sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Devuan 2.0 “ascii” Beta KDE

Devuan 2.0 “ascii” Beta instalado e atualizado

• Devuan é uma implementação do Debiam sem Systemd.

O Devuan 2.0.0 “ascii” Beta foi lançado em 14 Fev. 2018, — no 3º aniversário do Devuan 1.0 “jessie” Pre-Alpha, lançado em 2015, — e menos de 9 meses após a edição 1.0.0 final.

Representa, portanto, uma “aceleração”, após um desenvolvimento inicial bem mais difícil e demorado.

Índice


  • KDE (Testing)
  • SDDM e Auto-Login
  • KWallet
  • Synaptic
  • Kernel & updates
  • Montagem de partições adicionais
  • Remoção do PIM, Baloo, Akonadi
  • Funcional
  • Migrar ou reinstalar
  • ISO, sha256sum, K3b
  • Velocidades e demoras
  • Instalação (I e II)
  • Particionamento
  • Pacotes
  • Grub
  • Utilitários e desastre
  • Particionamento
  • Debian installer
  • Wallpaper

Referências



KDE (Testing)


KDE Plasma, Cinnamon e LXQt “testing” no Devuan 2.0 “ascii” Beta

Abstraindo questões mais “técnicas”, o que me interessou de imediato foi a possibilidade de instalar o Devuan com KDE Plasma 5, — pois não consegui me adaptar ao Xfce (default) nem ao MATE, — o que, para mim, limitou muito a possibilidade de seu uso no trabalho diário.

Essa implementação do KDE Plasma 5 no Devuan 2 “ascii” Beta ainda está em fase de testes, — assim como as do Cinnamon e do LXQt, — e nesses 11 dias já encontrei vários pequenos desafios, que com certeza tendem a ser corrigidos nos próximos meses.

Esses pequenos desafios se vêm somar a vários outros, do Debian, — que em 10 anos ainda não aprendi a solucionar, — mas alguma coisa no Devuan 2.0 “ascii” Beta trouxe de volta a vontade de insistir mais. Talvez alguma leve fragrância de “without-systemd” (fora do meus limitados conhecimentos); ou mais provavelmente, a novidade do brinquedo.

SDDM e Auto-Login


Seleção do gerenciador de sessão SDDM ao instalar o Devuan 2.0 “ascii” Beta

Um desses pequenos desafios foi conseguir Login automático, — com o gerenciador de sessão (display manager) SDDM, — que venho usando em todas as distros instaladas.

Login automático pelas Configurações do sistema “não pega”

Nas distros que uso há 10 anos (Kubuntu, Mint), o Login automático (no Boot) pode ser habilitado durante a instalação, — ou mais tarde, nas Configurações de sistema (KDE System settings). — Ao “Aplicar” essa opção, é solicitada senha, e já está valendo.

Em outras distros (openSUSE, Mageia, PCLinuxOS), — o KDE System settings não pede senha ao “Aplicar” essa opção, e a mudança “não pega”. Você sai das Configurações de sistema, e ao voltar verifica que está desmarcada outra vez. — No openSUSE, o que de fato funciona é exercer essa opção através do YaST2 (que pede senha antes de abrir). — Nos “derivados” do Mandrake / Mandriva, o que de fato funciona é fazer essa opção através do Centro de Controle (senha antes de abrir); exceto no Rosa, que incorporou o CC como uma seção do System settings.

No Devuan 2 Beta KDE, ao “Aplicar” essa opção, não foi pedida senha, — a opção “não pegou”, — e como nele não existe nada similar ao YaST2 ou ao CC, restava examinar os arquivos de sistema.

Arquivo de configuração gerado pelo comando “sddm --example-config > /etc/sddm.conf”

A definição do auto-Login (com Usuário-padrão e sessão-padrão) deveria estar em um arquivo /etc/sddm.conf, — mas ele não existia, — e reinstalar o SDDM pelo Synaptic não acrescentou nada.

Esse arquivo de configuração foi criado, então, — como Root, — pelo comando:

   19  2018-02-17_14:00:30 sddm --example-config > /etc/sddm.conf

Edição do /etc/sddm.conf pelo mcedit em modo Root

A edição do /etc/sddm.conf foi feita pelo editor interno do Midnight-Commander (mcedit) em modo Root e se limitou ao acréscimo de 2 parâmetros: Sessão e Usuário para Auto-Login:

   [Autologin]
   # Whether sddm should automatically log back into sessions when they exit
   Relogin=false
   
   # Name of session file for autologin session
   Session=plasma.desktop
   
   # Username for autologin session
   User=flavio

No primeiro caso, não adianta tentar os nomes de fantasia “Plasma” ou “Default Xsession” mostrados pelo System settings, — os parâmetros válidos são os arquivos existentes na pasta /usr/share/xsessions.

