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| Kubuntu 24.04.2 LTS |
Voltei a instalar meus velhos conhecidos Kubuntu LTS e Linux Mint (com KDE), para ver como estão atualmente — mas também para ter mais algumas distros “estáveis”, com o velho e bom KDE Plasma 5, no meu PC multiboot.
Kubuntu LTS foi minha distro principal durante anos, desde 2009 — mas perdi contato com ele, em meados de 2019. — Eu ainda não o tinha instalado no meu PC atual, desde 2020.
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| Linux Mint 22.1 (Xia) com KDE Plasma |
Linux Mint foi minha “segunda distro principal” por longos períodos, também desde 2009 — e em 2016 cheguei a considerá-lo minha distro principal, em sua versão KDE. — Voltei a instalá-lo no meu PC atual (com KDE), em 2020, por pouco mais de um ano.
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| KDE Neon (noble) |
Uma semana depois, resolvi instalar também o KDE Neon. — Um trio completo, para lembrar meus primeiros tempos no Linux (2007-2016).
Comecei a usar o KDE Neon em 2016, ainda recém-lançado — e passei a considerá-lo minha distro principal já no ano seguinte — mas com o tempo acabei preferindo outras, 100% “rolling release”.
Continuei usando o KDE Neon no meu PC atual, a partir de 2020 — mas demorei a fazer upgrade para o Plasma 6, e quando tentei, talvez fosse tarde demais. Não deu certo. — Acabei deletando no final de 2024.
Índice
- Base comum “Ubuntu LTS”
- Repositórios e pacotes, na prática
- Hardware e Partições
- Download, Boot, Live
- Instalando
- Instalação do Kubuntu
- Instalação do Linux Mint
- Instalação do KDE Neon
- Configurando
- Configuração do Kubuntu
- Configuração do Linux Mint
- Configuração do KDE Neon
- Extraindo Log's legíveis
- Atualização do “linux-firmware”
- Upgrade do Mint 22.1 “Xia” para 22.3 “Zena”
- Mudando a /home para XFS
- Final, finais
Base comum “Ubuntu LTS”
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| Organização das fontes de software do KDE Neon, do Kubuntu e do Linux Mint |
O que há em comum entre essas 3 distros é que usam a mesma base estável Ubuntu LTS “Noble Numbat” (+updates, security):
----------------------
Kubuntu LTS - sources:
----------------------
# cat /etc/apt/* | grep 'http\|ftp'
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ noble main restricted universe multiverse
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ noble-updates main restricted universe multiverse
# cat /etc/apt/sources.list.d/* | grep -A 2 'http\|ftp'
deb [arch=amd64] https://dl.google.com/linux/chrome/deb/ stable main
--
URIs: http://archive.ubuntu.com/ubuntu
Suites: noble noble-updates noble-backports
Components: main universe restricted multiverse
--
URIs: http://security.ubuntu.com/ubuntu/
Suites: noble-security
Components: main universe restricted multiverse
Optei pela instalação mínima do Kubuntu. — Com isso, evitei que fosse instalada a infraestrutura Snapd (e seu Firefox).
- Eu acrescentei o repositório do Google Chrome, às 3 distros.
-------------------
KDE Neon - sources:
-------------------
# cat /etc/apt/* | grep 'http\|ftp'
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ noble main restricted universe multiverse
deb http://security.ubuntu.com/ubuntu/ noble-security main restricted universe multiverse
deb http://archive.ubuntu.com/ubuntu/ noble-updates main restricted universe multiverse
# cat /etc/apt/sources.list.d/* | grep 'http\|ftp'
deb [arch=amd64] https://dl.google.com/linux/chrome/deb/ stable main
URIs: http://archive.neon.kde.org/user
URIs: https://packages.mozilla.org/apt
KDE Neon acrescenta um repositório “Neon”, abrigado na Fundação KDE e.V., com o Plasma mais recente — e um repositório Mozilla, para o Firefox. — Não vejo “backports”.
---------------------
Linux Mint - sources:
---------------------
# cat /etc/apt/* | grep 'http\|ftp'
# cat /etc/apt/sources.list.d/* | grep -A 2 'http\|ftp'
deb [arch=amd64] https://dl.google.com/linux/chrome/deb/ stable main
deb https://mint-packages.c3sl.ufpr.br xia main upstream import backport
deb http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu noble main restricted universe multiverse
deb http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu noble-updates main restricted universe multiverse
deb http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu noble-backports main restricted universe multiverse
deb http://security.ubuntu.com/ubuntu/ noble-security main restricted universe multiverse
Linux Mint acrescenta um repositório com seus próprios pacotes — e que inclui seu próprio Firefox.
Cada uma dessas distros organiza e “escreve” a configuração das fontes de software de um modo diferente — no velho formato, no arquivo “sources.list” — e / ou em vários arquivos com o novo formato, na pasta “sources.list.d” — o que é meio confuso (incluindo o que parecem ser algumas repetições).
Essas diferenças também refletem políticas divergentes de como lidar com pacotes de outras fontes e formatos, como PPAs, Snap, Flatpak etc. — além do uso preferencial de algum gerenciador de pacotes específico, como o “pkcon” (PackageKit), no caso do KDE Neon; — ou o Update Manager, no caso do Linux Mint.
As prioridades de cada repositório e outras configurações são definidas por arquivos nas pastas “preferences.d” e “apt.conf.d” — e outros pequenos detalhes. — Deixo isso para quando eu puder dedicar todo tempo e atenção ao assunto.
Repositórios e pacotes, na prática
Neste momento, vou apenas examinar algumas diferenças entre o Kubuntu, o Linux Mint, o KDE Neon, quando o apt tenta instalar os navegadores Chromium e Firefox: — Qual pacote “.deb” é baixado? De onde vem? Quem empacotou? — E como (e por que) ele é trocado por um pacote “.snap2”, no caso do Kubuntu?
Para maior clareza, comparei também o comportamento observado no Debian (base original do Ubuntu) — e no MX Linux (um Debian modificado).
