Live KDE Plasma vem com fontes 12pt, ao invés de 10pt como nas outras distros — e tudo, na tela, se apresenta 15% maior. — O Conky, por exemplo, que eu configuro com largura de 270 pixels, apareceu com 310 pixels.

Retornando de 110 para 96 dpi no PCLinuxOS

Para voltar à escala normal, bastou desmarcar a opção “Forçar Fonte DPI 110” — e fechar / reabrir os aplicativos, para voltarem ao padrão de 96 dpi; ou reiniciar o servidor X. — Com a janela do KDE System Settings já reduzida, aproveitei para configurar as fontes conforme as minhas outras distros, com Noto Sans e Hack 10pt e 8pt.

  • O System Settings não oferece essa opção no Wayland — mas o PCLinuxOS carregou sessão Plasma X11, automaticamente, em todas as sessões Live, e também depois de instalado. — Não tentei Wayland, que ainda não me interessa (só estou testando no Fedora).

Essa configuração aparece em ~/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf, na linha “Gdk/UnscaledDPI” — mas editar só esse arquivo manualmente não faz efeito, pois ele é restaurado com o valor anterior, a cada novo Login. — Os valores são 96 x 1024 = 98304 (normal); ou 110 x 1024 = 112640 (ampliado):

# ls -n   [Home5]
total 8
drwxr-xr-x 35 1000 1000 4096 Mar  3 00:21 flavio
drwx------ 18 1000 1000 4096 Sep 22 12:22 flavio_OLD

# cat   [Home5]   /flavio/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf | grep Unscale
Gdk/UnscaledDPI 98304

# cat   [Home5]   /flavio_OLD/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf | grep Unscale
Gdk/UnscaledDPI 112640

# cat   [Home5]   /flavio_OLD/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf
Net/CursorBlinkTime 1000
Net/CursorBlink 1
Net/SoundThemeName "ocean"
Gdk/UnscaledDPI 112640
Gdk/WindowScalingFactor 1
Net/ThemeName "Breeze"
Gtk/EnableAnimations 1
Gtk/DecorationLayout "icon:minimize,maximize,close"
Gtk/PrimaryButtonWarpsSlider 1
Gtk/ToolbarStyle 3
Gtk/MenuImages 1
Gtk/ButtonImages 1
Gtk/CursorThemeSize 24
Gtk/CursorThemeName "PolarCursorTheme"
Net/IconThemeName "breeze"
Gtk/FontName "Open Sans Semibold, Demi Bold 12"

Não investiguei além desse ponto. — Veja mais na Arch Wiki.

Download e suporte

Download e verificação da ISO pclinuxos64-kde-darkstar-2025.09, em Setembro

Baixei a ISO KDE Darkstar 2025.09, em 22 Set 2025 — verifiquei pelo md5sum — e “queimei” em DVD pelo K3b, para guardar.

  • A ISO “KDE Darkstar” é mais “enxuta” (minimal) do que a “KDE” (full), embora a diferença não seja espetacular.

Manuais do DNF Package Manager e do instalador do PCLinuxOS

Na página de download das imagens ISO, encontravam-se também manuais multilíngues do “InstallMe” / “MyLive Install” — e do DNF Package Manager. — Vale a pena baixar, ler com atenção, e ter à mão para consultar, sempre que sentir necessidade.

  • Os manuais vieram nas ISOs que baixei, e também podiam ser baixados dos espelhos — como o da Universidade de Princeton (EUA), ou o da UFPR (Brasil), por exemplo. — Torrents das imagens ISO estão disponíveis no Linux Tracker, incluindo algumas versões anteriores.

A Wiki (Knowledgebase) oferece bastante documentação — e no Fórum da distro, desenvolvedores e colegas mais experientes ajudam a tirar dúvidas e solucionar eventuais dificuldades, todos os dias.

Enfim, vale a pena acompanhar e colecionar a revista PCLinuxOS Magazine, que traz muitos artigos úteis — como DNF Package Manager (2025-10), Easy Flatpak Manager (2025-08), Recuperação dos sites (2025-08), Flatpak CLI commands (2023-07), Pacotes Flatpak e AppImage (2023-04), Uso do Timeshift (2020-12), História do PCLinuxOS (2014-10), por exemplo.

