segunda-feira, 23 de julho de 2012

Instalação do Google Chrome no Debian

Para obter o Chrome -- no Gmail , escolha "Mais", e "Ainda mais", para chegar às opções de uso menos frequente
Uma vez que o Chromium instalado no Debian não conseguia acesso ao servidor para sincronizar, após alguns dias resolvi instalar sua versão personalizada, o Google Chrome, que já vinha funcionando bem no (K)Ubuntu e no Windows.

Google Chrome não faz parte dos repositórios padrão do Linux (só o Chromium, a versão original em da comunidade de código aberto). Por isso, não bastava abrir o Gerenciador de pacotes (softwares), que não iria encontrá-lo e oferecê-lo para instalação rápida.

Para não perder tempo aprendendo como adicionar ao Debian o repositório específico do Google, segui o caminho mais simples -- na barra superior do Gmail, escolhi "Mais", e "Ainda mais". Isso leva às opções que não são de uso diário. É lá que estão os softwares oferecidos pelo Google.

Página de "Mais produtos Google"

Escolhida a opção Google Chrome, chega-se a uma página com meia dúzia de frases, e um enorme botão de Downloado do Google Chrome. Abrem-se então duas opções para "Debian/Ubuntu" e duas para "Fedora/openSUSE", conforme você tenha instalado sistema operacional de 32 ou 64 bits..


Baixei o pacote ".deb" para "Debian/Ubuntu", do mesmo jeito que já havia feito para o (K)Ubuntu.
Só mudou o número, pois no Debian uso 64 bits, e no (K)Ubuntu uso 32 bits. Nunca percebi qualquer diferença. Em 64 bits você consegue usar acima de 3,5 GB de memória. Mas o de 32 bits nunca reclamou que 3,5 GB fosse pouco.
Note a "Observação" de que a instalação "adicionará o repositório do Google" ao sistema. Por mim, bastava isso. Tivesse o repositório antes, e o Gerenciador de Pacotes Synaptic automaticamente ofereceria Google Chrome, baixaria, instalaria, da mesma forma como a partir de agora vai detectar qualquer eventual atualização.

Duplo clique no arquivo ".deb" não chamou o instalador de pacotes do Debian. Apenas abriu o arquivo com um descompactador. Clicando no arquivo com o botão direito, aí sim, encontrei a opção de "Abrir com o GDeb Package Installer".

O instalador acusou a "dependência" de 2 pacotes, ainda não instalados no computador. Mas como não apresentou nenhum link ou botão para buscá-los antes de começar, parti do princípio de que o próprio instalador se encarregaria de obtê-los durante o processo.

A instalação foi rápida. Nenhuma mensagem de erro. No final, mensagem de instalação concluída.

Apenas... o Google Chrome não apareceu no menu.

Desinstalei o Chromium, e tornei a instalar o Google Chrome, pelo GDeb Package Installer. Reiniciei o computador umas duas vezes. E nada dele aparecer no menu.

Então, desisti do pacote ".deb", e do GDeb Package Installer.

Abri o Gerenciador de Pacotes Synaptic, e conferi que de fato ele já incluía o Google Chrome em sua lista de repositórios para busca de software.

No Synaptic, em Configuração >> (Repositórios) >> Aplicativos de terceiros, o repositório do Google Chrome


Mandei atualizar a lista de softwares ("Recarregar"), em seguida mandei "Marcar todas as atualizações", e em seguida "Aplicar".


Com isso, o Synaptic descobriu, baixou e instalou duas coisinhas, incluindo uma "keyring", que me parece ser algo como "tabela de chaves de segurança".


Veja abaixo (lado esquerdo) que, numa classificação por "Estado" (situação), existem apenas softwares "Instalados" e "Não instalados" -- nada de "Quebrado".


No Synaptic >> Recarregar >> Marcar todas as atualizações, e por fim Aplicar


O que fiz, então, digitar "Chrome" no campo de busca, para reduzir a lista a poucos itens.

