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sexta-feira, 25 de março de 2016

Kubuntu Xenial (beta) 16.04 LTS em teste de trabalho “Live USB”

Sessão “Live USB” Kubuntu 16.04 LTS (Xenial) beta com Firefox, Gimp, 2 LibreOffice, Dolphin (3º dia)

Deu algum trabalho, colocar o Kubuntu Xenial (beta) 16.04 LTS em condições de “produtividade”, numa sessão “Live USB”.

Na verdade, 3 sessões, até o momento: no dia 23 (das 15:50 às 23:20), no dia 24 (das 10:00 às 14:00), e hoje, dia 25, começando às 12:08 (PS.: até 23:30).

A ideia é fazer um “teste de trabalho”, — o que envolve configurar o ambiente e alguns programas para adequá-los aos hábitos de trabalho diário, em especial: Fuso horário, Teclado, PrintScreen, Dolphin, Synaptic, Gimp, Firefox, fontes Verdana etc., e publicar um relato detalhado — sem prejudicar as demais tarefas.

No momento em que começo a escrever este relato, o “Daily build” já oferece a ISO beta2, datada das 5:50 da manhã de hoje (25), — mas, sigo testando a beta liberada no último dia 23, às 8:42, para não introduzir novas variáveis no teste já iniciado.

Gerando o “Live USB” do Kubuntu Xenial (beta) 16.04 LTS por comando dd

A imagem ISO foi baixada do “Daily build” no dia 23, mas o “USB Creator” apresentou erro ao tentar gerar o Pendrive “bootável”. O jeito foi usar o comando dd:

dd if=/path/file.iso of=/dev/sd? bs=8M

1ª sessão Live USB do Kubuntu Xenial


Nesse dia 23, fiz as configurações habituais, — Fuso horário, Relógio, ajustes do Dolphin, Gwenview, wallpaper, sincronização do Firefox, instalação do Synaptic, Teclado ABNT2, fontes Verdana, — tirei uns 30 prints, e sondei as possibilidades, das 15:50 às 17:40.

A mudança do Fuso horário fez efeito de imediato (15:58). Configurar as opções regionais (PT-BR) é perda de tempo, pois só faz efeito reiniciando (inútil numa sessão “Live USB”, que não deixa lembrança). De início, não percebi que o formato 24-h do Relógio precisava ser desmarcado, para então marcar outra vez (vem apenas “meio” marcado).

Basta um F4 para desativar o painel lateral do Gwenview, que apenas repete o nome e as dimensões da imagem (já exibidos na barra de título).

Perdi mais algum tempo teimando contra o Gwenview. Configurei o sistema para visualizar imagens no ImageMagick, mas também não gostei. Pensei em instalar o “eog”, — “Eye of Gnome”, — e verifiquei que isso envolve 17 pacotes, incluindo meia dúzia de “gir”. Acabei voltando para o Gwenview, — que, afinal, aceitou atribuir “Esc” como atalho para Sair (ainda não verifiquei se já aceitava isso no Kubuntu 14.04, e eu não sabia).

PS.: Sim, no Kubuntu 14.04 o Gwenview já personalizava atalhos (27 Mar. 2016)

Também sondei a instalação do Shutter (envolve uma lista interminável de pacotes), e acabei descobrindo que o Spectacle, — substituto do antigo Ksnapshot, — oferece quase todas as vantagens do Shutter.

PrintScreen com Spectacle: opções configuráveis de “Save & Exit

Onde o Ksnapshot oferece apenas a opção de “Salvar como”, — e a cada Print você devia escolher um nome, ou aceitar o mesmo nome anterior, acrescentando / incrementando uma numeração, — Spectacle oferece várias opções, começando por “Save & Exit” (que encerra a questão) e “Configure save options”.

Configuração de Pasta e Nome automático de PrintScreen no Spectacle do Kubuntu 16.04 Xenial (beta)

Com total liberdade, escolhi salvar na pasta “/media/kubuntu/F/Byteria/2016-03-23_Kubuntu_Xenial/PrintScreen/”, com um formato de nome automático “Ano-Mês-Dia_Hora-Minuto-Segundo_Kx” (para diferenciar dos prints do Kubuntu 14.04 instalado). O próprio Spectacle orienta quanto à sintaxe:

%Y-%M-%D_%H-%m-%S_Kx

Observe M, D (maiúsculas) e m (minúscula), — diferentes da sintaxe utilizada no Shutter e no Gadwin.

