Translate

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Montagem automática de partições no Linux Mint 17.3 Cinnamon

Montagem automática de três partições extras, ao iniciar o Linux Mint 17.3 Cinnamon

Montar automaticamente 3 partições “adicionais”, — logo ao iniciar o Linux Mint 17.3 Cinnamon, — foi um desafio cabuloso, para um usuário leigo.

Por “adicionais”, refiro-me às que não fazem parte do sistema, — por exemplo, partições do Windows, ou a partição /home de outro Linux.

Comecei a tentar em 28 Jan. 2016 (segundo o histórico do Chromium); prossegui em 29 Jan., 5 Fev., e obtive êxito no dia 8 Fev.

É claro que fiz muitas outras coisas, nesses dias todos, — além de pesquisar, ler muito e colecionar bookmarks, — mas também passei sufoco com algumas tentativas que deram maus resultados, e desaconselharam continuar tentando às cegas.

  • Ver “Três anos depois” (no final)

Informática = Informação + Automação?


Por padrão, o Mint 17.3 Cinnamon chama o Nemo (“fork” do Nautilus), quando você clica em Menu → Arquivos; ou em Menu → Locais → (Pasta) ou (Volume).

O ícone dele, — uma pasta verde, — é um dos três que já vêm no Painel (barra inferior), ao lado do Firefox e do Terminal, quase grudados no Menu.

Também por padrão, o Nemo já abre com um Painel lateral, oferecendo todos os “Locais”, — Pastas e “Volumes”, — independente de estarem montados ou não.

Os que já estão montados são assinalados por um micro-ícone, alinhado à direita. Nos demais, basta clicar, para montar na hora.

Essa “montagem manual” (sob demanda) acaba ficando muito chata, com o passar do tempo.

Quase todo meu trabalho é feito nas partições “E:\” e “F:\” do Windows, — enquanto as partições “/home” do Kubuntu e do Mint são usadas como backups, uma vez que não são acessíveis ao Windows. — Trabalhar nelas criaria arquivos fora de alcance.

Ocorre, com frequência, começar o trabalho por um arquivo editado na véspera, — com 3 cliques, você vai em Menu → Arquivos recentes → Arquivo X, — mas o LibreOffice não responde.

Outros programas, — que “lembram” a pasta onde salvaram arquivos pela última vez, — já abrem em estado de choque, e lá se vai um tempo a fechar aplicativo, montar partições, reabrir aplicativo etc.

O LuckyBackup, — primeiro aplicativo que disparo logo ao iniciar, — também já tropeçou na falta de montagem prévia das partições.

Alguém comenta que aplicou um wallpaper gravado numa partição “não-Mint” (ou não-Ubuntu), — mas o papel de parede só aparecia depois de clicar na partição para montá-la, — todos os dias.

No tempo em que os bichos falavam


Batendo cabeça, ao iniciar no Linux

Esse tipo de coisa já me deu trabalho, num antigo Kurumin, logo após a instalação, quando o K3b se recusava a gravar um CD, e eu nunca lembrava se aquilo era por falta de “montagem” ou por falta de “permissão” (ou ambos). O caderno mais antigo está povoado de anotações, dicas, linhas de comando esotéricas, — às vezes contraditórias, — que não se recomendam mais, após tantos anos.

Melhorou o mundo, — melhorou o Linux, melhorou meu estado de “ignorância aperfeiçoada”, — fato é que, a cada ano, o caderno recebe menos anotações de coisas tão básicas.

Configurações de montagem automática de discos, partições, dispositivos removíveis etc. no Kubuntu

No Kubuntu, já está resolvido há tanto tempo, que até me esqueci desse velho “problema”. — Fui lá olhar, para lembrar como era a “solução”, — e constatei que é a simplicidade em pessoa.

Você vai em Menu → Configurações do sistema → Dispositivos removíveis, e apenas marca quais partições devem ser montadas automaticamente ao iniciar a sessão. — Depois, clica “Aplicar”, e nunca mais se preocupa com isso.


Depósito de bombas


Menu → Acessórios → Discos → (HD → partição) → Mais opções → Editar opções de montagem

Não encontrei nada disso, nas Configurações de sistema do Linux Mint 17.3 Cinnamon.

Em Menu → Configurações do sistema, simplesmente não existe nada que se assemelhe a “Dispositivos removíveis”, — e muito menos, a “montagem”.

Aliás, pesquise no Menu por “monta”, “mount” ou “mnt”, e não encontre nada, — a menos que tenha algum arquivo nomeado assim.

Pesquisando na internet, acabei voltando ao aplicativo “Discos”, — que já tinha visto, e do qual já tinha fugido, mais rápido do que de uma cascavel, — agora munido de um punhado de dicas básicas, sem as quais jamais imaginaria encontrar ali uma coisa tão inocente quanto “montar partições automaticamente”. Faz todo sentido, não nego, mas…

A oferta, ali, é de excluir partição, formatar, editar sistema de arquivos, aplicar “bela-adormecida” num HD, e daí para pior, — tudo isso, em destaque, logo no topo.

Discreto (bem escondido), só a opção que você procura: — “Editar opções de montagem”, — mas tenha cuidado, pois os resultados poderão fazê-lo voltar ali, vezes sem fim, tentando e tornando a tentar, — e a cada tentativa, aumenta o risco de acabar clicando errado. (Ok, com certeza pede senha, antes de detonar).

Esse verdadeiro “campo minado”, chamado “Discos” (gnome-disk-utility), não está em “Menu → Configurações do sistema”, nem em “Menu → Administração”, como se poderia supor.

Está em Menu → Acessórios, entre Calculadora, Mapa de caracteres, bloco de Notas y otras cositas más, que você usa todos os dias, sem maiores cuidados.

Clique em ON / OFF para habilitar a personalização das opções de montagem de sua partição extra

“Opções automáticas de montagem”


Munido das dicas encontradas na internet, selecione uma partição “adicional”, clique nas engrenagens, — as pequenas, embaixo; não a grande, no alto, — e clique em “Editar opções de montagem”.

