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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Teste de trabalho com “Live USB” (pendrive) Linux Mint 17.3 Cinnamon

Clique no Relógio, para exibir o Calendário; e depois em “Configurações de data e hora

Após testar várias “distribuições” do Linux em “Live CD” ou “Live DVD”, — boot e carregamento do sistema para experimentar, ainda sem instalar no computador, — acabei pegando a mania de anotar os passos elementares para deixar o sistema “usável”, para trabalhar nele um dia inteiro. Ou, 4 dias inteiros, nessa primeira experiência com “Live USB” (15 a 18 de Janeiro).

No primeiro dia, segui um roteiro padrão, de experiências recentes, e anotei as particularidades do Linux Mint 17.3.

Do segundo dia em diante, bastaram poucos minutos para deixar tudo pronto para retomar o trabalho.

1) Ativar NumLock


Parece que toda “distribuição” Linux em “Live CD / DVD” vem com NumLock desativado, — e eu não sei fazer nada desse jeito.

Você lê um número no caderno, pensa que está digitando, — e quando percebe, estava apenas pulando PageUp, PageDown, Home, End etc. Por isso, o roteiro básico começa pela ativação do NumLock.

Configuração de origem: Fuso horário de Londres, e sem a data no Relógio

2) Acertar o Fuso horário


É a segunda coisa mais urgente a ser feita, — principalmente, se você vai documentar a experiência com PrintScreen, — para que as imagens mostrem a hora correta no relógio da tela.

No caso do Linux Mint 17.3, o PrintScreen salva as imagens diretamente na pasta Imagens, com nomes-de-arquivo no formato “Captura-Ano-Mês-Dia-Hora-Minuto-Segundo”, — só que, pelo horário de Londres (GMT), até que você corrija isso.

Os primeiros prints, feitos até aí, ficaram fora de ordem. Depois você renomeia esses arquivos, — incluindo um “a-” no início, — e eles voltam à ordem correta.

Para começar, clique no Relógio, para exibir o Calendário (imagem no alto do post); e depois em “Configurações de data e hora”.

Ao escolher o Fuso horário de São Paulo e marcar a Exibição da data, o efeito no Relógio é imediato

Uma característica do Linux Mint, é que ao efetuar qualquer mudança nas Configurações, — escolher o Fuso horário de São Paulo, ou ativar a Exibição da data no Relógio, por exemplo, — o efeito é imediato. Você procura um botão de “Aplicar”, ou de “Ok”, ou de “Fechar”, e não encontra. Isso não existe.

Resista, por um momento, à tentação de fechar o diálogo clicando no “x” à direita da barra superior.

Embora tendo “entrado pelo Relógio”, você está nas “Configurações do sistema” (Centro de Controle), — e há várias coisas a fazer por aí. — Do lado esquerdo da barra superior existe uma seta de “retorno” ao conjunto de Configurações, que a essa altura ainda se chama “Back to all settings”.

(Caso tenha fechado as “Configurações do sistema”, é o terceiro item na coluna à esquerda do Menu).

As “Configurações do sistema” estão no terceiro ícone do Menu

3) Linguagem e Região


De volta a “System settings” (Configurações do sistema), entre em “Languages” para escolher o Português e outras configurações locais do Brasil.

Add / Remove Languages para adicionar Português do Brasil

Embora o diálogo afirme existirem 21 línguas instaladas, não se iluda. Todas 21 são “Inglês”, — na verdade, configurações de Moeda etc. de 21 países.

Entre em “Add / Remove Languages” para adicionar o Português do Brasil, — com direito à nossa Moeda (R$) e outras características locais.

Clique em Add para adicionar Português do Brasil

Constatando que só existe Inglês, clique em Add para procurar o Português do Brasil.

Português, Brasil: UTF-8 (ou ISO-8859-1)

Comece a digitar “Port”, e será levado até o conjunto de opções. Costumo preferir UTF-8.

Clique em “Install”, e não dê bola para a mensagem de que o pacote de linguagens ficou incompleto etc. Uma sessão “Live Linux” é volátil, e não compensa investir numa configuração mais trabalhosa. Basta o suficiente para trabalhar algumas horas, ou até o final do dia.

Instalado PT-BR, aplicar em Linguagem”, em Região”, e em todo o sistema (System-Wide”)

Instalado PT-BR, aplique-o em “Linguagem”, em “Região”, e clique em “System-Wide” (para aplicar a todo o sistema).

Uma vez que se trata de um pacote “incompleto” de linguagem, não fará efeito no Relógio, por exemplo, que continuará em inglês.

Como se trata de um sub-diálogo, feche-o pelo "x" do alto à direita, pois as “Configurações do sistema” estão logo atrás.

4) Teclado em Português


De volta às Configurações, desça até a seção “Hardware” e clique em Keyboard, para configurar o Teclado.

Adicionando Teclado “Português (Brasil)”. Clique em “Preview” para examinar o Teclado

Tecle no botão “+” para abrir a lista de teclados em todas as línguas.

Há muitos anos, — em todas as distribuições Linux que já experimentei, — sempre escolho “Português (Brasil)”, que é o ABNT2, sucessor das velhíssimas máquinas de datilografia.

Disposição das teclas no layout “Português (Brasil)”, ou ABNT2

Velhos hábitos de datilografia tornam precioso, encontrar as teclas “onde sempre estiveram”.

Mas a informática permitiu hábitos ainda mais interessantes, como escrever «½, ¼, §, £, m³, km², x¹» etc.