Mantive desativado o Relogin, — precaução adotada desde a instalação do Slackware, — para não cercear a possibilidade de testar eventuais opções.

Referências



KWallet


Aviso ininteligível ao tentar desativar o KWallet nas Configurações do sistema

No caso do KWallet, sim, as Configurações do sistema “percebem” (acho) a necessidade da senha de Administrador, — mas o aviso que apresenta (colapsado) não pode ser redimensionado, portanto não pode sequer ser lido. — Beco sem saída.

Felizmente, só é chamado (2 vezes) ao abrir o Chromium. — Segue a vida, por enquanto.


Synaptic


Solução provisória — abrir Synaptic por comando

Mais uma vez, o Plasma Discover se mostrou inviável, — bastou abrir para disparar um surto de abuso de CPU, — e o Synaptic foi sumariamente instalado por comando “apt install”.

Não adianta chamá-lo pelo Menu, — ele faz que vai, mas não abre. — Como não é problema capaz de atrapalhar o trabalho, a alternativa provisória é chamá-lo pelo Konsole.

Kernel & updates


Status de proteção similar ao das demais distros Linux instaladas

Desde o primeiro Boot, o Devuan 2 Beta já exibiu no Painel uma notificação de atualizações, — na verdade, apenas uma atualização: do Kernel 4.9.0-4 para 4.9.0.5 (ou de 4.9+80+deb9u2 para 4.9+80+deb9u3), — com instalação simultânea de 2 pacotes “firmware-linux-free” e “irqbalance”.

Desde então (15 a 26 Fev. 2018) não houve mais nenhuma atualização, — o que não chega a espantar, pois o Devuan 1.0 Xfce também sempre teve poucas atualizações, bastante espaçadas.

O apt / Synaptic do Devuan 1.0 Xfce registrou apenas 36 atualizações (1+ pacotes, cada), ao longo de 7 meses completos, de 13 Jul. 2017 até 15 Fev. 2018, — o que dá uma média de 5 pequenas atualizações por mês.

Diferenças entre as instruções de upgrade e os repos do Devuan 2 Beta recém-instalado

Fica para estudo o porquê de vir com apenas 2 repositórios, — em desacordo com as instruções de upgrade:

deb http://deb.devuan.org/merged/ ascii main
deb http://deb.devuan.org/merged/ ascii-security main non-free


Montagem de partições adicionais


Montagem automática de partições pelas Configurações do sistema (udisks2)

O Devuan KDE apresentou comportamento semelhante ao do Debian KDE em 2 quesitos, no que se refere à montagem de partições adicionais, — ou seja, aquelas que não são do sistema (“/”), nem /home, nem Swap deles mesmos:

  • Não basta clicar nelas, pelo Dolphin, para montá-las pelo udisks2
  • Não adianta marcá-las para montagem automática (início de sessão) pelas Configurações do sistema (KDE System settings > Removable devices), que também usam udisks2

Essa dificuldade ainda não foi objeto de investigação e pesquisa no Devuan. — Isso fica para os próximos meses, — uma vez que 2 anos ainda não foram suficientes para resolvê-la no Debian, e é muito possível que a solução acabe por ser comum a ambos.

Uso do Disk Manager para configurar a montagem automática de partições adicionais no Devuan KDE

No Debian, o problema vem sendo provisoriamente contornado pelo Disk Manager (Root), — que faz a montagem instantânea, permite editar os pontos de montagem (path), e grava essas configurações no /etc/fstab, tornando-as permanentes.

Arquivo /etc/fstab com as partições adicionadas pelo Disk Manager

Em resumo: — O Disk Manager dispensa editar o /etc/fstab “na unha”, e assim se evitam possíveis erros de digitação ou de sutilezas técnicas na escolha dos parâmetros.