Feito isso, faltou pouco para ser perfeito: — Não captura menus (layers), nem captura a si mesmo em ação. O jeito foi apelar para o Nokia Lumia (que às vezes tem essa dificuldade em focar na tela).

  • 13 Out. 2016 - Bastava configurar um retardo (delay) de alguns segundos, clicar em “Take new screenshot”, e abrir o Menu enquanto isso. Ver também: De volta ao Gnome-screenshot

Verifiquei que o Gimp não veio instalado, e isso me desanimou um pouco, — pensando numa dificuldade que tive ao usá-lo para um trabalho pesado, numa sessão “Live USB” do Lubuntu Xenial (alpha), — dificuldade que, afinal, não tinha nada a ver com o Gimp, nem com o Lubuntu Xenial, nem com qualquer limitação de uma sessão “Live USB” (como constatei depois, ao testar de novo).

Verifiquei que a instalação do Gimp não envolvia tantos pacotes quanto a do eog ou a do Shutter, mas mesmo assim resolvi pensar mais um pouco.

Essa avaliação prévia da instalação de programas foi possível, porque tratei de instalar logo o Synaptic.

Discover (Muon) trava qualquer ação, até o final do filminho: dá tempo de fazer pipoca

O Discover (“Descobridor do Muon”) conseguiu ficar ainda pior do que já era, quando instalei o Linux Mint 17.3 Cinnamon, fazem apenas 2 meses. Agora, ele te aluga por vários minutos, enquanto oferece, vagarosamente, tudo o que você não está procurando no momento. Isso, a cada vez que é aberto de novo.

Felizmente, agora ele é capaz de encontrar o Synaptic. Com bastante paciência, acaba chegando o dia em que ele lhe permite digitar “Synaptic”, — e você manda instalar, rápido, para se livrar logo dessa íngua.

Até aí, 17:40, tudo correu bem, — e continuou assim, até o final da noite, a julgar pela ausência de anotação em contrário, ou qualquer PrintScreen com registro de falhas.

A vontade era de instalar logo de uma vez o Kubuntu Xenial 16.04 (beta) em cima do Kubuntu 14.04, — que é meu sistema “principal”, — mas o bom-senso lembrou que “isso não se faz”.

Deixei o assunto borboletando na cabeça e toquei as atividades cotidianas, — ainda na sessão “Live USB”, — até as 23:20, sem maiores dificuldades (que me lembre).

2ª sessão Live USB do Kubuntu Xenial


No dia 24, repeti os passos da véspera, — Fuso horário, Teclado, PrintScreen, Dolphin, Synaptic, Gimp, Firefox, fontes Verdana, — testando algumas variantes, anotando tudo, fazendo mais alguns prints, sem pressa de chegar.

10h00NumLock ativado.

Dolphin (right-click → Favoritar*) → montar a partição “F:\” — onde quero gravar os PrintScreen automaticamente; e também a /home do Mint, onde quero buscar um papel de parede.

* O Menu do KDE já foi melhor, em priscas eras (acho eu); mas de uns anos para cá inventou o zig-zag: você clica, ele abre; você vira à direita, para Aplicativos, e só vê “categorias”. Você abre uma “categoria”, mas o que procura não está lá. Então você leva o mouse até lá em cima, pede para voltar a “Todos os aplicativos”. Olha de novo as “categorias”, resolve procurar em outra… e assim por diante. É claro que sempre pode digitar o nome do que procura, e aparece na hora… desde que você saiba ou lembre o nome do que procura! Não é o caso, quando pega uma nova distribuição (pacotes vão, novidades vêm), e ainda por cima, no “Live USB”, vem tudo em inglês. Portanto, ao encontrar cada item que vai usar, clique logo com o botão direito e selecione “Add to Favorites”. Aí, basta abrir o Menu KDE, e já dá de cara com o que precisa. Dolphin, por exemplo, que não veio na barra inferior (ou “Painel”).

Configura Spectacle. Teclar PrtScn e “Ok” é muito melhor do que tentar descrever (com lápis e papel) o que se passa na tela.

  • pasta: /media/kubuntu/F/Byteria/2016-03-23_Kubuntu_Xenial/PrintScreen/
  • formato de nome: %Y-%M-%D_%H-%m-%S_Kx

Ajustes iniciais do Dolphin, para uso intensivo no Kubuntu Xenial (beta) em Live USB

Dolphin → alarga 100%, alarga painel (esq.) — F7 exibe Folders no painel (esq.) — F9 exibe Places (painel esq.) — F11 exibe Informations (painel direito) — right-click titulo de coluna → exibir Type. — Com esses passos, o Dolphin fica plenamente navegável pelo painel esquerdo, exibe informações dos arquivos no painel direito (inclusive Preview de imagens), e os arquivos podem ser rapidamente ordenados por nome, data, tipo, tamanho. — Exibição em lista detalhada, claro.

