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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

PCLinuxOS Darkstar com KDE Plasma 6, dnf5 e SysVinit

Tela do PCLinuxOS Darkstar 2025-09 com Plasma 6.5.4, dnf5, SysVinit
PCLinuxOS instalado pela imagem ISO KDE Darkstar 2025.09 •

Diferente de outras distros “rolling release” — que um dia substituíram o Plasma 5 pelo Plasma 6 em seus repositórios — o PCLinuxOS deixou cada usuário à vontade para experimentar o Plasma 6 e discutir problemas e soluções no fórum — ou continuar com o Plasma 5, acompanhar a experiência dos colegas, e migrar quando achasse conveniente.

Seção “kde6” adicionada aos repositórios do PCLinuxOS

Para isso, criou uma seção “kde6” em seus repositórios — ao lado das seções “kde5”, “mate”, “xfce4”, “kernel” etc. — Quando cada usuário decidisse fazer o upgrade, deveria trocar a seção “kde5” pela “kde6” (nunca, habilitar as 2 ao mesmo tempo!) — e seguir mais algumas instruções, nesta ordem:

Howto upgrade to Plasma 6:

apt-get update
apt-get dist-upgrade
apt-get install task-qt6

sd "kde5" "kde6" /etc/apt/sources.list
   ... or ...
   sed -i 's/kde5/kde6/g' /etc/apt/sources.list

apt-get update
apt-get install task-kde5-remove
apt-get install task-kde6-install
apt-get dist-upgrade
reboot

... and reinstall your favorite KDE applications

Portanto, não houve um “dia D”. — Não houve “anúncio”, nem “notas de lançamento”. — O que houve, foi um processo, com vários colegas e desenvolvedores fazendo testes e conversando no Fórum — entre Abril 2024 e Julho 2025.

E não foi notícia em parte alguma, que eu consiga encontrar.

Manual multilíngue do “InstallMe” / “MyLive Install” do PCLinuxOS, em PDF

Houve outras 2 novidades — uma, muito antes — e outra, logo depois:

(a) Desde 2023, as imagens ISO do PCLinuxOS já vinham com um novo instalador — o “InstallMe” / “MyLive Install” — em substituição ao antigo Draklive Install.

  • Adaptado do “17g-installer” — um fork do instalador do Linux Mint Debian Edition (LMDE), que substitui o Calamares.

Numa distro de atualização permanente (rolling release), não é comum “reinstalar”. — Por isso, muitos usuários ainda não conheciam.

Manual multilíngue do DNF Package Manager

(b) E desde Setembro 2025, as imagens ISO vêm com um novo gerenciador de pacotes — o DNF Package Manager (GUI).

  • O Synaptic continua nos repositórios (basta instalar) — e não há previsão de ser eliminado, a curto prazo. — Muitos usuários optaram por continuar com ele.

Essas 3 novidades acabaram se embolando, para alguns usuários.

Quem tinha instalado o PCLinuxOS antes de 2023, e agora optou por reinstalar, deparou-se com o novo instalador “InstallMe” / “MyLive Install” — e se reinstalou a partir de Setembro, deparou-se também com o DNF Package Manager (GUI).

E para complicar, um incêndio destruiu os servidores do site, do fórum, da wiki — e vários backups — apagando o acervo de conversas, dicas e orientações acumuladas no Fórum, ao longo daqueles meses.

Instalação antiga do PCLinuxOS, atualizada no final de 2025

Eis uma cronologia resumida — até onde pude recuperar informações no Wayback Machine (Internet Archive), no grupo do Facebook, e em outros sites e fóruns rastreados pelo Google:

Julho 2023 - Lançadas imagens ISO 2023.07 com o novo instalador “InstallMe” / “MyLive Install”, em substituição ao antigo Draklive Install.

Abril 2024 - Anúncio das últimas atualizações na seção “kde5” dos repositórios — KDE Plasma 5.27.11; Frameworks 5.115; Aplicativos KDE 23.08.5 — e o início da seção “kde6”.

  • Ainda houve mais algumas atualizações do KDE Plasma 5, até meados de 2025. — Não sei quando a seção “kde5” foi esvaziada, creio que no 2º semestre de 2025.

Outubro 2024 - Lançadas imagens ISO 2024.10, consolidando as últimas atualizações da seção “kde5” — KDE Plasma 5.27.11; Frameworks 5.116; Qt 5.15.6.

  • As instalações existentes continuaram recebendo as demais atualizações de Kernel, bibliotecas, ferramentas, aplicativos. — Minha antiga instalação, por exemplo, com o KDE Plasma 5, continuou funcionando e recebendo as demais atualizações, até 29 Dezembro 2025 — quando fiz seu upgrade para o KDE Plasma 6.

Fevereiro a Junho 2025 - Colocados na seção “kde6” dos repositórios o KDE Plasma 6.3.2; o Frameworks 6.12, 6.13, 6.14; e os KDE Apps 25.04.1, 2, 3. — Não consegui encontrar lançamentos anteriores a esses, no Internet Archive.

23 Junho 2025 - Incêndio do prédio dos servidores do site, Fórum, Wiki etc. do PCLinuxOS, felizmente sem vítimas — mas com perda também de backups. — Isso dificulta recuperar a cronologia anterior, em detalhes.

Primeiras imagens ISO do PCLinuxOS com KDE Plasma 6

Julho 2025 - Lançamento das imagens ISO 2025.07, com KDE Plasma 6.4.3; Frameworks 6.16.0; Qt 6.8.2 — mas ainda com o Synaptic.

Agosto 2025 - Imagens ISO 2025.08.

Setembro 2025 - Imagens ISO 2025.09, com KDE Plasma 6.4.5; Frameworks 6.17.0; e Qt 6.8.2 — com o dnf5 (CLI) e o DNF Package Manager (GUI), em lugar do Synaptic — mas com toda infraestrutura do apt (apt-rpm), que permanece no controle das configurações.

Índice

Origens do PCLinuxOS

Distros mais procuradas nas páginas do Distrowatch (2002-2009)

O PCLinuxOS foi lançado em 2003, com base na versão 9.2 do antigo Mandrake — então considerado uma das distros mais amigáveis para iniciantes no Linux. — Sua história foi contada na edição de Out. 2014 da PCLinuxOS Magazine.

Gerenciamento de pacotes

Ferramentas de gerenciamento de software no PCLinuxOS, em 2021 e 2025

Da brasileira Conectiva, o PCLinuxOS adotou o apt-rpm (CLI) e sua interface Synaptic (GUI).

Agora, as novas imagens ISO já vêm com o DNF Package Manager, em vez do Synaptic — mas as configurações dos repositórios continuam em /etc/apt/sources.list.

O PClinuxOS mantém outras características incomuns — como o SysV init (em vez do SystemD) — e o gerenciamento separado, tanto do LibreOffice (que baixa direto da Document Foudation); quanto de Idiomas / Localização (addlocale).

Nos dois casos, pode-se instalar 1 idioma de cada vez. — Para instalar um 2º idioma, deve-se executar outra vez o gerenciador do LibreOffice e / ou o gerenciador de Localização; e assim por diante. — O idioma Inglês não pode ser removido do LibreOffice, nem do sistema.

Não encontrei mais o “Gerenciador de Localização” na seção “Software Center” do Menu, como acontecia em 2021. — Agora, ele está na seção “Configuração”, que oferece o PCLinuxOS Control Center (PCC), no topo, com o nome de “Configure o seu Computador”; e seus módulos individuais, na sequência — tal como o openSUSE fez com o YaST2.

