quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Devuan Xfce e MATE - instalação e configuração

Devuan MATE — com o Desktop “minimizado” para ocultar ícones

• Instalar o Devuan foi uma opção para acompanhar o trabalho da comunidade no sentido de não depender do systemd.

  • Inicialmente, foi instalado Devuan Xfce.

  • Meses depois, foi instalado também o Devuan MATE.

Foi constatado que as ISO Desktop Live, — com Refracta installer, — só permitem instalar o Devuan com ambiente Xfce.

Isso, porque as ISO Desktop Live só trazem esse “ambiente padrão”, — e o Refracta installer grava no HDD uma cópia exata da sessão Live, — com as configurações (ou falta de configurações) em vigor naquele momento.

Para instalar Devuan MATE, foi necessário usar uma das Installer ISO, — que trazem o Debian installer, com sua etapa de “Software selection”.

Partições usadas para instalar várias distros Linux em dualboot (multiboot)

Foram usadas partições específicas para experimentar novas distros, — sem eliminar uma ao instalar outra, — e sem afetar outras distros já em uso.

Desse modo, sempre existem distros “produtivas”, para uso diário, e novos desafios podem ser enfrentados sem precipitação.

  • Outra opção sem systemd foi instalar o Slackware 14.2 KDE e, logo depois, o Slackware Plasma 5 KDE,  — Apenas o primeiro foi eliminado, mais tarde, para não dispersar esforços (ver “Em busca de alternativas”, no final).

Índice


  • Download, sha256sum & K3b
  • Devuan Xfce
  • Other language (TAB to edit)
  • Keyboard pt_BR.UTF-8
  • Out beyond the mayonnaise
  • Refracta installer
  • Devuan MATE
  • Net-Install (Debian installer)
  • Configurações
  • Auto Login
  • Ocultar ícones
  • Em busca de alternativas
  • Making of

Download, sha256sum & K3b


Seleção das imagens ISO e demais arquivos no KTorrent

O Torrent do Devuan permite baixar uma ou várias versões disponíveis, — entre Installer-ISO, Desktop Live, Minimal Live, Embedded, Virtual, — bastando desmarcar as opções que não deseja.

Imagens ISO do Devuan baixadas pelo KTorrent

Em 13 Jul. 2017, foram baixadas 3 imagens ISO, — entre elas, as 2 citadas nesse relato, — com os respectivos arquivos complementares, além do README.txt geral.

Em 8 Nov. 2017, o KTorrent foi reaberto para baixar mais uma opção, — Minimal Live, — que acabou não sendo usada.

Verificação das imagens ISO por sha256sum

As imagens ISO foram verificadas por sha256sum e queimadas (pelo K3b) em CD ou DVD, para guardar.

O Live DVD chegou a ser usado 5 vezes, nesses 4 meses, — sem necessidade de manter um Pendrive imobilizado esse tempo todo.

Devuan Xfce


Devuan Xfce (4ª instalação), — firme e forte, após 100 dias

O Devuan Xfce foi instalado em sessões Live DVD com a imagem:

devuan_jessie_1.0.0_amd64_desktop-live.iso (828 MiB)

Na verdade, foram 3 instalações seguidas, só no primeiro dia (13 Jul. 2017), devido a erros bobos, — e mais uma 4ª instalação, duas semanas depois (25 Jul. 2017), — todas, sem qualquer opção de escolher outro ambiente gráfico.

O README.txt geral acabou sugerindo (sem ser explícito) uma explicação para essa falta de opções, ao dizer que a versão “desktop-live” é uma “isohybrid image featuring the standard desktop”, — enquanto a “installer-iso” é recomendada “for experienced users who want to have more control over what is installed in their system”.

De fato, o README.txt específico das versões “desktop-live” confirma que “contains the same package selection as the default desktop in the regular installer isos”.

Other language (TAB to edit)


Após selecionar “Other language”, não aperte Enter,— apenas TAB

Além disso, a “desktop-live” vem configurada para Italiano (it_IT.UTF-8), — e a linguagem adotada na sessão Live será o padrão do Devuan instalado. — Ou você muda isso antes de iniciar a sessão, ou poderá ter dificuldades adiante:

When you install the system, your chosen language will be the default in the installed system.

Para evitar isso, é necessário cumprir um ritual bizarro, — antes de iniciar a sessão Live.

No Menu de Boot, tecle seta para baixo até a opção “Other language (TAB to edit)”, — e use TAB, — jamais Enter!

Na primeira tentativa, teclei Enter por descuido, — e nunca mais tive chance de corrigir o erro.

Use Backspace para apagar, — e depois digite o código do idioma desejado

Para editar a linha de comando, use Backspace para apagar o “it_IT.UTF-8” no final, — e não se assuste com a proliferação de linhas repetidas, como coelhos pulando da cartola. — “Ignore the repeating lines. Bug or misconfigured?”, — diz o README.txt.

Uma vez apagado o parâmetro original, esteja pronto para saber exatamente qual deve digitar, — digamos, “pt_BR.UTF-8”. — Nessa hora, caso tenha dúvida sobre onde usar ponto, ou sublinhado, ou traço (ou será espaço??), não terá mais a expressão original para usar como referência.

Para evitar isso, na primeira vez tentei usar seta, e trocar apenas “i” por “p”, e apenas “IT” por “BR”, mas nem isso foi possível. — Anote num papel, antes de apagar. — É minha melhor recomendação.

Pergunta inicial do Refracta installer. — Diz que tanto faz

Enfim, o instalador da sessão Live é o Refracta, — com o qual nunca tinha tido contato na vida, — e devo ter cometido vários erros de interpretação das instruções.

Para começar, pergunta qual “método de se tornar Administrador” você deseja usar, — Su ou Sudo?, — ao mesmo tempo em que diz que isso não importa, e você poderá alterar mais tarde.

Daí, as 3 instalações seguidas no primeiro dia, — e a 4ª instalação doze dias mais tarde, após desistir de tentar corrigir várias coisas.

Devuan Xfce (4ª instalação), — firme e forte, após 100 dias

Essa 4ª instalação, finalmente, foi feita sem (tantos) erros bobos, e segue firme após 108 dias.

Clonando as partições do Devuan para SSD externo (sde, na sessão Live USB Knoppix)

Depois dos primeiros 38 dias, sua partição foi movida (clonada pelo GParted) do 2º HDD para o SSD externo (sdd3), — onde continua funcionando por mais 70 dias, sem qualquer problema:

  • 13 Jul. 2017 - Instalado Devuan Xfce em sdb3 (3 vezes)
  • 25 Jul. 2017 - Instalado Devuan Xfce em sdb3 (4ª vez)
  • 1º Set. 2017 - Movido Devuan Xfce para sdd3 via GParted

Keyboard pt_BR.UTF-8


Solução para o Teclado ABNT2, — abaixo da interface Xfce

Mesmo instalando e tornando a instalar, — até assegurar a completa eliminação de quaisquer erros ou falhas das tentativas anteriores, — a 4ª instalação do Devuan Xfce permaneceu sem acentuação no Teclado por exatos 100 dias, até 2 Nov. 2017.