GwenviewF4 para desativar painel lateral. — Atribuir Esc → Sair.

right-click na area de trabalho → wallpaper → /home do Mint → Chopos.

10h30 → coffee break.

10h55 → Right-click ClockAdjust date and timeTime Zone.

  • Set time formatRegion, depois marca Detailed settingsApply
  • Digital Clock SettingsShow date, — Use 24-hour Clock*, — Date formatLong Date

Use 24-hour Clock vem só ½ marcado: desmarcar, marcar de novo.

MenuSystem Settings → right-click → (Favoritar) → Input devicesKeyboard.

Layouts → desmarcar Show layout indicator, — marcar Configure layouts+ Add → limitar busca → Portuguese, layout → Portuguese (Brazil), Default, (Preview), Apply; — Advanced → marcar Configure layout optionsKey to choose 3rd levelLeft-WinApply.

m², m³, 1º 1ª →↓ø£¢¹ «aa»© acentuação

DolphinControlShow menu bar; — ViewAdjust view properties → Use these view properties as default.

Firefox — Menu → Exibir Barra de Favoritos; → Sincronizar. — login → Google, Facebook, Twitter etc. — Volume de som → de 45% para 80%.

12:30 → pausa para colocar em dia a comunicação nas redes sociais.

Resumo do Kubuntu 16.04 Xenial (beta) e do hardware às 11:41 do 2º dia (24)

Uso da memória na sessão “Live USB” Kubuntu Xenial, com Gwenview, Dolphin e LibreOffice abertos

13:15Kinfocenter → Memória (com Firefox e LibreOffice abertos). — Para um leigo, as indicações são de leitura confusa, pouco úteis, e até alarmantes. Boa parte da memória que parece “ocupada”, por exemplo, na verdade é devolvida sempre que um programa precisa.

Software center Discover (Muon) → introduz uma lentidão enorme, travando qualquer ação por longo tempo. → instalar Synaptic, urgente.

Aí, começaram os problemas.

Synaptic não abriu. — Removi, reinstalei, e não resolveu: continuou não abrindo.

Das 13:17 às 14:00 h, perdi tempo à toa.

De volta ao “Descobridor” do Muon → (assistir filminho) → instalar Ubuntu Software Center → remover / instalar Synaptic (3ª vez; constam as anteriores no Histórico); não funcionou. Tentativas de atualizar as informações dos repositórios. → Provavelmente, mandei fazer algo que não era o que estava pensando.

O Dolphin fechou inesperadamente: “Error — Plasma”. Notificação: “To many files open”: Possíveis razões: erro durante o último upgrade do KDE, deixando órfão um módulo de controle. Ou, você tem algum módulo de terceiros etc. Verifique esses pontos cuidadosamente e tente remover o módulo mencionado na mensagem de erro. Se isso falhar, considere contactar seu distribuidor ou empacotador etc.

Tentei reabrir o Dolphin, e não obtive resposta.

Por fim, o próprio Menu do KDE deixou de responder.

Ctrl-Alt-Del → Restart → Please remove the installation medium, then press Enter.

Àquela altura do dia, nem pensar em começar tudo de novo.

Terceiro dia (25)


No dia 25, — usando o Linux Mint 17.3 Cinnamon, — procurei saber tudo que pudesse interessar sobre “uso da memória” no Linux, e que ainda não sabia.

Foi bom saber, por exemplo, que aquelas indicações assustadoras do KInfocenter sobre o uso da “Memória física” não eram para ser levadas a sério: — Diskbuffers e Diskcache estão “disponíveis”, sempre que algum programa precise. Aliás, a absoluta falta de uso da Memória swap não indica nenhum “problema” (como cheguei a especular), mas apenas isso: — Tem tanta memória livre, que não é necessário recorrer ao swap.

Sem esse aprendizado adicional, logo cedo, provavelmente não insistiria em (tentar) trabalhar em sessão “Live USBKubuntu 16.04 Xenial (beta).

Aproveitei para fazer, — ainda no Linux Mint, — um teste de uso de memória, usando o “Monitor do sistema” (Gnome System Monitor), que tem todo aspecto de ser este mesmo “System Monitor” (KSysguard) usado agora na 3ª sessão.