Cliquei com o botão direito em "google-chrome-stable" (que dava como já instalado), e escolhi a opção "Marcar para reinstalação". Em seguida, novamente "Aplicar".

Desta vez, sim, o processo foi até o final, e o Google Chrome apareceu no menu. Nem foi preciso reiniciar o computador.


Daí, porque prefiro usar o Synaptic, ao invés de baixar um pacote ".deb" -- de 30 Megabytes! -- que, ao fim das contas, só serviu mesmo para adicionar uma "frase", com o endereço do Repositório do Google.


Com esse endereço devidamente adicionado, o Synaptic foi lá e baixou -- de novo -- o pacote completo, só que, dessa vez, sem deixar furo.


Sincronização do Google Chrome



Logo ao abrir o Google Chrome pela primeira vez, ele já pergunta se você deseja que seja o Navegador padrão (sim), oferece uma tela de Login, e vai para a Sincronização. -- é só mandar.


Mal deu tempo de suspirar de alívio, e já apareceram as abas dos "Favoritos" (Bookmarks), cada uma com as respectivas subpastas, reproduzindo o ambiente de navegação dos últimos anos.


Neste momento, são três cópias em diferentes partições do computador (Debian,, Kubuntu, Windows) e uma quarta cópia no Google. O que você acrescenta, altera ou deleta em um dos sistemas, é automaticamente replicado ao abrir o Google Chrome no outro sistema.


Os Plugins ("Complementos", "Extensões") do Chrome, já não aparecem tão rápido assim. Impaciente, procurei o primeiro Plugin, instalei, configurei etc. Quando estava instalando e configurando o segundo Plugin, os outros 10 ou 15 apareceram de uma vez só.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Sincronização do Google Chrome


A Sincronização do Google Chrome é uma ótima ferramenta de produtividade, para quando você "zera" o HD e reinstala o sistema operacional. É só baixar e reinstalar o Chrome, entrar nele, sincronizar — e num instante recupera todos os Favoritos (Bookmarks), Plugins e demais configurações personalizadas.

Isso é ainda mais útil quando você usa 2 ou 3 computadores / dispositivos móveis, entre casa e trabalho; ou quando usa 2 ou 3 sistemas operacionais diferentes no mesmo computador.

No ícone da "chave inglesa", que fica no alto à direita do Chrome, abra o menu de personalização e controle, e vá para "Fazer login como..."

Suspeito que tenha se tornado mil vezes mais útil, depois que o Google — "meio" que sem perguntar — praticamente reuniu todas as contas de cada usuário no Google+1 (ou Plus One). Com isso, o Dashboard agora dá acesso centralizado a quilômetros de informações e configurações de:

  • Google
  • Perfil
  • Alertas
  • Blogger (Blogspot)
  • Gmail
  • Contatos
  • Agenda, Tarefas
  • Friend Connect
  • Talk
  • Buzz, Google+
  • Google Grupos
  • Orkut
  • Histórico (Web, Imagens, Notícias, Vídeo, Mapas, Blogs, Livros)
  • Sincronização
  • iGoogle (Gadgets, Guias, Temas)
  • Reader, Livros, Notícias
  • Sites
  • Youtube
  • Picasa
  • FeedBurner
  • WebMaster Tools
  • Analytics
  • AdPlanner, AdSense
  • Outros 7 "produtos" que ainda não usei, provavelmente incluindo Vídeo Conferência

Pela posição da barra de rolagem à direita, dá para fazer uma ideia de quão quilométricas são as informações e configurações reunidas no Dashboard.

O link de acesso ao Dashboard aparece na tela — bastante resumida — que aparece logo após o Login.