Boot e sessão Live

Boot do Live PCLinuxOS em “Copy to RAM” — e manter o Teclado dos EUA

No meu hardware (e usando Live DVD), a experiência mostrou que a melhor opção de Boot é “Copy to RAM” — e não mexer na opção-padrão de “Teclado dos EUA”, que é oferecida antes de carregar a sessão Live — e clicar logo em “Next”, porque se essa janelinha desaparecer, tem de começar tudo de novo.

  • Nas primeiras tentativas de Boot, alterei o layout de Teclado, mas na tela seguinte já não havia texto nenhum, e não pude carregar a sessão Live. — Desde então, nunca mais mexi nisso, para não perder tempo — e assim, consegui carregar sessões Live também com as ISO 2024-10, 2025-07, e 2025-08, para examiná-las.

Mapa detalhado de seleção do Fuso Horário, na Live com KDE 6.4.5

Depois de carregar a sessão Live — aí, sim, alterei o layout de Teclado, fuso horário, e outras configurações.

  • Rodei várias sessões Live da ISO KDE Darkstar 2025-09, em Setembro, Novembro, Dezembro e Janeiro, para checar e documentar os detalhes — e a cada Live, fui configurando mais e mais, para facilitar o trabalho. — Nas últimas sessões Live, o gnome-screenshot me permitiu capturas bem melhores, mais fáceis e rápidas, do que com o KDE Spectacle.

Tela da sessão Live com os ícones do “InstallMe” e seu manual (Help)

Minhas configurações nas sessões Live incluíram o Fuso Horário (para sincronizar fotos e capturas de tela); personalização do Dolphin, do Relógio etc.; instalação do Conky, gnome-screenshot, lm-sensors, Google Chrome, além do KRuler em Flatpak (para não atualizar todo o KDE); configuração do Teclado (ABNT2), atalhos, sensors, Conky etc.

Sucessivas instalações do PCLinuxOS

Com essas experiências, fiz 4 instalações sucessivas, em 2 partições separadas — vou chamar aqui “PCLinuxOS (2)” e “PCLinuxOS (3)” — sem afetar minha antiga instalação, feita em 2021:

---------------------------------------------------
Linux5 --> "PCLinuxOS (2)"                     sda6
--------------------------
$ stat -c'%w' /etc
2025-09-22 12:03:23            -- 1st installation

$ stat -c'%w' /etc
2025-11-25 15:23:17            -- 2nd installation

2026-04-26 17-13-45            -- Deleted
---------------------------------------------------
Linux6                                         sda7
------
$ stat -c'%w' /etc
2021-08-09 19:37:01            -- old installation

2025-12-30 10-03-02            -- Upgraded Plasma 6
---------------------------------------------------
Linux11 --> "PCLinuxOS (3)"                    sdb5
---------------------------
$ stat -c'%w' /etc
2025-12-28 12:52:39            -- 3rd installation

$ stat -c'%w' /etc
2026-01-04 18:07:21            -- 4th installation

2026-04-07 14-21-56            -- Deleted
---------------------------------------------------

Afinal, minha antiga instalação estava funcionando bem, e eu não quis arriscá-la em um upgrade para o KDE Plasma 6, antes de ter uma nova instalação funcional. — Só no final de Dezembro, fiz o upgrade da minha instalação antiga — e em Abril deletei as 2 novas.

  • Fiz vários testes com as 3 instalações em dualboot — usando o DNF Package Manager em uma; o comando dnf em outra; e o Synaptic na mais antiga. — Nunca ficaram “iguais”. Cada uma apresentou vantagens e desvantagens, em relação às outras. Acabei optando pela mais antiga, com mais coisas já instaladas.

Algumas situações, só consegui entender ou capturar em uma instalação, ou em outra — por isso, os exemplos e as imagens seguem uma ordem lógica — e não, cronológica.

Instalação

Escolhas do Fuso Horário, Idioma e Teclado no instalador do PCLinuxOS

Ao iniciar o “Install Me” / “MyLive Install” do PCLinuxOS, ele oferece mais uma possibilidade de configurações: — Escolhi Inglês britânico — além do Fuso Horário BRT e do Teclado em Português do Brasil (ABNT2).

No entanto, o manual do Instalador adverte:

O idioma especificado aqui é o usado pelo instalador — e não o idioma final do sistema operacional instalado. — O idioma instalado será o inglês [dos EUA]. Para adicionar um idioma diferente ao sistema, o script “addlocale” é necessário [...].