No Debian, o comando apt encontra pacotes “.deb” de 70 a 80 MB — empacotados por mantenedores do próprio Debian e disponibilizados em seu repositório principal (Main) — e que depois de instalados ocupam pouco menos de 300 MB:
-------------------------
--------- Debian --------
-------------------------
$ apt show chromium | grep 'Maintainer\|Size\|Sources'
Maintainer: Debian Chromium Team [chromium@packages.debian.org]
Installed-Size: 286 MB
Download-Size: 80.1 MB
APT-Sources: http://ftp.br.debian.org/debian testing/main amd64 Packages
$ apt show firefox-esr | grep 'Maintainer\|Size\|Sources'
Maintainer: Maintainers of Mozilla-related packages [team+pkg-mozilla@tracker.debian.org]
Installed-Size: 272 MB
Download-Size: 71.0 MB
APT-Sources: http://ftp.br.debian.org/debian testing/main amd64 Packages
No Kubuntu, o comando apt encontra pacotes “.deb” ridiculamente pequenos, de 50 a 80 kB — empacotados por mantenedores ligados à Canonical (Ubuntu), e oferecidos no repositório “Universe” (Chromium); ou no “Main” (Firefox) — e que depois de instalados, supostamente ocupariam ridículos 100 a 125 kB.
Na verdade, são pacotes “dummy” — vazios, pois não contêm binários executáveis, nem bibliotecas etc. — Eles descrevem a si mesmos como “transicionais”. Servem de “transição” para outra coisa.
Sua única função é “depender” de outros pacotes, provocando assim a instalação dessas dependências — os pacotes “chromium.snap”, “firefox.snap” — e, naturalmente, a infraestrutura para lidar com eles, formada pelo pacote “snapd” e suas dependências, caso ainda não estejam instalados:
-------------------------
-------- Kubuntu --------
-------------------------
$ apt show chromium-browser | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Version: 2:1snap1-0ubuntu2
Maintainer: Ubuntu Developers [ubuntu-devel-discuss@lists.ubuntu.com]
Installed-Size: 105 kB
Pre-Depends: debconf, snapd
Download-Size: 50,0 kB
APT-Sources: http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu noble/universe amd64 Packages
Description: Transitional package - chromium-browser -> chromium snap
chromium-browser is now replaced by the chromium snap.
$ apt show firefox | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Version: 1:1snap1-0ubuntu5
Maintainer: Ubuntu Mozilla Team [ubuntu-mozillateam@lists.ubuntu.com]
Installed-Size: 124 kB
Pre-Depends: debconf, snapd (>= 2.54)
Breaks: firefox-dbg (<< 1:1snap1), firefox-dev (<< 1:1snap1), firefox-geckodriver (<< 1:1snap1), firefox-mozsymbols (<< 1:1snap1)
Replaces: firefox-dbg (<< 1:1snap1), firefox-dev (<< 1:1snap1), firefox-geckodriver (<< 1:1snap1), firefox-mozsymbols (<< 1:1snap1)
Download-Size: 77,3 kB
APT-Sources: http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/ubuntu noble/main amd64 Packages
Description: Transitional package - firefox -> firefox snap
firefox is now replaced by the firefox snap.
No Linux Mint, o apt encontra pacotes “.deb” de 80 a 115 MB — empacotados pela equipe dessa distro, e disponibilizados no repositório “Upstream” — e que depois de instalados ocupam 300 a 370 MB:
-------------------------
---------- Mint ---------
-------------------------
$ apt show chromium | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Maintainer: Clement Lefebvre [root@linuxmint.com]
Installed-Size: 366 MB
Download-Size: 113 MB
APT-Sources: https://mint-packages.c3sl.ufpr.br xia/upstream amd64 Packages
$ apt show firefox | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Maintainer: Clement Lefebvre [root@linuxmint.com]
Installed-Size: 296 MB
Download-Size: 87,4 MB
APT-Sources: https://mint-packages.c3sl.ufpr.br xia/upstream amd64 Packages
No KDE Neon, o apt encontra o pacote “.deb” do Firefox no repositório principal (Main) do Mozilla — mas o pacote Chromium que encontra é o mesmo “dummy” fornecido pela Canonical:
-------------------------
-------- KDE Neon -------
-------------------------
$ apt show chromium-browser | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Version: 2:1snap1-0ubuntu2
Maintainer: Ubuntu Developers [ubuntu-devel-discuss@lists.ubuntu.com]
Installed-Size: 105 kB
Pre-Depends: debconf, snapd
Download-Size: 50.0 kB
APT-Sources: http://archive.ubuntu.com/ubuntu noble/universe amd64 Packages
Description: Transitional package - chromium-browser -> chromium snap
$ apt show firefox | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Maintainer: Mozilla [release@mozilla.com]
Installed-Size: 299 MB
Download-Size: 82.3 MB
APT-Sources: https://packages.mozilla.org/apt mozilla/main amd64 Packages
O MX Linux (um Debian stable modificado) também parece ter-se dedicado apenas ao Firefox: — Seu apt encontra o pacote “firefox.deb” no seu repositório principal (Main) — mas o Chromium vem do repositório “secutiry” do Debian:
-------------------------
-------- MX Linux -------
-------------------------
$ apt show chromium | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Maintainer: Debian Chromium Team [chromium@packages.debian.org]
Installed-Size: 254 MB
Download-Size: 70.7 MB
APT-Sources: http://security.debian.org/debian-security bookworm-security/main amd64 Packages
$ apt show firefox | grep 'Maintainer\|Size\|Sources\|snap'
Maintainer: Mike Purtell [mmikeinsantarosa@mxlinux.org]
Installed-Size: 296 MB
Download-Size: 82.1 MB
APT-Sources: https://mxlinux.c3sl.ufpr.br/mx-workspace/mx/repo bookworm/main amd64 Packages
Hardware e Partições