No Linux Mint, com 2 abas do Chromium, 2 ou 3 abas no Dolphin, e mais o Psensor, eram usados apenas 1,4 de 3,9 GiB (37% da “Memória física”); e zero da Memória swap.

Com 9 programas abertos, — incluindo Gimp, Chromium e Firefox com várias abas (Facebook em ambos) etc., — mal consegui usar 2,5 de 3,9 GiB (65% da Memória física); e 1,4% da Memória swap.

Fechando tudo (exceto Dolphin e Psensor), o uso de Memória física desaba rapidamente para 22%, praticamente a marca inicial do dia.

KSysguard versus KInfocenter no Live USB Kubuntu 16.04 Xenial (beta)

3ª sessão Live USB do Kubuntu Xenial


A 3ª sessão “Live USBKubuntu Xenial (beta) foi carregada às 12:09 do dia 25.

NumLock, Fuso horário, Relógio, Spectacle, Dolphin, KSysguard etc.

Às 12:22, com o Dolphin aberto, o KSysguard indicou o uso de apenas 0,7 de 3,8 GiB da Memória física; e 0% da Memória swap.

Pelo Discover (Muon), foi instalado o Synaptic. — e imediatamente foi instalado o Gimp + fontes “Veranda” (substitutas de Verdana).

Uso de memória em Live USB Kubuntu Xenial (beta) durante download do Gimp e Veranda

Com novo papel de parede (Chopos), — abertos Dolphin, 2 janelas LibreOffice, Desktop settings, Software updates (Update manager) baixando informações dos repositórios, — KSysguard indicou uso de 1,0 de 3,8 GiB (e 0% swap).

Após configurar e sincronizar o Firefox (addons etc.), e com 2 abas, o uso de memória chegou a 1,4 GiB.

Rotacionando imagem no Gimp em Live USB Kubuntu 16.04 Xenial (beta)

Abrir o Gimp, por si só, — após fechar Desktop settings e Update manager, — não alterou nada (13:30 — imagem no topo desta postagem).

Com 6 abas abertas no Firefox (incluindo Facebook), o uso da memória RAM foi a 1,7 GiB.

Crash do Dolphin em Live USB Kubuntu Xenial (beta), às 15:02

Foi após ter fechado a aba Facebook, que finalmente houve um fechamento inesperado do Dolphin, por volta das 15:00, — acredito que sem relação. Duas imagens já tinham sido editadas no Gimp e postadas aqui.

Mais tarde, às 17:25, houve um segundo crash do Dolphin, — e mais nenhum problema até 23:30, após editar e postar 11 imagens no Gimp, sempre com as 2 abas no Firefox e 2 janelas LibreOffice.

Após cada crash, o Dolphin reabriu normalmente, mantendo as mesmas configurações de largura, colunas, painéis, barra de ferramentas etc.

Uso da memória RAM em Live USB Kubuntu Xenial (beta), ao final desta postagem, às 22:20

PS.: Esta postagem foi “publicada”, inicialmente,  em 25 Mar. 2016, às 13:59, — com 1 imagem e 1 frase, — e desenvolvida até 22:18 (já com 6 imagens), trabalhando em Live USB Kubuntu 16.04 Xenial (beta).

No mesmo dia, foi reaberta para inserção de mais 5 imagens, concluindo às 23:03. A sessão Live USB Kubuntu 16.04 Xenial (beta) prosseguiu até 23:30.

Posteriormente, foi reaberta para revisão em 27 Mar. 2016, das 13:30 às 16:00, no antigo Kubuntu 14.04 (instalado); e novamente em 28 Mar. 2016, no Linux Mint 17.3 Cinnamon (instalado).

— … • … —

Kubuntu



Testes de trabalho em “Live USB”


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Trabalhando em “Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64

“Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64 pronto para o trabalho

O “teste de trabalho” consiste em carregar um sistema Linux a partir do Pen Drive, configurá-lo para ficar adequado às suas rotinas normais de trabalho, e relatar passo-a-passo a experiência, — sem afetar as demais tarefas de um dia comum.

Trata-se, portanto, de uma sessão “Live USB”, — você carrega um Linux qualquer, a partir do Pen Drive, sem afetar em nada o sistema que tem no computador. — Ao final do dia, encerra a sessão (sai do sistema “Live USB”), desliga, retira o Pen Drive, liga de novo, e volta ao sistema que estava instalado antes.