Nesse meio tempo, foram tentados todos os recursos das configurações do Xfce, — que não são tantos assim, — sucessivas vezes, em busca de algum pequeno detalhe que pudesse ter passado desapercebido.

Em seguida, começaram a ser pesquisados e testados vários comandos no Terminal, — sem sucesso, a princípio.

O que resolveu, afinal, foram 2 comandos encontrados encontrados em uma postagem de apenas 3 linhas:

$ sudo dpkg-reconfigure keyboard-configuration
$ sudo service keyboard-setup restart

Out beyond the mayonnaise


Depois de 100 dias sem resultado no HDD, — moleza numa sessão Live

Resta uma hipótese, — sugerida por uma experiência abortada, — que não vale a pena voltar atrás para verificar, neste momento.

Em 8 Nov. 2017, — tentando instalar Devuan MATE pela ISO Desktop Live, — fiz a seguinte anotação (TXT), na sessão Live DVD:

Live Devuan - 8 Nov. 2017
$ sudo dpkg-reconfigure keyboard-configuration
$ sudo service keyboard-setup restart
aten;'ao --- n'ao, n'ao pegou.

Logout / Login

aten;'ao --- n'ao, ainda n'ao pegou.

---> Após configurar Teclado pelo Xfce:

atenção - ok, agora pegou.

O que isto sugere é a hipótese de que, — além de escolher o idioma correto antes de iniciar a sessão Live, — também seja conveniente configurar o Teclado (pelo Xfce) durante a sessão Live (e antes de começar a instalar).

Se o que o Refracta installer irá colocar no HDD é uma cópia fiel da sessão Live, — e não aquilo que você pensa estar configurando durante o processo de instalação, — essa hipótese talvez faça sentido.

E se apenas configurar o Teclado (pelo Xfce) não for o bastante, — então, rodar o dpkg-reconfigure, — e tornar a configurar o Teclado (pelo Xfce) em seguida.

Infelizmente, naquele dia o objetivo era instalar Devuan MATE. — E como a opção do MATE não foi oferecida (nem interessava um 2º Devuan Xfce), — a instalação foi sumariamente deletada, sem verificar se o Teclado tinha ficado Ok.

Agora, não faz sentido repetir tudo, só para ver esse detalhe.

Refracta installer


Opções de instalação ao iniciar o Refracta installer, em Live Devuan

Apesar da falta de polimento (do Refracta installer ou de seu ajuste ao Devuan?), o levantamento fotográfico da 4ª instalação (25 Jul. 2017), — com direito a um erro que “may not be fatal”, — mostra uma lógica bem clara e simples, do começo ao fim:

19:42 - Devuan Live Boot Menu
19:46 - Devuan Live Lang
19:49 - Devuan Live Install
19:50 - Su or Sudo - tanto faz (ahtah)
19:59 - Refracta installer - por sua conta e risco (no warranty)
20:02 - installation options
20:04 - installation options - Customized
20:05 - installation options - run GParted
20:12 - GParted
20:15 - GParted
20:17 - select root partition
20:18 - select home partition
20:19 - select swap partition
20:19 - summary install - Please CLOSE any running applications NOW
20:21 - Configure Locales
20:22 - Keyboard model
20:23 - Keyboard configuration
20:25 - Keyboard AltGr function
20:27 - copying system to partition
20:35 - Hostname & Username
20:37 - Refracta installation Error - may not be fatal
20:39 - Refracta installer - Error log details
20:39 - Root password
20:40 - User password
20:40 - Devuan installation complete

Resumo de como será a instalação. Feche todos os aplicativos

O aviso “Please CLOSE any running applications NOW” — semelhante ao aviso de “não mudar nada”, na fase de remasterização da instalação do Knoppix 8.1.0, — é para ser levado a sério.

Isso inclui fechar o arquivo de texto, — aberto automaticamente para ajudar na escolha das partições (e que depois não se fecha sozinho). — Mas lembre que o Terminal não pode ser fechado, durante a instalação, embora toda interação se dê por caixas de diálogo fora dele.

O que o Refracta vai instalar, não é um sistema pré-definido, — mas o sistema Live, tal como se encontra naquele momento, — com as alterações, configurações, adições e remoções de pacotes, feitas até ali:

This Devuan live-iso comes with Refracta Installer, which will copy the running system to hard drive and install the GRUB bootloader. Any changes you make to the running system will be copied to the installation. This includes desktop configuration, software added or removed, language/locale settings and other changes in system configuration.

Essa característica do Refracta installer pode ser muito interessante, — desde que você não esqueça de configurar o idioma certo, antes de iniciar a sessão Live, — e novamente durante a sessão, antes de iniciar a instação.

Algumas leituras interessantes:


No segundo link, em especial, estas indicações:

  • live: live base desktop + refracta installer (recommended for reviews!)
  • uefi-live: live + uefi bootloader, refracta installer
  • netinst: classic network installer, downloads packages from the network
  • cd: classic CD installer with base packages (not recommended for desktop)
  • dvd: classic DVD installer with many packages (not recommended for desktop)
  • virtual: Qemu based virtual machine (QCOW2) convertible to other formats
  • vagrant: ready to use Vagrant box based on VirtualBox

Devuan MATE


Marcar MATE e desmarcar “Devuan desktop environment” no Debian installer — Software selection

Por todos esses motivos, o Devuan MATE só pôde instalado por outra ISO:

devuan_jessie_1.0.0_amd64_NETINST.iso (227 MiB)

Nesta ISO, é usado o tradicional Debian-installer, — com direito a escolher interface gráfica, — e tudo funcionou de primeira.

  • 8 Nov. 2017 - Instalado Devuan MATE em sdd2

Na “Seleção de software”, foi desmarcado “Devuan desktop environment”, — que na prática significaria instalar o Xfce, — e marcado MATE como ambiente gráfico.

De quebra, desmarquei “Print server”.

Resta a dúvida sobre a última escolha, — “Utilitários do sistema padrão”, — que ficou marcada. Mas não parece ter causado problemas.

Net-Install (Debian installer)


15:45 - Boot Menu
15:46 - Advanced options
15:52 - Graphical install
15:53 - Language
15:53 - (incomplete translate)
15:53 - Brasil
15:54 - Keyboard pt_BR
15:54 - (loading components)
15:58 - Hostname
15:59 - Domain
15:59 - Root password
16:00 - User
16:00 - Username
16:00 - User password
16:01 - Local: DF
16:02 - manual partitioning
16:05 - partition: Root
16:06 - partition: Swap
16:08 - partition: Home
16:10 - disable extra Swap
16:11 - partitions
16:12 - partitions summary
16:12 - installing system
16:16 - mirror - Brasil
16:17 - mirrors - Brasil
16:18 - proxy - blank
16:18 - config apt
16:20 - select install software
16:22 - popularity contest
16:22 - desktop environment choice
16:23 - select install software
16:48 - Grub install MBR
17:00 - adjust clock
17:04 - UTC system time
17:04 - (unmount cdrom)
17:05 - Net Install Finished - Restart

Configurações


Software compositing window manager

Pelo Terminal, foram instalados:

# apt install chromium chromium-l10n chromium-inspector
# apt install synaptic
# apt install pyrenamer
# apt install conky-all lm-sensors gnome-screenshot
# apt install htop

Para detectar e salvar os parâmetros necessários ao Conky:

# sensors-detect

Do you want to add these lines automatically to /etc/modules? (yes/NO) yes

O arquivo (oculto) ~/.conkyrc foi copiado do Devuan Xfce e adaptado.