Gerenciador de Localização oferece a Wiki enquanto aguardamos

Tanto o gerenciamento de Idioma / Localização (addlocale), quanto o do LibreOffice (e seus idiomas) precisam que o sistema esteja atualizado. — Se a gente esquecia, eles mandavam a gente fechá-los, atualizar tudo, e voltar depois.

Agora, o próprio “addlocale” fez a atualização do sistema, antes de instalar o Idioma / Localização que eu pedi. — Mas antes, solicitou que todos os “outros usuários” fizessem Logout, e que todos os aplicativos fossem fechados.

As regras são um tanto complexas. — Felizmente, agora o “addlocale” nos encaminha para sua documentação na “Wiki” — para a gente se divertir enquanto espera ele terminar o serviço.

Não sei se o Gerenciador do LibreOffice também atualizaria o sistema, pois o executei quando tudo mais já estava atualizado. — No fim, deixou 2 arquivos na minha pasta pessoal: — “getLOdictionary.txt” e “LibreOffice_Info.txt”.

Abundância de navegadores

Icecat — mais um navegador focado em segurança, em Fevereiro 2026

O PCLinuxOS também se destaca pela grande oferta de navegadores de internet. — Em 2023, a notícia do Distrowatch citava 26 opções. — Em 6 Jan. 2026, encontrei pelo menos 38 opções, nos repositórios:

# dnf search browser

 basilisk-browser            Basilisk is a free and Open Source XUL-based web browser
 brave-browser               Chromium based Brave Web Browser
 catalyst-browser            Catalyst Browser
 chromium-browser            Chromium Browser
 chromium-ungoogled-browser  Chromium Browser Ungoogled
 dillo-browser               Very fast and light web browser
 felida-browser              A lightweight Chromium Browser using Electron.js!
 fifo-browser                This is a privacy orientated browser.
 firedragon-browser          Garuda Firefox Browser
 floorp-browser              Floorp web browser
 ghostery-private-browser    Ghostery web browser
 iridium-browser             Iridium Browser
 mercury-browser             Firefox based browser for highend CPUs
 microsoft-edge-browser      Microsoft Edge browser for Linux
 midori-browser              Midori Web browser
 min-browser                 Min Browser
 opera-browser               Opera Web Browser
 otter-browser               Web browser controlled by the user, not vice-versa
 palemoon-browser-gtk2       Palemoon web browser
 palemoon-browser-gtk3       Palemoon web browser
 sidekick-browser            A productivity browser for focused work
 slimjet-browser             Slimjet Web Browser
 thorium-browser             Chromium based browser for highend CPUs
 tor-browser-bundle          Anonymous browser
 ulaa-browser                Ulaa Browser
 vivaldi-browser             Vivaldi browser
 waterfox-browser            Waterfox  web browser
 google-chrome-browser       Google Chrome
 librewolf-browser           A fork of Firefox, focused on privacy, security and freedom
 naver-whale-browser         Naver Whale Stable
 angelfish                   A modern mobile Web browser
 dooble                      Dooble Web Browser
 falkon                      Cross-platform Qt Web Browser based on QtWebEngine
 firefox                     Mozilla Firefox web browser
 konqueror                   KDE file and web browser
 links                       Lynx-like text WWW browser
 lynx                        Text based browser for the world wide web
 seamonkey                   Web browser, e-mail, news, IRC client, HTML editor
 (...)

Escala visual

Escala da tela e tamanho de fontes do Live PCLinuxOS, comparados a outra distro

Outra característica incomum, é que a sessão Live KDE Plasma vem com fontes 12pt, ao invés de 10pt como nas outras distros — e tudo, na tela, se apresenta 15% maior. — O Conky, por exemplo, que eu configuro com largura de 270 pixels, apareceu com 310 pixels.

Retornando de 110 para 96 dpi no PCLinuxOS

Para voltar à escala normal, bastou desmarcar a opção “Forçar Fonte DPI 110” — e fechar / reabrir os aplicativos, para voltarem ao padrão de 96 dpi; ou reiniciar o servidor X. — Com a janela do KDE System Settings já reduzida, aproveitei para configurar as fontes conforme as minhas outras distros, com Noto Sans e Hack 10pt e 8pt.

  • O System Settings não oferece essa opção no Wayland — mas o PCLinuxOS carregou sessão Plasma X11, automaticamente, em todas as sessões Live, e também depois de instalado. — Não tentei Wayland, que ainda não me interessa (só estou testando no Fedora).

Essa configuração aparece em ~/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf, na linha “Gdk/UnscaledDPI” — mas editar só esse arquivo manualmente não faz efeito, pois ele é restaurado com o valor anterior, a cada novo Login. — Os valores são 96 x 1024 = 98304; ou 110 x 1024 = 112640:

# ls -n   [Home5]
total 8
drwxr-xr-x 35 1000 1000 4096 Mar  3 00:21 flavio
drwx------ 18 1000 1000 4096 Sep 22 12:22 flavio_OLD

# cat   [Home5]   /flavio/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf | grep Unscale
Gdk/UnscaledDPI 98304

# cat   [Home5]   /flavio_OLD/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf | grep Unscale
Gdk/UnscaledDPI 112640

# cat   [Home5]   /flavio_OLD/.config/xsettingsd/xsettingsd.conf
Net/CursorBlinkTime 1000
Net/CursorBlink 1
Net/SoundThemeName "ocean"
Gdk/UnscaledDPI 112640
Gdk/WindowScalingFactor 1
Net/ThemeName "Breeze"
Gtk/EnableAnimations 1
Gtk/DecorationLayout "icon:minimize,maximize,close"
Gtk/PrimaryButtonWarpsSlider 1
Gtk/ToolbarStyle 3
Gtk/MenuImages 1
Gtk/ButtonImages 1
Gtk/CursorThemeSize 24
Gtk/CursorThemeName "PolarCursorTheme"
Net/IconThemeName "breeze"
Gtk/FontName "Open Sans Semibold, Demi Bold 12"

Não investiguei além desse ponto. — Veja mais na Arch Wiki.

Download e suporte

Download e verificação da ISO pclinuxos64-kde-darkstar-2025.09, em Setembro

Baixei a ISO KDE Darkstar 2025.09, em 22 Set 2025 — verifiquei pelo md5sum — e “queimei” em DVD pelo K3b, para guardar.

  • A ISO “KDE Darkstar” é mais “enxuta” (minimal) do que a “KDE” (full), embora a diferença não seja espetacular.

Manuais do DNF Package Manager e do instalador do PCLinuxOS

Na página de download das imagens ISO, encontram-se também manuais multilíngues do “InstallMe” / “MyLive Install” — e do DNF Package Manager. — Vale a pena baixar, ler com atenção, e ter à mão para consultar, sempre que sentir necessidade.

  • Tudo isso também pode ser baixado dos outros 12 espelhos indicados no arquivo /etc/apt/sources.list — como o da Universidade de Princeton (EUA), ou o da UFPR (Brasil), por exemplo. — Torrents das imagens ISO estão disponíveis no Linux Tracker, incluindo algumas versões anteriores.

A Wiki (Knowledgebase) oferece bastante documentação — e no Fórum da distro, desenvolvedores e colegas mais experientes ajudam a tirar dúvidas e solucionar eventuais dificuldades, todos os dias.