Use as setas para colocar o Teclado PT-BR no topo

Selecione Português (Brasil) e use o botão de “” (seta para cima), para colocar este layout de Teclado no topo.

Ou, exclua English (US). Para isso, basta selecionar “English (US)” e clicar em “-”. Há muito tempo, simplesmente eliminei o teclado americano das minhas configurações. Nunca fez falta.

Clique em “Options” para definir a tecla de acesso ao 3º Nível

Para encerrar, clique em “Options” e defina a tecla de acesso ao Terceiro Nível.

Atualmente, utilizo a tecla Windows à Esquerda de Espaço (Left Win). Desse modo, “LW-4” escreve “£”; LW-Shift-4 escreve “¼”, e todos foram felizes para sempre.

5) Configuração do gerenciador de arquivos Nemo


Há muitos anos me viciei em lidar com a exibição das pastas e arquivos em “lista detalhada”, — Nome, Data de criação / edição, Tamanho e Tipo, — com direito a clicar em qualquer dessas colunas para reordená-los (sem que isso afete a ordenação aplicada em cada uma das outras pastas).

Qualquer outra configuração que venha com o “gerenciador de arquivos” me faz perder um tempo enorme, ao longo do dia.

Configuração do gerenciador de arquivos Nemo: exibição em Lista (detalhada)

Configuração do gerenciador de arquivos Nemo: formato de data

O formato original de data dos arquivos inclui algo como “Terça etc. BRST”, trambolho inútil para se lidar com zilhões de arquivos criados / modificados há séculos, e dos quais raramente interessa saber em qual dia da semana isso aconteceu; ou ver zilhões de vezes a indicação de horário BRST.

O que interessa é o Ano, Mês, Dia, Hora, Minutos. Se pudesse, ainda eliminava os segundos, para poupar espaço na tela e não embolar demais a leitura.

Seleção de botões da Barra de Ferramentas do Nemo

Enfim, você pode eliminar da Barra de Ferramentas uma série de botões que nunca usa, e exibir outros que vêm desmarcados, mas que lhe serão muito úteis no trabalho diário.

6) Formato de Data e Hora no Relógio


Ver na barra inferior o Dia da Semana, Data completa e Hora simplificada me poupa de procurar dezenas de vezes onde anda o relógio de pulso (jamais no pulso, claro!), ou procurar onde anda o celular e ativar a tela.

Clicando no Relógio com o botão direito, vamos à opção “Configurar”.

Marcar a opção “Usar um formato personalizado de data”, e clicar em “Mostrar sintaxe de formatos”

Ao marcar a opção de “Usar um formato personalizado”, ativa-se um campo para inserir livremente os códigos de qualquer espécie de formato de Data e Hora que se possa imaginar.

Clicando em “Mostrar informações sobre a sintaxe de formatos de data”, abre-se o Firefox em uma página que retorna o código necessário para exibir qualquer alternativa escolhida.

Marque um dos formatos oferecidos no site, e veja a sintaxe do código a ser utilizado

Você pode copiar partes de diversos códigos e misturá-los, até compor o formato exato de Data e Hora que preferir.

Me contentei em marcar um formato e copiar a parte que interessava, dispensando os segundos e o complemento “-0300” referente à diferença desde Londres (GMT).


Ao colar o código no campo de personalização, o novo formato se aplica de imediato ao Relógio do Linux Mint
Para variar, basta colar o código no campo de personalização, para que imediatamente o Relógio passe a exibir Data e Hora no formato escolhido.

  • Cuidado para não apagar o formato original, e interromper a tarefa para atender o telefone ou tomar um café. O Relógio simplesmente desaparece, e depois você terá um trabalho extra para reencontrá-lo, — o que pode ser chato, quando se testa uma “distribuição” Linux com a qual não estejamos familiarizados.

7) Sincronização do Mozilla Firefox


Aproveitando que o Firefox já está aberto, clique no último botão da Barra de Ferramentas e logue-se, para fazer a sincronização.

Dentro de poucos poucos minutos, você terá todos os seus Bookmarks, plugins, complementos, senhas etc., e sem mais perda de tempo estará pronto para trabalhar, — com toda produtividade, — pelo resto do dia.

É mais rápido fazer, do que explicar


Esse “roteiro” não é novidade. Começou ainda nos tempos em que só tinha Windows, e volta e meia precisava “zerar”, formatar HD e reinstalar. Daí, o hábito de anotar os passos necessários após cada instalação, para “deixar tudo como antes”. Certo, a gente lembra. Mas, com anotações de roteiro, vai mil vezes mais rápido.

Ao começar no Linux (Kurumin 4.2 RC5), — inteira novidade para mim, implicando em grande investimento de tempo, — anotar tudo tornou-se fundamental, para seguir em frente.

O roteiro dessa configuração do “Live Mint” caberia em 1 página

O roteiro atual começou guiado pelos mais recentes (Mint, Kubuntu), alterando o necessário. No segundo dia, a configuração básica levou poucos minutos, acrescentando alguns detalhes (em texto LibreOffice).

Ao final do 4º dia, tinha apenas 1½ página, 450 palavras, — incluindo muitas anotações paralelas, sem relação direta.

Com os programas básicos já incluídos no “Live USB” Linux Mint 17.3 Cinnamon, — LibreOffice, Firefox, Gimp etc., — e poucos minutos para deixar “tudo como antes”, o trabalho prosseguiu normalmente.

Importante: - Trabalhe sempre com arquivos nos HDs, — ou copiando-os sempre para os HDs, — e não nas pastas “Documentos”, “Downloads”, “Imagens” etc.