Abre-se uma caixa entitulada “Opções automáticas de montagem”, que ostenta um belo “ON”, em verde, — significando não está “ON”, — deve-se clicar ali, para ativar.

(Depois de clicar, o “ON” verde desaparece, e aparece ao lado dele um “OFF” em cinza, — significando que não está “OFF”, — deve clicar ali para desativar. Na verdade, tanto faz clicar de um lado ou do outro. A lógica é de um seletor deslizante, que esconde a opção em vigor e exibe apenas a alternativa).

Portanto, clique em “ON”, para ter acesso à personalização das opções de montagem de sua partição extra.

Opções: (a) Montar ao inicializar; e (b) Exibir na interface do usuário

Clicado o “ON”, ele desaparece, e habilitam-se as várias opções de marcar / desmarcar, bem como vários campos editáveis por preenchimento ou por múltipla escolha.

As opções e preenchimentos que vêm como default são as seguintes:

(X) Montar ao inicializar
(X) Exibir na interface do usuário
(_) Exigir autorização adicional para montar
Nome de exibição: _________
Nome do ícone: __________
Nome do ícone simbólico: __________
__: nosuid,nodev,nofail,x-gvfs-show
Ponto de montagem: /mnt/(UUID)
Identificar como: /dev/disk/by-uuid/(UUID) ↓
Tipo de sistema de arquivos: auto

Você evita mexer no que não entende, — aceita os defaults do sistema, — e, ao reiniciar o computador, recebe uma mensagem em “tela preta” dizendo que não deu certo, não foi possível etc.:

Pressione S para pular a montagem ou M para montagem manual

Pressione S para pular a montagem ou M para montagem manual

Senha ou CTRL-D: montagem falhou

Em seguida, mais uma mensagem para especialistas: — Senha para manutenção, ou CTRL-D para seguir assim mesmo.

Não foi possível montar a partição. “Tente dmesg | tail ou algo assim”

Além de não se realizar a montagem automática da partição, também ficou impossível a montagem manual.

Agora, você clica numa partição mostrada na barra lateral do Nemo, e recebe o aviso de erro, — acompanhada da sugestão:

“Tente dmesg | tail ou algo assim” (“or so”).

Opção x-gvfs-show não-reconhecida, ou falta parâmetro

Ao executar esse comando, fica-se sabendo que a opção x-gvfs-show não é reconhecida, — ou falta algum parâmetro.

x-gvfs-show — à frente do seu tempo, — util-linux ainda não chegou lá

Rápida pesquisa na web indica que x-gvfs-show depende de util-linux 2.21 ou superior, — mas acontece que o disponível nos repositórios ainda é o 2.20.

Trata-se de um bug (#1011257, #1012081), — ou de simples defasagem por excessiva antecipação, — que também afeta muitos usuários do Ubuntu (cujo “gnome-disk-utility” o Mint aproveita).

(A situação deve se normalizar quando sair o Ubuntu 16.04, — e a seguir o Linux Mint 18, — segundo pude entender pesquisando na internet).

Talvez se possa suprir isso, adicionando um repositório “pessoal” (PPA), direto dos desenvolvedores, — mas não procurei saber.

Dicas & tentativas


Encontram-se várias dicas na internet, — para sair do impasse, — incluindo essas duas, mais amplamente difundidas:

A) Preencher o campo “Nome de exibição”, com um nome qualquer, — digamos, “Dados”, — de modo a suprir o parâmetro que falta. O resultado é algo desse tipo:

nosuid,nodev,nofail,x-gvfs-show,x-gvfs-name=Dados

Não resolveu o problema por aqui.

Ou, trocar “x-gvfs-show” por “comment=x-gvfs-show”, — que muitos também dizem que deu certo para eles.

B) Desmarcar a opção “Exibir na interface do usuário”, — de modo a eliminar o bendito “x-gvfs-show”. Aquela linha se reduz a isso:

nosuid,nodev,nofail

Com esta opção, o sistema re-inicializou sem reclamar de nada. Aparentemente a “montagem” das partições realizou-se com perfeição.

Arquivo /etc/fstab alterado pelo “Discos” (gnome-disk-utility), — sem a opção “exibir na interface do usuário

Só, que… ninguém conseguiu encontrá-las, — nem o Nemo, nem o Dolphin, nem qualquer outro aplicativo. — E não foi por falta de procurar em todos os recantos /dev, /media, /mnt da “árvore”.

No final do /etc/fstab, apareciam linhas como essa, por exemplo, adicionada pelo “Discos”:

/dev/disk/by-uuid/985B-1E0D /mnt/985B-1E0D auto nosuid,nodev,nofail 0 0

Para resumir, cito apenas um debate no forum Mint, e um no Ubuntu Handbook.

Essas e outras sugestões sempre resolvem o problema de alguém, — que agradece, feliz da vida, — mas logo surge outro, informando que para ele o problema continua. Infelizmente, era sempre o meu caso.

É claro que se podem tentar inúmeras outras opções, ora mudando uma coisa, ora outra, — por exemplo, montagem em /med/(USER)/(LABEL). Ou, qualquer das 5 opções de “Identificar como”. Ou, substituir o Tipo de sistema de arquivos, de “auto” para “vfat” (se for o caso).

Fiel à minha ignorância, eu jamais tentaria 2 alternativas ao mesmo tempo. Mudaria 1 coisa de cada vez, testaria e, se não desse certo, desfaria, — antes de testar outra. — Só depois, começaria a combinar 2 alternativas, depois 3, e assim por diante, até esgotar todas as possibilidades.

Quem gosta de matemática poderá calcular rapidamente quantas combinações serão possíveis, — considerando o número de variáveis e o número de opções de cada variável, — algum número exponencial, sem sombra de dúvida.

Não me parece razoável, um leigo ter de fazer centenas, ou milhares de testes.

Do dia 28 Jan. ao dia 7 Fev., colecionei uns 20 bookmarks, — apenas as dicas e discussões mais promissoras, — e testei só as que pareciam fazer algum sentido. Infelizmente, nenhuma delas resolveu nada.