É proveitoso ler e reler o manual com atenção. — Ele não tenta apresentar o InstallMe / MyLive Install como algo perfeito. — Pelo contrário, indica suas falhas e deficiências.

Ele adverte, por exemplo, que marcar a opção de “baixar atualizações durante a instalação” pode causar longas demoras — pois o instalador usa o repositório do NLUUG, na Europa (Holanda) — que talvez não seja o mais adequado para o país onde você se encontra:

Escolha de “particionamento manual” e baixar atualizações

Escolhi "particionamento manual" — para (só) escolher as partições, que sempre preparo antes. — Na primeira instalação, por exemplo:

Device   Label     Mountpoint    Filesystem

sda1     EFI       /boot/efi     vfat
sda6     Linux5    /             ext4
sda12    Home5     /home         ext4
sda13    Swap      swap          swap

Clica-se com o botão direito do mouse em cada partição que se deseja usar — escolhe-se o ponto de montagem desejado — mas escolher um formato (mesmo que seja o existente) significa “Formatar”!

Particionamento manual — para escolher partições previamente preparadas

Tudo bem, formatar a partição onde se vai instalar o sistema — mas eu não queria formatar a partição “Home5”, pois eu queria aproveitar as configurações existentes na “pasta pessoal”, dentro dela, feitas na instalação anterior.

E não adianta escolher /dev/sda1 no campo que sugere instalar o bootloader (na parte de baixo). — É preciso selecionar uma partição EFI (indicada como “Mac OS X”) — e escolher numa lista o ponto-de-montagem /boot/EFI.

Quanto ao botão “Edit partitions”, na parte de baixo, simplesmente abre o GParted — e desmarca todas as partições que você já tiver configurado até esse momento. — Portanto, se vai usá-lo, faça isso antes de começar a escolher e configurar as partições.

Atribuí ao sistema o nome “Linux5”, criei a senha de Administrador (root), Usuário, ID etc. — e no final conferi o Resumo apresentado para confirmação, antes de iniciar a gravação em disco:

O instalador iria formatar minha antiga /home

Até aí, é possível voltar atrás (Back), para corrigir alguma coisa — ou sair do instalador (Quit) e abortar a instalação.

Na primeira instalação, perdi a pasta pessoal que existia na partição “Home5” — e tive de copiar outra, de outra distro, para poupar trabalho.

Na segunda instalação, lembrei daquele desastre, e tratei de voltar atrás, para impedir isso:

Resumo da instalação do PCLinuxOS — agora, sem a “Home5”

Apenas a partição “Linux5” deveria ser formatada — uma exigência de quase todos os instaladores, para assegurar que a partição-raiz do sistema esteja “limpa”, sem restos de qualquer instalação anterior.

A partição EFI não seria formatada. — Os instaladores costumam evitar esse desastre — pois é comum haver ali bootloaders de outros sistemas operacionais.

Também me certifiquei de que a partição Swap não seria formatada — pois isso iria alterar seu identificador UUID — o que me obrigaria a editar os arquivos /etc/fstab de todas as minhas outras distros, instaladas em dualboot / multiboot.

Na primeira de minhas 4 instalações, não entendi como evitar que a partição /home (Home5) fosse formatada. — Perdi as configurações que estavam nela.

Na instalação seguinte (mesma partição), a única solução que encontrei, foi não incluir a partição “Home5” na instalação. — É fácil incluí-la no /etc/fstab, mais tarde.

Em outras tentativas — a 3ª e a 4ª (em Linux11, Home11), descobri como evitar esse problema:

O instalador automaticamente “decide” formatar a partição /home

Cliquei com o botão direito do mouse na linha da partição /home e escolhi “Editar”. — No diálogo que se segue, abri o menu suspenso de seleção do campo “Formatar como” — e cliquei na linha (em branco!!), acima da primeira opção. — Não existe nada escrito, mas é ali que está a opção de “não formatar”:

Desmarcando “formatar” a partição /home

Desse modo, consegui evitar que a partição /home fosse formatada.