Enfim, vale a pena acompanhar e colecionar a revista PCLinuxOS Magazine, que traz muitos artigos úteis — como DNF Package Manager (2025-10), Easy Flatpak Manager (2025-08), Recuperação dos sites (2025-08), Flatpak CLI commands (2023-07), Pacotes Flatpak e AppImage (2023-04), Uso do Timeshift (2020-12), História do PCLinuxOS (2014-10), por exemplo.

Boot e sessão Live

Boot do Live PCLinuxOS em “Copy to RAM” — e manter o Teclado dos EUA

No meu hardware (e usando Live DVD), a experiência mostrou que a melhor opção de Boot é “Copy to RAM” — e não mexer na opção-padrão de “Teclado dos EUA”, que é oferecida antes de carregar a sessão Live.

  • Nas primeiras tentativas de Boot, alterei o layout de Teclado, mas na tela seguinte já não havia texto nenhum, e não pude carregar a sessão Live. — Desde então, não mexi mais nisso, para não perder tempo — e desse modo também consegui, mais tarde, carregar sessões Live com as ISO 2024-10, 2025-07, e 2025-08, para examiná-las.

Mapa detalhado de seleção do Fuso Horário, na Live com KDE 6.4.5

Depois de carregar a sessão Live — aí, sim, alterei o layout de Teclado, fuso horário — e várias outras configurações.

  • Rodei várias sessões Live da ISO KDE Darkstar 2025-09, em Setembro, Novembro, Dezembro e Janeiro, para checar e documentar os detalhes — e a cada Live, fui configurando mais e mais, para facilitar o trabalho. — O gnome-screenshot, nas últimas sessões Live, me permitiu capturas bem melhores, mais fáceis e rápidas, do que o KDE Spectacle.

Tela da sessão Live com os ícones do “InstallMe” e seu manual (Help)

Minhas configurações nas sessões Live incluíram o Fuso Horário (para sincronizar fotos e capturas de tela); personalização do Dolphin, do Relógio etc.; instalação do Conky, gnome-screenshot, lm-sensors, Google Chrome, além do KRuler em Flatpak (para não atualizar todo o KDE); configuração do Teclado (ABNT2), atalhos, sensors, Conky etc.

Sucessivas instalações do PCLinuxOS

Com essas experiências, fiz 4 instalações sucessivas, em 2 partições separadas — vou chamar aqui “PCLinuxOS (2)” e “PCLinuxOS (3)” — sem afetar minha antiga instalação, feita em 2021:

---------------------------------------------------
Linux5 --> "PCLinuxOS (2)"                     sda6
--------------------------
$ stat -c'%w' /etc
2025-09-22 12:03:23            -- 1st installation

$ stat -c'%w' /etc
2025-11-25 15:23:17            -- 2nd installation
---------------------------------------------------
Linux6                                         sda7
------
$ stat -c'%w' /etc
2021-08-09 19:37:01            -- old installation
---------------------------------------------------
Linux11 --> "PCLinuxOS (3)"                    sdb5
---------------------------
$ stat -c'%w' /etc
2025-12-28 12:52:39            -- 3rd installation

$ stat -c'%w' /etc
2026-01-04 18:07:21            -- 4th installation
---------------------------------------------------

Afinal, minha antiga instalação estava funcionando bem, e eu não quis arriscá-la em um upgrade para o KDE Plasma 6, antes de ter uma nova instalação funcional. — Só no final de Dezembro, fiz o upgrade da minha instalação antiga.

Algumas situações, só consegui entender ou capturar em uma instalação, ou em outra — por isso, os exemplos e as imagens seguem uma ordem lógica — e não, cronológica.

Instalação

Escolhas do Fuso Horário, Idioma e Teclado no instalador do PCLinuxOS

Ao iniciar o “Install Me” / “MyLive Install” do PCLinuxOS, ele oferece mais uma possibilidade de configurações: — Escolhi Inglês britânico — além do Fuso Horário BRT e do Teclado em Português do Brasil (ABNT2).

No entanto, o manual do Instalador adverte:

O idioma especificado aqui é o usado pelo instalador — e não o idioma final do sistema operacional instalado. — O idioma instalado será o inglês [dos EUA]. Para adicionar um idioma diferente ao sistema, o script “addlocale” é necessário [...].

É proveitoso ler e reler o manual com atenção. — Ele não tenta apresentar o InstallMe / MyLive Install como algo perfeito. — Pelo contrário, indica suas falhas e deficiências.

Ele adverte, por exemplo, que marcar a opção de “baixar atualizações durante a instalação” pode causar longas demoras — pois o instalador usa o repositório do NLUUG, na Europa (Holanda) — que talvez não seja o mais adequado para o país onde você se encontra:

Escolha de “particionamento manual” e baixar atualizações

Escolhi "particionamento manual" — para () escolher as partições, que sempre preparo antes. — Na primeira instalação, por exemplo:

Device   Label     Mountpoint    Filesystem

sda1     EFI       /boot/efi     vfat
sda6     Linux5    /             ext4
sda12    Home5     /home         ext4
sda13    Swap      swap          swap

Clica-se com o botão direito do mouse em cada partição que se deseja usar — escolhe-se o ponto de montagem desejado — mas escolher um formato (mesmo que seja o existente) significa “Formatar”!

Particionamento manual — para escolher partições previamente preparadas

Tudo bem, formatar a partição onde se vai instalar o sistema — mas eu não queria formatar a partição “Home5”, pois eu queria aproveitar as configurações existentes na “pasta pessoal”, dentro dela, feitas na instalação anterior.

E... bah...! Não adianta escolher /dev/sda1 no campo que sugere instalar o bootloader, na parte de baixo. — É preciso selecionar explicitamente uma partição EFI (indicada como “Mac OS X”) — e escolher numa lista o ponto-de-montagem /boot/EFI.

Quanto ao botão “Edit partitions”, na parte de baixo, simplesmente abre o GParted — e desmarca todas as partições que você tiver configurado até esse momento. — Portanto, se vai usá-lo, faça isso antes de começar a escolher e configurar as partições.

Atribuí ao sistema o nome “Linux5”, criei a senha de Administrador (root), Usuário, ID etc. — e no final conferi o Resumo apresentado para confirmação, antes de iniciar a gravação em disco:

O instalador iria formatar minha antiga /home

Até aí, é possível voltar atrás (Back), para corrigir alguma coisa — ou sair do instalador (Quit) e abortar a instalação.

Na primeira instalação, perdi a pasta pessoal que existia na partição “Home5” — e tive de copiar outra, de outra distro (MX Linux), para poupar trabalho.

Na segunda instalação, lembrei daquele desastre, e tratei de voltar atrás, para impedir isso:

Resumo da instalação do PCLinuxOS — agora, sem a “Home5”

Apenas a partição “Linux5” deveria ser formatada — uma exigência de quase todos os instaladores, para assegurar que a partição-raiz do sistema esteja “limpa”, sem restos de qualquer instalação anterior.

A partição EFI não seria formatada. — Os instaladores costumam evitar esse desastre — pois é comum haver ali bootloaders de outros sistemas operacionais.

Também me certifiquei de que a partição Swap não seria formatada — pois isso iria alterar seu identificador UUID — o que me obrigaria a editar os arquivos /etc/fstab de todas as minhas outras distros, instaladas em dualboot / multiboot.