Observe a lista de itens que podem ser sincronizados — ou não, conforme preferir:
  • Favoritos (Bookmarks)
  • Preferências (do Chrome)
  • Temas
  • Preenchimentos automáticos
  • Perfis de autopreenchimento
  • Extensões
  • Aplicativos
  • Dados da Omnibox
  • Abrir guias
  • Mecanismos de pesquisa
  • Senhas
O Chrome do Windows já estava sincronizado desde longa data, nem lembro quando. Porém ainda não tinha sincronizado o Chrome do Kubuntu, nem o Chromium do Debian. Todas as tentativas falhavam, como se não estivesse usando a senha correta.

A solução foi voltar ao Windows, interromper a sincronização e (automaticamente) apagar todos os dados desta seção no Google. Só assim poderia ter absoluta certeza de qual das 48 senhas iria usar — nem que fosse preciso criar uma 49ª senha!

Em seguida, tornei a fazer Login e mandei Sincronizar novamente — apenas, desta vez mudei uma opção que parece ter sido a solução do problema: — Antes, havia escolhido criptografar a senha. — Agora, substituí por criptografar os dados. Descobri, assim, que são opções excludentes.

Feito isso, voltei ao Kubuntu, abri o Chrome, fiz o Login — e num piscar de olhos surgiram todos os Favoritos, Plugins, preferências etc.

Sei que nem tudo vai funcionar 100%.

Os dois ícones (verdes) do Shareaholic, por exemplo. O primeiro (verde mais escuro) é do Windows, onde funciona perfeitamente. O segundo (verde mais claro) é do Kubuntu, onde já estava, e funciona perfeitamente. Eliminar um deles (que não funciona "aqui"), pode não ser boa ideia, pois provavelmente desaparecerá "" (onde funciona). Não sei. Ainda não testei. Mas, é bom ir com cautela. Porém, isso não é problema para quem usa 2 ou 3 computadores com o mesmo sistema operacional.

Por fim, reiniciei o computador no Debian, cujo Chromium é um pouco diferente. Trata-se do Chromium original, desenvolvido pela comunidade de código aberto — e não do Chrome, a versão personalizada pelo Google.

No Chromium, o menu aberto pela "chave inglesa" apresenta um item chamado Options — e é nele que está o Login do Google.

Uma surpresa: — Aceitou a senha, fez o Login... mas, ao mandar sincronizar, acaba concluindo que o servidor está "muito ocupado" e sugere "tentar de novo mais tarde".

Esperei uns 5 ou 10 minutos, tentei de novo, com o mesmo resultado.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

SkyGlobe, Stellarium e KStars no Debian

Céu de Brasília às 6h00 de 6 Jul. 2012, no Stellarium. O Sol deveria nascer por volta das 6h40, segundo a Nasa
Não lembro quando recebi o SkyGlobe, ainda em diskete (quem sabe o que é isso, hoje?), desenvolvido por KlassM SoftWare Inc. e distribuído como shareware, com a indicação explicita de que as pessoas se sentissem estimuladas a fazer cópias para avaliação, pagando pelo software apenas se decidissem continuar usando-o. "Sem esse canal de distribuição, é quase certo que não haveria SkyGlobe, tal como o conhecemos hoje", afirmava na página 31 o manual SkyGlobe.txt da versão 3.6.

Também não lembro quem me repassou a cópia, antes de a Internet se tornar comum no Brasil, entre 1996 e 1998. Por uma anotação feita no manual impresso (32 páginas!), acredito que deve ter sido a versão 3.0. Forneci uma cópia ao Gilberto Coutinho, que contactou KlassM SoftWare Inc. e adquiriu a licença, recebendo a versão 3.6, já configurada para as coordenadas geográficas de Brasília. Devo ter ambas, entre os backups. O software custava US$ 20,00 + US$ 5,00 de correios para fora dos EUA; e havia mais 6 produtos opcionais, como catálogos adicionais de estrelas, GIFs de planetas etc., cada um por US$ 5,00.