Esses testes são possíveis porque, em geral,  as distribuições “Live”, — imagens ISO para gerar “Live CD / DVD / USB”, capazes de dar boot e carregar um sistema completo, com interface gráfica, — trazem junto os aplicativos com que trabalho no dia-a-dia, tais como: LibreOffice (texto e planilha), Gimp (edição de imagens), Navegador, FTP, Gerenciador de arquivos, Scanner, Captura de tela, visualizadores de imagens e de PDF etc. — Em suma, quase tudo de que preciso para manter o ritmo normal de trabalho por um dia inteiro.

Em geral, também é possível instalar o novo sistema, — caso lhe agrade, — sem interromper o trabalho normal. Não é preciso “fechar” nada, durante a instalação do novo sistema. Ao final, você é avisado de que a instalação foi concluída com sucesso, — mas pode continuar trabalhando no sistema “Live”. — Apenas ao reiniciar o computador (e ser avisado para retirar o CD, DVD, Pen Drive), carregará o sistema recém instalado no HD.

Foi o que fiz no 1º teste da série, — após trabalhar 4 dias em “Live USB” Linux Mint, — mas, no caso do Debian (2º teste da série), não tinha intenção de instalar. Era apenas o início de um estudo para, no futuro, substituir o velho Windows (XP, ainda!) por +2 sistemas Linux. Mas isso, já é uma outra estória.

O “teste de trabalho” em “Live USBDebian durou pouco menos de 15 horas, das 14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro 2016.

Nesse período, a sessão teve de ser reiniciada 2 vezes, por falha humana (burrice). Portanto, 1 “dia” de 3 sessões “Live USBDebian 8.3.0.

Este relato foi publicado, inicialmente, às 21:37 (UTC -02:00) do dia 28, de acordo com o Blogspot; e revisado / ampliado até 4:59 do dia 29, de acordo com as anotações no caderno (hora de Brasília, no celular). Tinha, então, apenas 2 imagens, tratadas no Gimp “Live USB”, e um texto bastante resumido.

Outras anotações, ficaram guardadas em texto LibreOffice, editado diretamente na partição de Documentos do HD — lembre que uma sessão “Live USB” é apenas virtual: ao desligar, vai tudo para o espaço! — Também ficaram guardados no HD 80 prints de tela (10 já deletados), e algumas fotos de celular; porém os prints apresentam “hora” maluca, pois na maior parte do tempo o “Live USBDebian não sincronizou o horário oficial do Brasil.

Desde então, este relato vem sendo consideravelmente ampliado, — com base nesses registros, — em especial no Domingo, 31 Jan. 2016, mas também depois.

Além da sessão “Live”, propriamente dita, os relatos incluem também anotações do download da imagem ISO, da geração do “Live USB” e, — quando necessário, — fotos do boot (inclusive Configuração da Bios).

Konqueror padrão do Live Debian: saraivada de alertas (e haja clique, para fechá-los)

Konqueror X Iceweasel


Esse “teste de trabalho” com o Debian parecia condenado a ser bastante modesto, — anotar a configuração mínima de trabalho, redigir um relato no LibreOffice Writer, editar algumas imagens no Gimp e publicar no blog, — pois o Konqueror (que vem como navegador padrão) é enjeitado pelo Gmail; emite uma saraivada de alertas para diversos sites Google; e desaba de vez diante do Facebook.

Tudo isso já estava tornando dificultoso e demorado o desempenho de várias tarefas, e não recomendava continuar indefinidamente a (tentar) trabalhar no “Live USB” Debian 8.3.0 KDE.

Iceweasel do Live Debian: bastou configurar a exibição da Barra de Favoritos (embaixo, à esquerda)

Demorei a lembrar do “Iceweasel”, — que vem incluído, embora não seja chamado por padrão. — Abriu Gmail sem rejeição, trabalhou no Blogspot sem emitir nenhum alerta, enfrentou galhardamente o Facebook, e rodou os vídeos sem perder a pose.

Decidi experimentar a “sincronização”, um tanto descrente. Preenchi ID e senha do Mozilla Sync, — e num minuto o Iceweasel se transformou no Firefox de todos os dias, com todos os Bookmarks, botões, plugins, complementos e demais configurações com que estou acostumado a trabalhar.

Só precisei ativar a exibição da Barra de Favoritos, em Menu do Iceweasel → CustomizeShow / hide toolbarsBookmarks toolbar (marcar).

Iceweasel sincronizado: o Firefox personalizado de todos os dias, com os Favoritos, complementos etc.

Assim, ficou plenamente possível trabalhar no “Live USB” por horas a fio, sem que as demais tarefas acabassem prejudicadas.