Esta solução provisória, — usando identificador UUID das partições, — tem 2 inconvenientes:

  • O Debian não completa o Boot, caso qualquer uma das partições tenha sido formatada, com alteração do identificador UUID, — nem há como chegar ao Disk Manager, sem carregar o Debian. — Quando isso acontece, “basta” logar como Root no tty onde aparece a mensagem de erro, e desabilitar no /etc/fstab as linhas que contêm UUID inválidos. Depois disso, o Debian carrega, e basta usar o Disk Manager para gerar outra linha, com UUID correto. Felizmente, formatar partições dos HDDs internos é coisa que só acontece de vez em quando, ao substituir uma distro por outra.
  • É impraticável incluir no /etc/fstab a montagem de partições do SSD externo, — que não fica plugado o tempo todo.

Uma alternativa seria trocar a identificação por UUID pela identificação por “/dev/sXY”, ou por Label, — mas o SSD externo pode oscilar entre /dev/sdd e /dev/sde, — e às vezes acontece de uma partição ficar sem Label, por distração, ao ser formatada.

Diferentes autorizações para montagem de partições em HDDs e SSD / USB

Porém no Devuan, por puro acaso, ficou evidente que a montagem pelas Configurações do sistema (udisks2) funciona, sim, para as partições do SSD externo.

Uma pista: - Em etc/group, o Usuário está em plugdev, mas não em disk:

plugdev: Allows members to mount (only with the options nodev and nosuid, for security reasons) and umount removable devices through pmount.

disk: Raw access to disks. Mostly equivalent to root access.

Mudar isso (sem estudar metade de todo o Linux) é como usar canhão para abrir uma porta. Existem modos menos estúpidos. — Enfim, no Debian KDE, pede-se a senha, a montagem é feita (enquanto durar a sessão), mas o Usuário não fica autorizado a destruir nada. — No Devuan 2.0 Beta KDE, talvez falte pedir a senha (como nos itens observados acima).

Foi adotado, então, uma configuração mista: — Por /etc/fstab para os HDDs internos, — e por udisks2 para as partições do SSD externo.

Mais tarde, essa configuração mista foi aplicada também no Debian KDE, com sucesso.

Pontos de montagem observados no Devuan 2.0 Beta KDE

O resultado desse conjunto de decisões, — e de várias outras, ao longo dos últimos anos, — pode ser examinado na pasta /media.

Os pontos de montagem (path) das partições adicionais do SSD externo foram deixados no padrão /media/$USER/Label, usado pelo udisks2.

Em outras distros, esse padrão é configurado no arquivo /etc/udev/rules.d/99-udisks2.rules:

# UDISKS_FILESYSTEM_SHARED
# ==1: mount filesystem to a shared directory (/media/VolumeName)
# ==0: mount filesystem to a private directory (/run/media/$USER/VolumeName)
# See udisks(8)
ENV{ID_FS_USAGE}=="filesystem|other|crypto", ENV{UDISKS_FILESYSTEM_SHARED}="1"

Acontece que esse arquivo não existe no Devuan 2.0 Beta KDE instalado aqui, — nem no Debian KDE, — e pequenas diferenças como essa desaconselham sair copiando “soluções” de outras distros, sem estudar primeiro (ou pelo menos, fazer alguns testes controlados e observar os resultados).

Já o Disk Manager “preferiu” usar o padrão /media/Label, — que também prefiro, por ser mais simples, — mas isso pode ser alterado manualmente, caso a caso; e é provável que também possa ser configurado globalmente.

Vale notar que os pontos de montagem das partições Home e Raiz das demais distros pertencem ao Administrador (Root), — o que faz todo sentido, — mas dentro das pastas [Home]/flavio o usuário “flavio” pode gravar à vontade.

Não é que todas considerem esse nome simpático, — hipótese não de todo impossível, claro, — mas em todas essas distros o Usuário tem o mesmo identificador UID=1000; por isso todos os respectivos arquivos pertencem ao UID=1000; e qualquer usuário UID=1000 é recebido como se fosse o próprio (ainda que usasse outro nome).

Porém, não arrisco afirmar que seja “natural”, o fato de os pontos de montagem (path) de todas as partições de dados, — Armazem1, Armazem2, Sites, Works, XTudo, — pertencerem ao usuário “flavio” (aliás, ao usuário UID=1000).

É possível que isso não tenha caído do céu, — devido a um hipotético padrão seguido por todas as distros Linux. — Apenas, não lembro exatamente quais providências foram tomadas para garantir que fosse assim (nem posso afirmar que tais providências de fato fizeram diferença).

Enfim, em algumas distros instaladas esses pontos de montagem são pastas permanentes, — embora vazias, quando olhadas “de fora” (a partir de outra distro ou sessão Live), mas com data da última vez em que foram usados, — enquanto em outras distros eles só são criados ao iniciar uma sessão.