Lembre que, quando se roda um sistema “Live” (CD, DVD, USB), tudo que você salva ou configura é, — literalmente, — volátil. Desligou, vai tudo para o espaço.

Fui feliz, e não houve queda nem pico de energia nesses 4 dias.

O que mais poderia ter feito


Instalar ttf-mscorefonts (Verdana), — essenciais para os trabalhos e edição que faço quase todos os dias, em especial no Gimp.

— … • … —

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Boot com “Live USB” (pendrive) Linux Mint 17.3 Cinnamon

Fazendo o Pen Drive “voltar ao normal”, após usá-lo como “Live USB” (bootável) do Linux Mint

Baixei a imagem ISO do “Live DVD” Linux Mint 17.3 Cinnamon (1,5 GB) e, — pela Lei de Murphy, — descobri que não tinha DVD virgem em casa (sobram CDs!).

Olhando a chuva, lembrei de um Pendrive 2 GB. — Boa oportunidade para aprender como se cria um “Live USB”, testar o Linux Mint sem me molhar, e ainda reaprender como se faz um Pendrive “voltar ao normal” (não lembrava mais).

Foi uma ótima experiência. — O “Live USB” roda veloz e macio, em comparação com a lata-velha que é rodar um sistema a partir de CD ou DVD.

Ao invés de experimentar o sistema durante 2 ~ 8 horas, — como já fiz dezenas de vezes, — acabei usando o “Live USB” do Linux Mint para trabalhar 4 dias seguidos.

Índice


  • Baixando a ISO
  • Gravando o Pendrive de boot “Live USB”
  • ••• Alternativas → Gerar o Pendrive de boot por “dd” ou “cp”
  • Configurando na BIOS o Boot pelo Pendrive
  • Trabalhando com Linux Mint em “Live USB”
  • Fazendo o Pendrive “voltar ao normal”
  • Linux Mint [Menu]

Baixando a ISO


Opções do Linux Mint 17.3 para download

O Linux Mint 17.3 (“Rosa”) foi lançado por etapas, — Cinnamon, Mate, KDE, Xfce, — de 4 Dez. 2015 a 9 Jan. 2016, e baixei a ISO no dia 15.

Opções de download específicas do Cinnamon 64-bit com “codecs”

Salvando o “gatilho” do Torrent

Escolhidas as opções, — Cinnamon com suporte multimídia (“codecs”), 64-bit, — cheguei à página de download mais específica, cliquei em “Torrent” e salvei o arquivo-gatilho “linuxmint-17.3-cinnamon-64bit.iso.torrent” na pasta das imagens ISO.

Depois, foi só clicar no arquivo-gatilho, e iniciar o download.

Clicando no “gatilho”, abre-se o programa de Torrent, e basta iniciar o download

Com a antiga conexão de “1 Megas” (128 KBps), levaria horas, deixando a navegação lenta. — O ideal era fazer algum trabalho off-line, ou ir dormir.

Agora, com conexão de “10 Mega” (1 MB/s), continuei navegando normalmente e, quando dei fé, já tinha terminado. — Levou 23 minutos.

Gravando o Pendrive de boot “Live USB”


Utilizando o “usb-creator” para gerar o “Live USB” (Pen Drive “bootável”) do Linux Mint

Uma busca rápida por “Linux Boot Pendrive” indicou que a maneira mais simples de gerar a mídia (Pendrive) para o boot é usar o usb-creator, — e descobri que ele já estava instalado no Kubuntu.

No Linux Mint, você abre o Menu do Cinnamon, digita “USB”, e ele oferece, — entre outras coisas, — o “Criador de discos de inicialização

“Criador de discos de inicialização” do Linux Mint 17.3 Cinnamon

No campo superior, basta clicar em “Outro”, para escolher a imagem ISO a ser gravada no Pendrive.

Com o Pendrive no slot USB, para ser detectado, basta selecioná-lo, respirar fundo e clicar em “Apagar disco”.

Por fim, clique em “Criar disco de inicialização”.

Durante a gravação do Pendrive, há uma barra indicativa do avanço do processo.

••• Alternativas → Gerar o Pendrive de boot por “dd” ou “cp”


Usando comando “dd” para gravar a ISO de uma “distro” Linux → USB (Pendrive) “bootável”

Ao gravar ISO de outras “distros” em Pendrive, — em especial, o Debian 8.3 e 8.4, — acabei me deparando com vários casos em que o USB Creator não resolve.

Nestes casos, a melhor solução tem sido o comando “dd”:

dd if=/path/file of=/dev/sd? bs=8M

Cole o comando “dd if=/path/file of=/dev/sd? bs=8M” num bloco de texto e substitua o que for necessário

A melhor maneira de descobrir e copiar o “path”, sem erro, é abrir a pasta onde está a imagem ISO, — no Nemo, Dolphin etc., — e usar “Ctrl-L”.

Depois, basta selecionar o próprio arquivo ISO → teclar “F2” (Renomear) → “Crtl-A” (selecionar o nome + extensão) → “Ctrl-C” (Copiar).

Num editor de texto simples, você cola esse caminho em lugar da palavra “path”, — e em seguida o nome do arquivo em lugar da palavra “file”.

O destino “sd?” deve ser completado conforme o seu caso. — No meu caso, o Pendrive foi identificado como “sdc”.

Tenha muito cuidado, — verifique, e torne a verificar, — pois se você colocar como destino algum HDD, ele será apagado!