Histórico do download


23 Jan. - Download do debian-live-8.2.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 8 Set. 2015 no diretório “current-live” do debian.org). Não consegui gerar o “Live USB” pelo usb-creator, que acusou erro: «Invalid version string 'GNU/Linux'».

28 Jan. - Download do debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 24 Jan. 2016 no diretório “current-live” do debian.org). “Live USB” gerado, com sucesso, por comando “dd”.

Coincidiu, portanto, de acabar usando uma ISO, por assim dizer, “saída do forno”, apenas 4 dias antes.

Ao carregar o Debian KDE pela primeira vez, no início da tarde (28 Jan.), ele notificou a existência de 4 updates: iceweasel, libcurl3-gnutls, openjdk-7-jre, e openjdk-7-jre-headless.
Ao carregar novamente o mesmo Debian KDE, à 0:20 (29 Jan.), as atualizações em relação à ISO utilizada já somavam 7, — incluindo agora libmysqlclient18, mysql-common, e mysql-server-core-5.5.

Erro não previsto pelo usb-creator: «Invalid version string 'GNU/Linux'»

usb-creator X dd


O mistério do «Invalid version string 'GNU/Linux'» foi registrado desde o Bug #722019 reported by Phillip Griego on 2011-02-20 (pelo menos); e o comentário mais recente nesse tópico tem pouco mais de 1 mês (18 Dez. 2015), ainda acusando o problema.

Importante frisar: — Esse problema só aconteceu ao tentar gravar o Debian 8.2.0 Standard e o Debian 8.2.0 KDE (23 Janeiro). Refiz os downloads, tentei várias vezes, e nada. No caso do Standard (416 MB), também gerei um “Live CD”, usando o K3b, aparentemente com sucesso, — mas ele não carregou a interface gráfica.

Para conferir, logo em seguida tratei de baixar e gravar (com o usb-creator) um novo Kubuntu 14.04.3; e um LMDE-2 (Linux Mint Debian Edition-2) 201503 MATE, — ambos testados com sucesso (boot e sessões “Live USB”).

Se existe alguma solução para esse mistério do usb-creator, nas dezenas de tópicos pedindo socorro, confesso que não consegui perceber.

Uso do comando “dd” para criar o “Live USB” do Debian

O que percebi, em dois ou três tópicos aqui e ali, é que o comando “dd” ajudou outros leigos a saírem do atoleiro:

dd if=/path/to/iso/file of=/dev/sd? bs=8M

Substituindo as partes sublinhadas conforme a “realidade local” do meu sistema, arrisquei essa fórmula mágica, — precedida do “su” + senha de Administrador (root):

dd if=/home/flavio/Linux/debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso of=/dev/sdc bs=8M

Ele não exibiu nenhuma indicação de avanço, — foi preciso ver a luz piscando no Pen Drive, para entender que a coisa estava andando, — e terminou em menos de 2 minutos. Só então apresentou os resultados.

Boot do Live Debian 8.3 KDE: “vesamenu.c32: not a COM32R image

Reiniciando o computador, — com a BIOS configurada para dar boot pelo Pen Drive, — o carregamento estacionou numa “tela preta”, com uma mensagem de arrepiar os cabelos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

E daí não sai mais, — apenas repete, de tantos em tantos segundos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

Esse mistério já tinha se apresentado 5 dias antes (23 Jan. 2016), na primeira tentativa de carregar o Live LMDE-2, — Linux Mint Debian Edition (MATE), — e uma rápida pesquisa na web esclareceu que a saída do loop está em teclar “Tab” (Tabulação), para que sejam exibidas as opções.

Neste caso, as opções apresentadas ao “Tab” foram: — “live, xforcevesa, check, local” (sem vírgulas), — e bastou digitar a primeira (“live”) para prosseguir com o carregamento do sistema.

Menu do boot do Debian KDE: rodar sessão Live, instalar ou opções avançadas (hardware, memória)

Solucionado o problema, o sistema carregou um menu inicial, com 5 opções: Live, Live (failsafe), Install, Graphical install, e Advanced options (Hardware detection tool, e Memory diagnostic tool).

Configuracoes basicas


1) NumLock → ativar, para nomear o primeiro PrintScreen: “001.png”. Nao, no “Live” Debian a gravacao nao eh automática. Abre-se um dialogo, que vai exigir pelo menos 2 cliques. Usando “001” em alguma parte do nome, pelo menos nao tera de nomear os proximos: ele vai incrementando a numeracao.