Por fim, escolhi e configurei a partição EFI:

Partição /home marcada para não formatar — e escolha da partição EFI

Em resumo, minhas dificuldades nasceram de 2 detalhes:

1) O cabeçalho da coluna “Formatar” desaparece quando se rola para baixo uma longa lista de partições. — Isto só foi um problema, porque me acostumei com outros instaladores, onde a coluna de “formatos” é apenas uma indicação do sistema de arquivos; enquanto a marca de “Formatar” aparece em outra coluna. — Mas acredito que a maioria dos usuários não tenha uma lista tão longa de partições, então isso deve afetar poucas pessoas:

Seleção completa das partições para a instalação do PCLinuxOS

2) A opção ”Não formatar” está em branco, na lista suspensa de formatos a escolher — e só encontrei por “intuição”. — No entanto, vi apenas um usuário embaraçado com isso, no Fórum do PCLinuxOS.

Flatpak

Preparação do Easy Flatpak Installer ao abrir pela primeira vez

Esta foi a primeira vez que instalei Flatpak — pois até agora eu vinha evitando pacotes Flatpak, Snap, AppImage etc., em todas as distros.

  • No Arch, uso o mínimo possível de pacotes do AUR. — No openSUSE, o mínimo possível de pacotes do Pakman Essentials. — No Fedora, o mínimo possível de pacotes do RPM Fusion. — Não uso pacotes PPA em distros de base Ubuntu.

O primeiro Flatpak que instalei foi o KRuler, para medir a escala visual da sessão Live — pois a imagem ISO era de Set. 2025 (KDE Apps 25.08.5), e já estávamos em Jan. 2026 (KDE Apps 25.12.0). — Instalar o KRuler “oficial” exigiria atualizar todo o KDE Plasma, Apps, Qt, Frameworks da sessão Live.

Ao abrir o Easy Flatpak, ele baixou um arquivo que ainda não entendo, e tornou a fechar. — Foi preciso abri-lo outra vez — e só então, ele carregou as informações atualizadas do repositório (Flathub).

Instalação do KRuler pelo Easy Flatpak, no Live PCLinuxOS

Na primeira tentativa de instalação, deixei desativado o botão deslizante “Escopo Usuário” — e depois de baixar, instalar etc., ele avisou que não foi possível, porque o usuário não tinha permissão. — Fiz de novo, com “Escopo Usuário”, e funcionou.

Download e instalação do Google Earth em Flatpak, no PCLinuxOS

Tempos depois, com o PCLinuxOS já instalado no computador, decidi instalar 2 pacotes Flatpak que não existem nos repositórios oficiais da distro: — O Google Earth e o Foliate.

Experimentei um caminho diferente: — Entrei no Flathub, baixei o pacote — e executei o comando indicado para fazer sua instalação:

$ cd Downloads

$ ls
com.google.EarthPro.flatpakref

$ date; flatpak install com.google.EarthPro.flatpakref; date
Mon Dec 22 01:15:33 PM -03 2025
Required runtime for com.google.EarthPro/x86_64/stable (runtime/org.freedesktop.Platform/x86_64/24.08) found in remote flathub-1
Do you want to install it? [Y/n]:

com.google.EarthPro permissions:
    ipc      network      pulseaudio      x11      dri      file access [1]     dbus access [2]

    [1] xdg-download
    [2] org.freedesktop.Notifications

        ID                                              Branch                Op           Remote              Download
 1. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default             24.08                 i            flathub-1           144.7 MB / 145.4 MB
 2. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default             24.08extra            i            flathub-1            24.0 MB / 145.4 MB
 3. [✓] org.freedesktop.Platform.Locale                 24.08                 i            flathub-1            42.8 MB / 388.2 MB
 4. [✓] org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel            24.08                 i            flathub-1            14.8 MB / 15.0 MB
 5. [✓] org.freedesktop.Platform.openh264               2.5.1                 i            flathub-1           913.7 kB / 971.4 kB
 6. [✓] org.freedesktop.Platform                        24.08                 i            flathub-1           192.9 MB / 269.3 MB
 7. [✓] com.google.EarthPro                             stable                i            flathub-1            60.9 MB / 61.0 MB

Installation complete.
Mon Dec 22 01:16:37 PM -03 2025

Aplicativos Flatpak têm acesso limitado dentro do PC, e o Google Earth não pôde abrir o arquivo “myplaces.kml” na pasta /home de outra distro. — Copiei para a pasta Downloads do PCLinuxOS, e assim pude importar as camadas atualizadas:

Camadas importadas do “myplaces.kml” de outra distro

Por fim, usei o mesmo comando — sem baixar o pacote — após seguir uma dica do PCLinuxOS Magazine:

PCLinuxOS Magazine - 2023-07 (vol. 198)

1) Install Flatpak utility via Synaptic

2) As root:

# flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub/flatpakrepo

3) Restart PC

$ flatpak search earth
Name            Description                                             Application ID                   Version      Branch Remotes
Google Earth P… 3D planet viewer                                        com.google.EarthPro              7.3.6        stable flathub
(...)