Remoção do PIM, Baloo, Akonadi


Remoção da maior parte do PIM, Baloo, Akonadi, via Synaptic

Em tese, pode-se desabilitar o Personal Information Manager (PIM), Baloo e Akonadi, — e cuidar que não venham a ser acionados no dia-a-dia, — para obter um “KDE Light”, que use apenas 330 MiB ~ 450 MIB de Memória RAM no início da sessão.

Na prática, tenho optado por remover boa parte desses pacotes, — tanto no Debian testing quanto no Kubuntu, Mint KDE, — e até no openSUSE Leap.

Essa remoção deixa algumas sequelas, — o apt / Synaptic passa a considerar “Auto Removíveis” dezenas de pacotes do KDE, — inclusive alguns imprescindíveis.

No Devuan 2 Beta, o procedimento consistiu em pesquisar essas 3 palavras, — ordenar “Instalados” no topo, — e marcar para “Remoção completa” todos os que não implicassem em remover pacotes fundamentais.

Remoção de task-kde-desktop como dependência do Akonadi

Entre as dependências afetadas (Remoção “parcial”), estava o task-kde-desktop, — a “tarefa” que instala todo o KDE, pelo Tasksel, — e por isso cerca de 208 pacotes passaram a ser considerados “Auto Removíveis”.

Commit Log for Sat Feb 17 11:20:45 2018

Completely removed:

akonadi-backend-mysql
akonadi-server
kdepim-addons
kdepim-doc
kdepim-runtime
kdepim-themeeditors
kdepimlibs-data
kf5-kdepim-apps-libs-data
kf5-kdepimlibs-kio-plugins
libkf5akonadiagentbase5
libkf5akonadicalendar5
libkf5akonadicontact5
libkf5akonadicore-bin
libkf5akonadicore5
libkf5akonadimime5
libkf5akonadinotes5
libkf5akonadiprivate5
libkf5akonadisearch-bin
libkf5akonadisearch-data
libkf5akonadisearch-plugins
libkf5akonadisearchcore5
libkf5akonadisearchdebug5
libkf5akonadisearchpim5
libkf5akonadisearchxapian5
libkf5akonadiwidgets5
libkf5baloowidgets-bin
libkf5kdepimdbusinterfaces5
libkf5kmanagesieve5
libkf5ksieve-data
libkf5ksieve5
libkf5ksieveui5
libkf5libkdepim-data
libkf5libkdepim-plugins
libkf5libkdepim5

Removed:

accountwizard
akregator
kaddressbook
kde-config-mailtransport
kde-standard
kmail
knotes
korganizer
libkf5alarmcalendar5
libkf5calendarsupport5
libkf5eventviews5
libkf5followupreminder5
libkf5gravatar5
libkf5incidenceeditor-bin
libkf5incidenceeditor5
libkf5kaddressbookgrantlee5
libkf5mailcommon-plugins
libkf5mailcommon5
libkf5mailimporter5
libkf5mailtransport5
libkf5messagecomposer5
libkf5messagecore5
libkf5messagelist5
libkf5messageviewer5
libkf5pimcommon-plugins
libkf5pimcommon5
libkf5sendlater5
libkf5templateparser5
libkolab1
task-kde-desktop

Funcional


Quadro comparativo das distribuições Linux instaladas

Se o objetivo desse registro é preservar a memória dos desafios, — e das soluções (quando encontradas), — isso não significa que só existam problemas.

Pelo contrário! — Considero definitivamente incorporado ao conjunto de distros para uso regular.

No todo, o Devuan 2 Beta KDE está bastante funcional, — se sai muito bem na comparação com as demais distros instaladas. — Trabalho nele dias inteiros, sem incômodos nem frustrações, apesar do pouco tempo dedicado à pesquisa e aos ajustes, sempre necessários quando um leigo começa a trabalhar com algo que ainda não conhece.

  • Fácil encontrar e instalar novos pacotes pelo Synaptic
  • Chromium, Gimp, LibreOffice etc. sem qualquer falha
  • Baixar fotos do celular (via cabo USB)
  • Renomear fotos em massa pelo pyRenamer
  • Konqueror já se instalou com as funcionalidades esperadas
  • Conversão PNG / JPEG
  • Abrir ISO com Ark
  • Modo de exibição “tamanho de arquivos”
  • Barra lateral (F9)
  • KFind
  • Montagem automática de partições “removíveis” (SSD)
  • E o melhor de tudo: — Nenhum crash percebido em 11 dias

Migrar ou reinstalar


Seria uma experiência fascinante, migrar do Devuan 1.0 para o 2.0 Beta, — as instruções parecem bem objetivas e claras, — mas não quis me engajar na etapa que viria depois, ou seja, instalar KDE e remover por completo o Xfce.