Quanto ao parâmetro final “bs=8M”, sei apenas que funciona, — mas também funciona “4M”, ou “1M” (já testei). — É um tema que comporta longos estudos, mas tenho dúvidas se vale a pena fazer pós-graduação nesse detalhe.

Cole o comando “dd” no Terminal, precedido de “Sudo”, — ou entre antes em “Su”, — e dê a senha

Acrescente antes o “sudo”, — copie o comando e cole no Terminal. — Tecle “Enter”, forneça a senha de Administrador (super-usuário).

Durante a gravação do Pendrive pelo comando “dd”, não é dado nenhuma indicação do andamento do processo! — No meu caso, apenas o LED do Pendrive piscava, a mostrar que algo estava acontecendo. — Ao final, os resultados são exibidos de uma só vez, no Terminal.

Tempos depois, aprendi como exibir o andamento da gravação:

dd if=/path/file of=/dev/sd? bs=8M status=progress

Gerando Pendrive de boot e instalação do Debian com o comando “cp”

Também já houve casos em que nem o comando “dd” foi capaz de gravar uma imagem ISO em um Pendrive para boot.

Foi o caso do Debian Stretch (testing), — só consegui gravar pelo comando “cp”, — que até então nem conhecia:

sudo cp /path/ISO /dev/sdX

Usando Terminal embutido do Dolphin, para simplificar

Para simplificar, pode-se abrir a pasta em um gerenciador de arquivos, — Dolphin, Nemo etc., — e teclar F4 para abrir um Terminal “embutido” nele.

Desse modo, você já está na pasta de origem, — e não precisa perder tempo com indicação do caminho (path).

Configurando na BIOS o Boot pelo Pendrive


Configurando a BIOS do computador para que procure o Boot, primeiro, no Pen Drive

Ainda na fase exploratória, — antes de arriscar o Pendrive na aventura maluca, — procurei me certificar de que saberia como dar Boot através dele.

Meu computador é “meio” antigo, — hardware de 2008~2009, — e os passos indicados abaixo podem não ser aplicáveis a computadores mais novos.

Iniciar (ou reiniciar) o computador, apertando DEL para entrar na Configuração da BIOS (Bios Setup).

Uma vez dentro do BIOS Setup, seta direita, → até a aba da seção “Boot”.

Entre em “Boot Device Priority”, para estabelecer a sequência correta dos dispositivos onde o computador irá procurar o Boot.

Geralmente, a Unidade CD-ROM deve estar em 1º lugar, e o HDD principal em seguida. — Desse modo, sempre que houver um CD ou DVD “bootável” na bandeja, o Boot será feito por ele. — Caso contrário, será feito normalmente pelo HDD.

Eu precisaria colocar o Pen Drive (USB), também, acima do primeiro HDD, para carregar o sistema pelo “Live USB”.

Opções de dispositivos para Boot, encontradas na BIOS da placa P5KPL-AM

Acontece que meu “Boot Device Priority” oferece apenas 3 opções para procurar o Boot:


  • Unidade CD-ROM
  • HDD (Samsung, em SATA 1)
  • Floppy” (quem lembra disso?)
  • “Desabilitado”

Não apareceu, sequer, o segundo HDD (Maxtor, em SATA 2).

O manual da P5KPL-AM diz que todos os dispositivos seriam oferecidos como opções de Boot

O manual da P5KPL-AM (item 2.6, pág. 2-30) não foi de grande ajuda.

Esse manual se refere a uma especificação, onde “Boot Device Priority” deveria abrir uma lista com todos os dispositivos existentes no computador, — tantos quantos fossem encontrados, — e não uma lista com um número fixo, de 3 opções padronizadas.

Em “Hard Disk Drives” (inexistente no manual!), encontrei mais opções

Depois, acabei esbarrando, — na tela, — com um item “Hard Disk Drives”, que não consta do manual.

Dei ENTER nele, e lá encontrei os 2 HDDs existentes (Samsung e Maxtor).

Encontrado na BIOS, afinal, o segundo HDD do computador

Bastou um teste rápido, — passar Maxtor para o topo, e voltar à tela anterior (Esc), — para confirmar que, desse modo, Maxtor passaria a ser “a” opção (única) de HDD, oferecida entre as prioridades de Boot.

  • Desfazer rápido!, — ou, apertar Esc, Esc, até “Sair sem gravar”, — para não ficar sem Boot pelo HDD correto.

O PenDrive precisa ser colocado no slot, antes de entrar na Configuração da Bios (BIOS Setup)

Uma vez gerada a mídia com o Linux Mint 17.3 Cinnamon, voltei ao BIOS Setup para fazer a configuração efetiva do Boot.

Inseri o Pendrive no slot USB, reiniciei o computador, — apertando DEL, para voltar ao Setup, — e ele apareceu, embaixo dos HDDs.

Bastou passar o Pendrive para o topo dos HDDs, e ele ficou sendo “a” opção de HDD (única) oferecida entre as prioridades de Boot.

Passando o Pen Drive para o topo dos HDDs, torna-se “a opção” (única) de “HDD de Boot

Após vários testes, — com várias “distros”, — acabei adotando esta sequência de “Hard Disk Drives”, em caráter permanente:

  • 1st Drive: USB (Pendrive)
  • 2nd Drive: Samsung (HDD principal)
  • 3rd Drive: Maxtor (HDD secundário)

Desse modo, sempre que o Pendrive estiver plugado, ele assume a posição de “HDD de Boot”.

Quando não há Pendrive, o Samsung reassume a posição de “HDD de Boot”.

Desde então, não foi mais necessário mexer no BIOS Setup para ficar alterando / desfazendo opções a cada nova experiência de Boot a partir do Pendrive.