Por enquanto, ficam desabilitadas as linhas com as taxas de ocupação das partições Root e Home dos demais Linux, para não sobrecarregar o /etc/fstab com inúmeros pontos de montagem.

Para obter o efeito de transparência do Conky foi necessário ativar o Compositor (renderização). — (no KDE, trocaria OpenGL 2.0 por XRender).

Criando atalhos (shortcut) para Captura de tela pelo gnome-screenshot

Para agilizar as Capturas de tela foram criados os atalhos:

gnome-screenshot -p         - PrtScn
gnome-screenshot -p -d 7  - Shift-PrtScn

O primeiro captura e salva a tela inteira sem perguntar nada.

O segundo captura e salva com um delay de 7 segundos, — para abrir algum menu.

Renomeando capturas de tela com o pyRenamer

Infelizmente, nessa versão antiga, o gnome-screenshot não permite salvar em outra pasta diferente de ~/Imagens (ou ~/Pictures), — nem definir um padrão de nome como “$(date +%F_%H-%M-%S)_DM.jpg”.

Por enquanto, o jeito é, periodicamente, abrir a pasta-padrão com o pyRenamer, — substituir a string “Captura de tela de” por [nada], — trocar o espaço entre data e hora por [_(sublinhado)], — e levar as imagens para uma pasta onde se reúnem também as fotos, TXTs etc. sobre o Devuan MATE.

Auto Login


Localizando o Display manager do Devuan MATE e seus arquivos 

A experiência com o segundo Devuan vem abalando a impressão de que o MATE seria um pouco mais (facilmente) configurável do que o Xfce.

Porém, — enquanto o Devuan Xfce há muito tempo se loga automaticamente, — o Devuan MATE insistia em cobrar pedágio na tela de Login.

Depois de percorrer, — sem sucesso, — todas as (poucas) opções no Menu, o jeito foi procurar o arquivo de configuração do Display manager.

Primeiro, descobrir qual seria, — trata-se do Slim, — e onde estavam seus arquivos.

Edição do /etc/slim.conf para obter Login automático no Devuan MATE

Enfim, pelo Midnight-Commander (mc / mcedit), editar o /etc/slim.conf, — alterar e habilitar 2 linhas:

# auto_login      no
auto_login         yes
# default_user          simone
default_user             flavio

Foram de grande ajuda estas 2 páginas, — a primeira, para identificar o Display manager, — a segunda, para as modificações necessárias:


Ocultar ícones


Tentando desabilitar ícones da tela do Devuan MATE pelo dconf-editor

Permanece a dificuldade de ocultar ou remover da tela os ícones Computador, Home, Lixeira, — bem como os ícones das partições eventualmente montadas.

Imagino como ficaria a tela, com as 20 partições Root e Home das outras 10 distros instaladas, — caso não adiasse a inclusão disso tudo no /etc/fstab.

Desabilitar essa poluição inútil, — 25 ícones absolutamente iguais, — é fácil no Cinnamon.

Uma pesquisa por “mate desktop icons hide” apresenta milhares de perguntas e respostas, — em geral dadas como solucionadas, — pelo uso de mate-tweak, dconf-editor etc.

Até o momento, o dconf-editor não conseguiu, — parece abrir tipo “read-only”.

Uma solução provisória, — hilária, — foi aproveitar um bug que “minimiza” o desktop do MATE.

Trata-se de Alt+Space, seguido de N. — Em tese, minimiza a janela ativa, — mas se o foco estiver na Área de trabalho, ela é “minimizada”.

O Wallpaper e o Conky não são afetados. — Apenas, desaparecem os ícones indesejáveis, — e o Menu de contexto (right-click) da Área de trabalho fica desabilitado.

Em busca de alternativas


Comparativo dos sistemas Linux instalados

Na falta de habilitação técnica para “julgar” o systemd ou outros caminhos controversos adotados por uma ou várias distros — e, menos ainda, para enfrentar eventuais consequências, — a ideia é ter um pé nas alternativas, ver e aprender alguma coisa.

Do mesmo modo, tentar ser menos “Canonical-dependent”, — após 8 anos usando quase que só Kubuntu e seus “derivados”, — Linux Mint, KDE Neon.

O Linux Mint KDE se mostrou uma ótima distro, dentro das minhas limitações, mas no upgrade para 18.1 começou a se mostrar problemático para meu hardware e meus conhecimentos. E agora, anuncia que 18.3 será sua última versão com KDE.

Usuário ferrenho do KDE há 10 anos, — desde os tempos do Kurumin, que foi minha porta de entrada no Linux, — essa decisão do Mint vem reforçar a necessidade de buscar alternativas, e ter sempre 2 ou 3 opções instaladas, configuradas e comprovadas no uso diário.

Curiosamente, o anúncio do Linux Mint mostra que tampouco ele se sente confortável em depender da Canonical:

It is important for Linux Mint to continue to support LMDE as a fallback option in case Ubuntu ever disappeared and as a development target for the many projects and technologies we work on to guarantee compatibility outside of Linux Mint.

O KDE Neon, surgido em 2016, parecia ser a terceira melhor opção, — dentro das minhas limitações e do meu hardware, — mas também está sujeito às súbitas decisões da Canonical, embora com alguma força própria para fazer alterações e até, quem sabe, substituir sua “base” Ubuntu LTS por outra, em caso de necessidade. No entanto, em 2017 também começou a apresentar problemas, no meu caso.

De repente, — após sonhar com alternativas de segurança, — me vi outra vez limitado ao Kubuntu LTS, como o único onde conseguia realizar todas as tarefas cotidianas.

E não conseguia mais reproduzir este cenário, nem mesmo nas versões mais recentes do próprio Kubuntu, — cujo 17.04 Zesty Zapus tentei configurar e usar por vários meses.

Restava o Debian, — última alternativa relevante, dentro de sua própria “família”, não-dependente das decisões proprietárias (e bruscas) da Canonical. — Mas no Debian, propriamente dito, nunca consegui obter o quadro completo de funcionalidades necessárias. Ok, continuo investindo nele (e agora, também com o estímulo do Devuan).

Em boa hora, desde o início de 2017 já vinha experimentando pelo menos uma distro de cada um dos “troncos” Linux principais, — romper, enfim, o antigo “confinamento”, — e várias se mostram boas alternativas. Há esperança de que algumas se tornem 100% produtivas, nos limites do meu hardware e dos meus conhecimentos (que, desse modo, invisto para ampliar).