Aliás, se tivesse feito isso, agora estaria atribuindo as falhas do “KDE (Testing)” a algum erro na migração, ou a uma hipotética interferência do Xfce removido, ou a uma má implementação manual do KDE Plasma.

Por isso, decidi reinstalar, — começar com uma partição de sistema totalmente “limpa”.

Também pensei em deletar a /home do usuário Xfce (guardando uma cópia), — para criar outra inteiramente nova, — mas acabei esquecendo.

Na prática, porém, todas as pastas visíveis da antiga /home foram “zeradas” (não sobrou nem Wallpaper), — mas sobreviveram inúmeras pastas e arquivos ocultos, — de modo que o bash “lembra” todos os comandos usados no Devuan 1.0 Xfce (manteve até a datação, que segue ativa); o Conky já carregou com a configuração anterior (bastou fazer alguns ajustes); e assim por diante.

Numa segunda instalação, dias depois, as pastas da /home mantiveram todo seu conteúdo, — Wallpapers e ícones, por exemplo, — assim como as configurações (arquivos ocultos) do KDE Plasma e dos aplicativos. Já carregou com quase tudo configurado, bastando reinstalar o Chromium, gnome-screenshot etc., para continuar trabalhando como na véspera.

ISO, sha256sum, K3b


Verificação sha256sum da imagem ISO do Devuan 2 “ascii” Beta

A experiência recente de instalar e configurar o Devuan 1.0 Xfce e MATE mostrou que as imagens ISO “Desktop-Live”, — com Refracta Installer, — só são adequadas quando se opta pelo Xfce (default), além de exigirem que as configurações sejam feitas antes de iniciar a instalação (aliás, desde antes de iniciar a sessão Live).

Por outro lado, as imagens “Installer-ISO” tamanho CD (3 CDs) ou DVD não são recomendadas para Desktop. — Por isso, foi usada a ISO “Net-Installer” (netinst), de menos de 300 MiB, — que exige download de grande número de pacotes durante a instalação.

Velocidades e demoras


14 Fev. 2018 - Dessa vez, não consegui encontrar o Torrent, — e nas primeiras tentativas a velocidade de download do Repositório (principal?) prometia demorar muito. — Como os Mirrors se distribuem ao redor do planeta, podia levar até 24 horas para que todos sincronizassem as novidades.

Esse é um fator a levar em conta, ao avaliar a usabilidade de distros menos populares. — O Rosa Desktop Fresh, por exemplo, com frequência demora para obter até os índices dos repositórios. — No caso do Devuan, tenho esperança de que mais instituições acabem aderindo, de modo a aumentar o número de Mirrors no Brasil.

Problemas locais de conexão também acontecem, — mas ao longo do tempo ficaram claras algumas diferenças de uma distro para outra, — inclusive devido ao hábito de carregar e atualizar todas, uma após outra, num período de poucas horas, 2 ou 3 vezes por semana.

15 Fev. 2018 - Felizmente, no dia 15 encontrei Mirrors atualizados, — escolhi um da Holanda, — com velocidade suficiente para cobrir a conexão local de “10 megas” (1,3 MiB/s), apesar da distância.

Feita a verificação “sha256sum”, a imagem foi gravada em CD, — a instalação transcorreu sem falhas, — e após reiniciar, o Devuan 2.0 “ascii” Beta KDE funcionou maravilhosamente.

Instalação (I e II)


A primeira instalação levou 1h 50min, — com 3 etapas mais demoradas respondendo por 1h 19min do total:

16:03 - Menu do Net-Installer
16:10 - Particionamento manual - começo
16:21 - Particionamento manual - fim (11 minutos)
16:24 - Escolher Mirror próximo de você ─ br.deb.devuan.org
16:25 - Repositório especificado “não suporta sua arquitetura”!
16:26 - Escolher outro Mirror — deb.devuan.org
16:29 - Popularity contest? — Package usage survey - Yes
16:30 - KDE (check) - Devuan DE, Print server, Utilitários do sistema padrão (uncheck)
16:31 - Obtendo 1.549 pacotes - (47 minutos)
17:18 - LightDM ou SDDM
17:27 - Instalação do Grub - começa (9 minutos) - clique errado
17:36 - Instalação do Grub - recomeça (12 minutos)
17:48 - Configurando ajustes de Relógio
17:53 - Instalação concluída - remover mídia