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| Partições utilizadas: Linux5, Linux8, Linux10 (antes e depois) |
Meu hardware ainda é o mesmo PC desktop de 2020 — agora com um 2º SSD — sem placa GPU, pois não instalo jogos, nem faço edição pesada de videos, compilações, não caço bitcoins, nem uso IA:
MoBo: TUF B360M-PLUS GAMING/BR, BIOS 2401 03/22/2019 - ASUSTeK
iGPU: Intel Corporation UHD Graphics 630 (Desktop)
CPU: 6 × Intel® Core™ i5-9400 CPU @ 2.90GHz ( 800 ~ 4100 MHz )
Memory: 15.5 GiB of RAM
/dev/sda SSD Sata3 Kingston SA400S37480G 447.13 GiB
/dev/sdb SSD Sata3 Western Digital WD Green 2.5 480GB 447.13 GiB
/dev/sr0 DRW Sata3 ASUS DRW-24F1MT
O 1º SSD tem partições para 6 distros em dualboot (Linux1 a Linux6; e Home1 a Home6) — e o 2º SSD, também (Linux7 a Linux12; Home7 a Home12) — além de uma partição EFI em cada um (EFI, EFI2):
$ date; lsblk -o name,mountpoint,label,fstype,size
Fri 1 Aug 05:13:23 -03 2025
NAME MOUNTPOINT LABEL FSTYPE SIZE
sda 447.1G
├─sda1 /boot/efi EFI vfat 2G
├─sda2 /run/media/flavio/Linux1 Linux1 btrfs 50G
├─sda3 / Linux2 ext4 30G
├─sda4 /run/media/flavio/Linux3 Linux3 ext4 30G
├─sda5 /run/media/flavio/Linux4 Linux4 ext4 30G
├─sda6 /run/media/flavio/Linux5 Linux5 ext4 30G
├─sda7 /run/media/flavio/Linux6 Linux6 ext4 30G
├─sda8 /run/media/flavio/Home1 Home1 xfs 15G
├─sda9 /home Home2 xfs 15G
├─sda10 /run/media/flavio/Home3 Home3 ext4 15G
├─sda11 /run/media/flavio/Home4 Home4 ext4 15G
├─sda12 /run/media/flavio/Home5 Home5 xfs 15G
├─sda13 [SWAP] swap 11G
├─sda14 /run/media/flavio/Home6 Home6 ext4 15G
└─sda15 /run/media/flavio/Warehouse Warehouse ext4 144.1G
sdb 447.1G
├─sdb1 /run/media/flavio/Linux7 Linux7 ext4 30G
├─sdb2 /run/media/flavio/Linux8 Linux8 ext4 30G
├─sdb3 /run/media/flavio/Linux9 Linux9 ext4 30G
├─sdb4 /run/media/flavio/Linux10 Linux10 ext4 30G
├─sdb5 /run/media/flavio/Linux11 Linux11 ext4 60G
├─sdb6 /run/media/flavio/Linux12 Linux12 ext4 30G
├─sdb7 /run/media/flavio/Home7 Home7 ext4 15G
├─sdb8 /run/media/flavio/Home8 Home8 ext4 15G
├─sdb9 /run/media/flavio/Home9 Home9 ext4 15G
├─sdb10 /run/media/flavio/Home10 Home10 ext4 15G
├─sdb11 /run/media/flavio/Home11 Home11 ext4 15G
├─sdb12 /run/media/flavio/Home12 Home12 ext4 15G
├─sdb13 /run/media/flavio/Midia Midia ext4 142.6G
├─sdb14 /run/media/flavio/Sites Sites ext4 2G
├─sdb15 /run/media/flavio/Works Works ext4 2G
└─sdb16 EFI2 vfat 511M
sr0 1024M
(Eu já usava XFS na partição “Home1”, do openSUSE: — Nenhum problema em 8 anos, desde Janeiro 2017. — Experimentei, agora, converter para XFS a partição “Home5”, do KDE Neon — e em seguida, também a partição “Home2”, do Arch Linux).
Tenho apenas 1 partição Swap, de 11 GiB, comum a todas as distros — pois não uso “Hibernar” (só “Sleep”). — Em mais de 5 anos, só vi a partição Swap ser utilizada em 2 ou 3 momentos, pois evito manter mais de 3 ou 4 abas abertas no Chrome; e não realizo atividades intensivas.
Os documentos são salvos em 2 partições de 140+ GiB, comuns a todas as distros — “Warehouse”, “Midia” — de modo que as partições /home, de 15 GiB (cada), guardam só as pastas pessoais de usuário, com as suas configurações.
- Tudo isso, são opções “pessoais” (minhas). — Ninguém “tem de” fazer como eu. — Mas este registro só pode ser útil, se incluir todas as variáveis, de modo transparente.
“/home” partitions:
Old times Before Now
01 - openSUSE 01 - openSUSE 01 - openSUSE
02 - Arch 02 - Arch 02 - Arch
03 - Debian 03 - Debian 03 - Debian
04 - Fedora 04 - Fedora 04 - Fedora
05 - KDE Neon (Plasma 5, X11) 05 - KDE Neon (Plasma 6, X11)
06 - PCLinuxOS 06 - PCLinuxOS 06 - PCLinuxOS
07 - Mageia 07 - Mageia 07 - Mageia
08 - Fedora (Plasma 6, X11) 08 - Kubuntu LTS (Plasma 5, X11)
09 - Void 09 - Void 09 - Void
10 - Manjaro (Plasma 6, X11) 10 - Linux Mint (Plasma 5, X11)
11 - Redcore
12 - MX Linux 12 - MX Linux 12 - MX Linux
Old times:
Linux5 - KDE Neon 2024-12-01 deleted Linux5, preserved Home5
Linux8 - Slackware 2024-12-01 deleted Linux8, preserved Home8
Linux8 - Fedora 2025-06-01 deleted Linux8, preserved Home8
Linux10 - Manjaro 2024-12-01 deleted Linux10-11, preserved Home10-11
Linux11 - Redcore 2024-12-01 deleted Linux10-11, preserved Home10-11
A partição Home5 guardava configurações Plasma 5 (X11) de um antigo KDE Neon. — A partição Home8 guardava configurações Plasma 6 (X11) de uma experiência com Fedora 42. — A partição Home10 guardava configurações Plasma 6 (X11), de um antigo Manjaro.
Houve, portanto, uma inversão — em que 2 distros com Plasma 5 “herdaram” partições /home configuradas em Plasma 6 — e vice-versa.
Depois de instalados, apenas o Kubuntu iniciou sem o Painel, e portanto sem Menu — mas foi fácil corrigir isso. — O KDE Neon e o Linux Mint iniciaram normalmente.
Download, Boot, Live
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| Faltava um “mmx64.efi” na ISO do Live Mint |
Minha intenção era instalar o Linux Mint 22.1 Xfce, ambiente desktop (DE) mais fácil de remover, após instalar o KDE Plasma. — Conferi a integridade pelo sha256sum, “queimei” no Pendrive pelo comando dd, mas não consegui dar boot — por falta de um arquivo “mmx64.efi” em seu \EFI\BOOT, segundo a mensagem de erro.
- De fato, ali havia “bootx64.efi” e “grubx64.efi”. — Mais tarde, vi dizerem que “basta” copiar “grubx64.efi” para o PC, renomear como “mmx64.efi”, e copiar de volta para o Pendrive — mas não é tão simples, pois o Pendrive é read-only... e aí, começa outra saga de pesquisar, ler, tentar etc.