Na primeira de minhas 4 instalações, não entendi como evitar que a partição /home (Home5) fosse formatada. — Perdi as configurações que estavam nela.

Na instalação seguinte (mesma partição), a única solução que encontrei, foi não incluir a partição “Home5” na instalação. — É fácil incluí-la no /etc/fstab, mais tarde.

Em outras tentativas (3ª e 4ª), descobri como evitar esse problema:

O instalador automaticamente “decide” formatar a partição /home

Cliquei com o botão direito do mouse na linha da partição /home e escolhi “Editar”. — No diálogo que se segue, abri o menu suspenso de seleção do campo “Formatar como” — e cliquei na linha (em branco!), acima da primeira opção. — Não existe nada escrito, mas é ali que está a opção de “não formatar”:

Desmarcando “formatar” a partição /home

Desse modo, consegui evitar que a partição /home fosse formatada — e pude escolher a partição EFI:

Partição /home marcada para não formatar — e escolha da partição EFI

Em resumo, minhas dificuldades nasceram de 2 detalhes:

1) O cabeçalho da coluna “Formatar” desaparece quando se rola para baixo uma longa lista de partições. — Isto só foi um problema, porque me acostumei com outros instaladores, onde a coluna de “formatos” é apenas uma indicação do sistema de arquivos; enquanto a marca de “Formatar” aparece em outra coluna. — Mas acredito que a maioria dos usuários não tenha uma lista tão longa de partições, então isso deve afetar poucas pessoas:

Seleção completa das partições para a instalação do PCLinuxOS

2) A opção ”Não formatar” está em branco, na lista suspensa de formatos a escolher — e só encontrei por “intuição”. — No entanto, vi apenas um usuário embaraçado com isso, no Fórum do PCLinuxOS.

Flatpak

Preparação do Easy Flatpak Installer ao abrir pela primeira vez

Esta foi a primeira vez que instalei Flatpak — pois até agora eu vinha evitando pacotes Flatpak, Snap, AppImage etc., em todas as distros.

  • No Arch, uso o mínimo possível de pacotes do AUR. — No openSUSE, o mínimo possível de pacotes do Pakman Essentials. — No Fedora, o mínimo possível de pacotes do RPM Fusion. — Não uso pacotes PPA em distros de base Ubuntu.

O primeiro Flatpak que instalei foi o KRuler, para medir a escala visual da sessão Live — pois a imagem ISO era de Set. 2025 (KDE Apps 25.08.5), e já estávamos em Jan. 2026 (KDE Apps 25.12.0). — Instalar o KRuler “oficial” exigiria atualizar todo o KDE Plasma, Apps, Qt, Framework.

Ao abrir o Easy Flatpak, ele baixou um arquivo que ainda não entendo, e tornou a fechar. — Foi preciso abri-lo outra vez — e só então, ele carregou as informações atualizadas do repositório (Flathub).

Instalação do KRuler pelo Easy Flatpak, no Live PCLinuxOS

Na primeira tentativa de instalação, deixei desativado o botão deslizante “Escopo Usuário” — e depois de baixar, instalar etc., ele avisou que não foi possível, porque o usuário não tinha permissão. — Fiz de novo, com “Escopo Usuário”, e funcionou.

Download e instalação do Google-Earth em Flatpak, no PCLinuxOS

Tempos depois, com o PCLinuxOS já instalado no computador, decidi instalar 2 pacotes Flatpak que não existem nos repositórios oficiais da distro: — O Google-Earth e o Foliate.

Experimentei um caminho diferente: — Entrei no Flathub, baixei o pacote — e executei o comando indicado para fazer sua instalação:

$ cd Downloads

$ ls
com.google.EarthPro.flatpakref

$ date; flatpak install com.google.EarthPro.flatpakref; date
Mon Dec 22 01:15:33 PM -03 2025
Required runtime for com.google.EarthPro/x86_64/stable (runtime/org.freedesktop.Platform/x86_64/24.08) found in remote flathub-1
Do you want to install it? [Y/n]:

com.google.EarthPro permissions:
    ipc      network      pulseaudio      x11      dri      file access [1]     dbus access [2]

    [1] xdg-download
    [2] org.freedesktop.Notifications

        ID                                              Branch                Op           Remote              Download
 1. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default             24.08                 i            flathub-1           144.7 MB / 145.4 MB
 2. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default             24.08extra            i            flathub-1            24.0 MB / 145.4 MB
 3. [✓] org.freedesktop.Platform.Locale                 24.08                 i            flathub-1            42.8 MB / 388.2 MB
 4. [✓] org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel            24.08                 i            flathub-1            14.8 MB / 15.0 MB
 5. [✓] org.freedesktop.Platform.openh264               2.5.1                 i            flathub-1           913.7 kB / 971.4 kB
 6. [✓] org.freedesktop.Platform                        24.08                 i            flathub-1           192.9 MB / 269.3 MB
 7. [✓] com.google.EarthPro                             stable                i            flathub-1            60.9 MB / 61.0 MB

Installation complete.
Mon Dec 22 01:16:37 PM -03 2025

Aplicativos Flatpak têm acesso limitado dentro do PC, e o Google-Earth não pôde abrir o arquivo “myplaces.kml” na pasta /home de outra distro. — Copiei para a pasta Downloads do PCLinuxOS, e assim pude importar as camadas atualizadas:

Camadas importadas do “myplaces.kml” de outra distro

Por fim, usei o mesmo comando — sem baixar o pacote — após seguir uma dica do PCLinuxOS Magazine:

PCLinuxOS Magazine - 2023-07 (vol. 198)

1) Install Flatpak utility via Synaptic

2) As root:

# flatpak remote-add --if-not-exists flathub https://flathub.org/repo/flathub/flatpakrepo

3) Restart PC

$ flatpak search earth
Name            Description                                             Application ID                   Version      Branch Remotes
Google Earth P… 3D planet viewer                                        com.google.EarthPro              7.3.6        stable flathub
(...)

$ flatpak install flathub com.google.EarthPro
Looking for matches…
Remote ‘flathub’ found in multiple installations:

   1) system
   2) user

Which do you want to use (0 to abort)? [0-2]: 1
Required runtime for com.google.EarthPro/x86_64/stable (runtime/org.freedesktop.Platform/x86_64/25.08) found in remote flathub
Do you want to install it? [Y/n]: y

com.google.EarthPro permissions:
    ipc      network     pulseaudio     x11     dri     file access [1]     dbus access [2]

    [1] xdg-download
    [2] org.freedesktop.Notifications

        ID                                                Branch                 Op            Remote             Download
 1. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default               25.08                  i             flathub            140.4 MB / 141.4 MB
 2. [✓] org.freedesktop.Platform.GL.default               25.08-extra            i             flathub             25.2 MB / 141.4 MB
 3. [✓] org.freedesktop.Platform.Locale                   25.08                  i             flathub            180.5 MB / 378.7 MB
 4. [✓] org.freedesktop.Platform.VAAPI.Intel              25.08                  i             flathub             13.6 MB / 13.7 MB
 5. [✓] org.freedesktop.Platform.codecs-extra             25.08-extra            i             flathub             14.2 MB / 14.4 MB
 6. [✓] org.gtk.Gtk3theme.Adwaita-dark                    3.22                   i             flathub              4.7 kB / 1.5 kB
 7. [✓] org.freedesktop.Platform                          25.08                  i             flathub            200.6 MB / 253.4 MB
 8. [✓] com.google.EarthPro                               stable                 i             flathub             61.8 MB / 62.0 MB

Installation complete.