Configurando o Dolphin para exibir “Detalhes” em todas as pastas: — o correto é “All folders

2) Configurar o Dolphin (em “Control”, na barra de ferramentas dele), para exibir pastas e arquivos em “Lista detalhada”; e marcar a opcao de aplicar essa configuracao a todas as pastas que forem abertas dai por diante (ate o final da sessao “Live”).

Erro no print: — O correto eh marcar “All folders”, pois tambem foram usadas outras particoes.

Ajustes do Relógio: exibição da Data (e formato), fonte de letra, Calendário, Fuso horário

3) Relogio - Clique com o botao direito sobre o Relogio, para “Configurar Relogio Digital”. Nao confundir com “Ajuste de data e hora” (aparecem juntos). O acrescimo da data em “formato longo” faz destacar as horas. (Formatos adicionais de data na “chave inglesa”). Numeros em “bold”, com sombreado, prejudicam a leitura, e voltei atras nessa opcao. Escolha “Calendario” do Brasil (faz diferenca, sim) e “Local”. O Fuso horario, ate vai, mas demorou algumas horas para “sincronizar” com um servidor.

Os PrintScreen desse “dia” (14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro) ficaram com “data e hora” totalmente malucos.

Atualizações. Aproveitando o Apper para instalar fonte Veranda (Verdana)

4) Atualizacoes sugeridas na Notificacao (chama o Apper). — Aproveitando para instalar fonte Veranda, que substitui Verdana. Escolha “Find by description”, ou nao vai encontrar quase nada. Ao habilitar repositorios “non-free contrib”, podera instalar ttf-mscorefonts-installer, indispensavel para Google Earth.

5) Abrir as anotacoes do ultimo test-drive de Live USB e criar outro Roteiro para anotacoes do atual test-drive do Live Debian.

Configurações do sistema: apresentação compacta; cabe num quadrante da tela e o olhar abrange tudo de uma vez

6) System settings — lembrando que, no Debian, sempre eh necessario “Apply”, para fazer efeito.

Locale → System country → Brazil. Ainda em “Locale”, varias abas:

Language — So existe American English. Nao vejo como adicionar nenhuma outra. (Embora se chame “Linguagem”, na verdade reune formatos numericos, formato de data, dinheiro e outras peculiaridades de cada pais. Ate o final do dia, o Relogio / Calendario continuou em formato “americano”).

Marque “Configure layouts” para habilitar a adição do Teclado PT-BR

Teclado: Português, PT-BR, variant “Default”, e Preview para examinar a disposição das letras e símbolos

Escolha uma tecla de acesso ao “terceiro nível” do Teclado

Mova o Teclado PT-BR para o topo da lista

Keyboard → Layouts → Configure layouts → Add → Portuguese (language) / PT-BR (layout) / Default (variant) → move up → tecla de acesso ao 3º nível (Left-Win)

Algumas teclas muito úteis, no 3º nível. Veja também: configuração do Teclado no Kubuntu 14.04


Date and time → Time zone → São Paulo. — Aparentemente, “não pega”. Após alguns segundos, “Apply” reaparece. Também não consigo ativar “Set date and time automatically”. No boot anterior (segunda sessão “Live USB”), essa conexão acabou acontecendo, — espontaneamente, — após X horas. Nem estava mais preocupado com isso, já tinha até esquecido o assunto.

A sincronização do relógio foi notificada no Print nº 74, com horário das 20:30; mas só o print seguinte (nº 75) se constata o efeito: 19:49. Pelo horário anterior (UTC), já seriam 21:49 em Londres.

Falha humana


Ao todo, iniciei 3 sessões.

A primeira sessão “Live USB” foi abortada, de forma inglória, pouco após a configuração básica, quando o gênio aqui resolveu apertar CTRL-ALT-F1, — inofensivo no Mint 17.3, — e acabou perante a “tela preta”, sem o mínimo preparo para responder à questão mais básica do ENEM: “debian login”.

A segunda sessão “Live USB” teve de ser abortada cerca de 10 horas depois, de modo apenas um pouco menos humilhante, em punição ao pecado de excesso de confiança. Abusei. Criei nada menos do que 4 “áreas de trabalho” (ou “desktops virtuais”, ou “workspaces”), apliquei papel de parede, abri meia dúzia de aplicativos (Gimp, LibreOffice, Iceweasel, algumas cópias do visualizador de imagens aqui e ali) e, como se fosse pouco, meia dúzia de abas do Facebook para não ter de navegar em ziguezague. Resultado: depois de  algumas horas, as “camadas” do Facebook começaram a ficar pretas, os “workspaces” deixaram de responder, e até o Menu do sistema entrou em greve de visibilidade: abria transparente, sem nada para clicar.