Trabalhando com Linux Mint em “Live USB”


Lembrar que, quando se roda um sistema “Live” (CD, DVD, USB), tudo que você salva ou configura é, — literalmente, — volátil. Desligou, vai tudo para o espaço.

Fiz dúzias de Capturas de tela, — usando o “PrintScreen”, que salva as imagens capturadas, diretamente em arquivos PNG, na pasta (virtual!) “/home/Imagens”.

Com o gerenciador de arquivos Nemo, ia transferindo esses arquivos para uma pasta na partição de documentos do HDD, de modo que não se perdessem ao desligar o computador.

Afora isso, editei normalmente arquivos de texto, planilhas, imagens etc. diretamente na partição de documentos do HDD.

Fazendo o Pendrive “voltar ao normal”


Usando o “Formatador de dispositivo de memória USB” (do Mint) para fazer o Pen Drive “voltar ao normal”

Essa, foi a parte mais fácil e rápida, da brincadeira toda.

Já tinha recuperado esse mesmo Pendrive de 2 GB, anos atrás, quando apresentou um problema qualquer.

Na época, isso parecia um bicho de 7 cabeças. Percorri dúzias de páginas, blogs e fóruns, lendo coisas, as mais variadas, que não tinha certeza se estava entendendo direito, — além das famigeradas “linhas de comandos”. Acabei pescando o suficiente para arriscar uma formatação, que resolveu o problema.

Agora, já nem lembrava mais qual ferramenta utilizei, na época, — nem qual o formato, nem nada.

Mas, bastou abrir o Menu do Linux Mint (depois de instalado no HDD), digitar 3 letras, — “Pen”, — e, pimba!

Pula, bem na minha frente, um “Formatador de dispositivo de memória USB”.

Coloque o Pen Drive no slot USB e clique em “Formato”, que ele aparece como única opção: é só confirmar

O primeiro campo, “Formato”, — tradução errada: o correto é “Formatar”, — não pode ser preenchido por você.

Coloquei o Pendrive no slot, para ser detectado.

Depois disso, cliquei no campo, e ele ofereceu 1 única opção: — “Kingston DataTraveler 2.0 (/dev/sdc) - 2 GB”. — Foi só clicar nessa opção, para confirmar.

O segundo campo, — “como”, — já sugere “FAT32” desde o momento em que o programa foi aberto.

Portanto, a mensagem é: — “Formatar Kingston… como FAT32”.

Indicações claras de que o formato “Fat32” é o “normal” para recuperar o Pendrive

Você leva o ponteiro do mouse até o “FAT32”, só para ver as opções… e — antes que consiga clicar, — já explode na sua cara um baita esclarecimento:

FAT32 é mais compatível em qualquer lugar”. — Ponto negativo: — “Não aceita arquivos de mais de 4 GB”.

Depois:

“NTFS é compatível com Windows. Não é compatível com Windows, MAC e a maioria dos dispositivos”.

Por fim… Ext4 é “da casa”, ninguém vai falar mal dele:

“Mais moderno, estável, rápido, protegido por journaling”. — Belo! Porém… — “Não é compatível com Windows, MAC e a maioria dos dispositivos”. — Quem tem juízo, entende.

Vivendo em um mundo onde Lan Houses, Cartórios, Lojas de conveniência etc. usam Windows, — não faz sentido transportar documentos, contas etc. em um Pendrive, que não possa ser lido em qualquer lugar.

Forneça a senha de Administrador (Super Usuário), para formatar o Pen Drive

O último botão, “Formato”, também é tradução maluca. — “Você quis dizer… Formatar”. — Clica lá, e ele pede a senha de Administrador. Destruir dados exige privilégios.

Digite a senha, clique em “Autenticar”, e… vai ser rápido, não foi?

Gravei um arquivo qualquer no Pendrive, depois entrei no Windows, e fiz o teste.

O Windows leu, copiou, gravou e abriu. De boas.

_______
Publicado originalmente em 22 Jan. 2016.
••• Atualizado em 17~22 Mai. 2016, com novas “descobertas”.

— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE



Testes de trabalho em “Live USB”


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Repositórios de software Linux e gerenciador de pacotes Synaptic

Fig. 1 - Synaptic: 47 mil pacotes de software, classificados por status (instalados / não instalados no computador)

Os repositórios de software para Linux, disponíveis gratuitamente na rede mundial, — e o gerenciador de pacotes Synaptic, que agiliza a busca e a instalação, — me convenceram, faz mais de 10 anos, a não depender mais do Windows para trabalhar.

Não se trata de “ter” um sistema “meio esquisito” no computador “doméstico”. Trata-se de eliminar uma dependência, — para pesquisar, trabalhar, manter comunicação com o mundo, — que completaria 30 anos, daqui a 6 meses.

Porém, não sou “expert” (computação não é minha área). —Também não posso depender de “suporte externo” (nem deixar que cada mudança tecnológica afete a “produção”). — E já aprendi tanta coisa (para depois jogar fora), que não mergulho mais de cabeça em cada novidade, como se precisasse entender tudo.

Virei “leigo profissional”, — aprendo, hoje, o que preciso hoje; — o resto, aprendo quando precisar.

Isso afeta meu relacionamento com seres estranhos, tais como “linha de comandos”, scripts, Synaptic, Muon, Adept, Apper etc.

Portanto, não estranhe se fujo do esquema tradicional, de definições que não explicam nada, e soluções que são ótimas… para quem já entende do assunto. Nunca vi ninguém entender nada, lendo “definições”.