Escolhi outra solução, bem mais simples e imediata — que é dar boot por um Live Ubuntu — e depois disso, o Live Mint consegue dar boot.
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| Tela do MOK no boot do Live Kubuntu |
Baixei o Kubuntu, “queimei” pelo K3b em DVD, inicializei — e aproveitei para instalar. — Horas depois, voltei ao Pendrive do Live Mint, ele finalmente conseguiu dar boot, e também instalei.
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| Live Mint finalmente chegou ao Grub, após um boot do Live Kubuntu |
Fiquei então com 2 distros para me divertir.
Uma semana depois, resolvi baixar e instalar também o KDE Neon.
Eu não tinha mais interesse no KDE Neon — “meio” abandonado, como ficou evidente na passagem para o KDE Plasma 6 — mas a sensação de que possa ser descontinuado me despertou o interesse em documentá-lo mais um pouco, “antes que acabe”.
22 Set. 2025 - Precisei de uma partição para fazer nova instalação do PCLinuxOS, e optei por deletar o KDE Neon.
Instalação do Kubuntu
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| Resumo da instalação do Kubuntu |
No Grub do Live Kubuntu selecionei a opção “Try or Install”. — Na tela inicial selecionei idioma British English (UK), e escolhi “Instalar”, sem carregar uma sessão Live Desktop (Try). — Na Localização, escolhi horário de São Paulo (BRT). — No Teclado, aceitei “Generic 105 Keys” (pode ser mudado depois), e escolhi Português do Brasil, modelo “Default”, que costuma significar ABNT2 (fiz o teste, para ter certeza).
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| Instalação mínima do Kubuntu |
Em Personalização, alterei o Modo de Instalação, de “Normal” — que incluiria Navegador, Utilitários, Office, Jogos e Players de Mídia — para “Instalação Mínima”, que inclui apenas o ambiente (DE).
- Sob o nome genérico “navegador”, está o Firefox — em Snap — o que implicaria na instalação da infraestrutura Snapd.
Também dispensei “Pacotes de Terceiros”, que incluem Element, Virtual Machine Manager, Krita. — E deixei desmarcada a opção de baixar e instalar atualizações “following installation”, que nunca funcionou para mim no passado. — Atualizar manualmente é simples, fácil, rápido, e proporciona uma boa noção de quanta coisa mudou desde o lançamento da ISO Kubuntu 24.04.2.
Na etapa de Particionamento, selecionei Particionamento Manual, pois eu já tinha as partições Linux8, Home8, EFI2 prontas. Bastava selecionar o 2º SSD (sdb), escolher as partições e Editar as opções de cada uma. — Para Linux8, selecionei Formatar, sem alterar o tamanho, nem o sistema de arquivos ext4; e ponto de montagem “/”. Preenchi o campo do rótulo (Label) com “Linux8”, mas não foi aplicado. — Para Home8, selecionei “Manter”; e ponto de montagem “/home”. — Para EFI2, “Manter”, ponto de montagem “/boot/efi”, e sinalizador “boot”.
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| Arquivos fstab do Kubuntu e do Linux Mint |
Esqueci de configurar a partição Swap — e o instalador do Kubuntu criou um arquivo-swap (swapfile) de 512 MiB. — Acima: - Fiz uma cópia do fstab do Mint, editada para facilitar a comparação. Os originais ainda são de 13 Jul. 2025, às 21:06 e 22:05, respectivamente.
Em Usuários, preenchi Nome (completo), ID de Login, nome da máquina “Linux8”, senha do usuário, e habilitei Login Automático — em sessão X11, que ainda é o meu padrão, por enquanto. — Só estou testando Wayland no Fedora.
O apelido “ID de Login” será também o nome da pasta pessoal do usuário. — Escolho sempre o mesmo — pois desse modo aproveito a pasta já existente, com as configurações pessoais acumuladas nas distros anteriores.
Instalação do Linux Mint
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| Teclado, Codecs e Particionamento manual, no Instalador do Linux Mint (ilustrativo) |
Iniciei uma sessão Live Mint Xfce, e abri logo o Instalador.
Deixei o idioma Inglês (não vi sub-opções). — Mudei o Teclado para “Português (Brasil)”. — Marquei para instalar Codecs de mídia. — Escolhi o particionamento manual, chamado “Something else”.
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| Particionamento manual no Instalador do Linux Mint (ilustrativo) |
Abriu-se a janela “Tipo de instalação”, exibindo uma longa lista, começando pelo 1º SSD (sda), suas partições; e depois o 2ª SSD (sdb), e suas partições.
O dispositivo de Bootloader veio pré-selecionado “/dev/sda”. — Selecionei a partição EFI2 (sdb16).
Ao escolher uma partição e clicar em “Mudar” para configurá-la, o campo “Usar como” aparece com “Não usar”. — Ao selecionar “ext4”, aparece mais um campo: — Ponto de montagem.
Selecionei a partição Linux10, marquei para Formatar, escolhi sistema de arquivos “ext4”, ponto de montagem “/”.
- A “navegação” foi meio “às cegas”, pois essa janela “Tipo de Instalação” não mostra os rótulos (Label) das partições — que criei exatamente para facilitar minha vida.
Escolhi a partição que devia ser Home10, contando nos dedos das mãos. — Selecionei o ponto de montagem “/home”, não formatar, e Ok.
Ao terminar as configurações e clicar em “Instalar agora”, o instalador exibiu a tela de Fuso horário, e escolhi São Paulo (BRT). — O instalador avançou para a última etapa: — Nome do usuário, Nome do computador, ID de Login, senha. — Habilitei o Login Automático.
- As imagens do Instalador do Mint (acima) foram feitas muito tempo depois, e são meramente ilustrativas do processo — não do momento da instalação.
Instalação do KDE Neon
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| Configurações regionais no instalador Calamares do KDE Neon |
Abri o instalador Calamares em sessão Live do KDE Neon — mudei o Idioma, de Inglês dos EUA para Inglês Britânico (UK) — selecionei o Fuso horário BRT (São Paulo) — e mudei os formatos de números e datas, de Português (Brasil) para Inglês Britânico (UK). — Escolhi Teclado “Português (Brasil) - Default”.
Optei pelo Particionamento manual, selecionei a partição Linux5 para “/” e Home5 para “/home”. — Acabei não configurando a partição EFI, recebi o aviso — mas pude prosseguir mesmo assim.
- Os bootloaders do Kubuntu, do Mint e do KDE Neon (nas partições EFI) tendem a se embaralhar — inclusive, usando o mesmo nome “Ubuntu”, o que dificulta saber quem é quem. — Às vezes, o bootloader de um leva ao Grub de outro. Procuro nunca usá-los (exceto para teste e documentação).