17 Fev. 2018 - Dois dias depois, uma nova instalação foi muito mais rápida, — 59 minutos, — com aquelas 3 etapas respondendo por 31 minutos do total:

9:16 - Menu - Graphical Install
9:18 - Lang
9:18 - Locale
9:18 - Keyboard
9:19 - Hostname
9:20 - rede
9:20 - Root passwd
9:20 - User
9:21 - Clock
9:21 - Clock Brasilia
9:22 - Manual partitioning
9:23 - Disable 11 Swap
9:25 - Root partition
9:27 - Format 2 partitions (5 minutos)
9:27 - Install basic system
9:30 - Another CD / DVD? No
9:30 - Mirror: Brasil
9:31 - Mirror br.deb
9:31 - proxy
9:31 - Mirror br.deb OOPS
9:32 - Mirror Brasil
9:32 - 3rd Mirror Brasil
9:32 - Proxy?
9:32 - Config APT
9:34 - Popularity contest? Yes
9:34 - Tasksel original
9:35 - Tasksel custom - (KDE + standard system utilities)
9:35 - install 1584 packages
9:47 - install 1584 packages - end (12 minutos)
9:47 - SDDM
9:56 - Grub (14 minutos)
10:01 - Grub MBR Yes
10:01 - Grub to sdd
10:07 - Grub
10:10 - ajusta Relogio
10:13 - ajusta Relogio
10:14 - System Clock: UTC
10:15 - Install finished

Com toda certeza, a velocidade de download dos pacotes foi muito maior, — o exame das etapas percorridas permitiu eliminar erros e hesitações, — e a soma de todos os demais passos caiu de 31 para 28 minutos.

Particionamento - Um “particionamento manual” que não passa da escolha de 3 partições já existentes, — e formatar 2 delas, — não é tarefa para se gastarem 11 minutos.

O tempo de 5 minutos, na segunda instalação, é mais razoável.

Como a tarefa não envolve download, a diferença faz pensar que no primeiro dia o operador estivesse muito destreinado, após 2 meses sem instalar Devuan. — De fato, houve várias pequenas perdas de tempo, por não lembrar certas idiossincrasias do “Debian installer”.

O restante desse tempo se deveu à necessidade de o particionador detectar 40 partições, espalhadas em 3 HDDs internos (2 deles bem antigos) e 1 SSD externo também não muito novo (USB2).

Manualmente, também foi preciso desmarcar 11 partições Swap, — dezenas de cliques, idas e vindas, — pois o padrão do “Debian Installer” é selecionar todas, sem perguntar nada; e só no final apresentar um “resumo” com pencas de mudanças a serem gravadas em disco. Aí, é preciso voltar atrás e desmontar a bomba.

Cabe ao usuário saber que isso acontece e vai dar problema, — no mínimo, terá de corrigir o arquivo /etc/fstab das outras 11 distros, pois essa “formatação” muda o UUID de todas as partições Swap. — Além disso, precisará descobrir onde fica registrado o “resume-device” de cada distro (bastante diferenciadas entre si), e corrigir cada UUID também nesses arquivos de sistema. Com sorte, não precisará atualizar initramfs, nem initrd, ou coisa pior (em alguns casos, “basta” reinstalar o Kernel para incorporar o novo UUID). Enfim, atualizar o(s) Grub(s), caso isso não ocorra ao longo do processo.

Acredite, — vale a pena lembrar que o “Debian Installer” tem essa mania, — e investir alguns minutos, agora, para evitar um trabalhão, depois.

Pacotes - Uma baixa taxa de download é a hipótese mais óbvia para a demora de 47 minutos em baixar e instalar 1.549 pacotes, na primeira instalação, — contra 1.584 pacotes em apenas 12 minutos, na segunda.

Grub - A necessidade de examinar outras 11 distros, espalhadas em 40 partições, pode ser a causa do longo tempo gasto na etapa de instalação do Grub (12 minutos), — e para piorar, tinha clicado em algum botão errado, na primeira tentativa (9 minutos). — Foi necessário recomeçar essa etapa.

No entanto, na segunda instalação esse tempo foi até maior, — 14 minutos, — mesmo sem cometer erro algum.