Trata-se de software para DOS, embora ainda o tenha rodado nos primeiros anos em que passei a usar Windows regularmente, numa "janela". Com certeza, utilizei (no Windows) ainda por volta de 1998, para obter as trajetórias aparentes do Sol em Brasília (tabulado em Excel para calcular num círculo de raio=1 e exportado em script para traçar no AutoCAD). A versão 3.6 do SkyGlobe para DOS continua disponível, dando a entender que não houve desenvolvimento posterior. De fato, há uns 15 anos já havia indícios ou informação de que o desenvolvimento havia cessado. Um site particular afirma que KlassM SoftWare Inc. já não existe. Porém, também acabo de encontrar um SkyGlobe 3.6 para Windows (falta testar). Villanova University ainda o recomenda. Os dados da Wikipedia em inglês parecem corretos.

No momento, não lembro exatamente por que, não tenho nenhum outro "planetário" desse tipo instalado no Windows. Talvez porque parei de investir no uso do Windows, ou porque parei de "baixar" coisas, exceto diretamente dos sites dos próprios desenvolvedores, e hoje são poucos os que oferecem alguma coisa sem travas. O fato é que é muito mais simples e seguro instalar softwares livres, diretamente dos repositórios oficiais do Linux.

Comecei a instalar meu Debian atual (6.0.4) às 20h45 de 6 Abr. 2012, e por volta das 2h15 instalei (entre outras coisas) o Stellarium (printscreen acima) e o KStars (abaixo). Já se tornou hábito, ao reinstalar um Linux, folhear as anotações das instalações anteriores. Em pouco tempo, está tudo como antes.

Céu de Brasília às 6h00 de 6 Jul. 2012, no KStars. O Sol deveria nascer por volta das 6h40, segundo a Nasa
Tanto o KStars quanto o Stellarium aparecem nos repositórios mais comuns do Debian, bastando digitar alguma coisa como "stars". Deve haver outros, mas por algum motivo me acostumei a instalar esses dois. Na verdade, bastaria um deles.

Os dois printscreens acima são parciais. Cortei parte da tela no Gimp (igual ou superior ao Photoshop), sem qualquer redução de tamanho, para facilitar a visualização, e "salvei como" JPG, qualidade 85%.

Digite "stars" no Synaptic, ou tente "estrela", "planetário" etc., para localizar os softwares disponíveis.
Não esqueça de clicar primeiro em "Recarregar", para atualizar as listas dos repositórios de software
O Kstars se parece bastante com o antigo SkyGlobe, e é até possível que seja o melhor dos dois, do ponto de vista técnico. Por algum motivo, tenho usado mais o Stellarium. Talvez, pela aparência mais "amigável"? Ele vem com oito "paisagens", semelhantes ao "papel de parede" (wallpaper), feitas a partir de fotos 360 graus. Se não me engano, já vi "paisagens" adicionais, inclusive uma brasileira, talvez de uma cidade do sul de Minas.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

No tempo das diligências - II

Buemba! Buemba! Sedex chega antes do email avisando!

Ok, vamos admitir que o email não partiu ao mesmo tempo. Afinal, quem julgaria necessário despachar Sedex e email ao mesmo tempo, como numa corrida de papa-léguas?


O Sedex partiu — ou "foi lançado no sistema" — às 17h do dia 20. No dia seguinte, ao final do expediente, o remetente preparou-se para mandar o email com o nº de registro e, só por curiosidade, resolveu rastrear.

Apareceu lá: "15h50 - Saiu para entrega"; e também: "19h20 - Destinatário ausente".

Fiquei de cara. Não tinha saído, em momento algum! Esperava um outro livro, com portas e janelas bem abertas, TV quase sem som, e além disso a equipe canina não emitiu nenhum sinal de alerta.

Hoje, às 10h, a Fiorino amarela buzinou no portão, fui logo perguntando:

— "Foi você que veio fazer entrega ontem de tarde?"

— "Não veio ninguém, não. Só lançaram".

Ah, tá.

Ref. 1 - Ver, a propósito, a saga de "O chaveirinho da TIM" nos Correios.