Também acabei não configurando a partição Swap — mas o instalador não criou arquivo Swap.
Preenchi Nome, ID, senha do usuário — Nome da máquina “Linux5” — e habilitei o Login Automático.
Configuração do Kubuntu
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| Kubuntu sem Painel. Atualizei pelo console virtual (tty) |
O Kubuntu instalado carregou sem Painel, e portanto sem Menu. — Minha primeira providência foi alternar para o console virtual tty3 e fazer uma atualização completa. — Não resolveu o problema mas, de qualquer jeito, eu teria de atualizar tudo, antes de instalar novos pacotes.
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| Adicionando e configurando Painel no Kubuntu |
Pelo menu de contexto (right-click), adicionei um Painel. — Não era o que eu tinha nessa partição “Home8”, quando ela pertencia ao Fedora ou ao Slackware, então tive de configurá-lo, “do zero”: — Ícone do Menu, Lançadores Rápidos (Quick Launch), Icons-only Taskmanager etc., além de trocar o Menu padrão.
A maior parte das demais configurações foi preservada na “Home8”, faltando só pequenos ajustes aqui e ali. — Não tenho pressa (pois tenho outras distros em dualboot / multiboot, prontas para usar): — Posso ajustar cada coisa, quando tiver um tempo.Instalei o Synaptic, seu “apt-xapian-index” (filtro rápido), o Conky, lm-sensors, binutils, html2text, htop, Neofetch, inxi, Midnight Commander (mc), KWrite, Gimp, KRuler, gnome-screenshot. — A lista é grande, e não tenho pressa de instalar tudo de uma vez.
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| Configurações do Plasma Discover, sem Snap nem Flatpak |
Removi “unattended-upgrades”, e tentei desativar a verificação e notificação automática de atualizações pelo Plasma Discover, mas elas ainda prosseguem. — Em geral, removo PackageKit e Plasma Discover, para liquidar o assunto de vez — mas nessa instalação ainda não fiz isso, para poder observá-los um pouco mais.
Snap encabeça as configurações do Discover, com o botão “Tornar padrão” — que na verdade ainda teria de instalar o “Snapd” — o que eu evitei, ao escolher a “Instalação Mínima” do Kubuntu.
Por via das dúvidas, me certifiquei de que não tenho nenhum pacote Snap ou Flatpak instalado. — Na verdade, nem suas bases:
2025-07-16 20:00:06
$ snap list
Command 'snap' not found, but can be installed with:
sudo apt install snapd
$ flatpak list
Command 'flatpak' not found, but can be installed with:
sudo apt install flatpak
Configuração do Linux Mint
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| Escolha de “espelhos” (mirrors) no Mint — refeita após upgrade para 22.3 “Zena” |
Evitei configurar qualquer coisa no ambiente Xfce, para não interferir nas configurações do KDE, que já existiam na partição “Home10”. — Sim, já vi as configurações de um ambiente desktop (DE) interferirem com as de outro DE, numa instalação com vários ambientes.
Achei mais prático instalar o KDE Plasma o mais rápido possível, em vez de investir tempo dentro do Xfce, que não uso há anos. — Por isso, não fiz capturas de tela (só fotos, aliás bem ruins), e agora exemplifico com imagens muito posteriores.
2025-07-16 - 20:41 - Instalei o Synaptic pelo comando upstream “sudo /usr/bin/apt install” — em vez do “apt do Linux Mint” — seja lá qual for a diferença entre um e outro:
$ sudo apt apdate
This is the Linux Mint "apt" command.
This commands acts as a wrapper for the APT package manager and many other useful tools such as apt-get, apt-cache, apt-mark, dpkg, aptitude...etc.
It is installed in /usr/local/bin/apt. To use the upstream apt command directly type /usr/bin/apt.
2025-07-16 - 20:58 - Abri o Update Manager (mintUpdate) e aceitei a sugestão de escolher “espelhos” (mirrors) locais. — Ele abre o Software Sources, que testa as velocidades, mas permite escolher os que você preferir — um, para os pacotes do Mint; e outro, para os do Ubuntu.
- 2026-01-16 - Tive de refazer a escolha de espelhos locais, depois do upgrade do Mint 22.1 “Xia” para 22.3 “Zena”. — A imagem (acima) ficou muito melhor — e ilustra com exatidão o procedimento de 6 meses antes.
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| Gerenciamento de software, drivers, kernels no Linux Mint |
O gerenciamento de software do Mint é feito por vários pacotes próprios, representados por 4 nomes no Menu. — Eis um resumo incompleto:
Menu Package Description
---- ------- -----------
Software Manager mintinstall A software manager to easily install new applications.
Software Sources mintsources Configure the sources for installable software and updates.
-- depends on mint-mirrors (...)
Update Manager mintupdate Helps installing security updates and new versions of packages.
-- depends on mint-mirrors
-- depends on mint-upgrade-info
-- depends on apt, aptkit (...)
mint-mirrors List of Linux Mint Repository mirrors.
mint-upgrade-info Provides information to the Update Manager on how to perform distribution upgrades.
aptkit transaction based package management service
Esses pacotes formam uma camada de conforto, que utiliza a infra-estrutura básica: — “dpkg” + “apt” — os únicos realmente necessários, pois são os que de fato gerenciam os pacotes da base “.deb”.
Essas camadas superpostas permitem que o usuário do Mint encontre toda facilidade e comodidade, apenas clicando em aplicativos GUI, sem recorrer a comandos complicados e abstrusos.
O “apt” é acionado de modo indireto, via AptKit — um “Serviço de gerenciamento de pacotes baseado em transações”, que foi criado (forked) em 2024 pelo Mint, a partir do AptDaemon. — A página no Github explica:
O AptKit permite executar tarefas de gerenciamento de pacotes em um processo em segundo plano controlado pelo DBus. É uma continuação do AptDaemon, que não recebe manutenção ativa e existe apenas no Ubuntu.
O AptDaemon foi fortemente inspirado pelo PackageKit, que, por política, não oferece suporte a recursos essenciais do apt.
Não me aprofundei no Driver Manager — sem interesse para mim. — Entre “mintdrivers”, “mint-drivers”, “driver-manager”, não consigo ter certeza de quais são “pacotes”, e quais são links simbólicos:
$ ls -o /usr/bin | grep driver
[...]