De fato, um simples “update-grub” costuma ser muito demorado, em algumas distros (mais de 10 minutos no KDE Neon), — e muito mais rápido em outras (2 minutos no Mageia 6).

Em algumas distros (como KDE Neon, PCLinuxOS, e também Devuan 2.0), o Grub não detecta ou não gera entradas do openSUSE, — provavelmente por falta de algum pacote ou arquivo complementar de configuração (embora montem normalmente as partições BtrFS / XFS). — O Grub do Mageia é o único que consegue carregar o openSUSE.

Utilitários e desastre


Primeira instalação, — sem os “Utilitários de sistema padrão”

Naturalmente, instalar com sucesso, logo de primeira, — e funcionar maravilhosamente, em seguida, — era bom demais, para durar. Tinha de arranjar um desastre qualquer!

Logo comecei a alimentar uma dúvida, — se não teria cometido um erro, ao des-selecionar os “Utilitários de sistema padrão” (standard system utilities). — Quem sabe, não era a falta deles que causava pequenas dificuldades aqui e ali?

Final feliz: — Instalar de novo

Tentei corrigir isso pelo Tasksel, — descobri que essa opção não estava disponível, — e como não podia deixar de ser, fiz alguma coisa muito errada.

Ao perceber o erro, já estava removendo todo o KDE, — e nem o apt / dpkg / tasksel voltaram a funcionar. — Aliás, após fechar o Konsole, ele também não abria de novo. Tinha ido embora.

  • Para testar a opção dos “Utilitários do sistema padrão”, decidi instalar o Devuan 2 Beta pela segunda vez, — mas seria simples e fácil reinstalar apenas o KDE, como viria a fazer 2 meses depois, após outro desastre semelhante.

Em tempo - Incluir essa opção na instalação seguinte não alterou em nada aqueles pequenos desafios. Nada a ver com nenhum deles.

A dúvida sobre esse conjunto de utilidades já tinha me ocorrido em instalações anteriores, — mas com a ISO “netinst” não há como pesquisar na hora, e depois sempre esquecia.

Dessa vez, não deu mais para esquecer, e acabei encontrando a resposta em “What's the consequences if I don't install the “standard system utilities” of Debian?”, — que aproveita para remeter à página do Tasksel:

This task is available only during the installation, it contains the following packages:

# tasksel --task-packages standard
~pstandard
~prequired
~pimportant

Particionamento


Nenhum mistério no “particionamento manual”

Embora escolha sempre a opção de “Particionamento manual”, — que outras distros chamam de “Expert” ou de “Avançado”, — não realizo nenhuma operação cabalística, nem qualquer salto triplo mortal.

Particionamento concluído há 12 meses, — feito para durar bastante tempo

As mesmas 41 partições existem há exatos 12 meses, — e me limito a escolher 3 delas, para “/” (raiz), /home e Swap.

  • A partição “/” (“sistema”, “raiz”, ou “root”) é sempre formatada, — para eliminar qualquer traço de sistemas anteriores.
  • Sempre que possível, evito formatar a /home, para não ter de refazer as configurações pessoais, — que ficam na Pasta do Usuário (/flavio). — Se criar um novo Usuário (digamos, “Visitante”), é claro que terá as configurações-padrão, inicialmente.
  • A partição Swap só é formatada quando a distro exige.

Afora isso, as pastas /home não são usadas para documentos de trabalho, — apenas Wine e seus aplicativos (ex-Windows), Wallpapers, alguns ícones etc., — de modo que não exigem backup de última hora, caso uma delas precise ser formatada.

Portanto, ao escolher “particionamento manual”, não me refiro a nenhuma “reorganização” dos espaços, — que foi feita “para durar”, independente das distros a serem instaladas, — facilitando a substituição de qualquer distro, sem afetar as demais:


Mudanças superficiais em 1 ano, — agora com Devuan 2 Beta e Kubuntu Bionic daily-build

Apenas no caso do openSUSE, experimentei os sistemas de arquivo BtrFS e XFS, — nenhum problema em 13 meses, desde Janeiro 2017. — Mas, ao substituir um Tumbleweed pelo PCLinuxOS, suas partições foram re-formatadas, de volta para ext4.

Graças à idade do hardware (10+ anos), ainda não precisei quebrar a cabeça com GPT, UEFI, — nem com “travas” inventadas para manter o “consumidor” algemado a um sistema pré-instalado “de fábrica”. — Também não há qualquer “selo” ou “garantia” travando o hardware: o gabinete vive aberto, “pegando poeira”; e se a ventoinha fizer barulho, nada o abafa.