$ flatpak install flathub com.google.EarthPro
Looking for matches…
Remote ‘flathub’ found in multiple installations:

   1) system
   2) user

Which do you want to use (0 to abort)? [0-2]: 1
Required runtime for com.google.EarthPro/x86_64/stable (runtime/org.freedesktop.Platform/x86_64/25.08) found in remote flathub
Do you want to install it? [Y/n]: y

com.google.EarthPro permissions:
    ipc      network     pulseaudio     x11     dri     file access [1]     dbus access [2]

    [1] xdg-download
    [2] org.freedesktop.Notifications

        ID                                                Branch                 Op            Remote             Download
 1. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default               25.08                  i             flathub            140.4 MB / 141.4 MB
 2. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default               25.08-extra            i             flathub             25.2 MB / 141.4 MB
 3. [✓] org.freedesktop.Platform.Locale                   25.08                  i             flathub            180.5 MB / 378.7 MB
 4. [✓] org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel              25.08                  i             flathub             13.6 MB / 13.7 MB
 5. [✓] org.freedesktop.Platform.codecs-extra             25.08-extra            i             flathub             14.2 MB / 14.4 MB
 6. [✓] org.gtk.Gtk3theme.Adwaita-dark                    3.22                   i             flathub              4.7 kB / 1.5 kB
 7. [✓] org.freedesktop.Platform                          25.08                  i             flathub            200.6 MB / 253.4 MB
 8. [✓] com.google.EarthPro                               stable                 i             flathub             61.8 MB / 62.0 MB

Installation complete.


$ flatpak remotes                ### Lists all configured remote repositories
Name    Options
flathub system
flathub user

Dessa vez, o instalador CLI do pacote Flatpak remoto perguntou se eu queria instalar “system” ou “user”. — Escolhi “system”, sem pensar:

Instalação de pacote Flatpak remoto por comando

Depois de algum tempo, acabei por concluir que ter flatpaks de usuário e de sistema era um desperdício — pois exigia arquivos repetidos.

Removi o flatpak de usuário e seus runtimes — reinstalei como "do sistema" — e após a limpeza dos pacotes não-usados, o total caiu de 19 para 10, pois vai aproveitar runtimes já instalados, sem duplicá-los:

$ flatpak list | wc -l
   19
$ flatpak list --system | wc -l
   11
$ flatpak list --user | wc -l
    8
$ flatpak list --app | wc -l
    3

  980  2026-05-24_11-23-56 flatpak uninstall org.dupot.easyflatpak
 1008  2026-05-31_17-40-44 flatpak uninstall --unused

$ flatpak list | wc --lines
   10

Esses números podem parecer irrisórios — mas os 10 flatpaks que restaram ocupam nada menos que 3,5 GiB. — Antes, ocupavam quase 7 GiB em disco.

Em geral, as pessoas escolhem instalar flatpaks como “do usuário”. — Ao reinstalar (ou instalar outra distro), basta preservar a partição /home, e não precisa instalar todos os flatpaks, de novo.

Meu caso é o contrário. Todas as outras distros oferecem Google Earth e Foliate, por isso não uso flatpaks em nenhuma delas. — Se um dia eu deletar o PCLinuxOS, prefiro que os flatpaks desapareçam ao formatar a partição-raiz.

E quando deleto uma partição /home por acidente, eu simplesmente copio qualquer outra. — No caso da “Home5”, por exemplo, copiei a do MX Linux, sem pensar 2 vezes. — Flatpaks em uma partição /home só viriam complicar minha vida.

Enfim, vale notar que 30 flatpaks não exigirão 10 vezes mais espaço, porque aproveitarão muitos dos mesmos runtimes.

Mountpoints e Device Automount

Montagem automática de partições pelo KDE System Settings, usando udisks2

Houve uma época em que eu preferia pontos de montagem mais curtos — e gostava de ver o PCLinuxOS usar “/media/LABEL”. — Hoje, prefiro o tradicional “/run/media/$USER/LABEL”, ou o “media/$USER/LABEL” das distros Ubuntu.