-rwxr-xr-x 1 root 105 2026-01-08 13:08 driver-manager
[...]
-rwxr-xr-x 1 root 352 2017-08-30 05:22 mint-drivers
lrwxrwxrwx 1 root 14 2026-01-08 13:08 mintdrivers -> driver-manager
Existem outras camadas, vindas do Debian e / ou do Ubuntu — como o “unattended-upgrades” (só apareceu quando instalei o KDE), que instala atualizações de segurança em silêncio, sem perguntar e sem avisar — e o PackageKit, um serviço “universal”, que usa os gerenciadores de cada distro (apt, dnf, pacman etc.) para unificar os procedimentos. — Ambos podem ser desabilitados (só aprendi em 2026), mas há mais de 10 anos costumo removê-los.
Enfim, ao instalar o KDE Plasma, também recebi o Plasma Discover — “lojinha” que também costumo remover, há uns 10 anos.Para todos os efeitos práticos, os aplicativos específicos do Linux Mint permitem ao usuário fazer todo o gerenciamento de software de maneira simples e descomplicada. — Eles já vêm configurados para dar a maior segurança ao usuário novato — mas permitem alterar esses parâmetros, com explicações claras a cada passo.
- Tenho a impressão de que “unattended-upgrades” e PackageKit são desativados por padrão, no Mint — mas não verifiquei.
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| Pesquisa por pacotes no Histórico do Synaptic |
Eu prefiro verificar manualmente as atualizações, uma vez por semana (em geral aos Domingos), pelo comando “apt update”, para “ver” se minha conexão e os “espelhos” estão ok — e em seguida aplicar as atualizações pelo Synaptic, que é uma interface (GUI) do “apt”, com todos os seus recursos, e nada mais. — No fundo, estou usando “dpkg” + “apt”, com a vantagem de poder pesquisar facilmente, no Histórico do Synaptic, quando determinado pacote foi instalado, atualizado, removido.
- O Synaptic do Linux Mint é “diferente”, desde há muitos anos. — Desta vez, percebi mais uma alteração: — Agora, ao clicar em “Repositórios”, ele abre o Software Sources.
Isso me dá controle dos pacotes que instalo, atualizo ou removo, nas distros de base “.deb”. — Em certos casos, como escolher “espelhos”, mudar de Kernel, ou gerenciar drivers, é ótimo dispor das ferramentas do Mint. — No Synaptic, remover Kernels antigos é mais trabalhoso do que pelo mintUpdate, pois é preciso lembrar de fazer isso, procurá-los, marcá-los manualmente, verificar se não cometi algum erro, aplicar etc.
2025-07-16 - 21:00 - Aceitei que o Update Manager fizesse a atualização geral — na crença de que iria tudo para o Histórico do Synaptic (copiável), como em 2020. — Não foi!
Os registros em “/var/log/apt” indicam que o mintUpdate deixou de usar o Synaptic em modo CLI — e passou a usar o AptKit:
mintUpdate's footprints within /var/log/apt/history.log, back in 2020:
Start-Date: 2020-06-12 19:38:59
Commandline: /usr/sbin/synaptic --hide-main-window --non-interactive --parent-window-id 62918213 -o Synaptic::closeZvt=true --set-selections-file /tmp/tmpiqnq3566
Requested-By: flavio (1000)
Install: linux-image-5.4.0-37-generic:amd64 (... ... ...)
Upgrade: evolution-data-server-common:amd64 (... ... ...)
End-Date: 2020-06-12 19:43:33
mintUpdate's footprints within /var/log/apt/history.log, nowadays:
Start-Date: 2025-07-16 21:02:05
Commandline: aptkit role='role-install-packages' sender=':1.85'
Install: linux-modules-6.8.0-63-generic:amd64 (... ... ...)
Upgrade: openvpn:amd64 (... ... ...)
End-Date: 2025-07-16 21:09:54
Daí em diante, utilizei o Synaptic para instalar seu indexador apt-xapian-index (filtro rápido), além dos pacotes do Conky, aha, html2text, htop, ttf-mscorefonts-installer, Tasksel, gnome-screenshot etc.
2025-07-16 - 22:30 - Instalei pelo Synaptic o meta-pacote KDE Plasma Desktop (495 pacotes), depois de me certificar de que não incluía nenhum pacote com nome contendo “PIM” ou “Akonadi”. — Durante a instalação, o Synaptic perguntou qual Display Manager deveria ser padrão. Troquei o LightDM pelo SDDM. — O processo todo durou menos de 2 minutos. Reiniciei e entrei no KDE Plasma.
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| Linux Mint com KDE Plasma |
2025-07-16 - 22:39 - O KDE Plasma já iniciou com as configurações “herdadas” via partição “Home10”. — O ajuste mais urgente foi a troca dos caminhos (PATH) “/run/media/$USER” por “/media/$USER” — no Dolphin, no Conky, nos atalhos do gnome-screenshot, e em um script que uso para registrar informações da distro 5 minutos após o boot.
Adiei a remoção do PackageKit, Plasma Discover, para fazer mais algumas observações — e enquanto isso, vou convivendo com 3 notificações quase permanentes na bandeja do sistema.
Também adiei a remoção do Xfce — que só fui fazer em Outubro.
Configuração do KDE Neon
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| Ajustes iniciais nas configurações do KDE Neon |
O KDE Neon “herdou”, na partição “Home5”, as configurações de uma instalação anterior dele mesmo, ainda com Plasma 5. — Em casos assim, preciso redirecionar o lançador do System Settings (no Painel, no Menu) para o novo nome do pacote no Plasma 6 — e remover ou trocar alguns widgets (Moon, Weather) por versões Qt6.
O Plasma 6 costuma manter as configurações que venho fazendo há anos, no Plasma 5, o que poupa muito trabalho — mas o Wayland bagunça as regras de janela do Kwin criadas no X11 — por isso, tratei de estabelecer o Login Automático em sessão X11.
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| Primeiros ajustes no Conky do KDE Neon |
Pelo apt, instalei o Synaptic; e por ele instalei seu indexador apt-xapian-index; e os pacotes do gnome-screenshot, Conky, Neofetch (que trouxe o ImageMagick), screenFetch (que trouxe o scrot), inxi (que trouxe o tree), htop, html2text, ttf-mscorefonts-installer, KWrite, binutils, Tasksel, KRename, Midnight Commander (mc), e assim por diante.
Pelo KRunner, iniciei as 2 instâncias do Conky, para verificar os ajustes do lm-sensors, hwmon, fontes, partições etc.