$ flatpak remotes                ### Lists all configured remote repositories
Name    Options
flathub system
flathub user

Dessa vez, o instalador CLI do pacote Flatpak remoto perguntou se eu queria instalar “system” ou “user”:

Instalação de pacote Flatpak remoto por comando

xxxx

Mountpoints

Houve uma época em que eu preferia pontos de montagem mais curtos — e gostei quando vi que o PCLinuxOS usava “/media/LABEL”. — Hoje, prefiro o tradicional “/run/media/USER/LABEL” das distros não-Debian — ou mesmo o “media/USER/LABEL” das distros Debian.

Para isso, criei o arquivo /etc/udev/rules.d/99-udisks2.rules”, com este conteúdo:

   # UDISKS_FILESYSTEM_SHARED
   # ==1: mount filesystem to a shared directory (/media/VolumeName)
   # ==0: mount filesystem to a private directory (/run/media/$USER/VolumeName)
   # See udisks(8)
   ENV{ID_FS_USAGE}=="filesystem|other|crypto", ENV{UDISKS_FILESYSTEM_SHARED}="0"

xxxx

___________________
• Publicado em 25 Dezembro 2025; e desenvolvido até Fevereiro 2026.

— … ≠ • ≠ … —

Mandrake / Mandriva

PC desktop UEFI / GPT

quarta-feira, 5 de julho de 2023

Upgrade do Mageia 8 para Cauldron (Mageia9)

Detalhes do Mageia Cauldron (Mageia9) no Conky e no KInfocentre do Plasma KDE
Mageia Cauldron identifica-se como “Mageia 9”, no momento •

Cauldron é a versão de desenvolvimento do Mageia — onde se prepara o próximo lançamento — depois, o lançamento seguinte — e assim por diante.

Comporta-se como um lançamento contínuo (rolling release) — mas não é feito para isso, nem se recomenda para uso comum. — É para desenvolvedores e testadores.

  • Mageia adverte que o “Cauldron pode quebrar seu computador, devorar seus dados, incendiar sua casa ou matar seus gatinhos”. — Se você precisa de uma distro “confiável” para o seu trabalho, fique sempre com a versão “estável”.

Em suma: é a versão de teste. — É como instalar Mageia 9 beta2, para ver o desenvolvimento final da próxima versão — e não parar mais de acompanhar os desenvolvimentos posteriores... Mageia 10... Mageia 11... etc.

Em vez de instalar, optei por fazer upgrade do meu Mageia 8 (stable) para Cauldron (testing) — de modo a preservar, na medida do possível, os pacotes que adicionei nos últimos 2 anos, as configurações em /etc e tudo mais.

  • Isto não é um “tutorial”! — É só um registro para lembrar o que fiz, e como fiz — inclusive, erros... e desobediência às recomendações oficiais.

Índice

  • Roteiro
  • Bem-vindo ao Mageia Cauldron
  • Ajuste fino
  • Escovando bits
  • Conclusões
  • Por que Cauldron?
  • E por que não via DNF?

Roteiro

Atualização do Mageia 8, antes de iniciar o upgrade para Cauldron

Leia as recomendações oficiais com atenção.

Basicamente — pelo urpmi:

  1. Atualizar o Mageia estável
  2. Remover os Repositórios da versão estável
  3. Adicionar os Repositórios do Cauldron
  4. Testar o upgrade (download e simulação)
  5. Fazer o upgrade

Por distração, pulei o teste — e fiz logo o upgrade — o que é um perigo!

Em negrito, no histórico do bash — que não registrou a atualização inicial (imagem acima: 11:35):

# history
  776  2023-07-04_11-42-32  # dnf --version
...
  784  2023-07-04_12-25-49  # rpm -qa | sort > packages-installed-Mageia8.txt
...
  786  2023-07-04_13-01-43  # urpmi.removemedia -a
  788  2023-07-04_13-02-51  # urpmi.addmedia --distrib 'http://mageia.c3sl.ufpr.br/distrib/cauldron/x86_64/'
  790  2023-07-04_13-06-21  # systemctl stop dnf-makecache.service
  791  2023-07-04_13-06-41  # systemctl stop dnf-makecache.timer && systemctl daemon-reload
  792  2023-07-04_13-11-02  # date; urpmi --auto-update --auto --force; date
  793  2023-07-04_13-10-03  # script upgrade_log-1.txt
...
  797  2023-07-04_13-44-26  # rpm -qa | sort > packages-installed-Mageia9-Cauldron.txt
  799  2023-07-04_13-49-40  # urpmi --clean

Acima: - Depois do urpmi --auto-update, verifiquei se o dnf estava instalado (estava) — pois neste caso podia ser bom parar o dnf-makecache pelo systemctl. — Isso era uma recomendação antiga (de que dnf-makecache podia travar o upgrade via urpmi), mas não sei se ainda é necessária.

Pelo comando rpm, salvei uma lista dos pacotes instalados no Mageia 8.

Removi os repositórios do Mageia 8 pelo comando urpmi.removemedia -a.

Comando urpmi.addmedia para Cauldron x86_64 de um espelho específico

Adaptei o comando urpmi.addmedia para adicionar Cauldron e a arquitetura x86_64 — de um espelho específico.

  • Mecanismos de escolha automática de espelhos mais “próximos”, ou  “mais responsivos”, são muito úteis para quem começa a usar distros Linux, ou não quer gastar tempo e neurônios — mas “o melhor da hora”, nem sempre é o melhor a médio e longo prazo. — Já usei dúzias de espelhos do Brasil e do exterior, e sei em quais posso confiar, levando em conta também as conexões até a minha cidade.

Parei o serviço dnf-makecache — e iniciei o Typescript, para registrar todas as mensagens do upgrade. — O histórico só registra o comando Typescript no final da gravação, ou seja, após o comando de upgrade (embora com o horário anterior).

Pelo comando rpm, salvei uma nova lista dos pacotes instalados — agora, no “Mageia 9” Cauldron — e limpei o cache de pacotes baixados pelo urpmi.

Dolphin parou de funcionar no meio do upgrade para Cauldron

Recomenda-se não fazer o upgrade do Mageia dentro de uma sessão desktop, mas é claro que não obedeci. — Perto do final, o Dolphin não conseguia mais abrir outras pastas — mas o Kate e o gnome-screenshot continuaram gravando seus arquivos normalmente, e pude documentar o processo todo, sem lacunas.

urpmi alterna download e instalação (e remoção!), por grupos de pacotes

O upgrade, propriamente dito, se realizou em 11 minutos (13:11 às 13:22), com uma conexão de 480 “megas” (480 Mbit/s  = 57,22 MiB/s), alternando download, instalação (e remoção!) de grupos de pacotes.

Script started on 2023-07-04 13:10:03-03:00

# date; urpmi --auto-update --auto --force; date
Tue  4 Jul 13:11:02 -03 2023

(...)

You should restart your computer for dbus, glibc, kernel-desktop, systemd
Tue  4 Jul 13:21:51 -03 2023

exit

Script done on 2023-07-04 13:22:18-03:00

Download, instalação e remoção de grupos de pacotes pelo urpmi

Ao contrário do upgrade pelo dnf — que baixa todos os pacotes de uma vez, e depois reinicia o PC para aplicar as alterações fora do ambiente desktop — o urpmi baixa e instala um grupo de pacotes de cada vez, ao mesmo tempo em que já vai removendo os grupos de pacotes substituídos.