Descartadas as primeiras 5 opções — e desativar 11 das 12 partições Swap

Por isso, não havia nada a fazer com as primeiras 5 opções dentro do “Particionamento manual”.

Era o caso de rolar a tela, para desativar 11 das 12 partições Swap que o “Debian Installer” selecionou automaticamente, — ao longos dos 3 primeiros HDDs (sda, sdb, sdc).

O trabalho começou a 1/3 da rolagem vertical — onde estavam as primeiras 6 partições Swap a desativar

Desativar 1 partição Swap selecionada pelo Debian Installer é coisa rápida, — embora exija vários duplo-cliques. — Portanto, “bastava” fazer 11 “coisas rápidas”, mediante dezenas de cliques duplos.

Repita comigo — de 1 a 11:

  • Duplo-clique em 1 partição Swap para configurar
  • Duplo-clique em “Usar como Swap”, para alterar isso
  • Duplo-clique em “Não usar”
  • Duplo clique em “Finalizar a configuração da partição”
  • n=n+1
  • Da Capo

Adicionar legenda

Enfim, o mais importante: — Selecionar as partições a serem configuradas como “/” e “/home”.

  • Duplo-clique em cada uma das duas, para configurar
  • Duplo-clique em “Usar como”, — caso não estivesse indicado ext4
  • Duplo-clique em “Ponto de montagem”, — escolher “/” ou “/home
  • Duplo-clique em “Formatar”, — no caso da “/
  • Duplo-clique em “Rótulo”, — “Linux12”, no caso da “/
  • Duplo-clique em “Finalizar a configuração da partição”

Esse rótulo é importante, na medida em que todas as distros instaladas usam pontos de montagem tipo “/media/Linux12” — ou “/media/flavio/Linux12” — ou “/run/media/Linux12” — e qualquer desvio desse padrão exigiria vários ajustes nas outras 11 distros.

É verdade que existe “formatação” e “formatação”, — depende dos padrões adotados por cada aplicativo, distro ou instalador.

Algumas vezes, por exemplo, “formatar” implica em mudar até o identificador UUID da partição, — e isso afeta outras distros, nas quais você use /etc/fstab para a montagem de partições adicionais. — Daí minha preferência pelo udisks2, sempre que possível, pois me parece que usa informações automaticamente atualizadas.

Outras vezes, “formatar” não afeta, sequer, o Rótulo da partição, — mas na dúvida, prefiro me garantir.

Partições usadas: sdd3, sdd7, sdd11 (SSD externo)

O mais importante, portanto, — partições a serem configuradas como “/” e “/home”, — estava no final da rolagem, por se tratar do “sdd” (SSD externo).

As letras “F” indicam “formatar” — e “K” indica o contrário (keep, preservar). — Nenhuma indicação quanto ao Rótulo. Na dúvida, é melhor dar mais um duplo-clique e conferir.

Feito tudo isso, não adianta clicar em “Continuar”, — pois vai receber um aviso de que não escolheu partição nenhuma!, — e ao “Voltar”, ainda arrisca a ter de recomeçar do zero… Detectar 40 partições, escolher “Particionamento manual”, e fazer tudo isso de novo.

Na verdade, o passo mais garantido é duplo-clique em “Finalizar o particionamento e escrever as mudanças no disco” (o processo avança sem necessidade do “Continuar”).

Depois disso, ainda se apresenta um resumo das operações que serão realizadas. — Se não estiver tudo dentro do planejado, clique em “Voltar” e corrija.

Debian installer


Pela tecla “Voltar”, às vezes chega-se ao Roteiro completo, — incluindo opções fora do roteiro típico

Por princípio, é mais seguro um clique-duplo em qualquer opção, — do que apenas selecioná-la e clicar em “Continuar”, — pois foi encontrado pelo menos um caso em que isso não deu certo.

Para isso, no entanto, é indispensável sempre rolar até o final de cada tela, — e examinar todas as opções existentes, com muita atenção, — pois é comum que a última delas seja requisito para poder prosseguir, sem que se percam as opções feitas na parte superior da tela.

Wallpaper


O Recife visto de Olinda

O Recife visto de Olinda, em Vista do Sítio Histórico de Olinda, by Passarinho / Pref. Olinda.

Wikimedia: Categories: Igreja e Mosteiro de São Bento in Olinda | Views of Brazil

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No-systemd



Debian


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