Ref. 2 - Sobre cartas & carteiros, na MPB...

domingo, 17 de junho de 2012

Fotos em alta resolução no Facebook


O Facebook tem algumas limitações quanto ao tamanho das imagens. Se forem muito grandes, serão redimensionadas para os limites estabelecidos.

Porém, ao carregar um "Álbum de fotos", além de podermos selecionar e mandar várias fotos de uma só vez, também é possível marcar a opção de "Alta qualidade" (em destaque o printscreen acima).


Ao clicar numa foto, no Facebook, aparece uma ampliação meia boca. Se a imagem amplicada não ocupar nem o espaço reservado para essa meia ampliação, é porque a foto realmente é pequena.

Caso contrário, clique em "Opções", e escolha "Visualizar em tela cheia". Se a imagem for de alta resolução, ocupará todo o espaço da tela do seu computador.

Observe que "Opções" também oferece a escolha de "Download", que baixará a imagem no maior tamanho armazenado pelo Facebook.

domingo, 13 de maio de 2012

Sincronizando pastas de documentos Linux e Windows com LuckyBackup

Tela com os principais comandos e menus do LuckyBackup
Tela com os principais comandos e menus do LuckyBackup
LuckyBackup é um programa com interface simples, mas muito útil. Encontrei-o nos repositórios do Kubuntu, pelo Gerenciador de pacotes Synaptic, mas também tem versão para Windows.

Para o que preciso, só a versão Linux será útil, uma vez que este este sistema operacional pode ler as partições Windows (e gravar nelas), enquanto o inverso não é possível.

Mas para quem tem dois HDs com sistema de arquivos (filesystem) do Windows, sua versão do LuckyBackup pode ser muito útil.

Minha ideia é sincronizar diariamente algumas pastas de documentos do Linux e do Windows, de modo que todas as alterações efetuadas em um sistema (criar, editar, mover, deletar etc.) sejam replicadas no outro, e vice-versa.

A situação de trabalhar, alternadamente, em dois sistemas operacionais (no mesmo computador) não é muito diferente de trabalhar em dois computadores (casa / trabalho, laptop / desktop), ou sincronizar uma agenda (dispositivo móvel / computador). Em qualquer dos casos, sincronizar é a única forma racional de manter iguais os dois conjuntos, reproduzindo, em cada um deles, tudo que foi feito no outro. Olhômetro, lembrômetro, pode esquecer. Só automatizando.

Uma vez que as pastas do Linux e do Windows ficam em HDs separados, a sincronização já é um backup de segurança no curto prazo, para várias eventualidades.

Pode-se criar um terceiro backup, em um disco virtual na internet, por precaução. Afinal, duas cópias no mesmo computador, na mesma sala, no mesmo prédio, dão uma segurança apenas relativa. O LuckyBackup trabalha com locais remotos, usando conexão segura e senha armazenada (para rodar automaticamente, em horários Agendados).

A opção adotada, de sincronizar pastas (em vez de HDs inteiros) evita alguns exageros. As pastas escolhidas são verdadeiros "mini-HDs", com inúmeras subpastas, reunindo a maior parte dos documentos mais importantes. Outras 10 ou 50 pastas, hoje com pouco conteúdo, poderão depois ser agrupadas em um número reduzido de novas pastas "principais". Essa reorganização gradual facilitará muito, daí por diante, gerar DVDs periódicos de backup permanente.

LuckyBackup

A imagem acima resume os principais menus do LuckyBackup.

Em Configurações, escolha o Idioma.

Para começar, adotei o Perfil "default", que veio vazio, e nele criei todas as Tarefas.

Mas você pode criar vários Perfis. Por exemplo, um pra sincronizar desktop / laptop, outro para desktop / móvel, e assim por diante.

Em Perfil >> Agendar, defina os dias e horas em que ele será executado. Por padrão, ele sugere 0 hora de qualquer dia da semana e do mês, de qualquer mês.