Digamos que “repositório” é onde “ficam” os softwares — com milhares de pessoas do mundo inteiro zelando pela confiabilidade deles; — e Synaptic é minha ferramenta preferida para encontrar, baixar e instalar tais softwares em distros da “família Debian” (Debian, Kubuntu, Linux Mint).

Os dois fazem parte de um sistema — bem maior — organizado para que  as coisas funcionem, o melhor possível. Se você decide instalar um “aplicativo”, poderá ser avisado de que ele depende de vários outros “pacotes”, que ainda não existem no seu computador. Você dá Ok, e o Synaptic instala o conjunto completo.

(Fica claro, portanto, que “pacote” não é, necessariamente, um “aplicativo”. — Pode ser um “driver”, uma “biblioteca” etc., — enfim, softwares que a gente não “clica para usar”, porém necessários ao funcionamento geral).

Fig. 1 - Acima, o Synaptic hoje cedo, listando 47.044 pacotes de software, — quase todos de “código aberto” (nada de “caixa preta”!), —  classificados conforme o status no computador: “Instalado”, “Instalado manualmente”, ou “Instalado obsoleto” (que já pode ser eliminado), e “Não instalado”.

Esta é a exibição mais usada, no dia-a-dia. Se você seleciona “Instalado”, na coluna lateral, a área principal listará apenas este subconjunto. Para saber se existe alguma coisa que pode ser eliminada, selecione “Instalado (local ou obsoleto)”. E assim por diante.

Antes de mais nada, clique em “Recarregar” (1º ícone da Barra de ferramentas), para receber a listagem mais recente dos “repositórios”. Se houver atualizações, surge mais uma categoria de status: “Instalado (atualizável)”. Basta clicar em “Marcar todas as atualizações”, e depois em “Aplicar”. Você será avisado dos pacotes a serem baixados (inclusive bibliotecas e complementos, chamados “dependências), quantos bytes terá o download, quanto espaço vão ocupar no HD etc. Clicando “Marcar”, eles serão marcados para instalação / atualização.

Você pode procurar mais algumas coisas, e ir “marcando”.

No final, você clica em “Aplicar”, ele apresenta o resumo de tudo que será feito. Não sendo detectado nenhum problema, você dá Ok, começa o download, e depois a instalação.

Continue com seu trabalho. O Linux nunca exigiu que encerrasse tarefas ou fechasse janelas, enquanto instala ou atualiza alguma coisa. — Só no final, em alguns casos, será necessário fechar e reabrir um ou outro aplicativo (caso tenha instalado um complemento para ele), ou reiniciar o computador (caso tenha instalado um novo “núcleo” do sistema, o Kernel).

Voltemos à Fig. 1: A listagem exibida indica a “última versão” de cada pacote, e uma descrição curta. Ao selecionar um pacote, uma descrição mais completa é exibida no campo de baixo (com links para obter mais informações).

Retângulos preenchidos de verde assinalam os pacotes já instalados. Para esses, também indica a “versão instalada”.

No rodapé, o total de pacotes listados nessa janela, quantos estão instalados no computador, quantos estão “quebrados” (no computador), e quantos você já marcou para instalar / atualizar / “reinstalar” (corrigir), ou para remover.

Fig. 2 - Tela do Synaptic com os pacotes de software classificados por Seções (áreas de trabalho)

Fig. 2 - Embaixo do painel lateral, existem outras opões.

Se você escolhe “Seções”, poderá filtrar os pacotes de “Aplicativos de vídeo”, ou de “Banco de dados”, ou de “Ciência”, por exemplo — cada um, subdividido por repositórios de origem (Principal, Multiverse, Não livre, Universe), que veremos adiante.

Fig. 3 - Tela do Synaptic com os softwares classificados pelos “repositórios” de origem

Fig. 3 - Escolhendo listar os pacotes por “Origem”, podemos visualizar, na prática, o significado desta famosa definição, que encontramos por toda parte, quando procuramos descobrir o que são os tais “repositórios”:

  • Main - Programas “oficialmente suportados”.
  • Restricted - Programas “suportados”, cuja licença não é 100% livre (por exemplo, drivers Nvidia).
  • Universe - Programas mantidos pela comunidade, ou seja, que não são suportados oficialmente.
  • Multiverse - Programas que não são "livres" (por exemplo, Flashplugin, Fontes True Type).

Essa “definição” clássica não esclarece grandes coisas, para o iniciante (mesmo incluindo alguns exemplos, como fiz).

Na Fig. 3, você vê, com seus próprios olhos,  alguns dos tais programas “não livres” — e isso, para mim, ensina muito mais sobre “Multiverse”, do que 1.001 definições ou explicações detalhadas.

Percorrendo outros repositóriosMultiverse”, no Synaptic, é muito fácil transformar a “definição abstrata” em noção concreta das coisas, tal como são na “real”. Depois disso, você volta na “definição”, e entende o que ela “queria dizer”.

Começa a entender, também, que o Synaptic oferece muito mais do que a mera facilidade de encontrar, baixar e instalar software.

Fig. 34-36 - Proporção de softwares disponíveis nos diferentes repositórios

Na Fig. 34-36, por exemplo, incluí na listagem a coluna “Componente”, que usei para indexar a exibição. Depois, fiz 3 prints, que cortei e coloquei lado a lado, para montar uma comparação visual.

Primeiro, configurei o Synaptic para exibir a coluna “Componente”. Depois, cliquei nela, para ordenar todos os 47.044 pacotes, segundo a ordem alfabética dos repositórios de origem: “Main” (Principal), “Multiverse”, “Non-free”, “Restricted”, “Universe”.