Voltei ao “Discos”, desativei as tentativas de montagem automática das partições “extra”, — basta clicar em “ON / OFF”, — para o /etc/fstab voltar ao que era antes. Nada de deixar lixo para trás.

Editando o /etc/fstab


/etc/fstab aberto para edição manual no nano

Naturalmente, empurrei para o final, — como último recurso, — fazer um Mestrado em edição do arquivo /etc/fstab, usando editor de texto em modo “Administrador”, mediante senha.

Você abre um Terminal e digita alguma coisa assim:

gksu gedit /etc/fstab (ou)
kdesu kate /etc/fstab (ou)
sudo nano /etc/fstab

Fornece a senha, escreve lá uma algaravia insana, salva, e é feliz para sempre.

Como obter o identificador UUID das partições (exibidas em azul)

Antes, porém, convém executar um outro comando, — que lhe dará a mais sólida identificação das partições existentes em seu computador, que é a identificação por UUID:

ls -al /dev/disk/by-uuid/

Sim, porque existem vários modos de indicar (no /etc/fstab) quais partições você deseja montar automaticamente ao iniciar a sessão Linux. Pode usar /dev/sda5, por exemplo, — para designar a quinta partição do primeiro HD, — ou citar sua Label (se tiver). Abrindo a lista de múltipla escolha Identificar como, do aplicativo Discos, contei 5 alternativas para uma das partições.

De todas as alternativas, o identificador UUID é universalmente apontado como o mais sólido, — não será afetado por eventuais mudanças no seu sistema.

E assim por diante.

Mas, por favor, estude, antes. Uma dica, para começar, é a página “Fstab” da Community Help Wiki, que no final indica mais alguns tópicos relacionados; ou a página “Fstab” da Wikipedia (en).

A função do aplicativo “Discos” seria justamente essa, — uma interface gráfica para facilitar as configurações, — ao invés de abrir e editar na unha o /etc/fstab.

De fato, o “Discos” vai acrescentando / alterando e/ou retirando algumas linhas no final do arquivo /etc/fstab do Mint, a cada vez que você faz nova tentativa de sair do impasse.

Examinei o /etc/fstab do Kubuntu, — para comparar, — e ele continuava limpinho, enxuto, sem nada disso.

Portanto, o próprio “Discos” me agradava cada vez menos.

A solução adotada: “Comandos” em “Aplicativos de sessão”


Comandos para montagem automática das partições, em “Aplicativos de sessão” (gnome-session-properties)

Felizmente, como antepenúltimo recurso a examinar, ainda restava uma dica de comando a ser rodado no início de cada sessão, — e foi o que resolveu o problema, — sem alterar absolutamente nada no /etc/fstab do Linux Mint.

Alguns “parâmetros” acabaram se firmando, no decorrer das leituras:

a) Não usar ponto de montagem /mnt/UUID, nem /dev/UUID, nem /media/UUID, mas preferir /media/USER/UUID, por exemplo, — por ser o exibido, desde longa data, tanto pelo Dolphin quanto pelo Nemo; e ser, com certeza, o que todos os aplicativos sempre conseguiram encontrar, até hoje, sem problema algum.

b) Evitar qualquer solução de força bruta, que resulte em autorização geral, para um eventual visitante escrever ou apagar coisas onde não deve.

c) Evitar soluções envolvendo o arquivo /etc/fstab, — que o Kubuntu nunca precisou alterar, para montar automaticamente as partições “extra”.

Só não saberia explicar os motivos de tais preferências, até encontrá-los, todos reunidos, na Community Help Wiki, — de modo estruturado, lógico, e sem margem para dúvidas.

Primeiro, estabelece uma distinção bem clara entre montagem “por usuário” (geralmente em /media) versus montagem “sistêmica”, digamos assim (geralmente em /mnt).

Além disso, traz uma rápida abordagem de udisks (que substitui o gnome-mount), com o qual interagem o Nautilus (e o Nemo, Dolphin etc.), quando clicamos para montar uma partição; — em especial o comando udisksctl (ubuntu; história; people), que realiza a montagem de modo consistente com a estrutura de partições em /media/USER/UUID.

Inserindo comando de montagem automática de uma partição “extra” no início de cada sessão

A sugestão é inserir um comando em Menu → Preferências → Aplicativos de sessão (gnome-session-properties) → Adicionar → Comando personalizado que fará a montagem de sua partição “extra” no início de cada sessão:

udisksctl mount --block-device /dev/disk/by-uuid/<uuid>

Substitua “<uuid>” pela identificação UUID obtida lá atrás, cole o Comando no campo apropriado do diálogo menor; dê um Nome autoexplicativo ao “Comando personalizado”; acrescente um Comentário útil para lembrar do que se trata; e clique em “Adicionar”. Por fim, não esqueça de marcar “ON” para que ele seja executado ao iniciar cada sessão no Linux Mint (neste caso, ON é ON, e OFF é OFF, mesmo).

Feito isso, bastou reiniciar o computador para as 3 partições serem automaticamente montadas ao carregar o Linux Mint — sem qualquer alteração no /etc/fstab, que permanece limpo e enxuto, tal como o do Kubuntu.

Arquivos /etc/fstab do Kubuntu e do Linux Mint: sem alterações forçadas

Fonte da solução adotada:


Três anos depois…


Arquivo /etc/fstab — usando Label em vez de UUID, — é mais prático quando há muitas partições

Em 2016, eu ainda não tinha o hábito de aplicar Rótulos (Label) nas partições, — e o painel lateral do Nemo apresentava nomes “técnicos”, — começando por “Volume”, seguido do tamanho em GB.

Isto servia para ir usando, quando eu tinha poucas partições, — com tamanhos bem diferentes, — mas torna-se impraticável, se você tiver 2 (ou várias) partições com o mesmo tamanho.