Outra opção (que exclui a primeira) é rodar o Perfil ao Reiniciar. Me parece preferível, pois pode-se fazer muita bobagem antes da meia-noite, ou antes de qualquer outro horário fixo. Por exemplo, mexer em algo que acaba de ser alterado (também) no Windows. Se a sincronização for feita só depois dessa burrada, a última alteração substituirá a alteração anterior.

À direita, na barra de Tarefas, clique em Adicionar para criar uma nova Tarefa.

Para simplificar a vida, cada Tarefa recebeu o mesmo nome das Pastas que irá sincronizar (e que também têm o mesmo nome nos dois sistemas).

Por padrão, as novas Tarefas aparecem desmarcadas. Lembre de marcá-las. Somente Tarefas que estiverem marcadas são executadas.

Clique no ícone do "diskete" para Salvar o Perfil, a cada Tarefa criada, modificada, marcada, ou desmarcada.

Para rodar o Perfil de imediato, clique no ícone Executar.

A tela abaixo resume os passos principais da criação de uma nova Tarefa:
Criação de uma tarefa no LuckyBackup
Criação de uma tarefa no LuckyBackup
Nomear a Tarefa ("Digital_Sony"), escolher o Tipo, a pasta de Origem e a pasta de Destino.

Por padrão, o Tipo é "Backup da Origem dentro do Destino", ou seja: um backup de mão única.

A outra opção de Tipo, que foi a selecionada neste caso, é "Sincronizar Origem e Destino". Neste caso, você pode fazer alterações na pasta (ou HD) de Destino, e elas também serão replicadas na pasta de Origem. Valendo, sempre, o mais recente.

Dual boot, GRUB, StartUpManager, Ubuntu 12.04, Grub-customizer

Tela do Grub-customizer
Tela do Grub-customizer (ver no final do post)

Em um computador com dois (ou mais) sistemas operacionais, o boot deve levar a uma tela que permita ao usuário escolher qual deles deseja rodar.

É o que se chama dual boot. Um nome modesto, pois você pode ter "n" sistemas no seu computador.

Após instalar um Linux

Ao instalar um sistema Linux, o instalador examina a existência de outros sistemas e gera a lista que será apresentada para essa escolha, em cada inicialização do computador, dessa data em diante.

Naturalmente, a versão Linux recém instalada se colocará no topo da lista.

Por padrão, haverá uma espera (digamos, 10 segundos) para você escolher outra opção. Se não fizer nada no teclado, ele entra automaticamente neste Linux instalado por último. Se usar a seta para baixo, escolhendo qualquer outra opção, cessa a contagem regressiva, e nada mais acontece, até que você tecle Enter para confirmar uma escolha.

Para cada sistema Linux instalado, aparecem 2 opções (normal e Modo de recuperação). Nunca precisei usar o Modo de recuperação, mas deixo lá essa opção.

Também podem aparecer opções adicionais, para versões anteriores (Previous Linux versions), tão logo você autorize uma das atualizações, que são corriqueiras. Você liga o computador, um belo dia, e lá está uma notificação de que existem atualizações. Tanto podem ser de programas ("pacotes") aplicativos, "bibliotecas" etc., quanto de partes essenciais do próprio sistema operacional Linux. Autorize, e continue com o que você iria fazer, sem se preocupar, enquanto ele baixa e instala as atualizações. Se no final ele pedir reboot, não precisa interromper o que está fazendo. Basta deixar para depois. Um ícone de reinicialização aparecerá na barra inferior, como lembrete, e poderá ser usado quando quiser. Apenas salve o que andou fazendo (haverá lembretes). Ou esqueça o reboot, e amanhã, ao ligar de novo o computador, o processo será concluído. É depois disso que poderão aparecer as novas opções de Previous Linux versions entre as opções de boot.

Para cada Windows que você tiver instalado no computador, costuma aparecer apenas uma opção. Ao carregá-lo, você sempre poderá usar a tecla de atalho (F4? F8?) para outras alternativas de carregamento dele.