Isso é um perigo — caso haja qualquer falha ou interrupção no meio do processo!

Por isso, é recomendado fazer o download de todos os pacotes, seguido de um teste que apenas simula o upgrade, para detectar possíveis falhas — antes de realmente fazer o upgrade — mas por distração, não notei que eu tinha esquecido de adicionar esses 2 parâmetros ao comando:

 # urpmi --auto-update --auto --download-all --test

Felizmente, a energia elétrica não caiu durante o processo — e não houve falha no download de nenhum pacote.

Foi por decisão consciente que — contra todas as recomendações — decidi fazer o upgrade dentro da sessão KDE Plasma, e com vários aplicativos abertos.

Mas as falhas e erros devem-se ao fato de que li coisas demais: — instruções de upgrade para Cauldron, instruções de upgrade do Mageia 7 para Mageia 8, instruções de upgrade pelo urpmi e pelo dnf — e fiz uma bela confusão com esse excesso de leituras, sem parar para resumir um roteiro simples e claro, e conferir com atenção, antes de começar.

  • Para instalar o Arch pela primeira vez, li 300 vezes mais — mas tive o cuidado de resumir um roteiro simples e claro. — Agora, resolvi fazer o upgrade, e agi de improviso, o que não é recomendável.

Por isso, registro aqui apenas o que fiz — não um “roteiro ideal” — e evito falar de outros métodos de upgrade (para não confundir, e porque não testei).

Bem-vindo ao Mageia Cauldron

Grub do Mageia Cauldron consegue detectar e carregar openSUSE em BtrFS

Ao reiniciar o computador, o Grub do Mageia Cauldron tinha assumido a prioridade de boot no UEFI Bios.

A sessão KDE exibiu o Painel aos 20 segundos uptime (Auto Login). — A média das 6 inicializações seguintes foi de 17 segundos até exibir o Painel. — Ver “Conclusões”, adiante.

Eu ainda não tinha re-configurado os repositórios do Google — mas o Chrome e o GoogleEarth não foram removidos.

O MSEC tinha voltado à configuração padrão — “Enable periodic security checks”, que desativei outra vez — mas manteve o acesso que eu tinha concedido ao KDE Connect.

Atualização do Grub do openSUSE, meu Menu de inicialização

O Grub do Mageia Cauldron continua capaz de detectar o openSUSE, instalado em sistema de arquivos BtrFS, sem partição de /boot separada. — Devolvi a prioridade de boot ao openSUSE pelo efibootmgr — e atualizei seu Grub para detectar o novo Mageia Cauldron.

KDE-PIM a todo vapor, com 17+ processos Akonadi y otras cositas más

Aos 10 minutos (iddle) da 2ª sessão do Mageia Cauldron KDE, o uso de Memória RAM ficou em 1.384 MiB — 30% acima do uso no Mageia 8.

Isso me alertou de que o KDE-PIM estava em plena atividade, com 17+ processos Akonadi — entre outras coisas, que eu tinha desativado / removido do Mageia 8.

Isso também deu uma pista para o motivo de o número de pacotes instalados ter aumentado em 323 — de 2.696 no Mageia 8 para 3.019 no Mageia Cauldron.

  • A causa talvez seja porque fiz upgrade com o parâmetro --force, ausente nas recomendações oficiais: — “force invocation even if some packages do not exist”. — Como não se podem invocar pacotes inexistentes, suponho que queira dizer “pacotes não-instalados”.

Remoção de dezenas de pacotes do KDE-PIM, pelo rpmDrake

Pelo rpmDrake, pesquisei PIM, Kmail, KAddressbook, Kontact, KOrganizer, KNotes, KAlarm, Akonadi etc., e removi quase tudo — com toneladas de dependências — poupando só o que ameaçasse remover pacotes úteis, ou quebrar o ambiente KDE.

Importante: - Preservo sempre o baloo e o baloo-widgets (+2 bibliotecas), que são indispensáveis ao ambiente Plasma KDE.

Removi também o dnf, que não pretendo usar.

Enfim, executei o urpme --auto-orphans para eliminar o que sobrou.

Com isso, o número de pacotes instalados recuou para 2.862 — o que ainda é 166 a mais do que eu tinha no Mageia 8 — e nos 2 boots seguintes, o uso de Memória RAM aos 10 minutos (iddle) recuou para 1015 MiB e 1.004 MiB, o que está mais próximo dos 1.068 MiB do Mageia 8 no mês anterior.

  • Variações de até 40 MiB ocorrem a cada segundo — por isso, não vale a pena levar muito a sério pequenas diferenças no “uso inicial de Memória RAM” entre 2 distros — e se você tem mais de 4 GB RAM, não perca tempo com isso. Use a distro e o DE que quiser, e seja feliz!

Desabilitando alguns serviços do Plasma Search

Essa redução de uso de Memória RAM também se deveu, em parte, à desativação de vários Background Services, Desktop Effects e serviços do Plasma Search que eu não utilizo — mas que tinham sido reativados no upgrade para Cauldron.

Substituição do widget Weather pelo Weather2

Substituí o velho widget Weather — que ainda funcionava com a versão antiga do KDE Plasma — pelo Weather2.

Dynamic Word Wrap e Show Line Numbers no KWrite

As versões mais recentes do KWrite (e do Kate) perderam os atalhos para alternar (on / off) Dynamic Word Wrap (F10) e Show Line Numbers (F11). — F10 pode ser configurado manualmente — ao passo que F11 agora conflita com o atalho global, mas bastou configurar para sempre exibir a numeração das linhas.

speedtest-cli e corona-cli funcionam normalmente

O speedtest-cli funciona normal (com as limitações by Ookla).

O corona-cli só precisou ser atualizado (por comando npm), pois há tempos eu não fazia isso.

Tue  1 Nov 13:43:02 -03 2022                               Tue  4 Jul 16:50:51 -03 2023

medium "Core Release (distrib1)" is up-to-date             medium "Core Release" is up-to-date
medium "Core Updates (distrib3)" is up-to-date             medium "Core Updates" is up-to-date
medium "Nonfree Release (distrib11)" is up-to-date         medium "Nonfree Release" is up-to-date
medium "Nonfree Updates (distrib13)" is up-to-date         medium "Nonfree Updates" is up-to-date
medium "Tainted Release (distrib21)" is up-to-date         medium "Tainted Release" is up-to-date
medium "Tainted Updates (distrib23)" is up-to-date         medium "Tainted Updates" is up-to-date
medium "Core 32bit Release (distrib31)" is up-to-date      medium "Core 32bit Release" is up-to-date
medium "Core 32bit Updates (distrib32)" is up-to-date      medium "Core 32bit Updates" is up-to-date
medium "Nonfree 32bit Release (distrib36)" is up-to-date   medium "Nonfree 32bit Release" is up-to-date
medium "Nonfree 32bit Updates (distrib37)" is up-to-date   medium "Nonfree 32bit Updates" is up-to-date
medium "Tainted 32bit Release (distrib41)" is up-to-date   medium "Tainted 32bit Release" is up-to-date
medium "Tainted 32bit Updates (distrib42)" is up-to-date   medium "Tainted 32bit Updates" is up-to-date
medium "earth_x86_64" is up-to-date
medium "chrome_x86_64" is up-to-date

2023-07-05 12:07:53

# urpmi.addmedia --update chrome_x86_64 http://dl.google.com/linux/chrome/rpm/stable/x86_64
adding medium "chrome_x86_64"
    http://dl.google.com/linux/chrome/rpm/stable/x86_64/media_info/synthesis.hdlist.cz

# rpm --import https://dl-ssl.google.com/linux/linux_signing_key.pub

# urpmi.addmedia --update earth_x86_64 http://dl.google.com/linux/earth/rpm/stable/x86_64
adding medium "earth_x86_64"
    http://dl.google.com/linux/earth/rpm/stable/x86_64/media_info/synthesis.hdlist.cz

Acima: - Os “canais” (medium; media; distrib) do Mageia Cauldron, adicionados pelo urpmi.addmedia, são os mesmos que eu tinha no Mageia 8.