Aplicação de Rótulos (Label) pelo GParted, em sessão Live

Neste caso, o mais prático é usar Ròtulos (Label), — ao invés do identificador UUID:

udisksctl mount --block-device /dev/disk/by-label/<Label>

Acima: - Aplicação de Rótulos (Label) pelo GParted, na sessão Live, antes de instalar o Linux Mint, ou mesmo mais tarde. — Também é possível aplicar Label por comando:

# e2label /dev/sda1 <LABEL>
OR
# tune2fs –L <LABEL> /dev/sda1

Mas esta solução, — relativamente prática, quando se precisa montar 2 ou 3 partições adicionais, — torna-se extremamente trabalhosa, quando se tem 10, ou mesmo 27 partições para montar.

Por fim, acabei encontrando uma solução mais simples, — que me fez superar a ojeriza pela edição manual do arquivo /etc/fsatab:

Simplificação do /etc/fstab, — substituindo UUID pelos Rótulos (Label)

No exemplo acima, — do Devuan, — foram preservadas as linhas referentes à partição-raiz (Root), Home e Swap, tal como geradas automaticamente durante a instalação.

Para as demais partições, foi montada uma tabela visualmente simples e clara, em arquivo texto.

Na verdade, essa tabela tinha sido montada para o Slackware, — depois foi simplesmente copiada e colada no Debian, — e por fim, no Devuan.

Caso queira aproveitar, basta copiar o bloco e fazer as substituições num editor de texto:

LABEL=Armazem1   /media/Armazem1    ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Sites      /media/Sites       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Works      /media/Works       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=XTudo      /media/XTudo       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux1     /media/Linux1      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux2     /media/Linux2      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux3     /media/Linux3      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux4     /media/Linux4      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux5     /media/Linux5      btrfs       defaults,user    0   0
LABEL=Linux6     /media/Linux6      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux7     /media/Linux7      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux8     /media/Linux8      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Linux9     /media/Linux9      ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home1      /media/Home1       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home2      /media/Home2       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home3      /media/Home3       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home4      /media/Home4       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home5      /media/Home5       xfs         defaults,user    0   0
LABEL=Home6      /media/Home6       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home7      /media/Home7       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home8      /media/Home8       ext4        defaults,user    0   0
LABEL=Home9      /media/Home9       ext4        defaults,user    0   0

Ao usar “defaults,user”, — em vez de apenas “defaults”, — elimina-se a exigência de senha, em algumas distros que vêm sem permissão de montagem pelo usuário.


— … ≠ • ≠ … —

Linux Mint



Kubuntu & KDE


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Live LMDE-2 - Linux Mint Debian Edition MATE

Live LMDE-2 — Linux Mint Debian Edition (MATE)

O “teste de trabalho em Live USB” com o LMDE-2, — Linux Mint Debian Edition 201503 MATE, — começou às 9:48 do Domingo, 24 Jan. 2016, e terminou à noite, depois das 20:45.

Trabalho diário e atividades pessoais desempenhados normalmente no Firefox (sincronizado), no LibreOffice, e no Gimp (com ttf-mscorefonts instaladas pelo Synaptic).

Nemo + Nemo-media-columns (instalados pelo Synaptic) para exibição de dados Exif das fotos

Para conferir uma dica recebida no grupo LinuxBR, foi instalado Nemo + Nemo-media-columns (pelo Synaptic), de modo a exibir em colunas adicionais as dimensões das imagens e os dados Exif de fotografias (data e hora do disparo).

Verificado em retrospecto: — Abrir o Synaptic, encontrar Nemo e seu complemento, marcar, aplicar, download, instalação, configuração posterior, — demoraram exatamente 11 minutos, entre os Screenshots nº 52 (14:22) e 62 (14:33).

Se apenas abrisse um Terminal e colasse o comando sugerido (+ Nemo), — “sudo apt-get install nemo nemo-media-columns”, — teria sido bem mais rápido.

Lembrar de fazer o print nº 63 junto com a dica (acima) foi o mais demorado: 5 minutos.

Histórico


A preparação da sessão começou de véspera, — download da ISO por Torrent, gravação do Pendrive pelo USB Creator, — com um teste curto, de 30 minutos.

Houve, ainda, uma terceira sessão Live, também curta (60 minutos), nas primeiras horas do dia 28 Jan. 2016, — sem configurar nada, — apenas para mais algumas capturas de tela.

Falha no carregamento do Live USB Mint LDE-2 (Debian Edition) MATE

Boot → “vesamenu.c32”


Ao iniciar o computador com boot pelo Pendrive, o LMDE MATE não carregou a interface gráfica, — nem ontem, nem hoje. E nem amanhã.

Surge apenas uma mensagem, seguida do que parece ser um prompt:

vesamenu.c32: not a COM32R image
boot:

Depois de algum tempo, torna a repetir, — e disso não sai, até o fim dos tempos.

Cheguei a suspeitar que o computador tivesse adquirido alergia a Debian “puro” (ou “quase puro”), — erros no USB Creator, falhas de CDs / DVDs gravados pelo K3b, mensagens de “vesamenu.c32” etc., — mas, para cada dificuldade encontra-se uma solução simples.

Uma rápida pesquisa por “vesamenu.c32: not a COM32R image” encontra inúmeros tópicos acusando essa mesma mensagem, desde 2010 (fóruns do Fedora, Ubuntu etc.). Tinha sido aberta uma notificação de bug para o usb-creator, em Set. 2010, com longa troca de mensagens até Jul. 2015 — e que fica para ler com calma, em outra oportunidade.

Solução imediata para carregar o Live USB Mint LMDE-2 (Debian Edition) MATE

Em algum tópico,  alguém resumiu a saída prática: — Teclar “Tab” (ao prompt de “Boot”), para exibir as “Opções”.

Naquele tópico, a primeira opção citada era “linux0” (ou algo assim), e tinha dado certo naquele caso.

Aqui, as opções exibidas foram: “live xforcevesa check local” — sem vírgula a separá-las. — Se não soubesse que essas 4 palavras eram “Opções”, jamais adivinharia.

Teclei “live”, e tudo se resolveu, — não me pergunte como, nem por quê. — Os bits & bytes se entenderam lá entre eles, digamos assim.