Enfim, aparecem duas opções de teste de memória (Memtest), caso queira fazer uma verificação. Nunca fiz, mas imagino que ao final ele retorne à lista de sistemas operacionais, para escolher qual irá rodar. É outra opção que não uso, mas deixo quieto.

Digo, "deixo lá", porque uma das primeiras coisas que faço, após instalar ou reinstalar um Linux, é baixar e instalar um programa ("pacote") que permita editar essa lista de opções.

Após instalar um Windows

Nada disso acontece, depois de você instalar ou reinstalar o Windows.

Oferecer dual boot para quem usa Linux, não faz parte da "missão" do Windows. No máximo, uma opção para você escolher entre 2 Windows na mesma máquina. Também não é capaz de ler HDs ou partições com outro sistema de arquivos (filesystem), que não os da própria Microsoft; portanto, não poderia detectar sistemas Linux.

Ao formatar o HD ou partição onde se instala, o Windows deleta a chamada que o Linux havia gravado em suas trilhas iniciais, eliminando assim o caminho para o dual boot criado anteriormente pelo Linux.

Por isso, quando preciso reinstalar o Windows, programo essa tarefa para coincidir com a reinstalação de algum dos Linux.

A sequência é: (1) Primeiro, reinstalar o Windows; (2) Depois, reinstalar um dos Linux.

Vindo depois do novo Windows, o novo Linux verifica os demais sistemas existentes, e torna a gerar um dual boot (atualizado), gravando então uma nova chamada nas trilhas iniciais da partição onde está o Windows ("C:\", no meu caso).

Editando o Gerenciador de boot

O Gerenciador de boot do Linux chama-se Grub. Já é o segundo (Grub2), e antes dele havia outro. Quem liga?

Até Abril pp., costumava usar um programa chamado StartUpManager para "editar o Grub". Coisas como:

  • Alterar o sistema operacional "padrão", que entraria automaticamente
  • Jogar para baixo as opções que não uso, mas quero manter
  • Eliminar opções que nunca uso
  • Alterar o tempo de espera
Essa lista de opções era um arquivo texto (sem formatação), situado em /boot/grub/menu.lst, e que também podia ser editado diretamente, usando a senha de administrador.

Após instalar o Kubuntu 12.04, procurei o StartUpManager para instalar, e não consegui encontrá-lo no repositório de softwares ("pacotes").

Procurei o arquivo /boot/grub/menu.lst, para editá-lo diretamente, e descobri que também não existe mais.

Uma busca nos fóruns e guias oficiais deu a entender que o StartUpManager teria sido descontinuado e que, em seu lugar, existe agora o Grub-customizer, desenvolvido por Daniel Richter.

Também não está nos repositórios oficiais do Ubuntu.

Para adicionar seu repositório à lista dos repositórios onde o Kubuntu deve procurar softwares e atualizações, basta abrir o Terminal, colar esse comando e teclar Enter:
sudo add-apt-repository ppa:danielrichter2007/grub-customizer
e fornecer a senha de Administrador, ao pedido do "sudo".

Em seguida, no Synaptic ("Gerenciador de pacotes"), Recarregar as listas dos repositórios de software, para atualizar.

Agora, o Synaptic já inclui o Grub-customizer entre os softwares disponíveis para instalação. É só Marcar, e em seguida Aplicar, para ele ser baixado e instalado.

Para saber mais, acompanhar bugs, dúvidas, soluções etc. vá à página do Grub-customizer.

Alguma coisa não funcionou direito por aqui (6 Mai. 2012), e encontrei lá a solução.

Três dias depois (9 Mai. 2012), o Synaptic detectou uma atualização do Grub-customizer, que tratei de baixar e instalar.

O printscreen (lá no alto) mostra a tela do Grub-customizer.

Até agora, me limitei a desmarcar duas opções de boot, referentes à versão inicial do Kubuntu 12.04 (Previous Linux versions), que a essa altura também já foi atualizado. E alterei a ordem do menu, jogando para baixo o Memtest, que não uso.