Pelo indicador da barra de rolagem, fica evidente que os “pacotes” dos repositórios “Main” não chegam a 25% do total, enquanto os dos repositórios “Universe” são quase 75% da coleção disponível.

O acervo detectado pelo Synaptic em repositórios “Multiverse”, “Non-free” e “Restricted” não passa de uma tripinha, imprensada entre eles — embora possa ser muito chato viver sem alguns dos “pacotes” disponíveis nesse pequeno intervalo.

Fig. 33 - Pacotes instalados, ordenados por “Componente”

Na Fig. 33, foram listados apenas os pacotes instalados no computador, segundo a mesma ordem alfabética dos repositórios de origem, — e salta à vista que a proporção se inverte por completo: — A grande maioria dos pacotes instalados vêm dos repositórios principais (“Main”), e menos de 1/3 vêm de repositórios “Universe”.

Pouquíssimos vêm de repositórios “Multiverse”; apenas 1 é “Non-free”; e não existe nada de origem “Restricted”.

Ficamos, então, com 2 grandes repositórios:

  • Main - Programas “oficialmente suportados”.
  • Universe - Programas mantidos pela comunidade, ou seja, que não são suportados oficialmente.

Essa descrição dos repositórios “Universe” pode dar uma ideia um tanto injusta: — Um viveiro de bichos meio suspeitos, não muito confiáveis.

Não é bem isso!

A equipe que monta uma “Distribuição”, — como Ubuntu, Kubuntu, Mint etc., — tem em vista criar um “Live CD”, capaz de dar boot, “carregar” o sistema operacional, e ainda “rodar” uma série de aplicativos úteis ao maior número de usuários (Navegador, Office etc.), sem exigir instalação prévia no computador. O espaço é limitado. Até pouco tempo atrás, costumava caber tudo em 700 MB (CD). Agora, ultrapassa 1 Giga.

Tudo, dentro do “Live CD / DVD”, deve se encaixar e formar um conjunto consistente, amigável, atendendo  às limitações de qualquer iniciante. Facilitar a instalação no computador, se o novato gostar da experiência inicial. Depois disso, receber correções (pois sempre se descobrem falhas) e alguma atualização, durante 1 ano e meio, que é o período do “suporte”, — ou até 5 anos, no caso das edições “Long Term Support” (LTS).

Uma “Distribuição”, porém, pressupõe um conjunto bem maior de softwares (aplicativos, drivers, bibliotecas), para ser útil como sistema operacional. Daí, a necessidade de se criarem “repositórios”, — cujo conteúdo também deverá ser consistente, e receber alguma atualização, correções etc. durante o período do “suporte”.

Enquanto isso, a “comunidade”, — de onde vieram os pacotes reunidos na “distribuição”, — segue desenvolvendo normalmente. Seria impensável ficar parada, — como também seria impensável a equipe de cada “distribuição” tentar se responsabilizar pela compatibilidade de dezenas de milhares de pacotes que a “comunidade” continua desenvolvendo e atualizando, furiosamente.

Aquela “fatia” de softwares incluídos na Distribuição (repositórios” inclusive) deve permanecer mais ou menos “estável”. O preço disso é uma perda de “novidade” (vitalidade), em benefício do usuário iniciante.

No caso das distribuições “Long Term Service” (LTS), que devem receber “suporte” durante 3 ou 5 anos, a perda de vitalidade é ainda maior, para maior durabilidade, — em benefício de quem tem um negócio, e não quer investir em mudanças, treinamento de pessoal etc., de 6 em 6 meses, a cada vez que surge uma nova Distribuição.


Boa parte dessa “estabilidade”, portanto, está embutida nos “repositórios” que vêm previamente definidos. Neles estará uma “fatia” mais segura, a ser mantida sob certo controle.

Mas, você pode configurar outros “repositórios” adicionais, — afinal, você não quer passar o resto da vida num berço com grades de proteção. Ou quer?

Fig. 9 - Repositórios configurados para o Synaptic buscar aplicativos e suas atualizações

Não lembro exatamente quais “repositórios” já vieram  configurados para a busca de atualizações e de novos pacotes. Minha primeira providência, em geral, é apenas “desmarcar” os repositórios de código-fonte (“src” = source), assim como o próprio CD/DVD de instalação (se já não foi desmarcado automaticamente, ao fim da instalação).

Onde se lê “trusty”, trata-se do Ubuntu / Kubuntu 14.04 (Abril 2014). Tudo que se vê aí, destina-se a essa “Distribuição” (também se diz “Distro”, para economizar língua). Somente o repositório do Google não é específico do “trusty”.

O repositório Google foi adicionado para a instalação do GoogleEarth. Lá estão descritos os procedimentos insanos que segui para isso (sempre pesquisando em várias fontes, e anotando tudo, para poder desfazer).

PPA =  “Personal Package Archives”. São repositórios individuais, de milhares de desenvolvedores, hospedados na plataforma Launchpad, mantida pela Canonical Ltd. para apoio ao trabalho da “comunidade”. Você adiciona PPAs, caso por caso, para experimentar pacotes específicos.

O PPA do Daniel Richter (no topo da lista) foi adicionado para instalar e manter atualizado o Grub-customizer, em 2012, quando descobri que o antigo Startup-manager deixou de existir no Ubuntu 12.04.

Em geral, o acréscimo funciona melhor por linhas de comando, pois não basta adicionar novos endereços pelo botão “Novo” (Fig. 9). Também é preciso obter a chave de segurança (Key).