“Termina bem, o que bem termina”, — já diziam os gregos, na antiguidade.

Sempre se aprende alguma coisa nova: arrastar o print para uma pasta

Configurações


Ativar NumLock, — para não ficar zanzando End / Home / PageUp / PageDown, enquanto olha para outro lado e pensa estar digitando alguma coisa.

A tecla PrtScn chama o KSnapshot, — menus desaparecem antes, — você clica “Salvar”, abre-se o diálogo, você escolher a Pasta e o Nome do arquivo.

Para não perder tempo, você pode aceitar o nome sugerido e deixá-lo numerar automaticamente. — tipo “Screenshot-001”, “Screenshot-002”, “Screenshot-003” etc.. — Basta clicar “Ok”. Não houve qualquer dificuldade em gravar os prints diretamente na partição FAT, uma vez que os nomes não incluem “:” (dois-pontos).


Configurações do LMDE-2 MATE: Menu → System → Control Center

O Centro de Controle (“Control Center”) reúne e organiza de modo bastante claro um grande número de utilidades que, em outros ambientes gráficos se dispersam entre várias seções, — como “Configurações do sistema”, “Administração do sistema”, — ou se espalham por diversos aplicativos.

Seleção do Fuso horário por mouse, no mapa mundi

A escolha do Fuso horário é bastante facilitada pelo uso do mouse num mapa mundi, embora sempre se possa optar por aquela lista interminável de cidades.

Se você mora no Sul ou no Sudeste, não perca tempo procurando sua cidade, — clique direto em São Paulo.

Localização exata da cidade, nas Preferências do Relógio

Nas Preferências do Relógio (Clock preferences), sim, você pode procurar sua cidade, com êxito, — aparecem até as coordenadas geográficas, — e isso resulta em alguns serviços a mais.

Preferências do Relógio incluem Clima, Temperatura e outras informações

Com a informação exata de sua cidade, o Relógio poderá exibir a Temperatura e outras informações do Clima.

Keyboard preferences → Add (by Country, by Language) → PT-BR → Options → Move up → Tecla de acesso ao 3º nível

Edição do Menu, no Centro de Controle do LMDE-2 - Linus Mint Debian Edition MATE

Edição do Menu do LMDE-2 - Linus Mint Debian Edition MATE.

Preferências de gerenciamento de arquivos no Centro de Controle do LMDE - Linux Mint Devian Edition

Control center → Personal → File management → Display → Date format

Aprendizado por contraste


Várias circunstâncias contribuíram para o LMDE MATE não despertar entusiasmo: — Não é Debian, — nem chega a ser, propriamente, o Mint.

Ao contrário do Linux Mint, — Cinnamon, MATE, KDE, Xfce, — o LMDE-2 “Betsy” LTS não se baseia no Ubuntu, mas (como diz o nome) diretamente no Debian 8 “Jessie”.

O principal interesse era “ver” o quanto poderia trazer de novidade em relação ao Debian, e aproveitar para “ver” um pouco mais do MATE, — que havia testado apenas uma vez, há muito tempo.

A experiência mostrou pouco interesse, — de um ponto de vista pessoal, — apesar de várias “novidades” (ou “diferenças”) interessantes do MATE, para quem anda há muito tempo mergulhado só no KDE (com algumas incursões no Cinnamon).

De certo modo, esses “testes de trabalho em Live USB” tendem a ser uma “revisão” das dúvidas e dilemas enfrentados vários anos atrás, — para escolher 1 ou 2 alternativas após a descontinuação do Kurumin, — agora de modo mais sistemático, mais bem documentado, e com um pouco mais de conhecimento de causa.

Portanto, não é de estranhar que acabem por confirmar aquela antiga opção pessoal pelo KDE, — e pelo Kubuntu, em especial, — bem como a antiga simpatia pelo Linux Mint Cinnamon.

Porém, o contato renovado com as diferentes opções, — e sua evolução desde aquela época, — tem servido para aprender muito sobre o KDE e o Kubuntu.

Provavelmente, nunca aprendi tanto sobre o KDE / Kubuntu, em tão pouco tempo, quanto nesses últimos 4 meses, — fazendo “testes de trabalho em Live USB” com outras “distros” e outros “ambientes gráficos”.

E também sobre a importância de toda essa multiplicidade.

Afinal, o perfil de “ignorante aperfeiçoado”, — com interesse “individualista” e “imediatista” em “produtividade, configurabilidade e possibilidades”, — é apenas 1 entre milhares de perfis, os mais variados, com diferenças gritantes de um para outro.

É preciso não esquecer que esta “melhor solução”, — de um ponto de vista estritamente “pessoal”, perdido numa multidão de gostos e necessidades, — provém exatamente da liberdade de desenvolvimento na mais ampla diversidade de rumos.

O que é bom para um, pode não ser bom para outros, — mas essa imensidade de opções é ótima para todos.

________
Este relato foi iniciado em 8 Fev. 2016 (guardado em rascunho); retomado em 20 Abr. 2016 e publicado às 20:53 do dia 21.
• Foram usados prints e fotos das 3 sessões, indiscriminadamente.

— … ≠ • ≠ … —

Debian



Linux Mint Cinnamon



Testes de trabalho em “Live USB”


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Trabalhando em “Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64

“Live USB” Debian 8.3.0 KDE amd64 pronto para o trabalho

O “teste de trabalho” consiste em carregar um sistema Linux a partir do Pen Drive, configurá-lo para ficar adequado às suas rotinas normais de trabalho, e relatar passo-a-passo a experiência, — sem afetar as demais tarefas de um dia comum.

Trata-se, portanto, de uma sessão “Live USB”, — você carrega um Linux qualquer, a partir do Pen Drive, sem afetar em nada o sistema que tem no computador. — Ao final do dia, encerra a sessão (sai do sistema “Live USB”), desliga, retira o Pen Drive, liga de novo, e volta ao sistema que estava instalado antes.