  • LMDE - Linux Mint Debian Edition
  • Ubuntu
  • Elementary OS
  • Red Hat Enterprise Linux
  • CentOS
  • Oracle Linux
  • Mandriva
  • PCLinuxOS
  • ROSA Linux
  • SUSE Linux Enterprise
  • Gentoo
  • Chrome OS
  • Chromium OS

Adaptado de Linux distribution (Wikipedia).

A falta de KDE no Devuan, — bem como o final anunciado do Linux Mint KDE, — incentivam explorar um pouco mais as alternativas de ambiente gráfico (DE, desktop environment). Não tanto para substituir o KDE mas, pelo menos, para poder usar outras distros que o não ofereçam.

Várias vezes, nos últimos anos, já tive Linux Mint Cinnamon como “segundo sistema”. — Na primeira metade de 2016 investi detalhadamente, — tentando reproduzir nele cada uma das funcionalidades já obtidas no KDE (foi também o período em que mais me aprofundei no KDE, por comparação).

Na mesma época, experimentei instalar o Debian com todos os ambientes gráficos oferecidos. — Nâo foi uma boa ideia, pois eles se “misturam” e acabam interferindo mutuamente, — mas permitiu uma boa comparação de várias funcionalidades. Dessa experiência, Xfce e MATE se mostraram boas alternativas.

Ao instalar o Devuan pela primeira vez, — sem encontrar outra opção, — tive de adotar o Xfce, e com ele venho trabalhando (pouco, por desconforto) há 4 meses.

Agora, ao instalar um segundo Devuan (em outra partição), é a primeira vez que invisto no MATE, de verdade. — Após menos de 2 dias, ainda é desconfortável trabalhar com ele, — mas ainda há muitas coisas que espero conseguir configurar.

Making of


Wallpaper aplicado no Devuan MATE: - Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte Goiás (GO), Brasil, por Eliane de Castro.

Wallpaper aplicado no Devuan Xfce: -

— … ≠ • ≠ … —

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Live Kubuntu 17.10 Artful Aardvark

Kubuntu 17.10 Artful Aardvark configurado em sessão Live DVD

O objetivo desse teste de trabalho em Live DVD era ver o desempenho do Kubuntu 17.10 Artful Aardvark para as tarefas (bastante específicas) do meu dia-a-dia, usando as mesmas configurações das demais distros Linux já instaladas, — dispondo de apenas 4 GB RAM.

O abuso foi intencional, — foram instalados Chromium, Synaptic, Gimp, Conky, lm-sensors, gnome-screenshot, fontes TTF, novos tema e decoração de janelas, aplicadas transparências do Kwin, wallpaper, e uma variedade de outras configurações, por toda parte, — como faria com um Linux instalado em HDD.

Como a “árvore” de pastas e arquivos do sistema não pode ser “gravada”, — aliás, ainda precisa ser descompactada, ocupando Memória RAM ao lado da “/home” virtual, — a “instalação” de pacotes adicionais vem agravar ainda mais a demanda sobre esse recurso.

Memória disponível (memeasyfree) com Chromium (4 abas), Dolphin (3 abas), Gimp, LibreOffice calc

O limite se manifestou num momento em que o Dolphin estava aberto com 3 abas, o Chromium com 4 abas (inclusive 1 “Página” do Facebook), o LibreOffice com uma planilha contendo dúzias de folhas, e o Gimp em stand-by.

2h 27m uptime - Foi nesse ponto que, dos 3,85 GiB RAM, restaram apenas 305 MiB “disponíveis” (memeasyfree). As coisas ficaram lentas, com intensa atividade de leitura de DVD (sinal de cache insuficiente), — embora sem usar mais do que 71,2 MiB de Swap, — e a experiência finalmente começou a ser amenizada.

3h 23m uptime - Após fechar o LibreOffice, Facebook, Gimp e 1 aba do Dolphin, a Memória disponível se elevou a 1,14 GiB, — cessou a atividade intensa de DVD, — e o uso de Swap teve leve redução para 70,8 MiB.

Notar que o Chromium foi sincronizado desde o primeiro momento, — portanto, com todos Bookmarks e extensões, inclusive o uBlock trazido pelo Knoppix 8.1.0.

KSysguard não indica nenhum processo PIM, Baloo ou Akonadi, — a Pesquisa de arquivos (Filesearch) já veio desabilitada, — e o KDE Wallet foi desativado logo no início da sessão Live DVD.

3h 36m uptime - Fechar o Chromium elevou a Memória disponível a 1,95 MiB. Ao reabrir o Chromium, — com as mesmas 3 abas, — a Memória disponível caiu menos, para 1,44 GiB.

Mais tarde, após fechar e reabrir o Chromium (agora só com 2 abas: Blogger e Byteria), a Memória disponível aumentou para 1,5 ~ 1,6 GiB.

Pragmatismo


Adicionar legenda

Não foi testada a instalação do Wine (com velhos aplicativos pré-XP), — nem as (decrescentes) habilitações do Konqueror, que não veio, e (ainda) não foi instalado.

De um ponto de vista bastante pragmático, — de um usuário específico, e com um hardware também específico, — interessava mais a possibilidade de uso imediato e permanente, do que um cesto de belas novidades (vistas diariamente no KDE Neon, no Debian testing, no Arch).

Pelo contrário, o “conservador” Kubuntu 16.04 LTS é o que melhor atende a esses requisitos (até hoje), — seguido de perto pelo Linux Mint KDE, openSUSE Leap e KDE Neon.

Como não havia intenção de abandonar o Kubuntu LTS, o interesse no Kubuntu 17.10 Artful Aardvark se liga mais a uma “precaução”, — ver como as coisas andam, para não ser pego de surpresa por mudanças potencialmente incômodas, no próximo 18.04 LTS.

Afinal, tem havido alguns indícios preocupantes, — o KDE Neon e o Mint KDE já não parecem ir tão bem quanto antes; o Kubuntu 17.04 Zesty Zapus também não apresentou o desempenho esperado; o openSUSE Leap KDE dá sinais de abrir o bico perante as “Páginas” do Facebook (não Feed, Perfis, Grupos).

Lembrar, claro, que a boa produtividade obtida no Kubuntu 14.04 LTS e 16.04 LTS não caiu do céu, — foi obtida com vários anos de pesquisa e solução de problemas aqui e ali, — e afinal, as coisas estão sempre mudando, portanto não dá para estacionar no tempo e esperar que tudo continue sempre dando certo. Cedo ou tarde, também o hardware terá de evoluir.

Cronologia


Muon Package Manager, — de volta, — dispensa usar o Plasma Discover

16:14 - Esta é a hora do início da sessão Live DVD, — deduzida pelo “uptime”, — 4 minutos antes de aparecer a tela colorida com o Menu de Boot oferecendo as opções de Experimentar (Try) ou Instalar (Install). — Carregar uma sessão Live DVD é mesmo demorado.

Encontrar o Muon Package Manager, — de volta ao Kubuntu, como alternativa ao Plasma Discover, — foi uma grata alegria, e um grande alívio.