Só alguns desses “canais” vieram habilitados, ao instalar o Mageia 8 (distrib1, 3, 11, 13, 36, 37, se não me engano); e os outros, habilitei depois. — Isto sugere que, ao “remover todos”, essa configuração foi preservada; e ao usar o comando urpmi.addmedia para escolher “Cauldron”, ele já sabia quais “canais” deviam ser habilitados.

Só precisei adicionar os repositórios do Google e obter sua chave pública.

  • No caso do GoogleEarth, mais tarde substituí “http” por “https”, só para seguir a versão atual da Wiki — mas isso não trouxe nenhuma atualização do pacote — e a busca por cidades, ruas etc. continua sem funcionar (como já não funcionava no Mageia 8).

Tudo mais — o KDE Plasma, os Aplicativos KDE e demais aplicativos que eu já tinha no Mageia 8 — continua funcionando no Mageia Cauldron.

No Gimp, mantiveram-se inúmeras configurações — mas outras, tive de refazer, tal como já havia acontecido, por exemplo, na transição para o Gimp 2.10.

É possível que eu encontre mais alguma coisa, em outros aplicativos, que ainda não abri até o momento. — Faz parte da vida.

Falha em “Abrir com Gimp”, no Menu de contexto do Gwenview

O único problema novo (falta solucionar!), é que no Menu de contexto do Gwenview, ao clicar em “Abrir com Gimp”, abre uma nova instância do Gwenview. — Isso é chato, pois uso muito, no dia-a-dia. — Mas no Dolphin, o Menu de contexto “Abrir com Gimp” funciona sem qualquer problema.

O yt-dlp está encontrando muitos “erros”, embora a versão seja de Junho 2023 — mas não tenho usado outras distros, para comparar. — Talvez o Youtube tenha colocado novas barreiras, a serem dribladas pela próxima versão do pacote.

Ajuste fino

“MyPlaces” importado do Arch Linux

No GoogleEarth, importei os “Meus Lugares” do Arch Linux, movi seu conteúdo para os “Meus Lugares” do Mageia, reorganizei e salvei. — Depois salvei uma cópia na minha partição de documentos (Warehouse, com backups semanais).

Icons-only Taskbar, mais discreto

Agora que estou no Mageia Cauldron por um longo período, troquei o Taskmanager (Gerenciador de tarefas) pelo “Icons-only Taskmanager” — que é mais discreto e facilita trabalhar com muitas janelas — em ordem “manual” (Sort: Manually) e sem agrupar (Do not group).

Ocupação da pasta ~/.cache

Meia hora antes do upgrade, no dia 4 Julho, a ocupação da partição /home estava em 6,47 GiB — mas no dia 10 (menos de uma semana depois!). já tinha chegado a 11,6 GiB — um aumento vertiginoso, que nunca vi em nenhuma distro.

Pelo Filelight, verifiquei que havia 4,3 GiB em ~/.cache/tracker3; e mais 1,5 GiB em ~/.cache/thumbnails. — Costumo deletar manualmente os Thumbnails, que proliferam (e se acumulam para sempre), quando vejo alguma partição /home chegar perto da lotação máxima; — mas nunca vi nem ouvi falar de tracker.

Numa pesquisa rápida, vi que é um indexador do Gnome — equivalente, talvez, ao baloo_file do KDE (que removo sempre que encontro). — Segundo meus registros, o tracker e o tracker-miners foram instalados como dependências do Foliate, em Setembro 2020 (mas ficaram quietos, até a semana passada).

Tentei remover o tracker, mas o urpme avisou que isso removeria 147 pacotes — incluindo Gimp, Chrome, LibreOffice, lsb, mate-polkit (?), plasma-desktop, rpmdrake, Xsane — a maioria dos quais, já estavam instalados, antes do tracker, e por isso é difícil acreditar que não possam viver sem ele.

Mas consegui remover o tracker-miners — e aproveitei para remover o gnome-desktop e o Firefox, que não uso. — Depois disso, não apareceram novos arquivos na pasta ~/.cache/tracker3 (que esvaziei).

Esvaziar a pasta ~/.cache/thumbnails foi mais complicado, pois eram tantos, que o rm pediu arrego — mas o comando find conseguiu. — E restavam muitas outras subpastas em ~/.cache, que eu não iria deletar em massa, sem pesquisar o que são, e as possíveis consequências.

Acabei ficando com um meio-termo: — Deletar tudo que não é acessado há mais de 1 ano — e criei um agendamento para fazer isso 15 minutos após o boot (para não interferir no registro do uso de RAM, aos 10 minutos):

$ crontab -l
@reboot echo ' ' > done.txt
@reboot sleep 600; bash RAM.sh
@reboot sleep 780; bash VERSIONS.sh
@reboot sleep 900; find ~/.cache/ -type f -atime +365 -delete

Depois dessas manobras, a ocupação da pasta /home caiu para 4,12 GiB — e, o que é mais importante: — parou de aumentar naquele ritmo alucinado.

Resolvi mover meus scripts para ~/bin — e eles continuaram funcionando pelo Conky e por comandos manuais, pois a pasta já estava no $PATH — mas o cron não os encontrou mais.

Em geral, o PATH do ambiente cron é /usr/bin:/bin, e por motivos de segurança, ele não lê o perfil de usuário (.bash_rc, .bash_profile). — Pode-se redefinir o PATH no início do crontab, mas para evitar um longo estudo (e possíveis erros), achei mais simples apenas indicar o “caminho” dos scripts:

$ crontab -l
@reboot echo ' ' > done.txt
@reboot sleep 600; bash /home/flavio/bin/RAM.sh
@reboot sleep 780; bash /home/flavio/bin/VERSIONS.sh
@reboot sleep 900; find ~/.cache/ -type f -atime +365 -delete

Escovando bits

Não consegui remover Flatpak. — O comando urpme avisa que isso implica em remover partes do KDE. — Segundo meus registros, Flatpak foi instalado por uma simples atualização do sistema, em Julho 2020.

Também não pude remover PackageKit. — O comando urpme diz que isso implica em remover Dolphin e outras coisas essenciais. — Isso parece loucura, e desconfio, cada vez mais, que se deva a alguma configuração exagerada, de considerar pacotes “sugeridos” como se fossem “dependências” cruciais (como no openSUSE).

Fiquei alarmado ao perceber que, às vezes, urpme desinstala pacotes sem pedir confirmação — e ainda não sei, em quais casos — o que torna essa brincadeira um tanto perigosa, até que eu aprenda mais.

Um caso típico são os metapacotes “task” — como o task-plasma5, que deixou órfãos ksystemstats e plasma-systemmonitor.