Esses testes são possíveis porque, em geral,  as distribuições “Live”, — imagens ISO para gerar “Live CD / DVD / USB”, capazes de dar boot e carregar um sistema completo, com interface gráfica, — trazem junto os aplicativos com que trabalho no dia-a-dia, tais como: LibreOffice (texto e planilha), Gimp (edição de imagens), Navegador, FTP, Gerenciador de arquivos, Scanner, Captura de tela, visualizadores de imagens e de PDF etc. — Em suma, quase tudo de que preciso para manter o ritmo normal de trabalho por um dia inteiro.

Em geral, também é possível instalar o novo sistema, — caso lhe agrade, — sem interromper o trabalho normal. Não é preciso “fechar” nada, durante a instalação do novo sistema. Ao final, você é avisado de que a instalação foi concluída com sucesso, — mas pode continuar trabalhando no sistema “Live”. — Apenas ao reiniciar o computador (e ser avisado para retirar o CD, DVD, Pen Drive), carregará o sistema recém instalado no HD.

Foi o que fiz no 1º teste da série, — após trabalhar 4 dias em “Live USB” Linux Mint, — mas, no caso do Debian (2º teste da série), não tinha intenção de instalar. Era apenas o início de um estudo para, no futuro, substituir o velho Windows (XP, ainda!) por +2 sistemas Linux. Mas isso, já é uma outra estória.

O “teste de trabalho” em “Live USBDebian durou pouco menos de 15 horas, das 14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro 2016.

Nesse período, a sessão teve de ser reiniciada 2 vezes, por falha humana (burrice). Portanto, 1 “dia” de 3 sessões “Live USBDebian 8.3.0.

Este relato foi publicado, inicialmente, às 21:37 (UTC -02:00) do dia 28, de acordo com o Blogspot; e revisado / ampliado até 4:59 do dia 29, de acordo com as anotações no caderno (hora de Brasília, no celular). Tinha, então, apenas 2 imagens, tratadas no Gimp “Live USB”, e um texto bastante resumido.

Outras anotações, ficaram guardadas em texto LibreOffice, editado diretamente na partição de Documentos do HD — lembre que uma sessão “Live USB” é apenas virtual: ao desligar, vai tudo para o espaço! — Também ficaram guardados no HD 80 prints de tela (10 já deletados), e algumas fotos de celular; porém os prints apresentam “hora” maluca, pois na maior parte do tempo o “Live USBDebian não sincronizou o horário oficial do Brasil.

Desde então, este relato vem sendo consideravelmente ampliado, — com base nesses registros, — em especial no Domingo, 31 Jan. 2016, mas também depois.

Além da sessão “Live”, propriamente dita, os relatos incluem também anotações do download da imagem ISO, da geração do “Live USB” e, — quando necessário, — fotos do boot (inclusive Configuração da Bios).

Konqueror padrão do Live Debian: saraivada de alertas (e haja clique, para fechá-los)

Konqueror X Iceweasel


Esse “teste de trabalho” com o Debian parecia condenado a ser bastante modesto, — anotar a configuração mínima de trabalho, redigir um relato no LibreOffice Writer, editar algumas imagens no Gimp e publicar no blog, — pois o Konqueror (que vem como navegador padrão) é enjeitado pelo Gmail; emite uma saraivada de alertas para diversos sites Google; e desaba de vez diante do Facebook.

Tudo isso já estava tornando dificultoso e demorado o desempenho de várias tarefas, e não recomendava continuar indefinidamente a (tentar) trabalhar no “Live USB” Debian 8.3.0 KDE.

Iceweasel do Live Debian: bastou configurar a exibição da Barra de Favoritos (embaixo, à esquerda)

Demorei a lembrar do “Iceweasel”, — que vem incluído, embora não seja chamado por padrão. — Abriu Gmail sem rejeição, trabalhou no Blogspot sem emitir nenhum alerta, enfrentou galhardamente o Facebook, e rodou os vídeos sem perder a pose.

Decidi experimentar a “sincronização”, um tanto descrente. Preenchi ID e senha do Mozilla Sync, — e num minuto o Iceweasel se transformou no Firefox de todos os dias, com todos os Bookmarks, botões, plugins, complementos e demais configurações com que estou acostumado a trabalhar.

Só precisei ativar a exibição da Barra de Favoritos, em Menu do Iceweasel → CustomizeShow / hide toolbarsBookmarks toolbar (marcar).

Iceweasel sincronizado: o Firefox personalizado de todos os dias, com os Favoritos, complementos etc.

Assim, ficou plenamente possível trabalhar no “Live USB” por horas a fio, sem que as demais tarefas acabassem prejudicadas.

Histórico do download


23 Jan. - Download do debian-live-8.2.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 8 Set. 2015 no diretório “current-live” do debian.org). Não consegui gerar o “Live USB” pelo usb-creator, que acusou erro: «Invalid version string 'GNU/Linux'».

28 Jan. - Download do debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso (datado de 24 Jan. 2016 no diretório “current-live” do debian.org). “Live USB” gerado, com sucesso, por comando “dd”.

Coincidiu, portanto, de acabar usando uma ISO, por assim dizer, “saída do forno”, apenas 4 dias antes.

Ao carregar o Debian KDE pela primeira vez, no início da tarde (28 Jan.), ele notificou a existência de 4 updates: iceweasel, libcurl3-gnutls, openjdk-7-jre, e openjdk-7-jre-headless.
Ao carregar novamente o mesmo Debian KDE, à 0:20 (29 Jan.), as atualizações em relação à ISO utilizada já somavam 7, — incluindo agora libmysqlclient18, mysql-common, e mysql-server-core-5.5.

Erro não previsto pelo usb-creator: «Invalid version string 'GNU/Linux'»

usb-creator X dd


O mistério do «Invalid version string 'GNU/Linux'» foi registrado desde o Bug #722019 reported by Phillip Griego on 2011-02-20 (pelo menos); e o comentário mais recente nesse tópico tem pouco mais de 1 mês (18 Dez. 2015), ainda acusando o problema.