2017 Oct. 19


16:14 - Start Boot Live DVD
16:18 - Boot Menu - Try or Install
16:20 - Timezone - PrintScreen Spectacle
16:27 - Dolphin - config
16:33 - Spectacle save Pendrive 2GB
16:36 - Muon Package Manager - install Conky
16:37 - Muon Package Manager - install Synaptic
16:39 - Muon Package Manager - install gnome screenshot
16:39 - Conky
16:42 - Dolphin Toolbar - config
16:44 - Conkyrc
16:48 - sensors-detect
16:50 - Compositor XRender - Conky transparent
16:52 - Muon sources Multiverse - Reload repos
16:55 - Synaptic - install ttf-mscorefonts
16:57 - Synaptic - install Chromium
17:01 - Synaptic - install Gimp
17:03 - Synaptic - delete downloaded packages after installation
17:05 - Gimp - select Wallpaper
17:05 - Gimp - config
17:07 - Gimp - rotate Wallpaper
17:09 - Gimp - resize Wallpaper
17:10 - Gimp - crop Wallpaper
17:13 - Wallpaper
17:18 - Maia transparent - Workspace Theme
17:19 - Transparent oxygen - Kwin decoration
17:20 - Conky watch sensors
17:22 - Gimp - Save tool options now
17:23 - Conkyrc - xftalpha
17:25 - Kate - Kwin - transparent
17:32 - gnome-screenshot - keyboard shortcut - Ok
17:32 - Login screen - Auto Login
17:33 - Desktop session - Restore saved session
17:33 - Save session
17:33 - Kwallet disable
17:34 - File association - BMP, GIF, JPEG, PNG - 1st: Gwenview; 2nd: Gimp
17:35 - Keyboard - NumLock - Turn on
17:39 - Keyboard: pt_BR; - 3rd Level: Left Win
17:41 - KInfocenter transparent
17:47 - Gwenview - config (q = Quit)
17:55 - Chromium - Sync
18:24 - LibreOffice
18:38 - Chromium - Facebook Page - Byteria - CPU
18:38 - Chromium - Facebook Page - Byteria - CPU
18:41 - Chromium - Facebook Page - Byteria - CPU
18:51 - Gimp - Quit - delay: PrtScn 18:52
19:50 - Chromium - closed
19:58 - Chromium - again
20:32 - Nokia Lumia - USB cable - download photos
20:38 - Nokia Lumia - USB cable - 218 photos copying finished
20:40 - Synaptic - install pyRenamer
20:45 - var/log/apt/history.log
21:00 - Chromium - closed
21:04 - Menu Cascade
21:55 - open Directory with pyRenamer
21:57 - pyRenamer - Exif data (photos)
21:59 - PrintScreen / Photo: ls -1 > chronology.txt
22:10 - Kate - Block selection mode - chronology.txt
23:15 - Synaptic - i915 - Ok
23:32 - An “average user” point of view
23:35 - Chromium - again - Uptime 7h 20m

Encerramento


Encerramento da sessão Live DVD, uptime 10h 30min, com 2,27 GiB RAM disponíveis

Às 2:43 do dia 20, com todos os aplicativos fechados (exceto Conky), a Memória RAM disponível (memeasyfree) era de 2,30 GiB.

Nesse momento, portanto, os processos, a /home e a “árvore” de arquivos e pastas do sistema, — com o acréscimo dos pacotes instalados durante a sessão Live, — ocupavam 1,55 GiB RAM.

A sessão Live DVD foi encerrada às 2:44 do dia 20, com duração total de 10h 30min.

Pacotes instalados


Muon Package Manager


Start-Date: 2017-10-19  16:38:15
Install:
- libvte-2.91-0:amd64 (0.48.4-0ubuntu1, automatic)
- libimlib2:amd64 (1.4.8-1, automatic)
- rarian-compat:amd64 (0.8.1-6, automatic)
- libxmmsclient6:amd64 (0.8+dfsg-18build1, automatic)
- conky-all:amd64 (1.10.6-1.1)
- libpango-perl:amd64 (1.227-2build1, automatic)
- libcairo-perl:amd64 (1.106-2build1, automatic)
- libxnvctrl0:amd64 (384.69-0ubuntu1, automatic)
- liblua5.1-0:amd64 (5.1.5-8.1build1, automatic)
- libaudclient2:amd64 (3.5~rc2-1, automatic)
- libglib-perl:amd64 (3:1.326-1build1, automatic)
- librarian0:amd64 (0.8.1-6, automatic)
- libept1.5.0:amd64 (1.1+nmu3build1, automatic)
- libvte-2.91-common:amd64 (0.48.4-0ubuntu1, automatic)
- synaptic:amd64 (0.84.2)
- libgtk2-perl:amd64 (2:1.24992-1build1, automatic)
End-Date: 2017-10-19  16:38:54

Start-Date: 2017-10-19  16:39:26
Install:
- gnome-screenshot:amd64 (3.25.0-0ubuntu2)
- libcanberra-gtk3-module:amd64 (0.30-3ubuntu1, automatic)
- libcanberra-gtk3-0:amd64 (0.30-3ubuntu1, automatic)
End-Date: 2017-10-19  16:39:27

Start-Date: 2017-10-19  16:47:37
Install:
- lm-sensors:amd64 (1:3.4.0-4)
End-Date: 2017-10-19  16:47:40

Synaptic


Thu Oct 19 16:55:35 2017
Installed:
- cabextract (1.6-1)
- libmspack0 (0.6-3)
- patch (2.7.5-1build1)
- ttf-mscorefonts-installer (3.6ubuntu2)
- update-notifier-common (3.186)

Thu Oct 19 16:57:40 2017
Installed:
- chromium-browser (61.0.3163.100-0ubuntu1.1378)
- chromium-browser-l10n (61.0.3163.100-0ubuntu1.1378)
- chromium-codecs-ffmpeg-extra (61.0.3163.100-0ubuntu1.1378)

Thu Oct 19 17:01:58 2017
Installed:
- gimp (2.8.20-1)
- gimp-data (2.8.20-1)
- libamd2 (1:4.5.5-1)
- libbabl-0.1-0 (0.1.30-1)
- libblas3 (3.7.1-3ubuntu2)
- libcamd2 (1:4.5.5-1)
- libccolamd2 (1:4.5.5-1)
- libcholmod3 (1:4.5.5-1)
- libgegl-0.3-0 (0.3.20-1)
- libgfortran4 (7.2.0-8ubuntu3)
- libgimp2.0 (2.8.20-1)
- liblapack3 (3.7.1-3ubuntu2)
- libmetis5 (5.1.0.dfsg-5)
- libpoppler-glib8 (0.57.0-2ubuntu4)
- libquadmath0 (7.2.0-8ubuntu3)
- libumfpack5 (1:4.5.5-1)
- python-cairo (1.8.8-2.2)
- python-gobject-2 (2.28.6-12ubuntu2)
- python-gtk2 (2.24.0-5.1ubuntu1)

Thu Oct 19 20:40:52 2017
Installed:
- gconf2 (3.2.6-4ubuntu1)
- libglade2-0 (1:2.6.4-2)
- pyrenamer (0.6.0-1.2)
- python-gconf (2.28.1+dfsg-1.2)
- python-glade2 (2.24.0-5.1ubuntu1)
- python-hachoir-core (1.3.3-4)
- python-hachoir-metadata (1.3.3-2)
- python-hachoir-parser (1.3.4-2)

_________________
• Publicado em 19 Out. 2017, às 18:08 (UTC-0300); e desenvolvido até 1:43 em Live Kubuntu 17.10 Artful Aardvark.
• A sessão Live DVD foi encerrada às 2:44 do dia 20, com duração total de 10h 30min.