Para não perder a comodidade do comando urpme --auto-orphans, tive de marcá-los como “instalados explicitamente”. — Para isso, basta tentar reinstalá-los, pois nesse caso o urpmi limita-se a retirá-los da lista de pacotes órfãos. — Este comando facilita a tarefa:

# date; urpmi $(urpmq --auto-orphans -f); date
Thu 13 Jul 14:23:53 -03 2023
Packages kernel-desktop-6.3.9-2.mga9.x86_64, ksystemstats-5.27.5-1.mga9.x86_64, plasma-systemmonitor-5.27.5-1.mga9.x86_64 are already installed
Marking kernel-desktop as manually installed, it won't be auto-orphaned
Marking ksystemstats as manually installed, it won't be auto-orphaned
Marking plasma-systemmonitor as manually installed, it won't be auto-orphaned
writing /var/lib/rpm/installed-through-deps.list
Thu 13 Jul 14:23:55 -03 2023

Infelizmente, isso também foi aplicado ao Kernel 6.3.9-2 — que agora não será mais eliminado automaticamente, na hora devida. — Vou ter de removê-lo, eu mesmo, quando não for mais necessário.

Verificando pelo rpmDrake os meta-pacotes instalados

Um exame pelo rpmDrake, filtrando “Meta packages”, mostrou que ficaram apenas task-pulseaudio, basesystem, task-obsolete, task-x11 e task-codec-video — nos quais prefiro não mexer, por enquanto.

Importante: - O usuário do Mageia não precisa perder tempo com esse tipo de minúcias, pois o sistema é feito para ser amigável e sólido. — Faço essas coisas só para explorar as entranhas da distro e entender seus mecanismos internos, como um guri que desmonta os brinquedos. — Com 16 GB RAM e uma partição de 30 GiB, não há necessidade de “economizar bits”.

Opção “Imprimir para um arquivo”, no LibreOffice Calc

Eu já tinha removido hplip desde Outubro 2020 — e agora removi o que havia sobrado do cups — um teste que eu queria fazer há muito tempo, pois me desfiz de minha última impressora há mais de 20 anos.

Após reiniciar, o Chrome continua imprimindo em PDF (CTRL+P) — e no LibreOffice ainda funciona o “Export as PDF” (que prefiro). — Para “imprimir” no LibreOffice, preciso selecionar manualmente “Print to file”, enquanto não descobrir como mudar o padrão “Generic printer”

Conclusões

Quadro 1 - Estado das minhas distros em 11 Junho 2023

Quadro 1 - A “usabilidade” do Mageia Cauldron, para mim, não se alterou, em relação ao Mageia 8 do mês passado, quando fiz a última verificação do “estado” das distros instaladas no meu PC. — Sinto um impulso de afirmar que, agora, o Mageia se tornou uma de minhas “distros preferidas” — mas a razão fria me garante que isso é entusiasmo com “brinquedo novo”.

Quadro 2 - Mageia Cauldron face às outras distros no mês passado

Quadro 2 - Tudo no Mageia Cauldron está “mais atual” — e vai continuar “sempre atual”, pois Cauldron é sinônimo de “atualização permanente” — mas o grande “ganho” é que “não perdi nenhuma usabilidade” que eu tinha antes.

Isso não é pouca coisa. — Significa que todo novo aprendizado pode me levar para frente, em vez de perder tempo consertando retrocessos. — Com a diferença, de que uma distro “atual” me anima muito mais a investir no aprendizado e solução de problemas, do que uma distro “estagnada” durante 2 anos.

Boot times:

2023-07-04   18:38   Mg   18’’
2023-07-05   07:25   Mg   17’’
2023-07-06   10:26   Mg   17’’
2023-07-09   14:04   Mg   17’’
2023-07-10   14:48   Mg   17’’
2023-07-11   17:29   Mg   18’’    average 17’’

RAM usage 10 min uptime (iddle):

2   1015  MiB
3   1004  MiB
4    998  MiB
5   1011  MiB
6   1003  MiB
7   1007  MiB
8   1006  MiB    average: 1006  MiB

Other SO's - just 1 sample, back in 11 June:

Void                      878  MiB
PCLinuxOS                 921  MiB
Slackware 15              940  MiB
MX Linux 21               940  MiB
Redcore                 1,001  MiB
Mageia Cauldron         1,006  MiB
Manjaro                 1,031  MiB
KDE Neon (Jammy)        1,049  MiB
Arch                    1,059  MiB
Fedora 38               1,139  MiB
openSUSE Tumbleweed     1,210  MiB
Debian testing          1,211  MiB

A média de 17 segundos do boot até exibir o Painel do KDE não representa grande melhora em relação aos 18 segundos da média anterior — pois em Maio e Junho também houve 5 registros de 17 segundos — e apenas 2 casos puxaram a média um pouco para cima.

Quanto à redução do uso inicial de Memória RAM, pode ter sido causada por um ajuste mais rigoroso na desativação de serviços que não  uso.

Enfim, mantive a data de instalação: Julho 2020 — porque, de fato, é a instalação que continuo usando — agora, como “Cauldron”.

Por que Cauldron

Fiz o upgrade do Mageia 8 (stable) para o Mageia Cauldron (testing) para me antecipar ao próximo lançamento do Mageia 9 — mas também para me livrar daquela rotina de instalar uma nova versão a cada 2 anos, com todo o trabalho de configurar repositórios, adicionar pacotes etc. — O upgrade preserva a maior parte do trabalho já realizado para adequar a distro ao que eu preciso.

Me acostumei às distros Linux de lançamento contínuo — 6½ anos com o Debian testing, 6 anos com o Arch, 5 anos com o PCLinuxOS, 4 anos com o openSUSE Tumbleweed e com o Void — e acabei perdendo o interesse por distros “estáveis”, ou de “lançamento fixo”, que ficam estagnadas durante 2 anos, e depois dão trabalho.

Nesse período, instalei o Mageia 6 sta2 (uns 4 meses antes do lançamento); o Mageia 7 beta2 (uns 3 meses antes do lançamento); e o Mageia 8 alpha1 (uns 6 meses antes do lançamento). — Portanto, lidei pelo menos 3 vezes com a fase final de desenvolvimento dessa distro; e nunca tive problemas com isso. — Havia muitas atualizações, pacotes sempre nas versões mais recentes. Quase um rolling-release! Mas após os lançamentos, as coisas estagnavam e perdiam a graça.

O que fiz agora foi evitar mais uma instalação — que neste momento, seria a do Mageia 9 beta2 — e várias outras, nos próximos anos.

E por que não via DNF?

Aviso para não misturar dnf e urpmi

Já fiz 8 upgrades do Fedora pelo dnfdo 30 para o 31, para o Fedora 32 — e não parei mais, até o Fedora 38 (por enquanto), sem nenhum problema.

De início, até achei que poderia ser mais cômodo fazer o upgrade do Mageia pelo dnf — mas vi que não é bom alternar o uso dele com o do urpmi.

Há motivos para não misturá-los.

A Wiki do Mageia é clara: — “URPMI e DNF usam métodos diferentes para rastrear órfãos. Se você usar os dois, nunca deve usar a funcionalidade automática de nenhum deles para remover órfãos”.

Enfim, já uso o dnf no Fedora — e no Mageia prefiro continuar explorando o urpmi.

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• Publicado em 5 Julho 2023 e desenvolvido até 7 Agosto 2023.

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