domingo, 26 de dezembro de 2010

Tags, Marcadores, Categorias, Taxonomias, Menus & outros bichos

Ao fazer sua primeira postagem na vida, o Blogger / Blogspot oferece um campo chamado "Marcadores", e não se pensa mais nisso. Um dia, instalei um Gadget(*) chamado "Marcadores", selecionei "Cloud", e lá está um negócio que, agora, já nem sei como se chama ― um bando de "Marcadores", espalhados mais ou menos aleatoriamente, com destaque progressivo (tamanho crescente de letras) para os "Marcadores" mais marcados.

(*) Ao instalar, chama-se "Gadget", mas ao passar o mouse sobre o ícone de Editar, o link que se entrevê chama aquilo de "Widget". Então, ficamos assim.

Ao iniciar a vida de blogueiro no Wordpress (tanto gratuito quanto hospedado), o neófito já não encontra a mesma moleza. Logo de cara, depara com 2 campos ― Tag e Categoria. Ou bem preenche ambos com a primeira coisa que lhe vem à cachola, ou (na dúvida) deixa ambos em branco, ou nem nota que aquilo existe. Talvez fique chocado em seguida, ao ver que seu primeiro post sumariamente tachado de "Uncategorized". Um post, assim, "sem catiguria"?... Muito candidato a blogueiro deve entrar em depressão, e cometer sabe lá que desatinos, sob o impacto de tal influxo depreciativo. Após alguma hesitação, optei por ir criando e preenchendo Categorias ― inclusive com possibilidade de hierarquizá-las um pouco ― e deixei pra lá as Tags. Um dia, resolvi repetir a experiência do Blogger, procurei... Aliás, procurar o que? Mexe daqui, mexe dali, tudo parece apontar para coisas como Tag, Tag Cloud, Nuvem de Tags, Tagaelic etc. Baixei e instalei o plugin mais colorido e... nada. Aliás, pior ― desmantelou tudo que vinha (ou deveria vir) depois, inclusive o link para o painel de administração. Em casos assim, voltar, backspace, alt-seta-para-esquerda, antes que se perca. Você está vindo do painel, e ao painel quer voltar rapidim, para desfazer a caca. Configura, reconfigura, tenta, e nada. Baixei mais três plugins, não tão promissores. Ok, todos três funcionaram (sei agora), mas ao invés de uma bela nuvem, ou mesmo de uma nuvem meia-sola, todos apresentavam uma única Tag, apontando para um único post. Mais meia hora, e acabei percebendo o que já havia esquecido ― só usei Tag uma vez, não achei graça, nunca mais preenchi outra. Lição: nuvem de Tag, tudo bem; mas parece não haver nuvem de Categorias. Se é o WP quem oferece o dilema, o problema, quem sabe seja entre seus tutoriais e foruns que se encontre alguma orientação ― que nem procurei, ao fazer meus primeiros posts. Procurei agora, e não me animei muito com os primeiros resultados. Ok, foi só aquela busca inicial, impaciente e preguiçosa. Uma dica, que faz muito sentido: ― use Categorias para classificações compactas e estruturadas, e Tags para uma multidão que você sabe que começa no primeiro passo mas não faz idéia de quantos habitantes terá um dia: o céu é o limite. E aí, claro, todo o resto também começa a fazer sentido. A nuvem de Tags, pelo menos, feita exatamente para destacar meia dúzia de top fives numa multidão caótica. Que utilidade teria, fazer o mesmo com as Categorias, um grupo seleto, compacto, pouco numeroso, e além do mais, feito para ser hierarquicamente estruturado?
  • 2011 Jan. 23 - Um post do FerramentasBlog, que devia ter encontrado logo de cara. Teria sio muito útil.
No Drupal, claro, nada disso acontece. O mais provável é que o novato jamais chegue a tentar o primeiro post de sua vida. Nove entre dez chances de jamais ouvir falar em Drupal. Se ouvir, não tentar. Se tentar, desistir. Se insistir, baixar pinéu sem demora. Se por lá persistir nos sintomas, perder-se irremediavelmente entre Taxonomia versus Menu, ou coisas piores. Seja como for, não tem Tags ou Categorias (pelo menos, ainda não encontrei). Tem Taxonomias ― no plural, já que loucura pouca é bobagem ― fortemente estruturáveis, com capítulos inteiros dedicados à arte de complicar o simples arrastar-e-soltar. Não perca tempo engatinhando, matricule-se imediatamente num curso de Biblioteconomia, agora a caminho das Ciências da Computação, onde atende pelo nome de Tecnologias da Informação. Volto ao assunto depois que completar o terceiro pós-doutorado.

Como a vida é um algoritmo, é claro que no final a gente volta ao começo, e olha tudo de novo. De volta ao Blogger (ou Blogspot), futriquei mais um pouco os Gadgets (ou serão Widgets), e não pude concluir ― se aquilo ali são Tags ou Categorias. Talvez visite a interface em inglês, para ver o que diz lá.
  • 2011 Jan. 23 - Em tempo: o BrOffice Writer usa "MarcadorMarcador" com o significado de "AnchorÂncora" -- aquela coisa em HTML, para a qual se pode fazer um link, dentro da mesma página ("pula-pra-lá").
Já dá para separar os mais diversos blogs (e comunidades, por que não) em caóticos e estruturantes, à la Umberto Eco. Bobagem. Nada impede de oferecer ambos os caminhos. Mas se vai barbarizar, comece cedo e não pare mais. Para não perder tempo ― nem espantar a freguesia ―, limite um pouco a quantidade de Tags na nuvem. Isto, se seu objetivo é destacar, e não confundir. E quanto maior a velocidade e o número das postagens, talvez prefira limitar também a cobertura temporal dessa estatística, de modo a destacar o que rola no momento ― como as #hashtags do Twitter ―, pois a sobrecarga de velhos top fives apenas retardará o destaque das novidades. Quanto mais demorar a chamarem atenção, maior a chance de os novos assuntos só serem percebidos quando já estiverem velhos.

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