— … ≠ • ≠ … —

Kubuntu



Testes de trabalho em “Live USB”


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Knoppix 8.1.0 - Instalação em Pendrive com persistência

Knoppix 8.1.0 em sessão Live DVD

• O Knoppix 8.1.0 vem com Kernel Linux 4.12.7; Plasma KDE 5.8.7 (entre outros DEs); e Chromium 60.0.3112.78-1 pronto para exibir vídeos, com extensões “ublock Origin” e “NoScript Security-Plugin”, — que, graças à sincronização, se alastraram aos Chromium das demais distros.

Já tinha defrontado esse tipo de coisa, após outros testes em Live CD / DVD / Pendrive, e a prática já tinha mostrado que basta desinstalar tais extensões, para a sincronização (via Google Chrome) voltar ao estado anterior, — e foi o que fiz, logo após a 1ª sessão Live do Knoppix 8.1.0. — Mas esqueci de fazer isso na 2ª sessão, e acabei gostando das novas extensões (após conferir o que faziam e o que não faziam).

Com “ublock” (que nunca havia experimentado), a navegação em sites e portais entulhados de anúncios intrusivos, — como Estadão, DCM, 24/7, — deixou de causar surtos de uso de CPU e de travar por longos segundos (o que paralisava até a simples rolagem das páginas).

Quadro comparativo dos sistemas Linux instalados em HDD e Pendrive

Infelizmente, isso em nada melhora a navegação em “Páginas” do Facebook (não Feed, Perfis, Grupos), — que continua espinhosa, exceto no Kubuntu LTS, KDE Neon, Mint KDE e openSUSE Leap KDE (tudo está sempre mudando, cf. Heráclito).

Índice


  • Instalação 
  • Estrutura e usos do Knoppix
  • Coleção de softwares
  • Live tools
  • Não abra o Chromium
  • 1ª Sessão Live DVD

Instalação


Configuração na sessão Live DVD, — registrada ao encerrar a 1ª “instalação”. — Painel embaralhado (dir.)

O Knoppix 8.1.0 foi “instalado” em um Pendrive de 32 GB na noite de 29 Set. 2017, após rápida configuração em sessão Live DVD, — com duração aproximada de 3h18min (20:46 ~ 0:04), sem nenhuma falha, e nenhum período de lentidão.

A sessão Live DVD transcorreu com tamanha lhaneza, que me animei a preparar no Gimp uma Captura de tela das 21:20 e publicá-la aqui (acima), às 21:36, para posterior desenvolvimento do relato.

Apenas a conexão web caiu, por volta das 21:45, ao tentar publicar a mesma imagem no Facebook. Mas bastou abrir o ícone no Painel, — desconectar, conectar de novo, — e às 21:53 foi concluído o upload.

• A queda de conexão voltou a ocorrer 3 ou 4 vezes, na semana seguinte, e esse procedimento sempre resolveu o problema, embora não em definitivo. — Pode haver motivos alheios ao Knoppix. É ocorrência comum no Slackware “AlienBOB” Plasma KDE 5 (onde ainda não encontrei solução “jogo-rápido”). — Hoje (7 Out.), ocorreu no Mint 18 KDE; mas voltou em segundos, automaticamente.

Uma primeira instalação demorou cerca de 40 minutos, das 22:49 às 23:28, — incluída a remasterização, para incorporar as configurações feitas naquela primeira sessão Live DVD.

Durante a remasterização, é recomendado “não mudar nada”, — “melhor ainda: não fazer nada”, — mas é claro que continuei fazendo (pelo menos) algumas Capturas de tela, e é possível que isso tenha causado alguma sequela.

Fato é que, ao tentar o Boot do Knoppix 8.1.0 “instalado” no Pendrive (com Persistência), ele não carregou, — e à 0:23 foram encerradas as tentativas.

1º Out. 2017 - Depois de alguma pesquisa e várias tentativas, o Pendrive de 32 GB foi formatado, e teve início outra sessão Live DVD, — agora, fazendo a configuração completa, — para nova instalação (com o cuidado de não fazer absolutamente nada durante a etapa de remasterização).

Esta segunda instalação está funcionando até hoje (7 Out.), — apesar de algumas falhas, nos primeiros dias, — e o Pendrive de 32 GB vai para o “quadro de ferramentas”, ao lado do Pendrive de 16 GB, com o Knoppix 7.7.1 (que será mantido por mais alguns meses, por precaução).

Estrutura e usos do Knoppix


Árvore de arquivos de sistema do Knoppix instalado no Pendrive

Knoppix é feito para rodar em Live DVD / Pendrive, — em viagem, palestras (hardwares imprevisíveis), — em tarefas de manutenção, análise forense etc.

Por esse motivo, mesmo depois de “instalado” em um “dispositivo de memória flash”, mantém sua integridade original, — capaz de reconhecer e configurar uma enorme variedade de hardwares, — além de uma coleção invejável de ferramentas e aplicativos de todos os tipos, totalizando mais de 10 GiB, comprimidos para caber em 1 DVD, e descompactados caso a caso, apenas “sob demanda”.

Olhando o Pendrive, — “de fora” do Knoppix, — não espere encontrar pastas tradicionais de sistema como /bin, /sbin, /lib etc.

Na partição de sistema (Fat32) do Pendrive onde o Knoppix 8.1.0 foi “instalado”, destacam-se 2 grandes arquivos comprimidos, — cujo conteúdo é descrito, de modo radicalmente resumido, em um TXT:

  • KNOPPIX (3,9 GiB): — “base system, including Firefox, Gimp, Libreoffice”.
  • KNOPPIX1 (264 MiB): — “openscad, slic3r, scribus, inkscape, blender, freecad, biber, kdenlive, openshot”.

Na verdade, inclui muito mais: — por exemplo, GParted (Knoppix torna desnecessário o GParted Live), Wine (instalei CorelDraw, Dreameweaver no Knoppix 7.7.1), etc., — além do LXDE (padrão), KDE, Gnome, IceWM, Fluxbox, Openbox, LarsWM, EvilWM, TWM, e uma configuração completa chamada “Adriane”, que funciona por voz (sem interface gráfica), para cegos.

Partição de dados (Persistência) do Knoppix “instalado” em Pendrive

É na partição (ou arquivo) de Persistência que se encontram pastas como /etc, /home, /var, — as únicas “graváveis”.