Importante frisar: — Esse problema só aconteceu ao tentar gravar o Debian 8.2.0 Standard e o Debian 8.2.0 KDE (23 Janeiro). Refiz os downloads, tentei várias vezes, e nada. No caso do Standard (416 MB), também gerei um “Live CD”, usando o K3b, aparentemente com sucesso, — mas ele não carregou a interface gráfica.

Para conferir, logo em seguida tratei de baixar e gravar (com o usb-creator) um novo Kubuntu 14.04.3; e um LMDE-2 (Linux Mint Debian Edition-2) 201503 MATE, — ambos testados com sucesso (boot e sessões “Live USB”).

Se existe alguma solução para esse mistério do usb-creator, nas dezenas de tópicos pedindo socorro, confesso que não consegui perceber.

Uso do comando “dd” para criar o “Live USB” do Debian

O que percebi, em dois ou três tópicos aqui e ali, é que o comando “dd” ajudou outros leigos a saírem do atoleiro:

dd if=/path/to/iso/file of=/dev/sd? bs=8M

Substituindo as partes sublinhadas conforme a “realidade local” do meu sistema, arrisquei essa fórmula mágica, — precedida do “su” + senha de Administrador (root):

dd if=/home/flavio/Linux/debian-live-8.3.0-amd64-kde-desktop.iso of=/dev/sdc bs=8M

Ele não exibiu nenhuma indicação de avanço, — foi preciso ver a luz piscando no Pen Drive, para entender que a coisa estava andando, — e terminou em menos de 2 minutos. Só então apresentou os resultados.

Boot do Live Debian 8.3 KDE: “vesamenu.c32: not a COM32R image

Reiniciando o computador, — com a BIOS configurada para dar boot pelo Pen Drive, — o carregamento estacionou numa “tela preta”, com uma mensagem de arrepiar os cabelos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

E daí não sai mais, — apenas repete, de tantos em tantos segundos:

vesamenu.c32: not a COM32R imageboot:

Esse mistério já tinha se apresentado 5 dias antes (23 Jan. 2016), na primeira tentativa de carregar o Live LMDE-2, — Linux Mint Debian Edition (MATE), — e uma rápida pesquisa na web esclareceu que a saída do loop está em teclar “Tab” (Tabulação), para que sejam exibidas as opções.

Neste caso, as opções apresentadas ao “Tab” foram: — “live, xforcevesa, check, local” (sem vírgulas), — e bastou digitar a primeira (“live”) para prosseguir com o carregamento do sistema.

Menu do boot do Debian KDE: rodar sessão Live, instalar ou opções avançadas (hardware, memória)

Solucionado o problema, o sistema carregou um menu inicial, com 5 opções: Live, Live (failsafe), Install, Graphical install, e Advanced options (Hardware detection tool, e Memory diagnostic tool).

Configuracoes basicas


1) NumLock → ativar, para nomear o primeiro PrintScreen: “001.png”. Nao, no “Live” Debian a gravacao nao eh automática. Abre-se um dialogo, que vai exigir pelo menos 2 cliques. Usando “001” em alguma parte do nome, pelo menos nao tera de nomear os proximos: ele vai incrementando a numeracao.

Configurando o Dolphin para exibir “Detalhes” em todas as pastas: — o correto é “All folders

2) Configurar o Dolphin (em “Control”, na barra de ferramentas dele), para exibir pastas e arquivos em “Lista detalhada”; e marcar a opcao de aplicar essa configuracao a todas as pastas que forem abertas dai por diante (ate o final da sessao “Live”).

Erro no print: — O correto eh marcar “All folders”, pois tambem foram usadas outras particoes.

Ajustes do Relógio: exibição da Data (e formato), fonte de letra, Calendário, Fuso horário

3) Relogio - Clique com o botao direito sobre o Relogio, para “Configurar Relogio Digital”. Nao confundir com “Ajuste de data e hora” (aparecem juntos). O acrescimo da data em “formato longo” faz destacar as horas. (Formatos adicionais de data na “chave inglesa”). Numeros em “bold”, com sombreado, prejudicam a leitura, e voltei atras nessa opcao. Escolha “Calendario” do Brasil (faz diferenca, sim) e “Local”. O Fuso horario, ate vai, mas demorou algumas horas para “sincronizar” com um servidor.

Os PrintScreen desse “dia” (14:15 de 28 Janeiro às 4:59 de 29 Janeiro) ficaram com “data e hora” totalmente malucos.

Atualizações. Aproveitando o Apper para instalar fonte Veranda (Verdana)

4) Atualizacoes sugeridas na Notificacao (chama o Apper). — Aproveitando para instalar fonte Veranda, que substitui Verdana. Escolha “Find by description”, ou nao vai encontrar quase nada. Ao habilitar repositorios “non-free contrib”, podera instalar ttf-mscorefonts-installer, indispensavel para Google Earth.

5) Abrir as anotacoes do ultimo test-drive de Live USB e criar outro Roteiro para anotacoes do atual test-drive do Live Debian.

Configurações do sistema: apresentação compacta; cabe num quadrante da tela e o olhar abrange tudo de uma vez

6) System settings — lembrando que, no Debian, sempre eh necessario “Apply”, para fazer efeito.

Locale → System country → Brazil. Ainda em “Locale”, varias abas:

Language — So existe American English. Nao vejo como adicionar nenhuma outra. (Embora se chame “Linguagem”, na verdade reune formatos numericos, formato de data, dinheiro e outras peculiaridades de cada pais. Ate o final do dia, o Relogio / Calendario continuou em formato “americano”).

Marque “Configure layouts” para habilitar a adição do Teclado PT-BR

Teclado: Português, PT-BR, variant “Default”, e Preview para examinar a disposição das letras e símbolos

Escolha uma tecla de acesso ao “terceiro nível” do Teclado

Mova o Teclado PT-BR para o topo da lista

Keyboard → Layouts → Configure layouts → Add → Portuguese (language) / PT-BR (layout) / Default (variant) → move up → tecla de acesso ao 3º nível (Left-Win)

Algumas teclas muito úteis, no 3º nível. Veja também: configuração do Teclado no Kubuntu 14.04


Date and time → Time zone → São Paulo. — Aparentemente, “não pega”. Após alguns segundos, “Apply” reaparece. Também não consigo ativar “Set date and time automatically”. No boot anterior (segunda sessão “Live USB”), essa conexão acabou acontecendo, — espontaneamente, — após X horas. Nem estava mais preocupado com isso, já tinha até esquecido o assunto.

