Sobre o blog Byteria

Anotações da configuração da BIOS de um antigo “486”, anos após 2 ou 3 upgrades para “Pentium” (I ou II)

Todas as “anotações” do blog Byteria registram a percepção de um mero “usuário comum”, — sem qualquer pretensão de “ensinar”, — muito menos, de parecer sabichão.

Releve, se as postagens são enroladas, confusas. — O objetivo não é “atrair” visitantes, nem “ganhar cliques”, — muito menos disputar “ranking” no Google.

Não vivo de palestras, — por isso, não preciso “inspirar confiança”, nem ocultar defeitos.

O blog ”Byteria” não é feito para ensinar, — muito menos, “ensinar tudo”. — Por isso, não usa técnicas de “envolvimento” do leitor. Não esconde burrices, erros, falhas animais. Pelo contrário. Preciso lembrá-las.

Isso é um registro, — para não esquecer.

É um desenvolvimento do velho e bom “Caderno de anotações”, — iniciado em Fev. 2006, e hoje no 4º volume, — para lembrar as instalações, as configurações, os caminhos tentados, as soluções encontradas, as burradas e os acertos.

Um modo de fixar o que vai sendo aprendido, ao longo do tempo. — Já me ocorreu de pedir socorro ao Google, e ele apontar a solução… aqui mesmo, em uma postagem antiga (que tinha esquecido!).

Até o momento (Jan. 2017), parece improvável que o blog “Byteria” consiga substituir o velho e bom “Caderno de anotações”.

O “Caderno de anotações” tem vantagens insuperáveis, — funciona, até, “à luz de velas”, caso falte energia na minha rua! Não pode ser “invadido” por nenhum hacker. — Mas tem suas limitações:

  • É muito chato escrever à mão, — demora Séculos
  • É essencialmente “linear” (linha-do-tempo rígida)
  • Não tem busca por Ctrl-F
  • Não tem Edição, Ctrl-C / Ctrl-V etc.
  • Não insere horas e minutos automaticamente
  • Não tem figurinhas
  • E, principalmente, — não impõe a obrigação de examinar (e pesquisar), depois, para conferir se o “achômetro” inicial fazia sentido, — e corrigir

Dobrando as orelhas


Tente localizar todas as ocorrências da string “Cinnamon”

Para remediar, restam alguns recursos, — como dobrar uma “orelha” nas páginas onde começa a instalação de um novo Linux, ou sublinhar em vermelho a instalação de novos aplicativos, para lembrar nas próximas instalações, — mas não vai muito além disso.

Já o “Byteria”, — com ajuda de milhares de PrintScreen, fotos, respostas de comandos >> arquivo.TXT, logs de sistema etc., — permite examinar uma série de observações, em momentos diferentes, e estruturar uma massa de informações que podem servir de base para entender certas coisas, mais tarde.

Tornei-me um viciado, — em PrtScn, fotos de celular, — ao ponto de acumular centenas de imagens (muitas delas inúteis!), por mês.

Isso, — mais os recentes acréscimos do Psensor, Conky, Monitor do sistema, smartphone com fotos em maior resolução, melhores ferramentas de captura de tela, e abertura de espaço para mais 2 Linux, — fez com que tenha aprendido muito mais, em 2016, do que em todos os anos anteriores.

A simples instalação de 2 ou mais Linux, — cheguei a ter uns 3 ou 4 ao mesmo tempo, por poucos dias, em 2009, — por si só, não ajudava a aprender ou entender muita coisa.

Pelo contrário, — no começo, aumentava a confusão. — Só começou a ser útil na medida em que virou hábito ter apenas 2 Linux, — sem mudanças constantes, e de preferência semelhantes, — Kubuntu e Debian KDE, ou Kubuntu e Linux Mint, ou mesmo 2 Kubuntu “iguais” (64bit e 32bit).

Por segurança, — para não “ter de” reinstalar às pressas, em caso de desastre, — investi cada vez mais tempo no Linux “alternativo”, de modo que pudesse ser útil na(maior parte da)s tarefas cotidianas. Mas mesmo isso, não representou um grande aprendizado, antes de 2015.

O que de fato acelerou o aprendizado, em meados de 2015, foi ter 2 Kubuntu 14.04 absolutamente “iguais”, — exceto por serem 64bit e 32bit, — e começar a aplicar no “alternativo” todas as mesmas configurações do “principal”, — muitas das quais (apesar das anotações) já nem lembrava exatamente como tinha feito.

Isso estimulou certa “sistematização”, que nunca havia tentado antes, entre 2 Linux “diferentes”, — e que a partir de Janeiro de 2016 experimentei “configurar igual” o Kubuntu 14.04 e o Linux Mint 17.3 Cinnamon.

O resultado foi o primeiro conhecimento “concreto” do significado de “ambiente gráfico” (DE = Desktop Environment), — e o maior aprendizado de KDE, de todo esse tempo, desde a instalação do Kurumin, em 2007.

A partir de 2017, — com “slots” para manter até 12 Linux instalados em paralelo (dualboot), — foi possível experimentar distros “não-debian”.

Quase todas com KDE, — sempre tentando o mesmo conjunto de configurações personalizadas, — e fazendo registros das principais diferenças, dificuldades, problemas e soluções.

Como existem centenas de distros mais ou menos diferentes entre si, me concentrei nas mais populares, — em geral, as mais desenvolvidas, com mais fóruns e dicas na web, espelhos mais próximos etc., — dentro da “árvore das distribuições Linux”.

Por fim, comecei a experimentar algumas distros “sem SystemD”.

Quem não sou


Informática não é minha área.

Ignoro absolutamente (quase) tudo sobre hardware, software, programação, — ou eletrônica, hidráulica, mecânica de automóveis, — mas é preciso lidar com tudo isso, um pouco.

Embora goste muito de computadores e engenhocas, não leio “tudo” sobre eles. — Não acompanho as novidades. — Não corro para comprar. Demoro a trocar de computador ou fazer upgrade.

Depois de apanhar pra burro, do Apple II+, CP/M, dBase II e III, PC-XT, MS-DOS, DR-DOS, Windows (“primitivo”) e mais uma selva de tropeços conexos, tudo isso se tornou, — acima de tudo, — ferramenta para trabalhar, pesquisar, manter comunicação com o mundo e, claro, me divertir.

Portanto, o blog “Byteria” não visa “ensinar”. — Mas fico feliz se alguma coisa for útil a mais alguém, — pois me beneficio das descobertas e aprendizados de muitos colegas “não-técnicos”.

“Cuidado! … o terceiro degrau da escada está quebrado”


Fiel ao princípio de que “só um tolo mente ao seu médico”, não faz sentido maquiar erros, — ao contrário do “palestrante profissional”, que precisa ir direto ao ponto, e limitar-se ao foco, — para não dispersar a atenção, — nem omitir cabeçadas, para não prejudicar a confiança que deve inspirar.

Já fiz muitas coisas erradas e já corrigi muitos erros que, 2 anos depois, não sabia mais como. — Por isso, preciso anotar, tanto os acertos, quanto os erros cometidos, antes de encontrá-los.

Enfim, tão importante quanto anotar a resposta, — ou mais, — são os caminhos que levam a ela.

Até porque, da próxima vez, a resposta pode ser outra, — mas o método de observação, separação das variáveis, teste das hipóteses pode ser útil. — Se é que existe algum “método” nessa loucura.

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Página (fixa) publicada em 21 Ago. 2016.
• Atualizado em 6 ~ 10 Jan. 2017.
•• Atualizado em 16 Jul. 2017.
••• Atualizado em 16 Set. 2018.

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