Montagem das pastas read-only e das pastas read-write em UnionFS

A “reunião” das pastas comprimidas nos arquivos Knoppix e Knoppix1 + as pastas graváveis existentes na partição Knoppix-data (ReiserFS) é feita na Memória RAM, em uma pasta virtual /UnionFS, — e a sensação de andar entre espelhos-fantasmas pode causar certa vertigem.

Apesar dessa confusão sem fim, é possível, sim, instalar novos pacotes, — apenas, não se recomenda.

Eis alguns motivos para, também, nunca “instalar” o Knoppix em HDD, como uma “distro” comum:

1) Loga-se, automaticamente, como Root (salvo opção em contrário), — o que é muito prático para tarefas de manutenção, penetração, análise forense, — embora ofereça criptografia para a partição ou arquivo de Persistência, de modo a proteger seus dados em caso de extravio do Pendrive;

2) Não é feito para buscar ou receber atualizações, — e a simples instalação de 1 pacote novo (precedida do devido “apt-update”) já poderia exigi-las, — pois isso ameaça romper o frágil equilíbrio desse “castelo de cartas”, que reúne pacotes do Debian stable (Stretch), testing (Buster) e unstable (Sid). Logo se tornaria, nada mais do que, um Debian (possivelmente, quebrado).

Coleção de softwares


Seção de Configurações (Settings) no Menu K do Knoppix 8.1.0

Daí, a necessidade de o Knoppix já vir com uma grande coleção de drivers, ferramentas e aplicativos, — de modo a reconhecer automaticamente qualquer hardware e poder ser usado para as mais complexas tarefas, no minuto seguinte, — e por consequência, a necessidade de trazer tudo isso compactado, para caber em um DVD.

Acima - Aplicativos, ferramentas e diálogos da seção de Configurações (Settings) no Menu K do Knoppix 8.1.0.

Seções Knoppix e Multimedia no Menu K do Knoppix 8.1.0

Acima - Seções Knoppix e Multimedia no Menu K do Knoppix 8.1.0.

Seções Graphics e Internet no Menu K do Knoppix 8.1.0

Acima - Seções Graphics e Internet no Menu K do Knoppix 8.1.0

Seção de Sistema (System) no Menu K do Knoppix 8.1.0

Acima - Seção de Sistema (System) no Menu K do Knoppix 8.1.0.

Seção de Utilitários (Utilities) no Menu K do Knoppix 8.1.0

Acima - Seção de Utilitários (Utilities) no Menu K do Knoppix 8.1.0.

Live tools


Configuração inicial do Wine, — que se encarregou de instalar Mono e Gecko, — sem criar problemas

Por isso, o jeito foi me conformar com a falta do ConkyKInfocenter e KSysguard, por exemplo, e contornar a falta do ttf-mscorefonts-installer pela mera cópia de arquivos TTF, encontrados na pasta “~/.wine” das distros instaladas em HDD, para a /home do Pendrive. — Feito isso, basta usar as Configurações do sistema (System settings) para instalar como “fontes do usuário” (não aceitou instalar como “fontes do sistema”).

Desse modo, o antigo Knoppix 7.7.1 “instalado” em um Pendrive de 16GB já se havia tornado meu ferramental quase único para tarefas administrativas, — em especial, seu GParted, pois não monta automaticamente outros dispositivos e partições, a menos que você peça, — e se você usar o parâmetro “forensic”, por exemplo, não afeta sequer as partições Swap existentes no computador.

• Ainda não pude encontrar, também, nenhum caminho para habilitar / configurar a tecla PrtScn (Atalho). — Desde o Knoppix 7.7.1, há 10 meses, venho utilizando o Gnome-screenshot, por comandos no Konsole.

Preparação (sem abrir o Chromium) de mais algumas Capturas de tela no Knoppix 8.1.0 instalado no Pendrive

Há quase 10 meses, adotei o Knoppix 7.1.1 em substituição ao GParted Live, — com a vantagem de manter configurações, salvar arquivos, navegar na web, examinar partições e pastas com o Dolphin personalizado, consultar (e editar) documentos, e realizar várias outras tarefas que se apresentem, enquanto faz a manutenção.

No entanto, também é muito produtivo usar o Knoppix como “sistema portátil”, fora de casa, — sem ter de transportar o PC “desktop” debaixo do braço, — desde que não precise abrir o Chromium (ou encontre um hardware melhor que o meu).

Em 7 Out., por exemplo, foi rodada uma sessão de 3h30min (16:14 ~ 19:46) do Knoppix 8.1.0 “instalado”, para documentar mais alguns detalhes. — Foram feitas mais 80 fotos e Capturas de tela, e editadas no Gimp, de modo a resumi-las em 12 imagens, várias delas reunindo partes de 2 Capturas, lado a lado (acima). — A única parte improdutiva foi abrir o Chromium (para verificar), e depois fechá-lo. Para se ter uma ideia das “travas” e sua duração, os Relógios do Painel e do GKrellM chegaram a indicar 3 ou 4 minutos de diferença.

Em 4 Out., foram obtidas as informações do “Quadro comparativo de sistemas Linux instalados” (acima), — atualizar a planilha no LibreOffice, exportar como PDF, expandir o PDF no Okular, Capturar a tela, cortar no Gimp e exportar (tudo aberto ao mesmo tempo, para refazer, em caso de correções), — sem qualquer demora ou perda de tempo.

Não abra o Chromium


htop em tty2 com o Chromium aberto no Knoppix
.
Mas, com o Chromium aberto, a única coisa útil, enquanto se espera, é alternar para outro Terminal virtual, — Ctrl-Alt-F2 para tty2, digamos, — e se surpreender de ver que o Chromium não estaria consumindo tanta Memória RAM quanto em outras distros (pobre consolo).

Portanto, há limites, — em especial, quando se teima em usar KDE, — num antigo Core 2 Duo de 2.66 GHz (1 physical processor, 2 cores, 2 threads), e apenas 4 GiB Memória RAM (ainda por cima desfalcada de 256 MiB reservados ao Video Onboard).

Neste hardware específico, basta abrir o Chromium, para ficar sujeito a longas demoras, — mesmo que você não precise usar nenhum outro aplicativo. — Ainda não tentei usar a coleção de softwares OpenSCAD, FreeCAD, Blender etc.

1ª Sessão Live DVD


Digite alguma coisa para deter a contagem regressiva do Boot automático; e F2 para ver as opções

A 1ª sessão Live DVD do Knoppix 8.1.0 durou 3h18min de uso intenso, sem absolutamente nenhum momento de “meia-trava”, — ao contrário do que já era comum no Knoppix 7.7.1 instalado no Pendrive de 16 GB, — embora os 4 GB de Memória RAM me pareçam pouco, para um sistema operacional que precisa ser descompactado em tempo de execução (on-the-fly).