Para isso, criei este arquivo como super-usuário (root), com este conteúdo:

# cat /etc/udev/rules.d/99-udisks2.rules

# UDISKS_FILESYSTEM_SHARED
# ==1: mount filesystem to a shared directory (/media/VolumeName)
# ==0: mount filesystem to a private directory (/run/media/$USER/VolumeName)
# See udisks(8)
ENV{ID_FS_USAGE}=="filesystem|other|crypto", ENV{UDISKS_FILESYSTEM_SHARED}="0"

Para que o udisks2 possa montar automaticamente as partições adicionais (externas ao sistema), é preciso autorizar a montagem sem privilégios. — Para isso, criei este outro arquivo, como super-usuário:

# cat /etc/polkit-1/rules.d/99-udisks2.rules

// Allow udisks2 to mount devices without authentication
polkit.addRule(function(action, subject) {
if (action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount" || action.id == "org.freedesktop.udisks2.filesystem-mount-system-internal") { return polkit.Result.YES; } });

Adeus ao apt-rpm / Synaptic

Mudança de URLs do repositório PCLinuxOS no site NLUUG

Continuei fazendo as atualizações da minha instalação antiga pelo Synaptic, até meados de Maio 2026, mesmo depois que o site NLUUG (Netherlands Local Unix User Group) — que é o repositório público “principal” do PCLinuxOS — já tinha alterado a estrutura de subdiretórios (path), sem avisar a ninguém.

Isso afetou o upload de novos pacotes, a sincronização dos espelhos — e a sincronização de atualizações pelos usuários — tanto pelo apt / Synaptic quanto pelo dnf / DNF Package Manager.

Um resumo do problema foi publicado, mais tarde, na edição de Junho do PCLinuxOS Magazine:

Uma "tempestade perfeita" se apresentou na segunda quinzena de maio, deixando os usuários do PCLinuxOS em busca de soluções.

Primeiro, o RPM foi atualizado para a versão 6.x, o que quebra a compatibilidade com o Synaptic.

A versão do Synaptic usada pelo PCLinuxOS é uma versão especial projetada para funcionar com o RPM [apt-rpm]. Essa versão não recebe atualizações ou manutenção ativa desde o início ou meados dos anos 2000.

Em seguida, o NLUUG alterou o caminho do repositório do PCLinuxOS... sem notificar ninguém. [...]

Na verdade, os problemas começaram em 2 Maio, conforme o tópico (hoje indisponível) “Which one of you broke nluug??” — e se atropelaram uns aos outros, em etapas sucessivas, ao longo de algumas semanas.

Felizmente, com 9 distros em dualboot / multiboot, nenhum problema é o fim do mundo — e há muitos anos sei que no PCLinuxOS os problemas são rapidamente resolvidos. Keep calm, e acompanhe o Fórum.

Tentei atualizar no dia 3, pelo Synaptic, e ele não conseguia obter as informações do espelho que eu uso: — erro “404 Not Found”.

NLUUG deixou usuários do PCLinuxOS sem acesso ao repositório

No dia 4, uma postagem no Fórum já mostrava como corrigir os arquivos de configuração do apt / Synaptic, e do dnf / DNF Package Manager:

Correção dos 3 arquivos de configuração, já no dia 4 Maio

Isso foi suficiente para o Synaptic voltar a funcionar — e apesar do rpm 6.0.1 instalado no dia 5, o Synaptic continuou sincronizando normalmente nos dias 10, 17 e 23:

Download de pacotes pelo Synaptic, no dia 10

O que não dava certo, no dia 17, eram algumas dependências quebradas do “lib64pangomm”.

Tex afirmou: — “O Synaptic está morto”, em 16 Maio — mas 2 páginas da Wiki foram atualizadas nos dias 18 e 22 Maio, ainda com dicas para o Synaptic.

No dia 17, o Synaptic sincronizou normalmente. — Achou 251 pacotes para atualizar / instalar, baixou cerca de 664 MB, conforme o prometido — mas indicou a falta de alguma coisa: — Só depois, eu vi a dica de eliminar o problema, sumariamente, pelo comando rpm:

rpm -e lib64pangomm2.4_1-2.40.1-3pclos2017 --nodeps

“Deseja prosseguir, ignorando esses pacotes?” — Optei por cancelar a atualização — às 15:47, e de novo às 17:38.