A sincronização do relógio foi notificada no Print nº 74, com horário das 20:30; mas só o print seguinte (nº 75) se constata o efeito: 19:49. Pelo horário anterior (UTC), já seriam 21:49 em Londres.

Falha humana


Ao todo, iniciei 3 sessões.

A primeira sessão “Live USB” foi abortada, de forma inglória, pouco após a configuração básica, quando o gênio aqui resolveu apertar CTRL-ALT-F1, — inofensivo no Mint 17.3, — e acabou perante a “tela preta”, sem o mínimo preparo para responder à questão mais básica do ENEM: “debian login”.

A segunda sessão “Live USB” teve de ser abortada cerca de 10 horas depois, de modo apenas um pouco menos humilhante, em punição ao pecado de excesso de confiança. Abusei. Criei nada menos do que 4 “áreas de trabalho” (ou “desktops virtuais”, ou “workspaces”), apliquei papel de parede, abri meia dúzia de aplicativos (Gimp, LibreOffice, Iceweasel, algumas cópias do visualizador de imagens aqui e ali) e, como se fosse pouco, meia dúzia de abas do Facebook para não ter de navegar em ziguezague. Resultado: depois de  algumas horas, as “camadas” do Facebook começaram a ficar pretas, os “workspaces” deixaram de responder, e até o Menu do sistema entrou em greve de visibilidade: abria transparente, sem nada para clicar.

Era mesmo de esperar,  — afinal, os 4 GB de memória deviam abrigar o sistema operacional (sem swap para ajudar) e as pastas de Documentos, Imagens etc., além de todos os programas, abas, janelas, 4 desktops virtuais, papel de parede etc. A CPU devia estar pegando fogo.

Ao voltar ao Kubuntu instalado no computador, a temperatura da CPU ainda estava um tanto acima do normal (core0: 55°C). Sim, está na hora de trocar o cooler (o substituto já está a postos, esperando só uma pausa no trabalho para poder desmontar tudo). A simples limpeza com jato de ar comprimido ajudou a desentupir a passagem de ar, mas não podia solucionar a lubrificação dos rolamentos.

Felizmente, todos os documentos estavam salvos; e após fechar as janelas e aplicativos de cada “área de trabalho”, o acesso ao “workspace” seguinte acabava sendo liberado. Só o Menu não voltou de jeito algum, e a brincadeira terminou em off pelo botão de energia, — que, felizmente, ainda não se sofisticou.

Tratando-se de uma sessão “Live USB”, — onde tudo é virtual e vai para o espaço ao encerrar, — a saída pelo botão off não causaria nenhuma sequela. Não havia o que sequelar.

Esta aqui, agora, já é a terceira sessão “Live USB” do test-drive do Debian 8, — sem wallpaper, sem 4 “desktops virtuais”, e sem aquela dúzia de abas de Facebook. Vejamos se chega até o final do relato.

Chegou ao fim do relato, sim: finalizado em mais 2 horas. Desde então, este relato foi complementado e (muito) ampliado em 31 Jan. 2016, Domingo, no Kubuntu 14.04 (instalado desde 2014), com os PrintScreen feitos no dia 28.

Observações [31 Janeiro]


Workspace behavior - Foi onde criei 4 “áreas de trabalho virtuais”. Não faria de novo, em outro teste de trabalho “Live USB”.

Digital camera - Encontrei Sony DSC-H2 (PTP mode) e Nokia Lumia WP8, porém não testei, por estar com os 4 slots USB ocupados. (Falta conectar +2 slots do painel frontal).

Software management - Oferece uma opção fácil de incluir repositórios “non-free contrib” (basta marcar esse campo). Propõe procurar os servidores (“espelhos”) mais rápidos, para agilizar o download e a instalação de softwares. Começa por testar a velocidade dos repositórios do Brasil, em seguida dos países próximos e, por fim, do mundo inteiro. Acabou por sugerir “sft.if.usp.br”.

Conclusões [31 Janeiro]


Como relato de um teste “Live USB”, foram mantidos os termos em inglês. Durante a instalação (que não fiz), você escolhe “Português do Brasil”, e ao reiniciar o sistema a partir do HD as traduções já estarão em vigor.

Normalmente, é só após a instalação que se costumam fazer tantas configurações.

Neste caso, porém, trata-se de “experiências de trabalho em Live USB”, como forma de testar ao máximo.

A rigor, — com o Linux Mint Cinnamon já testado, aprovado e instalado em definitivo, como Linux de “reserva”, — não havia motivo para continuar fazendo outros “testes de trabalho”, com duração de um “dia” inteiro, ou até mais.

Porém, dependendo dos resultados de mais algumas experiências com Wine (ou outra alternativa), é possível que dentro de mais algum tempo elimine o velho Windows (XP!), abrindo espaço para mais 2 sistemas Linux, — e um deles, com certeza, será o Debian (Só falta escolher o ambiente gráfico; que com certeza não será o KDE, já disponível no Kubuntu, nem o Cinnamon, já instalado no Linux Mint).

Dentro dessa perspectiva, qualquer comparação futura será bem mais efetiva, seguindo um padrão fixo de “teste de trabalho em Live USB”.

Enfim, nada disso foi “planejado”. Provavelmente continuaria fazendo (poucas) experiências de curta duração, — 4 ou 6 horas, ou até menos, — em “Live DVD” (por pura inércia do hábito). Foi só a chuva (e a falta de um DVD gravável em casa), que deu origem a essa brincadeira.

Depois de romper a inércia e experimentar uma sessão “Live USB”, ninguém volta ao DVD.

— … ≠ • ≠ … —

Debian