Instalei o Google Chrome usando o mesmo pacote baixado antes, no Kubuntu, e já reaproveitado para instalar no Linux Mint — pelo comando dpkg — e isso configura seu repositório no processo:
$ sudo dpkg -i google-chrome-stable_current_amd64.deb
Extraindo Log's legíveis
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| Extraindo uma cópia legível de logs do apt |
O log do apt é meu principal recurso para recuperar informações exatas de quais pacotes atualizei ou instalei antes de começar a usar o Synaptic — indicando, inclusive, quais comandos foram usados, e por “quem”.
- A instalação do Linux Mint, por exemplo, foi feita por “mint (1000)”, das 22:12 às 22:20 — enquanto a instalação do Synaptic foi feita por mim, 3 dias depois, às 20:41, usando o comando “/usr/bin/apt” — mas a primeira atualização foi feita pelo Update Manager, usando o comando “aptkit”, das 21:00 às 21:09.
Acontece que o log do apt usa linhas quilométricas, de mais de 10.000 caracteres, o que dificulta a leitura. — Usei o comando “sed” para quebrar as linhas ao final do nome de cada pacote — que sempre termina com parêntesis, vírgula, espaço:
sed 's/), /)\n/g' a.txt > b.txt
Nas 3 distros, o log inicial foi comprimido para “history.log.1.gz” no dia 27 Julho, talvez porque atualizo minhas distros aos Domingos. — Copiei o conteúdo de cada um desses arquivos, salvei como “a.txt” — e obtive a cópia legível em “b.txt”.
Isso não inclui o Google Chrome, que instalei pelo dpkg, um nível abaixo do apt. — Então, busquei essa informação no log do dpkg:
Start-Date: 2025-07-16 21:40:32
Commandline: /usr/sbin/synaptic
Requested-By: flavio (1000)
Install: python3-distupgrade:amd64 (1:24.04.26, automatic)
ttf-mscorefonts-installer:amd64 (3.8.1ubuntu1)
ubuntu-pro-client-l10n:amd64 (36ubuntu0~24.04, automatic)
update-manager-core:amd64 (1:24.04.12, automatic)
python3-distro-info:amd64 (1.7build1, automatic)
python3-update-manager:amd64 (1:24.04.12, automatic)
python3-debconf:amd64 (1.5.86ubuntu1, automatic)
ubuntu-release-upgrader-core:amd64 (1:24.04.26, automatic)
update-notifier-common:amd64 (3.192.68.2, automatic)
ubuntu-pro-client:amd64 (36ubuntu0~24.04, automatic)
End-Date: 2025-07-16 21:41:04
--------------------------------------------------------------------------------
2025-07-16 21:56:01 status installed google-chrome-stable:amd64 138.0.7204.157-1
2025-07-16 21:56:01 status installed mailcap:all 3.70+nmu1ubuntu1
2025-07-16 21:56:01 status installed gnome-menus:amd64 3.36.0-1.1ubuntu3
2025-07-16 21:56:01 status installed desktop-file-utils:amd64 0.27-2build1
2025-07-16 21:56:02 status installed man-db:amd64 2.12.0-4build2
--------------------------------------------------------------------------------
Start-Date: 2025-07-16 22:06:07
Commandline: /usr/sbin/synaptic
Requested-By: flavio (1000)
Install: tasksel-data:amd64 (3.75ubuntu1, automatic)
tasksel:amd64 (3.75ubuntu1)
End-Date: 2025-07-16 22:06:08
O log do dpkg não tem linhas quilométricas — mas apresenta muitas linhas intermediárias. — Para extrair só as que interessam, uso outro comando:
cat a.txt | grep 'status installed' > b.txt
Atualização do “linux-firmware”
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| Falha ao atualizar o pacote “linux-firmware” no Kubuntu e no KDE Neon |
No Domingo, 7 Set. 2025, o apt / Synaptic do Kubuntu não conseguiu baixar uma atualização do repositório oficial “archive.ubuntu.com”:
W: Failed to fetch http://archive.ubuntu.com/ubuntu/pool/main/l/linux-firmware/linux-firmware_20240318.git3b128b60-0ubuntu2.17_amd64.deb
500 Internal Server Error [IP: 2620:2d:4002:1::102 80]
No entanto, o apt / Synaptic do Linux Mint já tinha baixado essa atualização, sem nenhum problema — porque, nele, eu havia configurado o espelho (mirror) “ubuntu.c3sl.ufpr.br”.
Quando falha o repositório de 1 distro, eu normalmente passo adiante, continuo atualizando as outras, e volto a tentar mais tarde.
Mas este caso é especial: — Três distros com a mesma base “Ubuntu LTS” — que deveriam se comportar do mesmo modo, nessa área.
Pesquisei, e o Google encontrou vários relatos dessa falha, nos fóruns do Ubuntu e do Mint — com indicações de que já durava dias.
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| Download do pacote .deb para “/var/cache/apt/archives/” |
Eu não gosto de alterar repositórios / espelhos, só para atender alguma emergência temporária. — Além disso, o Mint, o KDE Neon e o Kubuntu usam padrões diferentes nas configurações dos repositórios, o que dificulta examinar os detalhes com calma, para evitar erros. — Continuei pensando no assunto, enquanto atualizava as outras distros, e acabei optando por apenas baixar o pacote do espelho que estava funcionando, e copiá-lo para o “cache de pacotes” do Kubuntu e do KDE Neon:
$ history
(...)
990 2025-09-07_17-27-47 sudo chown 0:0 linux-firmware_20240318.git3b128b60-0ubuntu2.17_amd64.deb
992 2025-09-07_17-29-31 sudo cp linux-firmware_20240318.git3b128b60-0ubuntu2.17_amd64.deb /media/Linux8/var/cache/apt/archives/
994 2025-09-07_17-30-42 sudo cp linux-firmware_20240318.git3b128b60-0ubuntu2.17_amd64.deb /media/Linux5/var/cache/apt/archives/
Depois disso, bastou abrir o Synaptic no Kubuntu e no KDE Neon, e mandar atualizar.
Upgrade do Mint 22.1 Xia para 22.3 Zena
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| Erro no espelho (mirror) da UFPR, indicado pelo apt update |
Janeiro 2026 - Já faz tempo que desabilitei as verificações automáticas do Update Manager (mintUpdate) — e também removi seu ícone do Painel — para não ficar exibindo alertas, toda vez que faço minha verificação manual pelo apt update, em geral aos Domingos.