Carregamento empacado em “Starting ACPI”

Na primeira tentativa, foi usado o parâmetro para testar o DVD (*); mas o carregamento empacou em “Starting ACPI”, durante mais de 10 minutos, — com o leitor de DVD emitindo rangidos de porta que abre e fecha, em loop, — até ser dado Reset.

boot: knoppix64 testcd desktop=kde tz=America/Sao_Paulo

(*) Posteriormente, verifiquei a existência de um parâmetro diferente, — “testdvd”, — o que deixa dúvidas sobre a validade desse teste inicial.

Carregamento do Knoppix 8.1 com os “cheatcodes”

Na segunda tentativa, foi acrescentado o “cheatcode” acpi=off, e finalmente carregou.

boot: knoppix64 acpi=off desktop=kde tz=America/Sao_Paulo

Lembrando que o Boot pelo DVD / USB (Pendrive) leva ao carregamento automático das opções-padrão, — 32bit, LXDE, UTC etc., — após alguns segundos.

A contagem regressiva se interrompe quando você aciona alguma tecla, para especificar outras opções de Boot, — e os principais “cheatcodes” podem ser consultados teclando F2 e F3. — Na Wiki do Knoppix existe uma lista completa.

— … ≠ • ≠ … —

Knoppix



domingo, 10 de setembro de 2017

Virus do Facebook está usando meu perfil. — E agora?

Se um “vírus” está usando seu Perfil, vá nas Configurações do Facebook

• Aquele velho conceito de “vírus”, — como um invasor que se instala no seu computador, — às vezes confunde usuários cujo Perfil no Facebook começa a postar coisas sem o seu conhecimento.

De repente, amigos avisam que receberam mensagens suspeitas, feitas em seu nome, e perguntam se foi mesmo você quem mandou, ou se é algum “vírus que invadiu seu computador” e você nem estava sabendo.

Conversa vai, conversa vem, amigos sugerem um “anti-vírus” X ou Y, — outros recomendam chamar um especialista, ou mandar o computador para a oficina, — ou formatar o disco-rígido, e outras coisas muito piores.

Calma. — Pode não ser bem assim.

Provavelmente, você apenas “autorizou” um Aplicativo a ter acesso à sua lista de amigos, — e a publicar ou enviar mensagens a eles, usando seu Perfil.

Essas coisas acontecem lá mesmo, — nos computadores no Facebook (não no seu), — quando você clica em um link duvidoso, provavelmente mandado pelo Perfil de outro amigo, “invadido” antes.

Trata-se de um “Aplicativo de Facebook”, — um Aplicativo feito para trabalhar com o Facebook.

Quando o Aplicativo é honesto, — por exemplo, feito para prestar serviços e facilitar sua vida, — é praxe ele (ou o Facebook) avisar que você concorda em “dar acesso aos seus dados”.

Mas quando um Aplicativo é programado para agir de má-fé, basta você clicar num link, — em geral, algum vídeo “chamativo”, com título sensacionalista, tipo “URGENTE”, pontos-de-exclamação às pencas, ─ ou mesmo um vídeo de apelo, digamos, menos angelical.

Esse tipo de armadilha nunca avisa que vai acessar seus dados, sua lista de amigos, — muito menos, que vai começar a publicar ou enviar mensagens privadas usando o seu Perfil, — sem o seu conhecimento, e sem pedir seu consentimento.

Em um mundo ideal, o Facebook deveria identificar e banir imediatamente qualquer aplicativo que se comporte desse modo, — mas, na prática, é preciso que milhares de usuários sejam vitimados, e milhares de amigos deles avisem, denunciem, e eles mesmos fiquem sabendo e reclamem, — antes que alguma coisa seja feita. Se é que algo será feito, e sabe-se lá quando.

O primeiro passo, — antes de mandar seu computador para uma clínica de desintoxicação, — é verificar quais Aplicativos estão autorizados a acessar seus dados e publicar ou mandar mensagens em nome do seu Perfil, no Facebook.

Nas Configurações do Facebook, selecione Aplicativos

Se você usa computador “de mesa”, — o chamado “desktop”, — comece pelo canto direito da barra superior (azul-tenebroso) do Facebook, e selecione a opção Configurações.

Dentro da página de Configurações do Facebook, clique em “Aplicativos”, — que está no menu do lado esquerdo da tela.

Remova qualquer Aplicativo que você não lembre de ter autorizado, nem consiga entender o que faz

Chegando à página dos Aplicativos, examine quais estão “autorizados” a acessar seus dados e usar o seu Perfil.

Qualquer Aplicativo que você não conheça, — que você não lembre de ter autorizado, nem consiga entender o que faz, — clique no “x” à direita dele, para removê-lo do seu Perfil.

Aproveite para examinar as seções “Aplicativos, sites e plugins”, “Notificações de jogos e aplicativos”, — entre outras coisas, — mais abaixo.

Você ficará surpreso de ver de quantas coisas pode se livrar, — a custo zero.

E tenha cuidado, da próxima vez que aparecer um apelo irresistível para clicar em alguma coisa. — No Facebook, a única coisa “urgente” que existe, é fazer você clicar sem pensar. — Aliás, a internet inteira é um campo fértil em “caçadores-de-cliques”.

Depois disso, sim, — cabe pensar na possibilidade de haver outras consequências. — Quem programa Aplicativos maliciosos, dificilmente deseja apenas divulgar um vídeo idiota, a troco de US$ 0,10 por exibição.

Quem trabalha de graça é relógio, — e sempre vale a pena evitar acessar seu internet-banking, ou pagar compras com cartão na internet, por exemplo, — até se certificar de que nenhum invasor foi instalado em sua máquina, “localmente”.

Infecções “locais”


Enfim, dê uma chance à ideia de usar alguma “distro” Linux, — que, volta e meia, ouço dizer que uma vez foi “invadido”, mas até hoje não consegui saber exatamente aonde, nem quando, nem como.

Não está “a salvo” de Aplicativos que trabalham, “no” Facebook, — ou seja, em máquinas remotas, distantes da sua, — mas torna desnecessário se preocupar com o “depois” (a menos que você goste de se preocupar, claro).

Para quem nunca viu “Linux”, — “nem pintado”, — recomendo Linux Mint Cinnamon, que é de longe o mais fácil, descomplicado, intuitivo, e “garantido” para computadores pessoais.

Igualmente, o Ubuntu, — que é a “base” do Linux Mint, — mas aí, você já arrisca pousar numa dúvida cruel, para novatos… Ubuntu Unity, Ubuntu Gnome, Xubuntu, Lubuntu, Ubuntu MATE…??

Pois é, o “Linux” tem essa mania chata, de te oferecer opções, — neste caso, entre diferentes “interfaces gráficas”.

Embora recomende a interface gráfica Cinnamon, — extremamente intuitiva e confortável, para quem está acostumado com Windows, — pessoalmente, prefiro a interface KDE.

Ou seja, Kubuntu, — ou Linux Mint KDE, — que têm certa “curva de aprendizado” um pouco mais extensa.

A causa disso, é que oferece possibilidades intermináveis de “personalização”, — uso há 10 anos (desde fins de 2007), e até hoje não explorei metade das possibilidades de configurar cada pequeno detalhe.

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