Em cada caso, tenho usado linhas de comando indicados por sites que considere mais confiáveis. É comum encontrá-las num blog, depois em outro. Mesmo quando não dão o link da fonte, é muito fácil pesquisar pelo Google e chegar até a fonte original das linhas de comando, para conferir e aprender mais.

Ao pesquisar dicas & ajuda, fique sempre de olho na data das postagens. Dicas muito antigas podem já não funcionar. O Google permite estabelecer a época dos resultados que deseja encontrar. O “último ano” já é um bom limite, na maioria dos casos.

Fique atento, também, para a Distribuição a que se referem as dicas de linhas de comando. No caso do Kubuntu 14.04, o apelido é trusty. Muitas vezes, as postagens dizem para substituir o apelido usado lá, pelo apelido da sua Distro. Se você não se sentir seguro de fazer isso, pesquise até encontrar a dica mais correta e atual. E, antes de usá-la, não custa nada pesquisá-la até a origem (site da própria Distro, ou do repositório a ser adicionado).

O GetDeb foi acrescentado para instalação do BlueGriffon, que ainda não deu certo. Quando conseguir, conto como foi.

Fig. 7 - Histórico de pacotes instalados, atualizados e removidos pelo Synaptic

Os logs de instalação, remoção e atualização de pacotes, — por mês, dia e hora, — podem ser muito úteis (Fig. 7). Fico sabendo que só comecei a usar o Synaptic no dia 17 Setembro 2014, embora tenha instalado esse Kubuntu 4 dias antes.

É que o Kubuntu vem com outro programa, — chamado “Descobridor do Muon”, — que não me agrada. Para começo de conversa, esse “Descobridor” não consegue “descobrir” o Synaptic. Então, preciso usar o “descobridor” para instalar um outro programa, — chamado “Gerenciador de pacotes Muon”, — que finalmente é capaz de encontrar e instalar o Gerenciador de pacotes Synaptic. Acho que já deu para entender por que não gostei do “Descobridor”.

Se gostasse de usar “linha de comando”, — ou quisesse posar de bacana perante o pobre novato, — bastava dizer para abrir um “Terminal” (ãhn?), lascar um Sudo (ãããhhnnn???), e mandar essa ordem:

sudo apt-get install synaptic

Ninguém merece, né.

Fig. 8 - Pesquisando no Synaptic todas as vezes que instalei, desinstalei, atualizei o Unison

O histórico do Synaptic também pode ser muito útil para saber quando (e quantas vezes) cada pacote foi instalado, atualizado, reinstalado (para tentar “corrigir”) ou desinstalado. Basta pesquisar pelo nome.

Na Fig. 8, uma pesquisa localizou rapidamente minha “briga” para desmanchar uma antiga configuração do Unison.

Sabendo que a “briga” foi em 1º Dez. 2014, ficou fácil localizar no caderno as anotações, com todos os detalhes.

Esse caderno de anotações (por data) é muito prático, — principalmente quando algum problema te impede de acessar o HDD ou pesquisar na web.

• Colunas adicionais


Fig 99 - Seleção das colunas exibidas no Synaptic

Para obter os resultados da Fig. 33 e da Fig. 34-36 (montagem), o Synaptic foi configurado para exibir a coluna “Componente”.

O caminho para isso é:

Configurações → Preferências → aba Colunas e fontes

Além de marcar / desmarcar as colunas a serem exibidas, você também pode alterar a posição de cada uma. Basta selecionar qualquer uma delas e mover “para cima” / “para baixo”, pelos botões à direita.

•• Por que não Lojinha


Esse  texto foi originalmente escrito (1º Jan. 2016) em homenagem aos amigos que ainda usam e conhecem apenas Windows, — com seus softwares caríssimos (ou piratas de camelô), — só para dar um gostinho de como pode ser a vida, quando basta você abrir um Synaptic e obter dezenas de milhares de pacotes, diretamente dos respectivos desenvolvedores, sem sair de casa, nem ter de procurar vaga em estacionamento.

Só mais tarde vim a saber que o Synaptic foi criado pelo brasileiro Alfredo Kojima, e mantido pela equipe técnica do Mandriva Linux até o fim desta em 2011 (pt.wikipedia). Mais informações interessantes no Viva o Linux e na Softpedia News.

Como disse, jamais gostei do “Descobridor do Muon”, — um protótipo das atuais “Lojinhas” multicoloridas, — nem do “Gerenciador de pacotes do Muon”, bem mais parecido com o Synaptic.

Imagino que essa tendência esteja ligada a certos fenômenos:

  • Universalização dos dispositivos móveis, com telas pequenas, onde tudo deve ser simples.
  • Consequência expansão do público, — mais mais interessado em obter e usar aplicativos, do que em esmiuçar essas coisas.
  • Estímulo aos desenvolvedores de pequenos aplicativos, rapidamente disponibilizados.

Portanto, entendo que a “Lojinha” era um desenvolvimento necessário. — Apenas, sigo usando e me maravilhando com o computador de mesa (desktop), de preferência usando Linux, e um dia também BSD, quem sabe, só para “ver como é”. — Por enquanto, celular é mera utilidade. Nenhuma intenção de passar o dia explorando novidades nele, a curto prazo. Quem sabe, quando tiver um KDE ;-)

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• Acrescentado em 30 Abr. 2016, usando a versão “0.83” do Synaptic, no Kubuntu 16.04.
•• Acrescentado em 16 Out. 2017.

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