Era mesmo de esperar,  — afinal, os 4 GB de memória deviam abrigar o sistema operacional (sem swap para ajudar) e as pastas de Documentos, Imagens etc., além de todos os programas, abas, janelas, 4 desktops virtuais, papel de parede etc. A CPU devia estar pegando fogo.

Ao voltar ao Kubuntu instalado no computador, a temperatura da CPU ainda estava um tanto acima do normal (core0: 55°C). Sim, está na hora de trocar o cooler (o substituto já está a postos, esperando só uma pausa no trabalho para poder desmontar tudo). A simples limpeza com jato de ar comprimido ajudou a desentupir a passagem de ar, mas não podia solucionar a lubrificação dos rolamentos.

Felizmente, todos os documentos estavam salvos; e após fechar as janelas e aplicativos de cada “área de trabalho”, o acesso ao “workspace” seguinte acabava sendo liberado. Só o Menu não voltou de jeito algum, e a brincadeira terminou em off pelo botão de energia, — que, felizmente, ainda não se sofisticou.

Tratando-se de uma sessão “Live USB”, — onde tudo é virtual e vai para o espaço ao encerrar, — a saída pelo botão off não causaria nenhuma sequela. Não havia o que sequelar.

Esta aqui, agora, já é a terceira sessão “Live USB” do test-drive do Debian 8, — sem wallpaper, sem 4 “desktops virtuais”, e sem aquela dúzia de abas de Facebook. Vejamos se chega até o final do relato.

Chegou ao fim do relato, sim: finalizado em mais 2 horas. Desde então, este relato foi complementado e (muito) ampliado em 31 Jan. 2016, Domingo, no Kubuntu 14.04 (instalado desde 2014), com os PrintScreen feitos no dia 28.

Observações [31 Janeiro]


Workspace behavior - Foi onde criei 4 “áreas de trabalho virtuais”. Não faria de novo, em outro teste de trabalho “Live USB”.

Digital camera - Encontrei Sony DSC-H2 (PTP mode) e Nokia Lumia WP8, porém não testei, por estar com os 4 slots USB ocupados. (Falta conectar +2 slots do painel frontal).

Software management - Oferece uma opção fácil de incluir repositórios “non-free contrib” (basta marcar esse campo). Propõe procurar os servidores (“espelhos”) mais rápidos, para agilizar o download e a instalação de softwares. Começa por testar a velocidade dos repositórios do Brasil, em seguida dos países próximos e, por fim, do mundo inteiro. Acabou por sugerir “sft.if.usp.br”.

Conclusões [31 Janeiro]


Como relato de um teste “Live USB”, foram mantidos os termos em inglês. Durante a instalação (que não fiz), você escolhe “Português do Brasil”, e ao reiniciar o sistema a partir do HD as traduções já estarão em vigor.

Normalmente, é só após a instalação que se costumam fazer tantas configurações.

Neste caso, porém, trata-se de “experiências de trabalho em Live USB”, como forma de testar ao máximo.

A rigor, — com o Linux Mint Cinnamon já testado, aprovado e instalado em definitivo, como Linux de “reserva”, — não havia motivo para continuar fazendo outros “testes de trabalho”, com duração de um “dia” inteiro, ou até mais.

Porém, dependendo dos resultados de mais algumas experiências com Wine (ou outra alternativa), é possível que dentro de mais algum tempo elimine o velho Windows (XP!), abrindo espaço para mais 2 sistemas Linux, — e um deles, com certeza, será o Debian (Só falta escolher o ambiente gráfico; que com certeza não será o KDE, já disponível no Kubuntu, nem o Cinnamon, já instalado no Linux Mint).

Dentro dessa perspectiva, qualquer comparação futura será bem mais efetiva, seguindo um padrão fixo de “teste de trabalho em Live USB”.

Enfim, nada disso foi “planejado”. Provavelmente continuaria fazendo (poucas) experiências de curta duração, — 4 ou 6 horas, ou até menos, — em “Live DVD” (por pura inércia do hábito). Foi só a chuva (e a falta de um DVD gravável em casa), que deu origem a essa brincadeira.

Depois de romper a inércia e experimentar uma sessão “Live USB”, ninguém volta ao DVD.

— … ≠ • ≠ … —

Debian