sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Mandrake + Conectiva = Mandriva Linux

Mandriva 2011rc2 em sessão Live DVD

Cheguei um pouco tarde ao Linux, — e demorei a enfrentar as opções da época: Debian, Slackware, Red Hat, Mandrake, Conectiva, — cujos CDs vinham em várias revistas, mas ainda exigiam muito tempo e dedicação.

Quando consegui rodar Live CDs do Kurumin (3.x ou 4.2) e instalar (5.1 beta e 7.0r3), ele já estava em vésperas de ser descontinuado. — Para não ter de começar tudo de novo, adotei o Kubuntu, até me sentir capaz de dispensar de vez o Windows, já em 2016.

Quando comecei a experimentar distros “não-Debian”, a partir de 2017, Red Hat há muito tempo já se havia tornado Fedora e RHEL, — SuSE tinha virado SUSE e openSUSE, — e nem sinal de Mandrake, a mais simpática (talvez devido às histórias em quadrinhos dos tempos de guri).

Interesse despertado pelo Mandrake / Mandriva e distros “derivadas”, ao longo dos anos

No final de 2017 ou início de 2018, — após instalar o Mageia, o ROSA e o PCLinuxOS, — procurei saber mais, e anotei esta a classificação (por visitas!) dos “derivados” do antigo Mandrake / Mandriva encontrados pelos filtros de pesquisa do Distrowatch:

1. PCLinuxOS (15º)
2. Mageia (22º)
3. ROSA (53º)
4. ALT Linux (133º)
Nessa busca, Distrowatch não incluía OpenMandriva (69º), por classificá-lo “derivado” no Rosa. — Não existia opção de procurar “derivados” do Rosa; — só “derivados” do Mageia e do PCLinuxOS (mas o filtro não encontrava “derivados” deles).

Queda do interesse pelos “derivados” do Mandriva em 2017 e 2018

Em Março 2019, as posições tinham oscilado bastante, — mas o filtro ainda as encontrava:

1. PCLinuxOS (24º)
2. Mageia (25º)
3. ROSA (66º)
4. ALT Linux (120º)

Em Agosto 2019, algo parece ter mudado. — Agora o filtro só encontra ROSA (63º) e ALT (122º).

Distros originadas do Mandrake

O Mandrake teve origem na França (1998), inicialmente baseado no Red Hat, e em 2002 já era considerado uma das distros mais amigáveis e fáceis para usuários iniciantes em Linux.

Mandrake is particularly appealing because a person who is unfamiliar with Linux software can learn a little at a time with this distribution (…). Mandrake offers a complete graphical interface through which the user will learn to manipulate and use the system while learning more and more, much like Windows would be to someone newly initiated to the PC”.

Conectiva Linux [pt] teve origem no Brasil (1998), também a partir do Red Hat, — e seus desenvolvedores criaram, entre outros, o APT-RPM e sua interface GUI “Synaptic”, usada ainda hoje no PCLinuxOS (além das distros Debian).

Em 2005, Mandrake adquiriu Conectiva e mudou seu nome para Mandriva [pt], — cuja última versão foi lançada em 2011. — Desde então, seu legado prosseguiu no Mageia (2011), Rosa Desktop Fresh (2012) e OpenMandriva (2013), na perspectiva dos colaboradores da Wikipedia.

Omite-se aí o o PCLinuxOS, — provavelmente porque… “Foi criada em 24 de outubro de 2003, como uma remasterização do Mandrake 9.2, desenvolvida por Texstar, um antigo colaborador do sistema, que mantinha um repositório com pacotes extras”, segundo o site da comunidade brasileira. — Ou seja: é anterior ao “capítulo” Mandriva.

Também se omite o ALT Linux, — igualmente anterior ao “Mandriva”.

Esse é o perigo de se pensar em “Mandriva”, — ao invés de “Mandrake”, — ao levantar os ramos dessa “árvore”.

ALT e PCLinuxOS são citados apenas no box “Linux distros”, no rodapé da página da Wikipedia sobre o Mandriva, — e se você procurar Mandrake, é nela que vai cair.

Em tempo: — Red Hat foi lançado em 1994 e descontinuado em 2003, em favor do RHEL (para empresas) e do Fedora (comunitário).

Mais referências



— … ≠ “•” ≠ … —

Não-debians


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