No dia 23 Maio, o Synaptic voltou a sincronizar normalmente, recarregou as informações do repositório, apresentou 384 pacotes para atualizar / instalar, baixou mais 134 MiB — e tornou a indicar a falta de algum pacote. — “Deseja prosseguir?” — De novo, optei por cancelar.

Portanto, meu Histórico do Synaptic estacionou no dia 10.

No dia 23, atualizei 383 pacotes pelo comando dnf, com download de 767 GiB. — Nesse conjunto, veio nova atualização do rpm 6.0.1 — e o antigo dnfzypp-sources-list foi substituído pelo dnf-sources-list:

Tue   5 May 2026   rpm (4.20.1-11pclos2026)               -->  6.0.1-1pclos2026
Sun  10 May 2026   dnf (5.4.2.0-1pclos2026)               -->  5.4.2.1-1pclos2026
Sat  23 May 2026   rpm  6.0.1-2pclos2026                  -->  0:6.0.1-1pclos2026
Sat  23 May 2026   dnfzypp-sources-list 1.0-5pclos2025    -->  dnf-sources-list 2.0-1pclos2026

Vi que o Tex afirmou: — “apt / Synaptic foram descontinuados no PCLinuxOS” (12 Junho 2026). — Eu já tinha desistido.

Desde 23 Maio, eu atualizo pelo comando dnf — inicialmente, só do repositório NLUUG, conforme recomendado. — Mas isso tinha inconvenientes, pois às vezes a conexão com a Europa fica muito lenta.

Em 28 Junho 2026, por exemplo, uma atualização de 1,1 GiB demorou quase 1 hora, com dowload em velocidades da idade da pedra:

from NLUUG:
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[383/383] Total  100% |   7.2 MiB/s | 766.8 MiB |  01m46s    Sat 23 May 22:17:09 -03 2026
[25/25]   Total  100% |  10.9 MiB/s | 305.5 MiB |  00m28s    Sun 31 May 13:43:08 -03 2026
[84/84]   Total  100% |   7.2 MiB/s | 268.7 MiB |  00m37s    Sun  7 Jun 15:42:20 -03 2026
[190/190] Total  100% |   4.5 MiB/s | 251.5 MiB |  00m56s    Sun 14 Jun 10:15:26 -03 2026
[151/151] Total  100% |   8.6 MiB/s | 751.3 MiB |  01m27s    Sun 21 Jun 11:37:22 -03 2026
[128/128] Total  100% | 350.7 KiB/s |   1.1 GiB |  56m25s    Sun 28 Jun 20:45:52 -03 2026

from UFPR:
----------
[4/4]     Total  100% |   2.2 MiB/s | 664.2 KiB |  00m00s    Tue 30 Jun 16:40:05 -03 2026
[112/112] Total  100% |  21.3 MiB/s | 485.9 MiB |  00m23s    Wed  1 Jul 13:12:18 -03 2026

Pelo DNF Package Manager (GUI) >> Repositories >> Change >> (highlight) >> Select, escolhi voltar ao espelho que funciona melhor para mim. — Ele foi buscar essa URL na pasta “/usr/share/dnf-package-manager/repos/” — e veio com protocolo “http”:

Escolhendo um espelho no DNF Package Manager

No dia 30 Junho, a mudança passou num teste rápido. — Atualizou 4 pacotes, o que é pouco, para avaliar a velocidade de download. — Não verifiquei se o espelho tinha, mesmo, só 4 pacotes novos. Quem pensaria nisso?

Faltou um parâmetro “--refresh”

No dia 1º Junho, Tex avisou no Fórum que já estava disponível o KDE Plasma 6.7.2. — Olhei no espelho, e lá estavam dezenas de pacotes novos — mas o comando dnf não encontrou nada para atualizar.

Atualização usando o espelho com “https”

Ok, esqueci de usar o parâmetro “--refresh” — mas eu já estava mesmo com a ideia de mudar a URL para “https”. — Com a mudança de repositório, o dnf recarregou as informações e encontrou 112 pacotes novos, que baixou com boa velocidade.

Mas fica o lembrete:

# dnf upgrade --refresh

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• Publicado em 25 Dezembro 2025; e desenvolvido até 3 Julho 2026.

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