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| Pesquisa e cópia no Histórico no gerenciador de pacotes Synaptic |
Como disse antes, eu costumo executar o apt update para “ver” os pacotes atualizáveis — e também para “ver” o estado da conexão e dos espelhos (mirrors) — para depois atualizar tudo pelo Synaptic, que guarda um ótimo Histórico, copiável e pesquisável.
- Copiar para um arquivo TXT permite consultar, mesmo “de fora” — quando estou em outra distro.
Foi assim que, no dia 11, “vi” uma falha do apt, com a sugestão de que o espelho poderia estar no meio de uma sincronização. — Meia-hora depois, tentei de novo, mas o erro continuava. — Prossegui com minha atualização semanal das outras distros.
No dia 12, várias postagens nas redes sociais avisaram do lançamento do Mint 22.3 “Zena” — e já seria o 2º upgrade, desde quando instalei o Mint 22.1 “Xia”. — Eu não tinha feito o 1º, porque o mecanismo de upgrade do Mint não é feito (e não é testado) para o KDE Plasma.
Eu já tinha pensado nessa incerteza, em minha instalação anterior do Linux Mint (2020). — Agora, resolvi experimentar, para ver o resultado.
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| Aviso do Update Manager de que precisava atualizar “mint-upgrade-info” |
No dia 14, abri o Update Manager e fui avisado de que uma nova versão do “Update Manager" estava disponível. — O único pacote citado era “mint-upgrade-info” (informações de upgrade). — E propunha “aplicar a atualização”. Mas, qual, exatamente?
As “lojinhas” são ótimas para o novato. — Você pode confiar no Mint — e não precisa responder perguntas embaraçosas. — Mas eu quero saber o que está acontecendo — e guardar anotações claras.
Fechei o Update Manager. Ele só minimizou para o Painel. Recorri à opção “Quit” para fechá-lo de verdade, para ter certeza de desbloquear o banco de dados. — Executei um apt update, conferi que o espelho (mirror) estava Ok — e usei o Synaptic para atualizar 47 pacotes, inclusive o “mint-upgrade-info” (o Update Manager não foi atualizado).
- Deve-se fazer uma atualização completa do sistema (qualquer sistema), antes de fazer upgrade para nova versão.
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| Opções de Snapshots e de Upgrade de versão, no Update Manager |
Reiniciei o Linux Mint, abri de novo o Update Manager — ele declarou que estava tudo atualizado. — Abri o menu “Edit”, para acessar as ferramentas “Instantâneos do sistema” (Timeshift) e “Fazer upgrade para Mint 22.3 Zena”.
- Não vi opção de escalonar o upgrade em 2 etapas — de 22.1 para 22.2 — e depois, de 22.2 para 22.3.
Direcionei o “instantâneo” para a partição “Midia”, onde havia espaço de sobra. — A ocupação passou de 75 GiB para 85 GiB.
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| Upgade do Linux Mint exigiu reinstalar o meta-pacote Xfce |
Na etapa "Requisitos”, o Update Manager exigiu instalar o pacote “mint-meta-xfce” antes de fazer o upgrade. — Depois, marcar “Entendo os riscos”. Não se pode processar quem nos dá um ótimo sistema operacional de graça. — É seguro, desde que a gente não faça bobagem.
O upgrade demorou cerca de 5 minutos — incluindo uma pausa para decidir se eu deixaria substituir uma configuração de início automático do Mint Report. — Optei pelo “não”, com a certeza de que ficaria um backup da proposta recusada (como, de fato, ficou).
PrtScn apt/history.log
19:39:18 - installing Xfce Meta Package - 19:39:18
19:39:50 - update Packages Cache
19:40:09 - installing packages - 19:41:58
19:42:56 - replace /etc/xdg/autostart/mintreport ?
19:44:14 - removing packages - 19:44:12
19:44:23 - Upgrade Complete - 19:44:13
Para preencher a lacuna no meu TXT com o histórico do Synaptic, acabei usando um comando unificado:
cat /var/log/apt/history.log | sed 's/), /)\n/g' > apt-history-log.txt
Várias coisas voltaram às configurações-padrão:
- O Synaptic foi removido — mas seu Histórico foi mantido. — Reinstalei.
- O “apt” voltou aos repositórios originais. — Tive de configurar de novo espelhos locais.
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Mudando a /home para XFS
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| Verificação da cópia da pasta do usuário para outra partição |
Uso o sistema de arquivos XFS na partição /home do openSUSE há mais de 8 anos, desde Janeiro 2017, e nunca tive qualquer problema. — Pelo contrário, são minhas partições /home em sistema de arquivos ext4 que às vezes acumulam problemas, após alguns desligamentos abruptos por queda da rede elétrica na minha rua. — Resolvi converter a partição “Home5”, do KDE Neon, para XFS, como experiência-piloto.
Copiei a pasta de usuário do KDE Neon para uma partição que estava vazia, utilizando o Midnight Commander, que preserva as propriedades dos arquivos e pastas. — Por via das dúvidas, conferi a cópia com o original, usando o “Compare” do Krusader.
- Em geral, essas operações devem ser feitas em uma sessão Live — pois a pasta de usuário não pode estar em uso (montada). — Uma vantagem de ter outras distros em dualboot / multiboot, é poder usar uma delas, já configurada e com todas as ferramentas instaladas, o que é bem mais confortável.
Desmontei a partição “Home5” e formatei para XFS, pelo KDE Partition Manager — e copiei de volta a pasta de usuário. — Editei o /etc/fstab do KDE Neon, com o novo UUID da partição “Home5”, e ele continua funcionando normalmente, após 11 dias.
Depois de me certificar de que deu tudo certo, converti também a partição Home2, do Arch Linux, para XFS — e deixo aberto o caminho para fazer a conversão das demais partições /home no futuro.
Final, finais
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| Formatando a partição do KDE Neon para instalar o PCLinuxOS |
2025-09-22 - Ao instalar uma nova ISO do PCLinuxOS KDE Darkstar 2025-09, precisei de uma partição com 30 GiB (ou menos). — Tentei “encolher” (shrink) a partição Linux11, que tem 60 GiB, mas o GParted da sessão Live acusou “erro”, e não permitiu. — Optei por sobrescrever a partição Linux5, e com isso deletei a instalação do KDE Neon, que considerei mais “dispensável” do que o Kubuntu LTS ou o Mint (com KDE).
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• Publicado em 1º Agosto 2025; e desenvolvido até...
— … ≠ “•” ≠ … —
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